Pesquisa sobre Tratamento de Depressão em Adolescentes

Um estudo publicado na edição de março de 2016 da Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (JAACAP) reporta que adolescentes com depressão maior que desempenharam uma atividade baseada no computador, criada para mudar a atenção de associações de palavras tristes para associações de palavras neutras e para positivas mostrou reduções nos viéses de atenção negativa e sintomas depressivos pontuados pelo médico.

11% dos adolescentes americanos sofrem de Transtorno de Depressão Maior (TDM). Além de enfrentar uma vasta gama de problemas de saúde e psicossociais, estes jovens estão cinco vezes mais em risco para cometerem suicídio do que outros adolescentes sem transtorno psiquiátrico. Uma nova tarefa baseada em computador, chamada de Modificação do Viés Atencional (MVA), criado para deslocar a atenção de estímulos negativos, foi descoberta como sendo útil para reduzir sintomas depressivos.

Um grupo de pesquisadores liderados pela Dra. Wenhui Yang, da Hunan Normal University, examinou os efeitos de curto e longo-prazo das tarefas do MVA em 45 adolescentes com TDM, selecionados de uma população escolar (n= 2731). Os autores hipotetizaram que adolescentes que engajaram-se em treino ativo de MVA reportariam maiores reduções em sintomas depressivos comparados com adolescentes no grupo controle, que fizeram um treinamento placebo.

Adolescentes no grupo MVA ativo completaram oito sessões (22 minutos cada) por um período de duas semanas para mudar sua atenção de palavras tristes para neutras. Nove semanas mais tarde, completaram mais 4 sessões (30 minutos cada) para mudar a sua atenção de palavras neutras para positivas, novamente repartidas por duas semanas. O treinamento com placebo teve as mesmas tarefas, mas mudou a atenção voltada para palavras neutras e tristes também.

Os pesquisadores encontraram maiores reduções em escores de viés de atenção e sintomas depressivos pontuados pelo médico para o grupo MVA ativo comparado com o placebo após o treino inicial de duas semanas. Além disso, um número mais alto de participantes no grupo MVA ativo não mais preencheu critérios diagnósticos para TDM comparado aos participantes no grupo placebo. Após 12 meses, os participantes no grupo MVA ativo reportaram reduções até maiores nos sentimentos auto-reportados de depressão e ansiedade.

Baseado nestes achados, os autores concluíram que MVA pode ser um instrumento potencial de tratamento para depressão maior leve a moderada em adolescentes. Como a maioria da depressão adulta começa durante a adolescência, o treinamento para adolescentes com depressão pode ter efeitos abrangentes através de sua vida inteira.

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Attention bias modification treatment can help depressed teens

Homens e Mulheres Percebem a Questão do Peso de Forma Diferente

Quando uma mulher reclama sobre a sua aparência física, estudantes universitários do sexo masculino presumem que ela tem uma saúde mental mais precária, de acordo com um novo estudo.

O estudo examinou a percepção dos homens sobre mulheres que se engajam em “conversa sobre gordura”, onde uma pessoa expressa insatisfação com o seu corpo, especialmente em relação ao seu peso.

No estudo, 103 estudantes universitários do sexo masculino leram uma breve estória sobre uma estudante fictícia, do sexo feminino e chamada Brittany, que foi descrita como sendo atraente sexualmente, inteligente, bem humorada e solteira.

Os estudantes leram diferentes versões da história sobre Brittany. As estórias variaram sua descrição de Brittany como: “sexy e magra”, “sexy e de porte médio” ou “sexy e de porte maior”. As estórias foram finalizadas com duas diferentes citações de Brittany. Em uma citação, Brittany reclama que o shorts dela deixa ela parecendo gorda. Na outra citação, ela diz que o shorts “deixa ela linda”.

Os participantes perceberam Brittany como tendo saúde mental mais precária após lerem sobre a reclamação dela sobre parecer gorda. Contudo, a “conversa sobre gordura” não afetou o desejo deles de conhecê-la melhor, convidá-la para sair, ter contato sexual com ela ou iniciar um relacionamento sério.

Os estudantes foram mais propensos a desejar um relacionamento sério com Brittany quando ela foi descrita como mais magra. Isto foi especialmente verdade para aqueles com uma auto-estima mais baixa, os pesquisadores encontraram.

