Será que ser um Psicopata é uma Desvantagem?

Pessoas com altos níveis de de psicopatia são egoístas, calculistas e sabotam seus colegas inescrupulosamente para se parecerem melhores. Para os empregadores, eles são excelentes – mas isso é realmente verdade? Um estudo da University of Bonn mostra que algumas pessoas com traços de psicopatia são vistas por seus colegas como bastante prestativas e cooperativas. Um dos pré-requisitos para isto, contudo, é que eles possuam habilidades sociais marcantes.

A análise já está disponível online na Journal of Management e uma versão curta foi publicada em 2016 na revista científica Wirtschaftspsychologie aktuell.

Pessoas com evidente psicopatia são consideradas insensíveis, frias, impenitentes, desonestas e impulsivas. No trabalho, consequentemente, elas podem pôr em perigo o sucesso de sua equipe inteira – pelo menos esse é o conceito popular. Mas algumas pessoas com traços psicopáticos podem também ser diferentes; isto é mostrado em uma análise por cientistas da University of Bonn. Porque nem todos os “psicopatas” são iguais. Pelo contrário, pelo menos duas diferentes facetas de personalidade se unem em psicopatia. Elas podem ocorrer juntas, mas não necessariamente: “nós falamos de independentes dimensões de personalidade”, explica Nora Schüttem do Instituto de psicologia da University of Bonn. “O primeiro é referido como dominância destemida. Pessoas com este  traço característico querem as coisas do seu jeito, não tem medo das consequências de suas ações e podem suportar estresse muito bem. Nós também falamos de psicopatia primária. A segunda dimensão é a impulsividade auto-centrada: pessoas com valores elevados apresentam uma ausência de um freio interior. Seu auto-controle é, deste modo, fraco e elas portanto, não tem qualquer consideração pelos outros. Elas são referidas como psicopatas secundário”.

Schütte foi capaz, junto com seu orientador do doutorado, o professor Dr. Gerhard Blickle, de mostrar que empregados que apresentam dominância destemida podem ser completamente discretos na área social. O estudo incluiu 161 pessoas. Entre outras coisas, os participantes responderam questões sobre a sua personalidade, suas habilidades sociais e seu desempenho no trabalho. Além disso, foi pedido a eles para nomear dois colegas que, por sua vez, avaliaram o desempenho do respectivo participante e o comportamento do participante no local de trabalho.

Resultado: os participantes cujos questionários indicaram um alto nível de dominância destemida foram, não obstante, algumas vezes descritos por seus colegas como colegas prestativos, cooperativos e agradáveis: “mas que era verdade apenas quando estes psicopatas primários também tinham habilidades sociais marcantes”, disse Nora Schütte. “Diante disso tudo, incluía habilidades que são geralmente importantes no trabalho – tal como a dádiva de fazer os outros sentirem-se bem”.

Para empregados com grande impulsividade auto-centrada, o estudo mostrou um retrato completamente diferente: seus colegas consistentemente descreveram-os como destrutivos em suas negociações, não muito prestativos e fracos em desempenho –independente de suas habilidades sociais: “estas pessoas com valores elevados em psicopatia secundária consequentemente tem realmente os postulados efeitos negativos em seu ambiente de trabalho”, enfatiza Schütte. “E num grau muito mais elevado quando nós examinamos ambos grupos juntos”.

Schütte e o professor Blickle, por isso, defendem uma visão diferenciada da personalidade configurada ‘psicopatia’: “mesmo pessoas com marcados traços de psicopatia não necessariamente exibem comportamento antisocial”, afirma a psicóloga. De sua perspectiva, até o termo “psicopatia” – significando algo como “doença da alma” – é incorreto. O professor Blickle acrescenta: “pessoas com um alto grau de dominância destemida podem até serem heróis abnegados na vida diária, tal como salva-vidas, médicos de emergência ou bombeiros”.

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Psychopathy need not be a disadvantage

Pais que Usam Carinho ao Invés de Bater Fomentam Maior Competência Social nos Filhos

Pais deveriam continuar a evitar bater e usar técnicas parentais positivas, tal como o carinho, para criar comportamentos positivos em seus filhos, de acordo com um estudo recente publicado online em abril de 2016 , na Journal of Marriage and Family.

