O Tipo de Psicoterapia Importa no Tratamento de Síndrome do Cólon Irritável

Ao redor do mundo, aproximadamente 1 em cada 10 adultos sofrem de uma condição dolorosa (e algumas vezes, debilitante) chamada de Síndrome do Cólon Irritável ou IBS.

Estudos anteriores encontraram que, em média, a psicoterapia é tão efetiva quanto a medicação, na redução da severidade dos sintomas deste transtorno gastrointestinal e o tipo de psicoterapia parecia não importar.

Agora, psicólogos da Vanderbilt University olharam para os diferentes tipos de psicoterapia para determinar qual é a melhor para melhorar a capacidade dos pacientes com IBS para participarem em atividades diárias. Eles encontraram que uma forma, chamada Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é a mais efetiva: “avaliar o funcionamento diário é importante porque ele distingue entre alguém que experiencia sintomas físicos mas pode engajar-se totalmente em atividades do trabalho, escola e social de alguém que não pode”, disse Kelsey Laird, uma estudante de doutorado do programa de psicologia clínica da Vanderbilt.

Laird é a primeira autora do estudo: “Comparative efficacy of psychological therapies for improving mental health and daily functioning in irritable bowel syndrome: A systematic review and meta-analysis”, publicado online pela Clinical Psychology Review em novembro de 2016.

Os autores analisaram 31 estudos, que forneceram dados de mais de 1.700 indivíduos que foram randomicamente alocados para receberem ou psicoterapia ou uma condição controle tais como grupos de apoio, educação ou listas de espera.

Em geral, aqueles que receberam psicoterapia mostraram ganhos maiores em funcionamento diário comparados a aqueles que estas alocados a uma condição controle. Contudo, indivíduos alocados para receberem TCC experienciaram maiores melhorias do que aqueles que receberam outros tipos de terapia (TCC é um termo generalista para uma série de diferentes terapias, cada um dos quais está baseada na idéia de que pensamentos, sentimentos, fisiologia e comportamento estão inter-relacionados. Tratamentos são estruturados para ajudar pessoas a desenvolverem formas alternativas de pensar e se comportar com a meta de reduzir sofrimento psicológico e estimulação fisiológica).

Os autores especulam que a maior melhoria observada em pacientes que receberam TCC pode ser devido ao fato de que tratamentos frequentemente incorporam “exposição”, uma técnica no qual os indivíduos são gradualmente expostos a situações desconfortáveis. Para alguém com IBS, isto poderia incluir viagens longas, comer fora em restaurantes e ir a lugares onde os banheiros não são de fácil acesso: “encorajar os indivíduos a gradualmente confrontarem tais situações pode aumentar a capacidade deles para participarem em uma gama mais abrangente de atividades”, disse Laird. “Contudo, mais pesquisas são necessárias antes que nós possamos dizer o porque a TCC parece ser mais efetiva para melhorar o funcionamento em IBS comparada a outros tipos de terapia”.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/12/type-psychotherapy-matters-treatment-irritable-bowel-syndrome-46454

O Sono Ajuda a Processar Experiências Traumáticas?

O sono ajuda a processar estresse e trauma? Ou ele, na verdade, intensifica reações emocionais e memórias do evento? Esta questão previamente sem resposta é altamente relevante para a prevenção de transtornos relacionados ao trauma, tal como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A forma como as experiências extremamente estressantes são processadas desde o início pode influenciar o curso e desenvolvimento posterior do TEPT. Pacientes com TEPT experienciam memórias altamente emocionais e perturbadoras ou mesmo flashbacks onde sentem-se como se estivessem experienciando seu trauma novamente. O sono poderia desempenhar um papel-chave no processamento do que eles sofreram.

