O Tratamento Precoce para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático Acelera a Recuperação Mas Não a Sustenta

A maioria das pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) recuperam-se após um tratamento inicial — mas um número substancial ainda sofre por anos após um evento traumático, mesmo com intervenções clínicas precoces, de acordo com um estudo publicado em abril de 2016, na The Journal of Clinical Psychiatry.

Por um período de 12 semanas, os pesquisadores olharam para vários grupos de indivíduos não-militares sofrendo de TEPT (um estudo de coorte com um total de 232 indivíduos) após um único evento traumático. Todos os participantes receberam ou terapia de exposição prolongada; terapia cognitiva; tratamento com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS); ou uma pílula de placebo um mês após o evento traumático. Eles também acompanharam indivíduos que recusaram tratamento. Todos foram reavaliados em cinco meses e em 36 meses.

Embora os grupos recebendo exposição prolongada e terapia cognitiva tenham mostrado uma redução significante de sintomas aos cinco meses (61% melhor do que os outros grupos) e seus sintomas tenham permanecidos baixos por três anos, os outros grupos, incluindo aqueles que recusaram tratamento, alcançaram o mesmo nível de sintomas baixos por três anos. Nesse sentido, a exposição prolongada/precoce e a terapia cognitiva encurtou significativamente o tempo para recuperação, mas não reduziram uma prevalência de três anos de TEPT: “nós presumimos que pessoas vivendo em um ambiente estável teriam melhores condições para recuperação a longo-prazo comparadas aos indivíduos que experienciam guerras prolongadas ou vivem em um constante estado de violência”, diz Arieh Y. Shalev, MD, professor no departamento de psiquiatria da NYU Langone Medical Center. “Isto poderia explicar parte da recuperação espontânea deles sem tratamento inicial. Contudo, o que este estudo nos diz em sua essência, é que há um significante desafio de saúde pública a frente. IndivÍduos expressando continuamente sintomas iniciais de TEPT e que são resistentes ao tratamento precoce, deveriam ser o foco de pesquisa futura”,  o Dr. Shalev adiciona que “eles são aqueles que permanecem cronicamente em sofrimento, incapacitados e requerem longo cuidado após seu incidente traumático. Nós precisamos encontrar formas para identificar estes sujeitos, aumentar as respostas iniciais favoráveis para tratamento existente e encontrar novas formas de reduzir o fardo a longo-prazo do TEPT”.

Este estudo continua o trabalho do Dr. Shalev e colaboradores que desenvolveram uma ferramenta computacional que pode identificar indivíduos em alto risco para TEPT. Em um estudo publicado no ano passado na BMC Psychiatry, aqueles em alto risco para TEPT poderiam ser identificados em menos de duas semanas após eles terem sido vistos em um serviço de emergência seguindo um evento traumático.

Aproximadamente oito milhões de americanos (populações civis e militares) experienciarão TEPT em um determinado ano, de acordo com o U.S. Department of Veterans Affairs’ National Center for PTSD. Trauma é também bastante comum em mulheres; cinco de cada dez mulheres experienciarão um evento traumático em algum ponto durante sua vida.

Early treatment for post-traumatic stress accelerates recovery but does not sustain it

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Early treatment for post-traumatic stress accelerates recovery but does not sustain it