O estudo, intitulado “Women’s Fat Talk Can ‘Kill the Mood’ for Men”, foi publicado na revista científica  Eating Behaviors.

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Men view women who ‘fat talk’ as having poorer mental health

Narcisistas e sua Relação com a Mídia Social

Indivíduos com um grau mais alto de narcisismo ficam mais de olho nos selfies do que no que as outras pessoas postam em redes sociais como Facebook. Contudo, eles não parecem ter um desejo de “curtir” ou comentar nestes selfies, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking.

O estudo, de Jung-Ah Lee e Yongjun Sung, da Korea University, em Seul entrevistou 319 usuários de redes sociais que já tinham postado suas próprias selfies, em websites tais como Facebook, KakaoStory, Instagram e Twitter. Os pesquisadores encontraram que indivíduos com um grau mais alto de narcisismo tem uma atitude mais favorável frente a ação de postar selfies. Eles também foram mais propensos a responder a comentários e curtidas de outras pessoas em suas próprias selfies. Além disso, o narcisismo estava associado com examinar cuidadosamente os selfies de outras pessoas e o feedback que outras pessoas receberam.

Apesar do interesse deles nos selfies de outras pessoas, contudo, indivíduos com um grau mais alto de narcisismo não foram mais propensos a fornecer feedback nos selfies de outras pessoas: “um achado interessante é que o narcisismo não está associado com o ato de escrever um comentário ou curtir os selfies das outras pessoas, sugerindo que indivíduos com graus mais altos de narcisismo observam os selfies de outras pessoas em grande medida, mas não necessariamente comentam ou “curtem” eles. Indivíduos com grau de narcisismo mais alto não são apáticos em relação ao conteúdo de mídia social de outras pessoas e, na verdade, estão mais propensos a ficar de olho no que as outras pessoas estão postando como um meio de estratégia comparativa de auto-reforçoTodavia, eles não engajam-se em interação social com ou oferece feedback direto a outras pessoas”, Lee e Sung escreveram no estudo.

 

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O Medo Do Desconhecido é Comum a Muitos Transtornos Ansiosos

Diversos transtornos ansiosos, incluindo o Transtorno do Pânico, o Transtorno de Ansiedade Social e Fobias Específicas, compartilham um comum traço subjacente: a aumentada sensibilidade para ameaça incerta ou medo do desconhecido, relatam pesquisadores da University of Illinois, em Chicago. Os achados poderiam ajudar a desviar o tratamento destes transtornos de terapias baseadas no diagnóstico e a tratar suas características comuns: “nós podemos, um dia, abrir clinicas que focam-se em tratar a neurobiologia comum e subjacente dos sintomas dos pacientes ao invés do diagnóstico individual”, diz Stephanie Gorka, professora de psiquiatria e psicóloga clínica UIC College of Medicine. “Um tratamento ou um conjunto de tratamentos, focados na vulnerabilidade para a ameaça desconhecida poderia resultar em uma forma mais impactante e eficiente de tratar uma variedade de transtornos e sintomas ansiosos”.

A ameaça incerta é imprevisível em sua cronologia, intensidade, frequência ou duração e elicia um sentimento generalizado de apreensão e hipervigilância: “é o que nós chamamos de ansiedade antecipatória”, diz Gorka, que é uma das autoras do estudo, publicado no Journal of Abnormal Psychology. “Poderia ser algo como não saber exatamente quando o seu médico irá ligar com o resultado dos seus exames”.

Quando uma pessoa está vulnerável para uma ameaça desconhecida, ela pode passar um dia inteiro ansiosa e preocupada de que algo de ruim vá acontecer a ela, Gorka afirmou. Transtorno do Pânico é um exemplo — pacientes estão constantemente ansiosos sobre o fato de que poderiam ter um ataque de pânico a qualquer momento, ela disse. A ameaça previsível, por outro lado, produz uma discreta resposta de luta-ou-fuga que tem um claro gatilho, como um urso faminto vindo até você, e reduz uma vez que a ameaça se resolveu.

Pesquisas anteriores de Gorka e colaboradores sugere que vulnerabilidade aumentada para ameaças imprevisíveis pode ser um importante fator que caracteriza as psicopatologias baseadas no medo, mas muitas pesquisas focam-se em transtorno do pânico, então seu papel nos outros transtornos baseados no medo — particularmente Transtorno de Ansiedade Social e Fobias Especificas — permanece pouco claro.