Um estudo conduzido por uma equipe do departamento de Psicologia da University of Zurich e o Psychiatric University Hospital Zurich agora abordou a questão de que se dormir durante as primeiras 24 horas após um trauma tem um impacto positivo em estresse altamente emocional e memórias relacionadas a eventos traumáticos. No laboratório, os pesquisadores apresentaram, aos sujeitos testados, um vídeo traumático. As memórias recorrentes das imagens do filme que atormentaram os sujeitos testados por alguns dias foram registradas em detalhes em um diário. Virtualmente, do nada, os sujeitos testados viam um snapshot do que tinham visto em sua cabeça, despertando os sentimentos e pensamentos desagradáveis que haviam experienciado durante o filme. A qualidade destas memórias assemelha-se àquelas de pacientes sofrendo de TEPT.

Os participantes do estudo foram randomicamente alocados em dois grupos. Um dormiu no laboratório por uma noite após o vídeo enquanto o sono deles era registrado via um eletroencefalograma (EEG); o outro grupo permaneceu acordado: “nossos resultados revelam que pessoas que dormiram após o filme, tinham um menor número de memórias emocionais estressantes recorrentes do que aquelas que tinham permanecido acordadas”, explica a primeira autora do estudo Birgit Kleim, do departamento de psicopatologia experimental e psicoterapia, da University of Zurich. “Isto apoia a suposição de que o sono pode ter um efeito protetivo nas consequências das experiências traumáticas”. Por um lado, o sono pode ajudar a enfraquecer/diminuir as emoções conectadas a uma memória existente, tal como o medo causado por experiências traumáticas, por exemplo. Por outro lado, ele também ajuda a contextualizar as recordações, processá-las informativamente e armazenar estas memórias. Contudo, este processo presumivelmente leva várias noites.

De acordo com os autores do estudo, recomendações em tratamentos precoces e lidar com pessoas traumatizadas na fase inicial são poucas e dispersas: “nossa abordagem oferece uma importante alternativa não-invasiva para as atuais tentativas para apagar memórias traumáticas ou tratá-las com medicação”, diz Birgit Kleim. “O uso do sono pode provar ser uma estratégia precoce de prevenção natural e adequada”.

 

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/12/sleep-helps-process-traumatic-experiences-46481

A Chave Para a Resposta Bem-Sucedida de um Antidepressivo é Dormir o Suficiente?

Medicação é uma parte importante do tratamento para muitos pacientes com transtorno de depressão maior, mas a transição para antidepressivos não é sempre tranquila. Pode levar seis semanas para uma pessoa responder a farmacoterapia. E com taxas de remissão de aproximadamente 1/3, a maioria dos pacientes com depressão poderiam também beneficiarem-se de melhor resposta global para a medicação.

Pesquisadores da University of Michigan que são especializados tanto em psiquiatria quanto em medicina do sono, encontraram uma potencial forma para ajudar. Um horário preciso para dormir (como uma rotina de sono) poderia afetar as taxas de remissão de antidepressivos e tempo de resposta, os pesquisadores encontraram. Mas não na forma que eles pensavam. Estudos anteriores, a maioria de settings com pacientes internados, encontrou que total ou parcial (quatro a cinco horas) privação do sono em uma única noite melhorou o humor no dia seguinte em aproximadamente 60% dos pacientes. Esta quantidade extrema de privação de sono não é, contudo, prática ou segura para pacientes em suas próprias casas.

Em um novo estudo da U-M e publicado na Journal of Clinical Psychiatry, 68 adultos foram alocados para passar seis ou oito horas na cama cada noite durante as primeiras duas semanas no uso do antidepressivo fluoxetina.

