O Que Fazer Depois do Resultado das Eleições?

Eu já tinha até preparado um outro texto para ser publicado, mas a pedido de uma amiga, decidi escrever este hoje.

Já pela manhã, depois do resultado das eleições, além de falar com dois pacientes ansiosos, ainda tive que fazer dois atendimentos de emergência de duas pessoas com ataque de pânico.

Para quem mora em NY, a coisa parece que está bem difícil de engolir, já que a Hillary ganhou no estado com mais de 65% dos votos. Mas falar de política não é o objetivo do post e sim, falar um pouco sobre como podemos lidar com toda essa situação turbulenta.

Segundo a Terapia Cognitiva, o mundo é aquilo que nós interpretamos. Simples assim! A realidade é aquilo que eu significo e interpreto. Existe sim uma possibilidade REAL de que as coisas piorem, MAS precisamos lidar com ela.

Não podemos ANTECIPAR uma catástrofe porque até pode ser que ela não chegue ou, que chegue em uma intensidade menor. Ou seja, aquilo no qual eu não tenho controle não deveria me abalar, já que eu não posso fazer nada. Ah, então significa que eu tenho que sentar e esperar? DE MANEIRA NENHUMA. É preciso SIM pensar sobre a situação e pensar nas diferentes formas que você poderia reagir para cada uma.

A idéia é COMO EU POSSO FAZER ao invés de pensar: NÃO HÁ NADA A SE FAZER ou ainda EU NÃO CONSEGUIREI FAZER.

Eu entendo que esse é um momento de catarse, onde as pessoas precisam colocar para fora as suas frustrações e desapontamentos, mas não podemos deixar que esta situação controle a nossa vida e nos paralise.

Lembre-se que, em época de campanha eleitoral, os políticos prometem isso e aquilo e, depois no final, não cumprem nem 50% do prometido.

Não VIVA no E SE, mas esteja preparado (com o plano A, B, C…até Z se for preciso) para uma tomada rápida de decisão.

Como eu falei anteriormente, a idéia não é ACEITAR e se CONFORMAR mas é parar para pensar qual o poder que você tem nesse momento para mudar o quadro. A sua ansiedade e o seu estresse farão com que essa situação seja modificada? E, além disso, quando nos deixamos tomar por esse pânico, não conseguimos pensar e refletir claramente sobre aquilo que está a nossa volta.

Devemos sempre esperar pelo melhor e estarmos preparados para o pior.

Desejo a todos muita sabedoria e paciência para lidar com tudo aquilo que ainda está por vir ❤

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A Natureza Heterogênea da Depressão

A depressão é geralmente considerada como um especifico e consistente transtorno caracterizado por um conjunto definido de sintomas e frequentemente tratada com uma combinação de psicoterapia e medicação. Contudo, as escalas de avaliação padrão usadas por profissionais de saúde e pesquisadores para diagnosticar esta doença frequentemente diferem nos sintomas que eles listam, talvez explicando assim porque  um tratamento uniformizado tem sido até o momento tão inefetivo.

Este é o achado da pesquisa conduzida pelo psicólogo Eiko Fried da University of Amsterdam (UvA). Os resultados foram publicados na última edição do Journal of Affective Disorders.

A depressão é frequentemente vista como um transtorno médico comum como sarampo – ou a pessoa tem ou não tem. Como resultado, o diagnóstico é geralmente seguido por atribuir especificas opções de tratamento. Mas ao contrário dos transtornos físicos, onde exames de sangue ou outros testes objetivos permitem um diagnóstico confiável, não há tais medidas para determinar se alguém está deprimido. Pelo contrário, pesquisadores e clínicos questionam pacientes sobre sintomas que são indicativos de depressão, tal como tristeza, ideação suicida e problemas de sono. Se uma pessoa tem muitos sintomas depressivos, ela é considerada deprimida.

Em seu estudo, Fried usou uma análise de conteúdo para investigar a sobreposição de sintoma de 7 escalas de classificação/avaliação de sintomas que são comumente usados na pesquisa em depressão. Uma das escalas é a Hamilton Rating Scale of Depression, que contem 17 sintomas depressivos predominantemente físicos como paralisia, perda de peso e retardo motor. Um outro é o Beck Depression Inventory, que inclui 21 sintomas, a maioria cognitivo-afetivo, tais como sentimentos de inutilidade, culpa, choro e auto-rejeição.