Gorka e seus colaboradores analisaram dados de participantes que passaram por uma “tarefa de susto” em dois diferentes estudos realizados na UIC. Os dois estudos, de participantes na faixa etária de 18 a 65 anos, incluíram 25 participantes com Transtorno Depressivo Maior; 29 com Transtorno de Ansiedade Generalizada; 41 com Transtorno de Ansiedade Social e 24 com uma Fobia Especifica. Quarenta e um sujeitos do grupo controle não tinham diagnóstico atual ou anterior de psicopatologia.

Os pesquisadores mensuraram as respostas dos participantes de piscar o olho para previsíveis e imprevisíveis choques elétricos leves no pulso. Para eliciar a piscagem do olho durante a atividade de choque, os participantes ouviram toques acústicos e curtos via fones de ouvido: “não importa quem você é ou qual é o seu status de saúde mental, você piscará em resposta ao toque”, Gorka afirmou. “É um reflexo natural, então todo mundo faz, sem exceção”.

Os pesquisadores mediram a força das piscadas de olhos usando um eletrodo sob os olhos dos participantes. Eles compararam a força das piscadas em resposta a toques liberados durante o choque previsível com as piscadas durante o choque imprevisível.

Eles encontraram que os participantes com Transtorno de Ansiedade Social ou uma Fobia Especifica piscaram muito mais forte durante os choques imprevisíveis, quando comparados aos participantes sem um diagnóstico de saúde mental ou com participantes com Transtorno Depressivo Maior ou Transtorno de Ansiedade Generalizada: “nós classificamos tantos transtornos de humor e de ansiedade diferentes, e cada um tem seu próprio conjunto de diretrizes para tratamento, mas se nós dedicarmos nosso tempo tratando suas características compartilhadas, poderemos fazer melhor progresso”, diz o Dr. K. Luan Phan, professor de psiquiatria e autor senior do estudo. “Conhecer essa vulnerabilidade para ameaças imprevisíveis fundamenta todos os transtornos de ansiedade baseados no medo e também sugere que medicações que ajudam especificamente o alvo desta vulnerabilidade poderiam ser usadas ou desenvolvidas para tratar destes transtornos”.

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Fear of the unknown common to many anxiety disorders

A Variação da Nossa Frequência Cardíaca Pode Influenciar os Julgamentos “Sábios”

As flutuações de seu batimento cardíaco podem afetar a sua sabedoria, de acordo com uma nova pesquisa da University of Waterloo.

O estudo sugere que a variação da frequência cardíaca e o processo de pensar trabalham juntos para permitir um raciocínio sábio sobre questões sociais complexas. O trabalho de Igor Grossmann, professor de psicologia da Waterloo e colaboradores da Australian Catholic University, foi publicado na revista cientifica Frontiers in Behavioral Neuroscience.

O estudo trilha novos caminhos em pesquisa sobre sabedoria, identificando condições em que a psicofisiologia impacta o julgamento sábio: “nossa pesquisa mostra que o raciocínio sábio não é exclusivamente uma função da mente e da capacidade cognitiva”, diz o Prof. Grossmann. “Nós encontramos que as pessoas que tem uma maior variabilidade de frequência cardíaca e que são capazes de pensar sobre os problemas sociais de um ponto de vista distanciado demonstram uma maior capacidade para raciocínio sábio”.

O estudo amplia um trabalho anterior em fundamentos cognitivos de julgamento sábio para incluir consideração de como o funcionamento cardíaco impacta a mente. Um consenso crescente entre filósofos e cientistas cognitivos define julgamento sábio como sendo a habilidade de incluir a capacidade de reconhecer os limites de conhecimento do indivíduo, estar ciente dos contextos variados de vida e como eles podem desenvolver-se ao longo do tempo, para o ponto de vista de reconhecer outros e para buscar reconciliação de pontos de vista oposto.

O novo estudo é o primeiro a mostrar que a fisiologia do coração, especificamente a variabilidade de frequência cardíaca durante baixa atividade física, está relacionada a um julgamento menos enviesado e mais sábio.

A frequência cardíaca humana tende a flutuar, mesmo durante condições de estado estável, tal como enquanto uma pessoa está sentada. A variabilidade de frequência cardíaca refere-se a variação no intervalo de tempo entre batidas cardíacas e está relacionada ao controle do sistema nervosa de funções dos órgãos.