É o primeiro estudo a avaliar os efeitos do humor em um razoável tempo de restrição na cama em pacientes ambulatoriais. Sono e humor foram medidos diariamente pelas primeiras duas semanas e medida de humor continuou semanalmente por seis semanas mais após os pacientes retornarem de seus regimes de sono preferidos e continuarem com a fluoxetina: “é importante encontrar estratégias práticas e seguras que possam melhorar nossas tradicionais terapias de depressão, então nós decidimos avaliar uma quantidade mais modesta de privação do sono que poderia facilmente ser implementada em conjunto ao tratamento medicamentoso”, diz J. Todd Arnedt, Ph.D., principal investigador e professor da U-M. “Embora nós tenhamos previsto que o grupo com tempo restrito na cama teria uma melhor resposta, baseado em uma melhor resposta, baseado em anterior pesquisa de privação de sono em depressão, nós, na verdade, encontramos o oposto”.

Surpreendentemente, o grupo que passou as oito horas completas na cama cada noite mostrou maior melhora em todas as frentes. Os sujeitos tiveram quase 2x mais probabilidade de alcançar remissão de sintomas após as oito semanas completas de tratamento de antidepressivo – 63% comparado com 33% no grupo de seis horas. Eles também experienciaram uma resposta mais rápida ao tratamento: “este é o primeiro estudo para demonstrar que um sono adequado pode acelerar e aumentar a resposta de tratamento antidepressivo”, Arnedt disse, “mas mais pesquisa é necessária”.

Dos sujeitos que passaram seis horas na cama, foi dito para um grupo para ficar acordado por duas horas mais tarde e o outro para acordar duas horas mais cedo. Os pesquisadores queriam avaliar se mudanças em sono lento profundo ou sono REM em taxas de resposta afetam a remissão. Estudos anteriores tinham produzido achados contraditórios sobre se a resposta ao tratamento estava relacionada a mudanças em particulares estágios de sono.

Após duas semanas no esquema de seis horas, a polissonografia feita de um dia para o outro, verificou que os sujeitos que acordaram duas horas mais cedo experienciaram uma significativa redução no sono REM enquanto aqueles que ficaram acordados mais tarde experienciaram uma quantidade aumentada de sono lento. Mas nenhuma diferença na resposta de tratamento foi encontrada entre os grupos de seis horas: “esta pesquisa não apoia o papel específico de sono lento ou sono REM tão crucial para a resposta ao tratamento”, Arnedt says.

Tecnologia portátil permitiu que os pesquisadores soubessem como funciona bem seus sujeitos e estes foram seguindo as instruções de tempo para ficar na cama. O dispositivo ActiGraph, similar ao Fitbit mas capaz de detectar o sono mais acuradamente, usa sensores de movimento para determinar se os pacientes passaram suas horas definidas na cama.

O grupo encarregado com oito horas na cama em grande parte aderiu ao cronograma. Mas o grupo de seis horas teve grande dificuldade. O grupo do cronograma para acordar cedo passou cerca de uma hora a mais na cama do que o que foi instruído: “estes achados nos dizem que se a condição de seis horas tivesse produzido melhores resultados em termos de resposta ao tratamento, os pacientes seriam improváveis de seguir uma recomendação clínica para passarem apenas seis horas na cama durante as duas semanas iniciais de terapia antidepressiva. Então, esta é uma estratégia que não é possível para implementação em settings ambulatoriais”, Arnedt afirma.

Como o estudo foi desenhado para, primeiramente avaliar os efeitos de restrição de tempo na cama em resposta a tratamento antidepressivo, o próximo passo, Arnedt diz, é avaliar diretamente se otimizar ou ampliar o tempo de sono enquanto iniciando a terapia com antidepressivo melhora a resposta. Otimização da programação de sono envolveria considerar não apenas quantas pessoas estão dormindo mas também fatores individuais tais como a preferência de sono e horas para acordar de um sujeito, além da qualidade de sono.

A equipe está também interessada em técnicas de medida mais sofisticadas, tais como imagem do cérebro e EEG de alta densidade, para examinar mais a fundo o impacto de manipular diretamente o sono REM, de sono lento e outros aspectos do sono assim como fatores implicados na resposta ao tratamento.