O que nós encontramos foi que estas e outras escalas de avaliação mostraram surpreendentemente poucos sintomas sobrepostos. Além disso, juntos eles apresentam um total de 52 diferentes sintomas de depressão variando de tristeza, ausência de interesse e ideação suicida a problemas genitais, irritabilidade e ansiedade. Estes achados salientam a evidente heterogeneidade de depressão, um transtorno principalmente visto como uma consistente síndrome, diz Fried. ‘Pacientes diagnosticados com depressão são frequentemente pensados ter tipos similares de problemas e, portanto, recebem tratamentos bastante similares. Entretanto, o fato de que 7 escalas de avaliação habitual de depressão contem mais de 50 diferentes sintomas mostra o quão marcantes os diferentes pacientes deprimidos podem ser em termos de problemas que eles experienciam. Isto parece indicar a necessidade por mais tratamento personalizado e pode explicar o porquê atuais soluções “uniformizadas” como antidepressivos mostram tão pouca eficácia’.

Fried acredita que seus achados poderiam também representar um problema maior para a pesquisa em depressão porque o tipo de escala usada por pesquisadores poderia determinar os desfechos de um estudo cientifico. Fried relata: ‘por exemplo, imagine que você é um pesquisador e quer estudar a estrutura do cérebro de pacientes deprimidos. Isto é usualmente feito dando a um grande grupo de pessoas uma determinada escala de depressão e se estas pessoas tem um certo número de sintomas, elas são parte do estudo como deprimidas’.

De acordo com Fried, seus achados sugerem que o tipo de escala que um pesquisador usa pode ditar o tipo de pessoas que são parte no estudo: ‘por exemplo, se um pesquisador usa a escala de Hamilton, que está focada nos sintomas físicos, os tipos de participantes que ela examina em seu estudo do cérebro diferiria dramaticamente daqueles que fariam parte se ela estivesse usando a escala de Beck. E estes diferentes grupos de pessoas provavelmente diferirão em suas estruturas cerebrais. Como este e estudos anteriores mostram, pessoas deprimidas diferem consideravelmente nos problemas que elas experienciam e sintomas que exibem. Isto provavelmente explica porque tantos diferentes estudos de depressão chegam a conclusões bastante diferentes’.

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The heterogeneous nature of depression

Estudo Estima o TDAH na Idade Adulta

Em um recente estudo, 60% das crianças com TDAH demonstraram persistência dos sintomas na casa dos 20 anos e 41% tinham tanto os sintomas quanto o prejuízo decorrente da doença quando adultos jovens. Investigadores notaram que as taxas de TDAH persistente na idade adulta tinham variado enormemente em estudos anteriores, dependendo de como a informação é coletada e analisada.

Em um estudo de seguimento de 16 anos, do Multimodal Treatment Study of Children with ADHD (the “MTA”), eles encontraram que uma combinação de relatos de pai/mãe e mais um sintoma limite que é ajustado para a idade adulta (ao invés de baseado em definições tradicionais da infância para TDAH) pode ser ideal: “tem havido muita controvérsia recente sobre se as crianças com TDAH continuarem a experienciar os sintomas na idade adulta”, disse a Dra. Margaret Sibley, autora do estudo publicado no Journal of Child Psychology and Psychiatry. “Este estudo encontrou que a forma como você diagnostica o TDAH pode levar a diferentes conclusões sobre se ou não um adulto ainda tem o transtorno que começou na infância. Primeiro, se você pergunta para o adulto sobre seus sintomas continuados, eles frequentemente estarão inconscientes deles; contudo, membros da família e outros que o conhecem bem frequentemente afirmam que ainda observam sintomas significativos no adulto”.

A Dra. Sibley adicionou que se a definição clássica na infância de TDAH é usada quando diagnosticada em adultos, muitos casos serão perdidos porque a apresentação dos sintomas muda na idade adulta: “ao perguntar a um membro da família sobre os sintomas do adulto e usando as definições do transtorno baseadas em adultos, você tipicamente encontra que aproximadamente metade das crianças com TDAH de moderada a severa ainda apresentam significantes sinais do transtorno na idade adulta”.