Os pesquisadores encontraram que pessoas com frequências cardíacas mais variadas foram capazes de raciocinar de uma forma mais inteligente e menos enviesada sobre problemas da sociedade quando foram instruídos a refletir sobre uma questão social de uma perspectiva de uma terceira pessoa. Mas, quando os participantes do estudo foram instruídos para a razão sobre a questão de uma perspectiva de uma primeira pessoa, não houve relação entre frequência cardíaca e julgamento mais sábio: “nós já sabemos que pessoas com uma maior variação na frequência cardíaca mostram desempenho superior no funcionamento executivo do cérebro, tal como a memória operacional”, afirma o prof. Grossmann. “Contudo, isso não necessariamente significa que estas pessoas sejam mais sábias – na verdade, algumas pessoas podem usar suas habilidades cognitivas para tomar decisões insensatas. Para direcionar suas capacidades cognitivas para julgamento mais sábio, pessoas com maior variabilidade de frequência cardíaca primeiro precisam superar seus pontos de vista egocêntricos”.

O estudo abre as portas para a exploração adicional de julgamento sábio para a intersecção de pesquisa fisiológica e cognitiva.

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Heart rate variation may influence wise judgments

Superar a Egocentricidade Aumenta o Auto-Controle

Eu deveria comprar um novo carro agora ou economizar o dinheiro para quando me aposentar? Tais situações requerem auto-controle para resistir a imediata tentação em nome de desfechos mais importantes no futuro. É amplamente aceito que o auto-controle é regulado por mecanismos da área cerebral chamada de “córtex pré-frontal”, com a capacidade de se manter forte quando tentado por ofertas prontamente atraentes.

Agora, um estudo da equipe do departamento de economia da University of Zurich e da University of Dusseldorf mostram que um segundo mecanismo é também importante para o auto-controle: ser capaz de direcionar a atenção para futuras necessidades.

A equipe de Alexander Soutschek, Christian Ruff, Tobias Kalenscher e Philippe Tobler investigou uma região do cérebro que normalmente nos permite olhar com a perspectiva de uma outra pessoa durante as interações sociais. Para a própria surpresa deles, eles encontraram que esta mesma região do cérebro também desempenha um papel crucial em situações requerindo auto-controle quando nenhuma pessoa está presente. No estudo, as pessoas escolheram entre um pagamento menor dado imediatamente e um pagamento maior dado no futuro, assim como entre um pagamento que tinham apenas beneficiado eles mesmos e um pagamento que os beneficiou menos mas também beneficiou uma outra pessoa.

Os pesquisadores usaram técnicas de estimulação cerebral não-invasiva para interferir na ativação no então chamado “junção temporo-parietal”. Após a interferência nesta região cerebral, as pessoas tenderam a fazer escolhas que eram tanto mais impulsivas (ou seja, escolhendo o pagamento imediato) quanto mais egoístas (ou seja, escolhendo o pagamento  apenas para elas mesmas) e foram menos capazes de olhar com a perspectiva de outras pessoas.

Esta associação entre o cérebro e a paciência lança uma nova luz em auto-controle: “de uma perspectiva neural, a junção temporo-parietal pode representar o próprio eu futuro como uma outra pessoa”, Alexander Soutschek explica. “Isto significa que os mesmos mecanismos cerebrais podem ser necessários para ser paciente para um ganho futuro e para ser capaz de compartilhar com uma outra pessoa”. Este achado abre-se para novos caminhos para tratar déficits de auto-controle em transtornos como vício e obesidade.

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Usuários do Facebook que Aceitam Mais Amizades tem um Risco Menor de Mortalidade

A mídia social é boa ou má para você? Bom, é complicado falar. Um estudo de 12 milhões de usuários do Facebook sugere que usar o Facebook está associado com viver mais tempo – quando ele serve para manter e aumentar seus laços sociais no mundo real. Ah… e você pode relaxar e parar de olhar quantas “curtidas” você conseguiu: isso não parece estar correlacionado de jeito nenhum.

O estudo – que os pesquisadores enfatizam é um estudo de associação e não pode identificar a causa – foi liderado pelos pesquisadores da University of California, William Hobbs e James Fowler, colaborando com colegas do Facebook e Yale. O estudo está publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A pesquisa confirma o que os cientistas tem sabido por um longo tempo sobre o mundo offline: pessoas que tem redes sociais mais fortes vivem mais tempo. E documenta pela primeira vez que o que acontece online pode também importar: “interagir online parece ser saudável quando a atividade online é moderada e complementa as interações offline”, disse o primeiro autor do estudo, William Hobbs. “Nós vimos uma associação negativa apenas no fim extremo, ou seja, em pessoas passando muito tempo online e com pouca evidência de estarem conectadas a pessoas de outra forma”.