Por enquanto, Arnedt recomenda prestar atenção mais de perto de como e quanto os pacientes estão dormindo quando começam a usar os antidepressivos. Os pacientes começando com um novo antidepressivo deveriam ser advertidos contra restringir seu tempo na cama porque poderia influenciar o quão rápido e efetivo eles respondem a medicação: “eventualmente, nós gostaríamos de identificar combinações de sono e tratamentos circadianos que são independentemente efetivos para depressão e que podem ser usados praticamente e seguramente em settings de pacientes internados e ambulatoriais”, ele diz.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Is sufficient sleep the key to successful antidepressant response?

A Cultura Modela o Conhecimento de Crenças das Crianças

Uma nova pesquisa da psicóloga do desenvolvimento Stanka Fitneva, da Queen’s University, encontrou que a cultura e o ambiente podem impactar quando e como as crianças identificam suas próprias áreas de conhecimento e aquelas dos adultos em suas vidas: “crianças não sabem tudo o que os adultos sabem, nem os adultos sabem tudo o que as crianças sabem”, explica a Dra Fitneva. “Embora pesquisas anteriores tenham nos permitido ter um maior entendimento de quando esta diferenciação em entendimento entre o conhecimento especifico do adulto e da criança ocorre, muito das pesquisas tem ocorrido no ocidente. Neste estudo, nós examinamos se fatores culturais podem desempenhar um papel em como estas crenças são formadas”.

O estudo examinou dois conjuntos de crianças, consistindo de 24 crianças de 4 anos de idade e 24 crianças de 7 anos de idade, no Canadá e no Japão. Apesar de ambas serem democracias modernas e tecnologicamente avançadas, as duas nações diferem na abordagem do papel do indivíduo como parte de uma sociedade maior e a importância dada aos mais velhos. A Dra Fitneva levantou a hipótese de que esta diferença poderia impactar como as crianças e os adultos consideram o que o outro sabe e entende.

Foi pedido para as crianças identificarem se certas capacidades ou tipos de conhecimento seriam mais prováveis de serem mantidos por um adulto ou uma criança. Foi então solicitado as crianças que descrevessem seu próprio conhecimentos dos mesmos itens e tarefas e pedido para identificar conhecimento ou habilidades que crianças seriam mais prováveis de possuir do que adultos. Os pais destas crianças também participaram preenchendo um questionário, que incluiu questões perguntando o que suas crianças sabiam que eles (pais) poderiam não saber – tais como os nomes dos personagens do Bob Esponja ou outros tópicos relacionados a programas populares específicos para crianças.

A Dra Fitneva notou uma diferença entre as amostras, sobre como as crianças reconheceram seu próprio conhecimento e aqueles de crianças da mesma idade. Todas as crianças identificaram com sucesso o conhecimento ou habilidades de “adultos” tal como ‘saber como fazer canja de galinha’. Contudo, crianças japonesas auto-relataram conhecimento mais forte correlacionado com sua visão global do que as crianças deveriam saber – sugerindo que elas viam seu próprio conhecimento como sendo similar aos das crianças da mesma idade, ao invés de supor que elas se destacaram do grupo. Os pesquisadores concluíram que fatores culturais poderiam contribuir para esta diferença em como as crianças interpretam o conhecimento dos adultos: “como nós esperávamos, as crenças sobre o conhecimento especifico do adulto desenvolveria primeiro em ambas as culturas; e crenças sobre o conhecimento especifico da criança estão mais fortemente relacionados a um próprio conhecimento da criança na amostra japonesa”, afirma a Dra Fitneva.