Décadas de pesquisa encontraram ligações entre o uso do bater por parte dos pais e uma aumentada probabilidade de desfechos negativos para crianças, tal como comportamento antisocial. Acredita-se que bater aumenta o comportamento antisocial porque ele modela agressão e não ensina as crianças o porquê o comportamento delas foi errado ou quais comportamentos alternativos são apropriados.

Apesar dos desfechos infantis negativos associados com o bater, muitos acadêmicos tem defendido o bater como uma forma efetiva de disciplina e uma significativa proporção de pais americanos regularmente usam o bater para disciplinar as crianças. Além disso, pouca atenção tem sido dada para buscar se o bater promove comportamentos infantis desejáveis.

Em contraste com o bater, o carinho maternal inclui comportamentos tais como afeição, reforço positivo e responsividade verbal para a criança. Estes comportamentos têm sido mostrados como promovedores de uma criação de confiança e reciprocidade entre pais e filhos e o desenvolvimento da competência social da criança. Ainda, o carinho maternal tem sido associado com menos comportamentos oposicionais na criança, melhor auto-regulação da criança e menos problemas de comportamentos infantis.

O estudo,  realizado por Inna Altschul (University of Denver), Shawna Lee (University of Michigan) e Elizabeth Gershoff (University of Texas), investigou se bater ou fazer carinho predisse a mudança em comportamentos agressivos e socialmente competente em crianças pequenas ao longo do tempo.

O estudo usou informação de 3.279 famílias com crianças pequenas que participaram em um estudo longitudinal de famílias urbanas. Ele avaliou o uso de bater e o carinho maternal das mães, e subsequentemente o comportamento agressivo e competência social do filho. Fatores de risco psicossociais, sócio-econômicos e características demográficas, assim como características da criança, foram também controlados.

Os resultados revelaram que bater predisse agressão na criança, mas não estava sendo associado com competência social das crianças. Em contraste, o carinho maternal predisse uma maior competência social da criança mas não estava associado com agressão. O carinho foi um preditor significativamente mais forte de competência social das crianças do que o bater.

Os pesquisadores concluíram que: “estes achados indicam que os pais deveriam continuar a evitar bater e, ao invés, usar técnicas parentais positivas tal como carinho, para fomentar os comportamentos positivos em seus filhos”. Eles também sugerem que “mesmo se os pais usam ambos (o bater e o carinho), os benefícios do carinho com relação a competência social das crianças pode ser abalada pela aumentada agressão da criança associada com o bater”.

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Parents who use warmth instead of spanking foster greater social competence in their children

O que a Busca de Bem-Estar Significa para o Nosso Cérebro

Em uma das edições de 2016 da Psychotherapy and Psychosomatics, Gregor Hasler, da University of Bern, analisa as implicações neuro-cientificas da busca de bem-estar.

A neurociência psiquiátrica e a psicologia acadêmica são dirigidas por um forte ‘viés de doença’. Sendo assim, para quase todos os tratamentos para prevalentes condições psiquiátricas e psicossomáticas, a maior parte da atenção é dedicada ao estresse e suas consequências. Isto leva a um reforçamento involuntário (mas inevitável) de aspectos negativos da vida. Contudo, pacientes não podem esperar os benefícios de terapias de bem-estar fundamentadas na neurociência chegarem no futuro.

Achados promissores mostram efeitos fortes e duradouros de terapia de bem-estar atualmente disponível para condições psiquiátricas severas tal como o transtorno depressivo maior. Este trabalho encoraja os médicos a implementarem promoção de saúde positiva neste momento em trabalho clínico.

Além disso, ensaios clínicos tem o potencial para comparar vários tipos de métodos de tratamento, incluindo terapias interpessoais, treino de mindfulness, abordagens cognitiva e metacognitiva, modificação de viés cognitivo e psicoterapias orientadas para o afeto, e para identificar marcadores que predizem a resposta individual a intervenções especificas.

Não há dúvidas de que os atuais insights clínicos e experiências agindo em consonância com um entendimento neurobiológico de saúde positiva fornecerá a nós opções de terapia de bem-estar novas e mais efetivas.

O autor conclui: “eu estou confiante de que nosso sistema de sentido, recompensa e prazer é mais poderoso e plástico do que nossos livros acadêmicos jamais  ousaram imaginar”.