O autor do estudo James Fowler, disse: “felizmente, para quase todos os usuários do Facebook, o que nós encontramos é uso equilibrado e um risco menor de mortalidade”.

Os pesquisadores compararam usuários do Facebook na Califórnia com registros vitais do California Department of Public Health. Para preservar a privacidade, após serem automaticamente equiparados por nome e data de nascimento, os dados foram descaracterizados e agregados. Todas as análises foram feitas através de dados agregados e todos os dados foram observacionais.

Os pesquisadores estudaram contagens de atividade online ao longo de seis meses, comparando a atividade daqueles ainda vivendo a aqueles que tinham morrido. Todos aqueles estudados nasceram entre 1945 e 1989 e todas as comparações foram feitas entre pessoas de idade e gênero similares.

Os primeiros achados é que aqueles que estão no Facebook vivem mais tempo do que aquele que não estão. Em um determinado ano, a média de usuários do Facebook é de aproximadamente 12% menos prováveis a morrer do que aqueles que não usam o site. Mas essa é a medida mais crua dos pesquisadores, eles apontaram, e pode ser devido a diferenças sociais ou econômicas entre os grupos de usuários e não-usuários.

Entre as pessoas que realmente usam o Facebook, os pesquisadores olharam para o número de amigos, número de fotos e atualizações de status, números de postagens no mural e mensagens enviadas, para ver se pessoas que estão mais ativas viveram mais tempo. Nestas comparações, eles controlaram suas analises não apenas por idade e gênero, mas também por status de relacionamento, período de tempo no Facebook e uso de smartphone (um representante da renda).

Pessoas com média ou grandes redes sociais, no topo de 50 a 30%, viveram mais tempo do que aquelas pessoas no mais baixo 10 – um achado consistente com estudos clássicos de relacionamentos offline e longevidade.

Aqueles no Facebook com os níveis mais altos de integração social offline – medido pela postagem de mais fotos, que sugere uma atividade social cara-a-cara – tem a maior longevidade. Interações sociais apenas online, como escrever em posts no mural e mensagens, mostrou um relacionamento não-linear: níveis moderados estavam associados com a mortalidade mais baixa.

Como os pesquisadores estavam estudando uma rede social online, eles puderam também olhar para a direção de pedidos de amizade. Foram os usuários de Facebook que aceitaram o maior numero de amizades que viveram o maior tempo. Não houve relação observável para aqueles que iniciaram mais. Este achado foi um pouco desapontador, os pesquisadores observaram, porque ele sugere que as intervenções de saúde pública estimulando as pessoas para saírem e tentarem fazer mais amigos pode não ter efeito na saúde.

A pesquisa também sugere que ser “popular” faz você viver mais tempo? Talvez. De acordo com os autores, é difícil dizer de que forma isso acontece. Poderia ser que, para começar, os indivíduos que são mais propensos a viver mais tempo são mais atrativos para os outros. Isso, como eles disseram, precisa de mais pesquisa: “a associação entre longevidade e redes sociais foi identificada por Lisa Berkman em 1979 e tem sido, desde então, replicada centenas de vezes”, disse Fowler. “Na verdade, uma recente metanálise sugere que a conexão pode ser bastante forte. Relações sociais parecem ser tão preditivas de duração quanto fumar e mais preditivas do que a obesidade e a inatividade física. Nós estamos adicionando a esta conversa, ao mostrar que as relações online estão associadas com longevidade, também”.

Os pesquisadores gostariam de ver seu estudo de associação, assim como é visto o de referência de Berkman, inspirar muitos seguimentos. Eles esperam que pesquisas subsequentes levem a um melhor entendimento de que tipos de experiências sociais online são protetivas de saúde: “o que acontece no Facebook e em outras redes sociais é bem importante”, Fowler disse, “mas o que nós não podemos fazer no momento é dar recomendações, seja individual ou ampla de política pública, baseadas neste primeiro trabalho”.