Culturalmente, o estudo notou que as crianças desenvolvem crenças sobre o que os adultos sabem antes de serem capazes de identificar sua própria área de conhecimento. A Dra. Fitneva atesta que pesquisas adicionais são necessárias para um completo entendimento sobre como as crianças desenvolvem seu senso de conhecimento especifico para a idade e quando um nível de conhecimento real da criança diverge de seu próprio senso do que eles sabem.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Researcher finds culture shapes children’s beliefs about their own knowledge

Novos Estudos Encontram Conexão Entre Dor Crônica e Transtornos Ansiosos

Uma nova pesquisa fornece insight para uma conexão observada por muito tempo, mas pouco compreendida, que é aquela entre a dor crônica e a ansiedade e oferece um potencial alvo para tratamento. Os achados do estudo, publicado na Biological Psychiatry, mostram que a expressão aumentada de PACAP – um peptídio neurotransmissor que o corpo libera em resposta ao estresse – está também aumentado em resposta a dor neuropática e contribui para estes sintomas.

Os pesquisadores examinaram a expressão de PACAP (pituitária adenilato ciclase ativando-polipeptídeo) juntamente com um dos caminhos do sistema nervoso para o cérebro – o trato espinoparabraquial amigdalóide – que viaja da medula espinhal para a amígdala, a base de operação do cérebro para comportamento emocional.

Usando modelos para dor crônica e ansiedade, assim como modelos que podem traçar neuro-circuitos de PACAP, a equipe de pesquisadores foi capaz de observar onde os caminhos do estresse e da dor crônica intersectada: “dor crônica e transtornos relacionados a ansiedade frequentemente ocorrem paralelamente”, diz Victor May, Ph.D., professor de ciências neurológicas da University of Vermont (UVM). Em um estudo de 2011, ele e os membros da equipe de pesquisadores encontraram que o PACAP estava altamente manifestado em mulheres exibindo sintomas de TEPT.

Embora May e seus colaboradores tenham visto um aumento nos comportamentos relacionados a ansiedade em modelos de dor crônica, o comportamento ansioso e a hipersensibilidade a dor estavam significativamente reduzidos quando um receptor antagonista de PACAP – destinado para bloquear a resposta – foi aplicado: “ao mirar este regulador e caminho, nós temos oportunidades para bloquear tanta a dor crônica quanto transtornos ansiosos”, diz May, cujo próximo passo é trabalhar com colegas da área de química da University of Vermont para desenvolver pequenos compostos moleculares que possam antagonizar ações da PACAP. “Isto poderia ser uma abordagem completamente diferente para usar benzodiazepínicos e opióides – é uma outra ferramenta no arsenal para lutar contra a dor crônica e transtornos comportamentais relacionados ao estresse”.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

New study finds connection between chronic pain and anxiety disorders

O Tratamento Precoce para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático Acelera a Recuperação Mas Não a Sustenta

A maioria das pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) recuperam-se após um tratamento inicial — mas um número substancial ainda sofre por anos após um evento traumático, mesmo com intervenções clínicas precoces, de acordo com um estudo publicado em abril de 2016, na The Journal of Clinical Psychiatry.

Por um período de 12 semanas, os pesquisadores olharam para vários grupos de indivíduos não-militares sofrendo de TEPT (um estudo de coorte com um total de 232 indivíduos) após um único evento traumático. Todos os participantes receberam ou terapia de exposição prolongada; terapia cognitiva; tratamento com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS); ou uma pílula de placebo um mês após o evento traumático. Eles também acompanharam indivíduos que recusaram tratamento. Todos foram reavaliados em cinco meses e em 36 meses.

