Interações pessoais no Facebook podem ter nas pessoas um impacto enorme nos sentimentos de bem-estar e satisfação com a vida tanto quanto casar-se ou ter um filho, mostra um novo estudo da Carnegie Mellon University e pesquisadores do Facebook.
Mas não apenas qualquer interação tem estes efeitos positivos. Ler posts passivamente ou clicar em um post, tal como “curtidas” não muda em nada. O que realmente faz as pessoas sentirem-se bem é quando aquelas que elas conhecem e se preocupam escrevem posts ou comentários personalizados: “nós não estamos falando sobre nada que seja algo que particularmente requeira um trabalho intensivo”, disse Moira Burke, uma pesquisadora do Facebook que recebeu seu título de doutora pela Carnegie Mellon. “Este pode ser um comentário que é apenas de uma ou duas frases. A coisa importante é que alguém, tal como um amigo íntimo, tira um tempo para personalizá-la. O conteúdo pode ser edificante e o mero ato de comunicação recorda os destinatários das relações significativas na vida deles”.
Sessenta comentários de amigos íntimos, em um mês, foram associados com aumento no bem-estar psicológicos dos usuários tão grande quanto aqueles associados com eventos de vida importantes, o estudo encontrou.
Os achados de Burke e Robert Kraut, professor da CMU, contrariam muitos estudos anteriores baseados em pesquisas de usuários, que frequentemente tem mostrado que o tempo gasto em mídia social está associado com uma maior probabilidade de solidão e depressão: “ficamos sem saber se as pessoas infelizes estão usando a mídia social ou é a mídia social que está afetando a felicidade”, Kraut disse.
O novo estudo foi capaz de resolver este dilema do “ovo ou a galinha” usando os históricos do Facebook para examinar contas de atividade real do Facebook dos participantes – por um período de meses. Todos os participantes optaram pelo estudo e seus dados tiveram sua identificação removida e foram analizados de forma agregada. O conteúdo das interações dos usuários não foi analizado.
Além de ser mais acurado do que basear-se em recordações das pessoas, de suas atividades online pesquisas comumente usadas, esta permitiu a Burke e Kraut distinguir entre tipos de atividades — postagem, leitura passiva, comentários, curtidas, etc. — e se as interações foram com pessoas que os usuários preocuparam-se ou com o mínimo de conhecidos. Pesquisas anteriores tiveram a tendência de juntar todas as atividades de mídia social e comunicação com amigos íntimos e conhecidos: “acontece que quando você conversa com um pouco mais de profundidade no Facebook com pessoas que você já gosta, você sente-se melhor”, Kraut afirmou. “Isso também acontece quando as pessoas conversam pessoalmente”.
“Isto sugere que as pessoas que estão sentindo-se para baixo podem, de fato, passarem mais tempo em mídia social, mas elas escolheram fazer assim porque aprenderam que isso faz com que se sintam melhores”, Burke disse. “Elas se recordam de pessoas que elas se preocupam na vida deles”.
O estudo, publicado na Journal of Computer-Mediated Communication, foi baseado em 1.910 usuários de Facebook de 91 países que foram recrutados pelo Facebook. Cada um concordou em responder a uma pesquisa mensalmente por três meses e para ter suas respostas agregadas e contadas, com a identificação removida, de seu comportamento do mês no Facebook antes de cada pesquisa.
Ao considerar humor e comportamento ao longo do tempo, o estudo de Burke e Kraut revelou que as interações no Facebook com amigos, estimaram melhorias em tais medidas de bem-estar como satisfação com a vida, felicidade, solidão e depressão. O método de pesquisa deles permitiu-os descartar possibilidades que pessoas mais felizes simplesmente usam mais o Facebook ou que o bem-estar prediz mudanças em como pessoas usam o meio.
Embora esta pesquisa não tenha usado um experimento alocado randomicamente, o padrão ouro para avaliar causalidade, examinou a relação entre mídia social e bem-estar ao longo do tempo e, ao fazer isso, chegou mais perto para estabelecer uma relação causal do que pode ser mostrada usando aquelas pesquisas feitas de uma vez, um tipo comum na maioria dos estudos neste tópico.
http://www.facebook.com/cristianepassarela
O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