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Facebook users who accept more friendships have a lower risk of mortality

Terapia Cognitivo-Comportamental é Efetiva para Tratar Insônia em Idosos

A insônia é o problema de sono mais comum em adultos — por volta de 30% a 50% das pessoas relatam ter problemas para dormir. Para os idosos, a insônia pode frequentemente ser crônica e estar ligada a outras condições sérias de saúde. Os idosos que tem dificuldade para dormir estão também em risco para depressão, tombos, derrame e problema com memória e pensamento. Elas também podem experienciar uma qualidade de vida mais precária.

Além disso, os idosos são mais propensos do que os adultos mais jovens a fazer uso de sedativos ou pílulas para dormir (do tipo hipnótica), o que aumenta os riscos de caídas, fraturas e até morte.

A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCCI ou CBTI em inglês) é um tipo de “terapia da conversa”, que é considerada altamente efetiva para tratar idosos com insônia. Durante as sessões de TCCI, os terapeutas trabalham com pacientes para ajudá-los a mudar seu pensamento, comportamento e respostas emocionais relacionadas as questões de sono, que pode melhorar a insônia deles.

Embora sejam as diretrizes de tratamento recomendadas (TCCI) como a terapia primária para idosos com insônia, muitas pessoas não recebem-a porque apenas um limitado número de terapeutas tem treino em TCCI. Prestadores de cuidados primários (como os médicos, por exemplo) também podem acreditar que é desafiante motivar os idosos para verem um terapeuta para insônia.

Para endereçar estes problemas, uma equipe de pesquisadores desenvolveu um novo programa de tratamento em TCCI. O programa usa treinados “coaches de sono” que não são terapeutas. Eles aprendem como dar TCCI usando um manual e tem, semanalmente, supervisões por telefone com um psicólogo treinado em TCCI. O programa requer breve treinamento para os coaches de sono, que são assistentes sociais ou outros educadores da área da saúde.

Em seu estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society, os pesquisadores alocaram 159 pessoas para um dos três grupos de tratamento. Os participantes eram a maioria homens veteranos de raça branca que variavam em idade de 60 a 90 anos de idade.

O primeiro grupo de pessoas recebeu TCCI de coaches de sono (que tinham mestrado em serviço social, saúde pública ou comunicações) e que tinham comparecido no treinamento especial em TCCI. Um grupo de pessoas recebeu sessões individuais de TCCI com o coach de sono. O segundo grupo também recebeu TCCI, mas em um formato de grupo. Pessoas no terceiro (o grupo controle) receberam um programa geral de educação sobre o sono, que também consistiu de cinco sessões de uma hora cada, ao longo de seis semanas. Estas pessoas não receberam TCCI de coaches de sono.

Durante as cinco sessões de 1h cada, ao longo de um período de seis semanas, tanto nas sessões individuais quanto nas de grupo, os coaches orientaram os participantes sobre melhorar os hábitos de sono e como evitar práticas que podem tornar mais difícil dormir melhor. Isto envolveu aprender técnicas tais como usar a cama apenas para dormir (não para assistir TV ou ler), limitar o montante de tempo na cama de forma que o sono torne-se mais consolidado e outras técnicas. Em ambos os grupos, os coaches de sono também realizavam uma ligação telefônica por semana com um psicólogo treinado em TCCI para revisar como os participantes estavam indo com o programa.

Pesquisadores coletaram informações sobre os hábitos de sono dos participantes no início do estudo e uma semana após os tratamentos terminaram. Eles também acompanharam os participantes de seis meses e um ano mais tarde.

Seguindo o tratamento, as pessoas com insônia que receberam TCCI de um coach de sono (seja individual ou de grupo) tinham reduzido significativamente seus problemas de sono, comparado a pessoas no grupo controle. As melhorias incluíram:

  • Os participantes levaram aproximadamente 23 minutos menos para cair no sono.
  • O tempo de “acordado” dos participantes foi de aproximadamente 18 minutos menos uma vez que eles tinham caído no sono.
  • O total de tempo acordado dos participantes foi de aproximadamente 68 minutos menos durante toda a noite.
  • Os participantes também relataram que a qualidade do sono deles tinha melhorado.

De seis e 12 meses após o tratamento, os participantes em ambos os grupos de tratamento com TCCI mantiveram a maioria de suas melhorias de sono.

Os pesquisadores disseram que melhorias no sono foram aproximadamente o mesmo de pessoas que trabalharam com o coach de sono em sessões individuais ou de grupo.