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What the pursuit of well-being means for our brain

Rejeição e Baixa Auto-Estima em Mulheres Acima do Peso

Imagine-se em uma situação de “encontro rápido” (speed-dating) — cinco minutos para impressionar (ou não) a pessoa sentada à mesa em frente a você. É o bastante para desencorajar até os indivíduos mais confiantes. Mas para mulheres “mais pesadas”, os efeitos são ainda piores. Uma pesquisa mostra que as preocupações sobre rejeição e a desvalorização devido ao peso pode levar a consequências negativas para a saúde.

Duas psicólogas de UC Santa Barbara escreveram um projeto para examinar se e como a antecipação de rejeição — versus a experiência real dela — impacta o bem-estar emocional do indivíduo. Alison Blodorn e Brenda Major desenvolveram um estudo que mediu os efeitos de rejeição antecipada causada por situações de estigmatização quanto ao peso – como namorar. Os resultados, elas descobriram, dependia do peso e do gênero dos participantes. Os achados deste estudo apareceram no Journal of Experimental Social Psychologyem 2016: “nós testamos experimentalmente se a mera antecipação de rejeição entre indivíduos mais pesados é o bastante para levar a posteriores efeitos psicológicos negativos tal como a diminuição da auto-estima ou a sentimentos de autoconsciência”, explicou Blodorn, uma pesquisadora do Self & Social Identity Lab do UCSB’s Department of Psychological & Brain Sciences.

As pesquisadoras recrutaram 160 homens e mulheres de vários pesos corporais, na faixa etária de 18 a 29, que identificavam-se como heterossexuais. A cada adulto jovem foi pedido para fazer um discurso de cinco minutos descrevendo porque ele(a) seria um(a) bom(boa) namorado(a) e foi dito que o discurso seria avaliado por um membro atrativo do sexo oposto.

Metade dos participantes foram informados de que o avaliador veria um vídeo de seus discursos, de forma que seu peso estaria evidente. Avaliadores para os indivíduos restantes apenas ouviriam o áudio dos discursos, então o peso não seria um fator.

Para avaliar a rejeição antecipada, imediatamente antes de dar os seus discursos, foi pedido aos participantes para pontuarem qual a probabilidade que eles achavam que seus avaliadores os aceitariam ou os rejeitariam. Após seus discursos serem gravados, os participantes completaram uma variedade de testes para mensurar níveis de auto-estima, sentimentos de auto-consciência tal como vergonha e constrangimento e emoções de estresse como ansiedade e desconforto. Peso e altura dos participantes também foram mensurados para calcular seu índice de massa corpórea (IMC): ”nas mulheres mais pesadas — ou aquelas com um IMC mais alto — nós pensávamos que seu peso seria visto e esperado ser rejeitado por seu avaliador”, Blodorn explicou. “Esta rejeição antecipatória leva a auto-estima mais baixa, maiores sentimentos de  auto-consciência e maior estresse”.

Ela notou que as mesmas condições que eram prejudiciais para mulheres mais pesadas tinham o efeito oposto para mulheres mais magras que viam seu peso como um trunfo: “mulheres mais magras esperavam serem aceitas e isto levou a sentimentos aumentados de auto-estima positiva, auto-consciência diminuída e menos estresse”, Blodorn disse. “Não é tão surpreendente, dado que magreza e beleza são tão interligadas em nossa sociedade”.

Os resultados diferiram para homens: “curiosamente, nós não vimos nenhum dos mesmos efeitos negativos para homens mais pesados”, disse Blodorn. “Eles não esperavam serem rejeitados por uma pessoa atrativa do sexo feminino que iria pontuar o seu potencial para namorar quando seu peso foi visto completamente. É possível que estes achados estejam limitados ao domínio do namoro e mais pesquisas precisam ser feitas antes que nós possamos dizer que homens mais pesados não são afetados pelo estigma do peso”.

Este experimento sugere — para mulheres mais pesadas, pelo menos, — que experiências diretas com tratamento baseado no peso não são necessárias para estigma quanto ao peso para ter efeitos negativos: “mesmo na ausência de experiências real com tratamento baseado no peso, rejeição antecipatória pode levar a saúde psicológica negativa”, Blodorn enfatizou. “Dado que o viés de peso é tão pervasivo em nossa sociedade, estes achados tem grandes implicações para o bem-estar psicológico de mulheres mais pesadas.