Embora os grupos recebendo exposição prolongada e terapia cognitiva tenham mostrado uma redução significante de sintomas aos cinco meses (61% melhor do que os outros grupos) e seus sintomas tenham permanecidos baixos por três anos, os outros grupos, incluindo aqueles que recusaram tratamento, alcançaram o mesmo nível de sintomas baixos por três anos. Nesse sentido, a exposição prolongada/precoce e a terapia cognitiva encurtou significativamente o tempo para recuperação, mas não reduziram uma prevalência de três anos de TEPT: “nós presumimos que pessoas vivendo em um ambiente estável teriam melhores condições para recuperação a longo-prazo comparadas aos indivíduos que experienciam guerras prolongadas ou vivem em um constante estado de violência”, diz Arieh Y. Shalev, MD, professor no departamento de psiquiatria da NYU Langone Medical Center. “Isto poderia explicar parte da recuperação espontânea deles sem tratamento inicial. Contudo, o que este estudo nos diz em sua essência, é que há um significante desafio de saúde pública a frente. IndivÍduos expressando continuamente sintomas iniciais de TEPT e que são resistentes ao tratamento precoce, deveriam ser o foco de pesquisa futura”,  o Dr. Shalev adiciona que “eles são aqueles que permanecem cronicamente em sofrimento, incapacitados e requerem longo cuidado após seu incidente traumático. Nós precisamos encontrar formas para identificar estes sujeitos, aumentar as respostas iniciais favoráveis para tratamento existente e encontrar novas formas de reduzir o fardo a longo-prazo do TEPT”.

Este estudo continua o trabalho do Dr. Shalev e colaboradores que desenvolveram uma ferramenta computacional que pode identificar indivíduos em alto risco para TEPT. Em um estudo publicado no ano passado na BMC Psychiatry, aqueles em alto risco para TEPT poderiam ser identificados em menos de duas semanas após eles terem sido vistos em um serviço de emergência seguindo um evento traumático.

Aproximadamente oito milhões de americanos (populações civis e militares) experienciarão TEPT em um determinado ano, de acordo com o U.S. Department of Veterans Affairs’ National Center for PTSD. Trauma é também bastante comum em mulheres; cinco de cada dez mulheres experienciarão um evento traumático em algum ponto durante sua vida.

Early treatment for post-traumatic stress accelerates recovery but does not sustain it

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Early treatment for post-traumatic stress accelerates recovery but does not sustain it

Mulheres que Sentem Demandas de Perfeição Por Parte do Parceiro Sofrem em sua Vida Sexual

Mulheres que percebem que seu parceiro sexual está impondo padrões perfeccionistas nelas podem sofrer de disfunção sexual como resultado a isso, encontraram psicólogos da University of Kent.

No primeiro estudo aprofundado sobre como os diferentes tipos de perfeccionismo sexual afetam a mulher ao longo de um período de tempo, os pesquisadores também encontraram que perfeccionismo sexual ‘exigido pelo parceiro’ contribuíram para a auto-imagem negativa.

Perfeccionismo é definido como um ‘empenho para a perfeição e a fixação em padrões excessivamente altos para desempenhar, acompanhado por tendências para auto-avaliações ostensivamente críticas e preocupações sobre avaliações negativas feitas pelos outros’. É uma característica comum de personalidade que pode afetar todos os domínios da vida. Contudo, as consequências mais a longo prazo de como ela afeta a vida sexual das pessoas não tinha sido previamente explorada.

A pesquisa, liderada pelo professor Joachim Stoeber, da escola de Psicologia da universidade, considerou a resposta de 366 mulheres que completaram duas entrevistas no período de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014. Estas mulheres, incluindo 230 estudantes e 136 usuárias de internet, tinham médias e idade de 19.7 e 30 anos, respectivamente. Para aquelas recrutadas para o estudo, foi dito que a pesquisa online estava investigando se ‘expectativas e crenças pessoais e interpessoais afetam a sexualidade e a função sexual de uma pessoa’.

Os pesquisadores diferenciaram entre quatro formas de perfeccionismo sexual: auto-orientado, orientado pelo parceiro, exigido pelo parceiro e exigido socialmente. Eles encontraram que perfeccionismo sexual exigido pelo parceiro contribuiu para o auto-conceito sexual negativo e disfunção sexual feminina. Em particular, o perfeccionismo sexual exigido pelo parceiro preveu as diminuições em função sexual feminina acerca da excitação.