De acordo com os pesquisadores, uma vez que o estudo foi praticamente limitado a veteranos do sexo masculino, os resultados podem não ser os mesmos para mulheres ou para não-veteranos. Os pesquisadores concluíram que este programa de tratamento de TCCI, realizado por coaches de sono, melhorou a qualidade de sono para idosos.

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Cognitive behavioral therapy effective for older people with insomnia

O Cérebro de Agressores Funciona Diferente dos Outros Criminosos

Um estudo pioneiro levou um grupo de pesquisadores da University of Granada, na Espanha, a comparar, pela primeira vez no mundo, o funcionamento cerebral de agressores (contra suas parceiras ou ex-parceiras) com o de outros criminosos quando eles foram expostos a imagens relacionadas a diferentes tipos de violência.

Esta pesquisa, cujos achados acabam de ser publicados na prestigiosa revista cientifica Social Cognitive and Affective Neuroscience, demonstra as diferenças em funcionamento cerebral de agressores em respostas a imagens relacionadas a violência por parte do parceiro (IPV). Este estudo é um dos únicos três estudos no mundo a analisarem o cérebro de agressores usando ressonância magnética funcional.

Especificamente, o estudo realizado pela UGR revelou que os agressores – em comparação a outros criminosos – mostrou uma maior ativação no córtex cingulado anterior e no córtex pré-frontal medial e uma reação menor no córtex pré-frontal superior em resposta a imagens de IPV quando comparado a imagens neutras.

Além disso, a comparação direta de imagens com diferentes conteúdos de violência também corroborou um perfil para especifico de funcionamento cerebral para agressores: houve envolvimento do córtex pré-frontal medial assim como uma forte participação do córtex cingulado posterior e o giro angular esquerdo em respostas a imagens de IPV.

Estes achados podem explicar algumas das alterações psicológicas que agressores descrevem quando encontram sua parceira romântica, tais como estratégias inadaptivas de coping, problemas com regulação de emoção como a manifestada por obsessões sobre sua parceira, humores tais como medo, raiva ou fúria, medo de abandono e súbita instabilidade afetiva na forma de ansiedade.

Miguel Pérez García, da University of Granada e principal coordenador desta pesquisa, tem estado pesquisando por anos o funcionamento cerebral e mental de agressores, assim como seus perfis de reincidência. Na sua opinião, “os resultados destes estudos poderiam ter importantes implicações para o melhor entendimento da violência contra as mulheres, assim como as variáveis que estão relacionadas a reincidência em agressores”.

Os estudos referidos constituem parte de uma ampla área de pesquisa neuropsicológica em IPV. Dentro desta área, a pesquisadora da UGR, Natalia Hidalgo Ruzzante, lidera um projeto em sequelas neuropsicológicas apresentadas em vitimas de IPV do sexo feminino.

“As mulheres que sofreram violência por parte de seu parceiro (ou ex-parceiro) sustentam uma multiplicidade de problemas físicos, psicológicos, neurológicos e cognitivos como consequência do abuso. Estes efeitos negativos podem ser causados pelo dano direto como uma consequência de pancadas na cabeça; mas também como dano indireto ao cérebro através de alterações cerebrais produzidas por sequelas psicológicas (mais notável estresse pós-traumático) e do efeito do cortisol em situações de estresse crônico”, Hidalgo explica.

A maioria das pesquisas existente foca-se nos transtornos físicos e psicológicos, e há muito poucos estudos que tem avaliado como o abuso pode afetar o cérebro de mulheres que sofreram violência por parte do parceiro. Contudo, o pesquisador da UGR indica que parece claro que estas alterações cognitivas ocasionam outras associadas dificuldades em funcionamento social e trabalho nas mulheres afetadas: “uma avaliação neuropsicológica adequate poderia delinear as possíveis alterações cognitivas, emocionais e comportamentais causadas por este dano cerebral. Atualmente, mulheres vítimas de violência não são rotineiramente avaliadas para o diagnostico de potencial deterioração neuropsicológica, e muito menos quando o único precursor está sendo uma vitima de abuso psicológico (e não físico)”, ela explica.

Atualmente, os esforços deste grupo de pesquisa da UGR está focado no desenvolvimento de baterias para avaliação cognitiva e programas específicos de reabilitação para sequelas neuropsicológicas em vitimas de violência do sexo feminino.