“Parece inevitável que, em uma variação de situações diferentes — tais como ir ao supermercado ou para a academia — elas estarão preocupadas sobre serem rejeitadas ou avaliadas desfavoravelmente devido ao seu peso”, ela concluiu, “e isto pode levar a reduções em bem-estar a longo-prazo”.

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For heavier individuals, the anticipation of rejection drives down self-esteem

Trapacear Reduz a Felicidade?

Trapacear para chegar na frente traz a probabilidade de reduzir o seu nível de felicidade. Isso é o que diz um novo estudo da University of California, através da professora de sociologia Jan E. Stets. O estudo, intitulado “Happiness and Identities”, foi publicado na revista cientifica Social Science Research.

No estudo, Stets examinou a felicidade em uma situação moralmente desafiante. Estudantes foram recrutados de classes de universitários de uma grande universidade para participarem em um experimento no qual indivíduos completaram uma tarefa sozinhos ou em um grupo de três. Foi dito a eles que fazendo bem a tarefa aumentaria as chances de ganhar dinheiro no final do estudo.

Dos 284 participantes, 93 trabalharam na atividade sozinhos e 191 trabalharam em grupos. Foi dito aos participantes que eles estavam competindo contra um outro indivíduo (se eles estavam completando a tarefa sozinhos) ou contra outros grupos (se eles estavam completando a tarefa em um grupo) – e que qualquer indivíduo ou grupo que pontuasse melhor na tarefa teria uma chance aumentada de ganhar dinheiro.

O estudo foi projetado para medir:

Identidade moral: como os entrevistados sentiram-se sobre si mesmos. Foram dados a eles 12 características com 2 pólos, tais como: honesto/desonesto, justo/injusto e atencioso/desinteressado.

Avaliações Contempladas: Como os indivíduos pensavam que os outros os veriam. Opções listadas incluíam palavras tais como simpático, inteligente, moral e confiável.

Felicidade: como os indivíduos sentiram-se antes e após a tarefa.

Trapaça: se ou não os indivíduos trapacearam e, se eles trapacearam, com que frequência fizeram isso.

Durante a tarefa, foi dado aos participantes a oportunidade de trapacear para chegar na frente. Alguns trapacearam enquanto outros não: “aqueles que não trapacearam ou acreditavam que trapacear era errado e isto os desencorajaram de trapacear, ou não sentiram-se compelidos para trapacear porque poderiam realizar a tarefa baseado em suas habilidades”, explicou Stets.

Aqueles que trapacearam e mais tarde pensaram que outras pessoas não os veria como eles viam a sua mesmos – como pessoas morais – foram mais propensos a reportar uma redução em felicidade: “o ato de trapacear aparentemente ativou pensamentos sobre como pessoas viram os participantes em comparação a como eles viam a si mesmos ao longo da dimensão moral”, disse Stets. “Apesar de como os indivíduos justificaram suas trapaças a si mesmos, quando eles consideraram a visão dos outros, os relatos de felicidade diminuíram quando eles pensaram que a visão dos outros seriam discrepante da sua própria visão de si”.

Adicionalmente, quanto mais frequentemente os participantes trapacearam durante o estudo, mais sua felicidade, pelo menos para aqueles trabalhando sozinhos. Quando os indivíduos trapacearam no setting de grupo, eles podem ter sentido-se justificados por se comportarem desonestamente porque eles viram suas ajudando como ajudando o seu grupo na competição; e, eles podem ter sentido que o seu trapacear poderia ser mantido escondido de outros membros do grupo.

Seja como for, pessoas podem não ter sentido que estavam agindo mal sendo emocionalmente inafetados pelo comportamento deles, Stets encontrou. Contudo, para aqueles que trabalharam sozinhos, o seu comportamento de trapacear pode ter relembrado-os de seus motivos egoístas, assim reduzindo a felicidade deles.

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Cheating to get ahead reduces happiness

O Sono de Crianças com TDAH

Um novo estudo da Aarhus University documentou que há algumas verdades na reclamação de pais de crianças com TDAH de que seus filhos tem mais dificuldade para adormecer e que dormem mais precariamente do que as outras crianças.