Eles ainda encontraram que o perfeccionismo sexual exigido pelo parceiro preveu as diminuições na estima sexual e aumento em ansiedade sexual, sugerindo que é um fator psicológico que pode contribuir para problemas de auto-conceito sexual em mulheres. O estudo é, portanto provável ser de interesse para médicos, terapeutas e profissionais trabalhando para ajudar mulheres nesta área.

O estudo, intitulado: “Multidimensional Sexual Perfectionism and Female Sexual function: A Longitudinal Investigation”, está publicado na revista cientifica  Archives of Sexual Behavior.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

When women feel their partner demands perfection, sex life suffers

A Forma Como Você vê o Seu Peso Pode Depender dos Seus Genes?

Você se sente acima do peso, razoável/na média ou muito magra?

Sua resposta para esta questão pode estar vinculada aos genes que você herdou de seus pais, especialmente se você é do sexo feminino, de acordo com um novo estudo liderado pela University of Colorado Boulder: “este estudo é o primeiro a mostrar que os genes podem influenciar como as pessoas se sentem sobre o seu próprio peso”, disse o doutorando Robbee Wedow, da CU Boulder e autor principal do estudo: “e nós encontramos que o efeito é muito mais forte para mulheres do que para homens”.

A pesquisa mensurou a hereditariedade de status subjetivo do peso, que indica qual proporção de variação em um dado traço é devido aos genes de variação versus o ambiente. Estimativas de hereditariedade variam de 0 a 1, com 0 indicando que a genética não é um fator contribuinte de jeito nenhum e  1 indicando que a genética é o único fator contribuinte.

O estudo mostrou que status percebido do peso foi 0,47 herdado, disse Wedow, que junto com o co-autor Jason Boardman, está no departamento de Sociologia e é membro do Institute of Behavioral Science, da CU Boulder: “as estimativas de hereditariedade nos forneceram a primeira evidência de que a identidade de peso pode ter fundamentos genéticos”, Wedow afirmou.

Um artigo no assunto foi publicado online em 2016 na revista cientifica Social Science & Medicine.

A equipe usou dados do National Longitudinal Study of Adolescent to Adult Health ou Add Health, que continha como amostra mais de 20.000 adolescentes para a idade adulta, incluindo centenas de gêmeos que foram primeiro interrogados sobre sua saúde, começando em 1994. Todos os participantes no estudo nacional foram amostrados novamente durante quatro subsequentes entrevistas em casa até 2008.

Primeiro, o índice de massa corporal (IMC) de cada pessoa foi calculado durante cada uma das quatro entrevistas da Add Health. Então, foi perguntado aos participantes como eles se sentiam sobre seu próprio peso. Opções de resposta incluíram “bastante abaixo do peso”, “levemente abaixo do peso”, “peso normal”, “levemente acima do peso” e “bastante acima do peso”.

Os pesquisadores prestaram atenção especial ao dados de gêmeos do Add Health como uma forma para conseguir a parte genética de status de peso percebido, olhando para as informações de mais dos 700 pares de gêmeos no banco de dados. Eles incluíram gêmeos idênticos e gêmeos fraternais, o último incluindo ambos irmãos: do mesmo sexo e de sexo oposto. gêmeos idênticos compartilham 100% de seus genes um com o outro, enquanto que os gêmeos fraternais compartilham aproximadamente 50% de seus genes.

Boardman disse que o novo estudo e outros como ele são importantes, uma vez que os pesquisadores tem repetidamente mostrado que avaliações de saúde são fortes preditores de mortalidade adulta. Alguns estudos tem mostrado que as auto-avaliações de saúde são, pelo menos, tão acuradas quanto avaliações de saúde dos sujeitos feitos pelo seus médicos. Ele disse: “a própria percepção de uma pessoa sobre sua saúde é uma medida padrão ouro – prediz mortalidade melhor do que qualquer outra coisa”, disse Boardman, “mas aqueles que são menos flexíveis para avaliar suas mudanças na saúde ao longo do tempo podem ser menos propensos do que outros a fazer esforços significantes para melhorar e manter sua saúde”.