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Study estimates ADHD symptom persistence into adulthood

As Crianças e o Uso de Aparelhos Touch Screen

O seu filho pequeno usa um tablet touch screen? Um recente estudo publicado no Frontiers in Psychology mostrou que o uso precoce de telas sensíveis ao toque (touch screen) e, em particular, ativamente rolar a tela, correlaciona-se com o aumentado controle motor fino em crianças pequenas.

Smartphones e tablets são agora comuns no trabalho e em casa. Se você esta lendo isso pela manhã durante o seu trajeto em um transporte publico, é provável estar fazendo isso de um aparelho de touch screen, enquanto está rodeado por pessoas que estão completamente absorvidas por seus próprios aparelhos de touch screen.

Tem havido um dramático aumento na compra e uso de tablets e smartphones nos últimos anos. No Reino Unido, a propriedade familiar de aparelhos de touch screen aumentou de 7% em 2011 a 71% em 2014. Não é, portanto surpreendente, que as crianças estejam usando aparelhos de touch screens em uma idade muito precoce, mas isto é uma coisa boa ou não?

Os efeitos de usar aparelhos de touch screen por parte de crianças pequenas são uma preocupação de alguns pais e políticos. A opinião pública defende que usar aparelhos de touch screen muito precocemente pode levar ao atraso do desenvolvimento cognitivo das crianças. A Academia Americana de Pediatria aconselha que as crianças não deveriam ser expostas a quaisquer aparelhos de telas, incluindo touch screens, antes da idade de dois anos e agências similares em outros países têm adotado estas diretrizes. Contudo, nós não sabemos ainda se estes medos são justificáveis e constatamos que quando se refere a aparelhos de touch screen, eles não são respaldados por dados concretos. As atuais diretrizes são provavelmente mais de uma reação automática a uma nova tecnologia do que uma estratégia de saúde fundamentada.

Cientistas ainda não estudaram extensivamente a relação entre desenvolvimento infantil e uso de touch screens, porque a tecnologia é ainda tão nova e as crianças que tem usado esta tecnologia desde pequenas ainda são muito novas.

Apesar das orientações, na realidade, muitas crianças pequenas usam aparelhos de touch screen desde muito cedo. O Dr. Tim J Smith da University of London, deu-se conta de que há uma necessidade por mais dados sólidos e com a ajuda de seus colaboradores da King’s College, montaram uma pesquisa online para pais no Reino Unido, para responderem questões sobre o uso de touch screen por parte dos filhos. Isto incluiu questões sobre se as crianças pequenas usaram aparelhos de touch screen, quando usaram um pela primeira vez e com que frequência e por quanto tempo eles os usa. A pesquisa também incluiu questões especificas para avaliar o desenvolvimento das crianças, tais como a idade que elas primeiro empilharam blocos, que indica habilidade motoras finas ou a idade que elas usaram sentenças de duas palavras, que indica desenvolvimento de linguagem.

No total, 715 famílias responderam e o estudo confirmou que usar aparelhos de touch screen é extremamente comum em crianças pequenas do Reino Unido: “o estudo mostrou que a maioria das crianças pequenas tinham exposição diária a aparelhos de touch screen, aumentando de 51,22% aos 6-11 meses a 92,05% aos 19-36 meses”, explicou o Dr. Smith.

Os pesquisadores não encontram associações significativas entre o uso de aparelhos de touch screen e desenvolvimento do andar e nem da linguagem. Contudo, “em crianças pequenas da faixa etária de 19-36 meses, encontraram que a idade em que os pais reportaram que seu filho primeiro rolou o dedo ativamente em um touch screen foi positivamente associada com a idade em que eles foram primeiro capazes de empilhar blocos, uma medida de controle motor fino”.

Ainda não é conhecido se esta correlação indica que usar aparelhos de touch screen pode melhorar as habilidades motoras finas ou se as crianças com habilidades motoras finas são mais propensas a usarem aparelhos de touch screen mais cedo, e por isso, trabalho adicional é requerido para determinar mais precisamente a natureza desta relação. Contudo, é claro que a atual geração de crianças pequenas está adaptando-se rapidamente a esta nova tecnologia e estas crianças prometem usar estes aparelhos durante toda a sua vida.