Estudos têm mostrado que até 70% de pais de crianças com TDAH relatam que os filhos tem dificuldade para adormecer e que passam um tempão colocando-os para dormir. Contudo, estudos científicos que medem a qualidade do sono usando eletrodos tem, até agora, falhado para demonstrar uma correlação entre a qualidade do sono e TDAH. Mas agora, um novo estudo dinamarquês mostra que crianças com TDAH realmente dormem pior do que outras crianças: “nosso estudo confirmará o que muitos pais tem experienciado, que é que crianças com TDAH levam mais tempo para adormecer a noite. Com nossas mensurações, nós podemos também ver que estas crianças experienciam mais sono perturbado incluindo menos sono profundo. Se você apenas olha para a duração de sono, as crianças no grupo de TDAH dormem 45 minutos menos do que crianças no grupo controle”, disse Anne Virring Sørensen, que está por trás do estudo.

Duas de cada três crianças com TDAH têm um ou mais diagnósticos psiquiátricos adicionais ao TDAH, o que provavelmente aumenta o risco de perturbação do sono. Mas mesmo quando os pesquisadores olham para as crianças que tem apenas o diagnóstico de TDAH, eles vem uma grande diferença nos padrões de sono do grupo controle e do grupo de TDAH.

Os pesquisadores também estudaram padrões de sono durante o dia. Os achados surpreenderam os pesquisadores: “ao contrário da noite, nós pudemos ver que houve uma tendência para as crianças com TDAH adormecerem mais rápido durante o dia do que as crianças no grupo controle. Isto de alguma forma surpreende quando você leva em conta que o TDAH está associado com características tal como a hiperatividade. Mas esta hiperatividade poderia ser um comportamento compensatório por não ser capaz de adormecer durante o dia”, diz Anne Virring Sørensen.

O fato de que os pesquisadores não tinham previamente sido capazes de demonstrar uma correlação entre TDAH e sono mais precário pode ser devido a métodos de mensuração diferentes:  “em nosso estudo, as crianças tinham eletrodos presos a suas cabeças, que é conhecido como uma polissonografia no hospital a tarde, mas eles dormiram em ambientes familiares conhecidos. Em estudos anteriores, as crianças tinham sido admitidas em centros especializados no sono ou em hospitais, para medir o sono via um estudo polissonográfico”, afirma Anne Virring Sørensen.

Muitas crianças com TDAH estão atualmente recebendo medicação para ajudá-las a dormir. Anne Virring Sørensen enfatiza que nenhuma das crianças receberam medicação enquanto fizeram parte do estudo. Ela acredita que o estudo é importante tanto a curto quanto a longo prazo: “eu acho que muitos pais e médicos estão bastante satisfeitos de receberem confirmação de que padrões precários de sono podem agora serem demonstrados e que há provavelmente uma correlação com o diagnóstico de TDAH. O próximo passo é, claro, encontrar onde esta correlação encontra-se, para que então possamos desenvolver tratamentos melhores a longo-prazo. Nossa pesquisa é uma base importante para estudos adicionais”, ela diz.

O estudo foi recentemente publicado no Journal of Sleep Research e encontrou que:

  • Um total de 76 crianças com TDAH e uma média de idade de 9.6 anos participaram do estudo
  • O grupo controle consistiu de 25 crianças saudáveis.
  • Dois grupos diferentes de estudo foram desenvolvidos.
  • Examinações de pacientes ambulatoriais com eletrodos durante a noite (polissonografia).
  • Múltiplos testes de latência de sono que mediram com que rapidez as crianças adormeceram (quatro vezes por vinte minutos no mesmo dia).
  • O estudo é o maior, até agora, a incluir tanto métodos de pesquisa quanto incluir crianças com e sem o diagnóstico de TDAH.
  • O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Aarhus University, Aarhus University Hospital Risskov, Rigshospitalet e da University of Copenhagen.

 

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Children with ADHD take longer to fall asleep and also sleep more poorly

Pensar Rápido e Sentir-se Saudável são Preditores de Vida Mais Longa?

Segundo uma pesquisa, a resposta é SIM!

Sofrer de condições médicas crônicas e engajar-se em comportamentos insalubres são conhecidos fatores de risco para morte prematura, mas achados de um estudo longitudinal com 6.000 adultos sugere que certos fatores psicológicos pode ser ainda preditores mais fortes de quanto tempo nós viveremos.