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The brain of male batterers functions differently than that of other criminals

Estudo Mostra Como Amigos no Facebook Podem Melhorar o Nosso Bem-Estar Psicológico

Interações pessoais no Facebook podem ter nas pessoas um impacto enorme nos sentimentos de bem-estar e satisfação com a vida tanto quanto casar-se ou ter um filho, mostra um novo estudo da Carnegie Mellon University e pesquisadores do Facebook.

Mas não apenas qualquer interação tem estes efeitos positivos. Ler posts passivamente ou clicar em um post, tal como “curtidas” não muda em nada. O que realmente faz as pessoas sentirem-se bem é quando aquelas que elas conhecem e se preocupam escrevem posts ou comentários personalizados: “nós não estamos falando sobre nada que seja algo que particularmente requeira um trabalho intensivo”, disse Moira Burke, uma pesquisadora do Facebook que recebeu seu título de doutora pela Carnegie Mellon. “Este pode ser um comentário que é apenas de uma ou duas frases. A coisa importante é que alguém, tal como um amigo íntimo, tira um tempo para personalizá-la. O conteúdo pode ser edificante e o mero ato de comunicação recorda os destinatários das relações significativas na vida deles”.

Sessenta comentários de amigos íntimos, em um mês, foram associados com aumento no bem-estar psicológicos dos usuários tão grande quanto aqueles associados com eventos de vida importantes, o estudo encontrou.

Os achados de Burke e Robert Kraut, professor da CMU, contrariam muitos estudos anteriores baseados em pesquisas de usuários, que frequentemente tem mostrado que o tempo gasto em mídia social está associado com uma maior probabilidade de solidão e depressão: “ficamos sem saber se as pessoas infelizes estão usando a mídia social ou é a mídia social que está afetando a felicidade”, Kraut disse.

O novo estudo foi capaz de resolver este dilema do “ovo ou a galinha” usando os históricos do Facebook para examinar contas de atividade real do Facebook dos participantes – por um período de meses. Todos os participantes optaram pelo estudo e seus dados tiveram sua identificação removida e foram analizados de forma agregada. O conteúdo das interações dos usuários não foi analizado.

Além de ser mais acurado do que basear-se em recordações das pessoas, de suas atividades online pesquisas comumente usadas, esta permitiu a Burke e Kraut distinguir entre tipos de atividades — postagem, leitura passiva, comentários, curtidas, etc. — e se as interações foram com pessoas que os usuários preocuparam-se ou com o mínimo de conhecidos. Pesquisas anteriores tiveram a tendência de juntar todas as atividades de mídia social e comunicação com amigos íntimos e conhecidos: “acontece que quando você conversa com um pouco mais de profundidade no Facebook com pessoas que você já gosta, você sente-se melhor”, Kraut afirmou. “Isso também acontece quando as pessoas conversam pessoalmente”.

“Isto sugere que as pessoas que estão sentindo-se para baixo podem, de fato, passarem mais tempo em mídia social, mas elas escolheram fazer assim porque aprenderam que isso faz com que se sintam melhores”,  Burke disse. “Elas se recordam de pessoas que elas se preocupam na vida deles”.

O estudo, publicado na Journal of Computer-Mediated Communication, foi baseado em 1.910 usuários de Facebook de 91 países que foram recrutados pelo Facebook. Cada um concordou em responder a uma pesquisa mensalmente por três meses e para ter suas respostas agregadas e contadas, com a identificação removida, de seu comportamento do mês no Facebook antes de cada pesquisa.

Ao considerar humor e comportamento ao longo do tempo, o estudo de Burke e Kraut revelou que as interações no Facebook com amigos, estimaram melhorias em tais medidas de bem-estar como satisfação com a vida, felicidade, solidão e depressão. O método de pesquisa deles permitiu-os descartar possibilidades que pessoas mais felizes simplesmente usam mais o Facebook ou que o bem-estar prediz mudanças em como pessoas usam o meio.

Embora esta pesquisa não tenha usado um experimento alocado randomicamente, o padrão ouro para avaliar causalidade, examinou a relação entre mídia social e bem-estar ao longo do tempo e, ao fazer isso, chegou mais perto para estabelecer uma relação causal do que pode ser mostrada usando aquelas pesquisas feitas de uma vez, um tipo comum na maioria dos estudos neste tópico.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study shows how Facebook friends can improve psychological well-being