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Touchscreens may boost fine motor skills in toddlers, study finds

Pesquisadores Descobrem que o Ciclo Menstrual Afeta a Navegação Espacial e a Memória Verbal das Mulheres

Tem sido sugerido que as mulheres são melhores do que os homens para dar instruções para ir para um determinado lugar. Uma nova pesquisa da Concordia University, em Montreal, publicada na revista cientifica Psychoneuroendocrinology, mostra que isso pode ser graças aos hormônios que engatilham o ciclo menstrual: “mulheres tem algumas vezes relatado aos médicos que sua memória trabalha diferentemente dependendo de qual fase do ciclo menstrual elas estão — mesmo durante e depois da gravidez ou depois da menopausa. Isto tem levado os cientistas a se perguntarem se o estrogênio e a progesterona poderiam afetar a memória e a resolução de problemas”, diz o professor de psicologia Wayne Brake, que é co-autor do estudo: “nossa pesquisa mostra que, ao invés de prejudicar a memória em geral, o estrogênio e a progesterona podem, ao invés, provocar o cérebro para favorecer um sistema de memória ou estratégia em detrimento da outra”.

Para o estudo, os pesquisadores testaram 45 mulheres que tinham ciclos menstruais regulares. Primeiro, as participantes responderam a um questionário de “perfil hormonal” que coletou informação detalhada dos períodos menstruais, gravidez passadas, método contraceptivo e história de ingestão de hormônio sintético, além de hábitos de vida gerais.

Foi dado aos participantes uma tarefa de memória verbal, tal como lembrar uma lista de palavras e também uma tarefa de navegação virtual, tal como achar o caminho de saída em um labirinto em um videogame, que poderia ser resolvido de várias formas. No final do experimento, os participantes foram interrogados sobre como eles resolveram as tarefas do inicio ao fim.

Os resultados foram claros: mulheres que estavam ovulando desempenharam melhor sua tarefa de memória verbal. Por outro lado, as mulheres testadas em sua fase pré-menstrual foram melhores em atividades para resolver tarefas de navegação espacial.

Isso prova que as mulheres tendem a usar diferentes estratégias para resolver tarefas — tal como “navegar” um labirinto ou lembrar uma lista de palavras — dependendo de onde elas estão em seu ciclo menstrual.

Essencialmente, o estudo mostra que as mudanças hormonais que as mulheres experienciam durante todos os seus ciclos tem um impacto maior do que previamente acreditado e tem efeitos significantes em como as mulheres abordam e resolvem problemas: “isto é importante cientificamente. Nós e outros estudos tínhamos previamente mostrado que os níveis de estrogênio e progesterona em roedores influencia as diferentes regiões do cérebro, afetando vários sistemas de memória envolvidos em resolução de tarefas”, diz Brake.

“Por exemplo, quando os níveis de estrogênio estão altos, as ratas fêmeas usaram um tipo de sistema ou estratégia de memória ou versus um outro para resolver um labirinto. Este é o primeiro estudo a mostrar que isto é verdadeiro para mulheres, que resolvem tarefas em diferentes formas baseadas em seus hormônios”.

Para a autora principal do estudo, Dema Hussain, estes resultados apontam para um viés contínuo em pesquisa cientifica: “tradicionalmente, os pesquisadores e cientistas tem baseado-se no uso de participantes do sexo masculino — e ratos machos — em estudos para desenvolver medicações e tratamentos para a população em geral. Mas nós sabemos que mulheres respondem diferentemente de homens”, ela disse. “Eu espero que este estudo enfatize que mais pesquisas são necessárias para aprofundar nosso entendimento do cérebro feminino e que os esforços devem ser feitos para adaptar pesquisa futura para melhorar o nosso entendimento dos efeitos dos hormônios sexuais femininos em cognição e memória”.

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Researchers find the menstrual cycle affects spatial navigation and verbal memory in women

A Saúde Física e Psicológica é Impactada Pelas Relações Sociais no Trabalho

Se você é engenheiro(a), enfermeiro(a), ou trabalha em um call center, você está mais propenso(a) a passar uma média de 1/3 do seu dia no trabalho. Em uma nova metanálise cobrindo 58 estudos e mais de 19.000 pessoas ao redor do mundo, os psicólogos mostraram que o quão forte nós nos identificamos com as pessoas ou a organização onde trabalhamos está associado com uma melhor saúde e menor esgotamento (burnout).