Os pesquisadores enfatizaram que, mesmo quando há uma conexão genética para determinados comportamentos ou traços humanos, os ambientes sociais e as escolhas pessoais sempre desempenharão um grande papel nos resultados do desenvolvimento.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study: Feeling heavy, light, or about right? Your genes may be to blame

Depressão Durante a Gravidez está Associada com Estrutura Cerebral Anormal em Crianças

Sintomas depressivos em mulheres durante e após a gravidez estão associados com espessura do córtex reduzida – a camada exterior do cérebro responsável por pensamento complexo e comportamento – em crianças em idade pré-escolar, de acordo com um novo estudo publicado no Biological Psychiatry. Os achados sugerem que o humor da mãe pode afetar o desenvolvimento do cérebro da criança em estágios críticos em vida: “mães geralmente querem fazer tudo o que podem para dar aos seus filhos a melhor chance possível de sucesso na vida. Elas frequentemente certificam-se de comer bem e tomar vitaminas especiais”, disse John Krystal, editor da Biological Psychiatry. “Este novo estudo agora sugere que uma outra coisa que elas podem fazer é ter a certeza de que sejam tratadas para a sua depressão”.

18% das mulheres experienciam depressão em algum momento durante a gravidez e ambas as depressões – perinatal e pós-parto – tem sido associadas com desfechos negativos em crianças. O novo estudo, liderado por Catherine Lebel, da University of Calgary, em Alberta, é o primeiro a reportar associações entre a depressão maternal e a estrutura anormal do cérebro em criança desta idade.

Os pesquisadores avaliaram 52 mulheres para sintomas depressivos durante cada trimestre da gravidez e alguns meses após a criança ter nascido. As mulheres variaram sobre a presença de sintomas: algumas com nenhum ou poucos sintomas e algumas preenchendo os critérios para depressão. Quando as crianças alcançaram aproximadamente 2.5 a 5 anos de idade, os pesquisadores usaram imagem por ressonância magnética para medir a estrutura cerebral delas.

Mulheres com sintomas depressivos mais altos tenderam a ter crianças com afinamento frontal e áreas temporais, regiões corticais implicadas em tarefas envolvendo inibição e controle da atenção. Os pesquisadores também encontraram uma associação entre sintomas depressivos e substância branca anormal na área frontal, os feixes de fibras conectando a região para outras áreas no cérebro.

Estas associações foram apenas encontradas quando sintomas ocorreram durante o segundo trimestre e pós-parto, sugerindo que estes períodos são particularmente críticos para o desenvolvimento cerebral da criança.

O afinamento cortical é um aspecto normal do desenvolvimento cerebral durante a primeira infância, então Lebel diz que os achados sugerem que o cérebro possa estar desenvolvendo-se prematuramente em crianças cujas mães experienciam mais sintomas depressivos.

Anormalidades em estrutura cerebral durante períodos críticos em desenvolvimento tem frequentemente estado associados com desfechos negativos, tais como dificuldade de aprendizagem e transtornos comportamentais. Adicionalmente, as anormalidades da estrutura cerebral identificadas no estudo refletem aquelas encontradas em crianças com depressão ou em alto risco para desenvolver o transtorno, sugerindo que estas alterações podem ser porque as crianças de mães com depressão perinatal são mais vulneráveis a depressão posteriormente.

Embora o mecanismo por trás da associação permaneça um mistério, os achados podem ter implicações para minimizar riscos de desenvolvimento cerebral atípico em crianças: “nossos achados destacam a importância de monitorar e apoiar a saúde mental em mães não apenas no período de pós-parto mas também durante a gravidez”, afirmou Lebel.

 

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Depression during pregnancy is associated with abnormal brain structure in children