O trabalho apareceu na revista cientifica Personality and Social Psychology Review, publicada neste ano de 2016 pela Society for Personality and Social Psychology.

Embora muitas pessoas pressuponham que achar o trabalho certo que encaixa-se a sua personalidade e suas habilidades é a chave para uma vida no trabalho saudável, esta metanálise mostra que saúde no trabalho é determinada em grande parte pelas nossas relações sociais no local de trabalho — e, mais particularmente, os grupos sociais que nós formamos lá.

Estudos anteriores sobre as relações entre pessoas e seus ambientes de trabalho focam-se em questões de satisfação, motivação e desempenho em organizações, mas muito menos em saúde e bem-estar: “este estudo é a primeira análise em larga escala mostrando que a identificação organizacional está relacionada a melhor saúde”, diz o pesquisador principal do estudo, o Dr. Niklas Steffens (University of Queensland, na Austrália): “estes resultados mostram que tanto o desempenho quanto a saúde estão aumentado à medida em que os ambientes de trabalho fornecem as pessoas com um senso de ‘nós’ “.

O prof. Alex Haslam e a prof. Jolanda Jetten (ambos da University of Queensland), Dr. Sebastian Schuh (China Europe International Business School, na China) e o prof. Rolf van Dick (Goethe University Frankfurt, na Alemanha) também colaboraram no estudo. A equipe revisou 58 estudos cobrindo pessoas em uma variedade de ocupações, desde serviço e saúde à vendas e serviço militar, em 15 países.

Embora o tipo de trabalho não tenha sido um fator significativo na ligação entre identificação social e benefícios da saúde, vários fatores influenciaram a relação: “identificação social contribui tanto para a saúde psicológica quanto a fisiológica, mas os benefícios da saúde são mais fortes para a saúde psicológica”, diz Steffens.

O benefício psicológico positivo pode originar-se do suporte fornecido pelo grupo de trabalho mas também o significado e o propósito que pessoas derivam de afiliação em grupos sociais: “nós estamos menos esgotados e temos maior bem-estar quando nossa equipe e nossa empresa oferecem-nos um senso de pertencimento e comunidade — quando nos dá um senso de ‘a gente’”, sumariza Steffens.

Os autores também encontraram que os benefícios para a saúde ao identificar-se com o local de trabalho são mais fortes quando estamos em níveis similares de identificação dentro de um grupo — ou seja, quando a identificação é compartilhada. Então se você se identifica fortemente com a sua empresa, conseguirá mais benefícios de saúde se todo mundo também se identificar fortemente com a organização.

A equipe ficou surpresa de encontrar que quanto mais mulheres estavam em uma amostra, mais fraca foi a relação de identificação-saúde: “este foi um achado que nós não havíamos previsto e, na ausência de qualquer prévia teorização, podemos apenas supor o que dá origem para este efeito”, afirma Steffens. “Contudo, uma das razões pode relacionar-se ao fato de que nós sabemos de outras pesquisas que há ainda muitos locais de trabalho que tem, de alguma forma, culturas ‘masculinas’. Isto poderia significar que mesmo quando empregadas mulheres identificam-se com a sua equipe ou empresa, elas ainda sentem-se de alguma forma, mais marginais (menores) dentro de sua equipe ou organização”.

Como parte de seu trabalho, os pesquisadores fizeram várias recomendações para futuras pesquisas: “uma área importante onde nós precisamos fazer muito mais trabalho é fazer uso desta pesquisa em aplicados settings“. diz Steffens. “Em particular, é importante examinar se a saúde pode, na verdade, preceder mudanças no desempenho e qual papel de identificação desempenha nisto”.

A equipe também recomendou explorar o papel de liderança. Isto é porque outros achados que emergiram do mesmo programa de pesquisa indicam que a forma como os líderes manejam equipes e grupos tem uma forte influência na conexão de saúde da identificação social: “líderes desempenham um papel-chave em modelar um senso de identidade de grupo no local de trabalho”, Steffens afirma, “e isto é importante não apenas para o desempenho da equipe, mas também para a  saúde física e mental dos empregados”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/10/psychological-physiological-health-impacted-social-relationships-work-45159