Os achados estão publicados no Psychological Science, uma revista científica da Association for Psychological Science.

“Nosso estudo mostra que duas variáveis psicológicas:  saúde referida mais precária e diminuições graduais relacionadas a idade (em velocidade de processamento), parecem ser  indicadores especialmente importantes de elevado risco de mortalidade na meia-idade e adultos mais velhos”, diz o cientista psicológico Stephen Aichele da University of Geneva, em Switzerland. “Esta informação pode facilitar a acurácia diagnóstica e as intervenções adequadas”.

Aichele e colaboradores Patrick Rabbitt (University of Oxford) e Paolo Ghisletta (University of Geneva) estavam interessados em investigar e relativa influência de variáveis cognitivas, demográficas, saúde e estilo de vida na predição de risco de mortalidade. Embora pesquisas anteriores tenham fornecido algumas pistas para os papéis desempenhados por estas variáveis, estudos longitudinais abrangentes foram poucos: “tem sido longamente conhecido que fatores específicos tais como doenças, desvantagem sócio-econômica, declínio cognitivo e apoio social determinam por quanto tempo nós sobrevivemos na velhice”, explica Aichele. “O problema tem sido que estes e outros marcadores para mortalidade tem sido testados separadamente ao invés de juntos. Dado que eles estão fortemente associados um com o outro, torna-se difícil determinar quais variáveis mais influenciam risco de mortalidade”.

Para endereçar este buraco na pesquisa disponível, Aichele e colaboradores checaram o Estudo Longitudinal de Cognição de Manchester, examinando 29 anos de dados coletados de 6.203 adultos que ocorreu na faixa etária de 41 a 96 anos de idade quando eles começaram o estudo.

Agregando dados de 15 diferentes tarefas, os pesquisadores olharam para o desempenho cognitivo dos participantes por cinco domínios de habilidade: inteligência cristalizada, inteligência fluida, memória verbal, memória visual e velocidade de processamento. Todas as tarefas de medidas (bem estabelecidas) de habilidade cognitiva – foram administradas para até quatro vezes por um período de 12 anos, permitindo aos pesquisadores avaliarem o início do desempenho dos participantes e mudança em desempenho ao longo do tempo para cada domínio.

Para estimar a saúde dos participantes, os pesquisadores usaram o Cornell Medical Index, uma medida que inclui detalhados checklists de um total de 195 sintomas patológicos relacionados a transtornos físicos e  psicológicos. Por último, os pesquisadores olharam para os reportes subjetivos dos participantes de vários fatores de estilo de vida, incluindo saúde percebida, número de remédios prescritos, padrões de sono, hobbies, leisure activities e interações sociais.

Usando dois tipos de análises estatísticas, os pesquisadores foram capazes de avaliar a relativa importância de um total de 65 variáveis diferentes em predição de risco de mortalidade dos participantes.

Os resultados revelaram que a saúde subjetiva e a velocidade de processamento mental foram dois dos mais fortes preditores – isto é, melhor percepção da saúde e menores reduções em velocidade de processamento ao longo do tempo estavam associados com risco de mortalidade reduzido. Ser mulher também estava associado com reduzido risco de mortalidade, enquanto que anos fumando tabaco estava associado com um aumentado risco de morte prematura.

A influência dos dois fatores psicológicos relativos a conhecidos fatores de risco médicos, tal como sintomas cardiovasculares, veio como uma surpresa: “o resultado de que variáveis psicológicas estão tão fortemente associadas com risco de mortalidade é bastante surpreendente porque evidência apóia a hipótese de que os preditores mais fortes de sobrevivência na velhice são de  natureza fisiológica ou médica”, explica Aichele.

Estes achados podem fornecer insights úteis para profissionais de saúde, que necessitam de  métodos melhores para identificar indivíduos em risco de morte prematura. “Endereçar as necessidades de uma população global envelhecendo requerirá considerar numerosos fatores de risco de morbidade e mortalidade, tais como variáveis demográficas, condições de saúde, capacidades funcionais, habilidades mentais e suporte social”, os pesquisadores concluíram.

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Quick thinking and feeling healthy predict longer life

Por que Estamos nos Tornando tão Narcisistas?

O tema narcisismo tem intrigado as pessoas por  séculos, mas cientistas sociais agora alegam que ele se tornou uma moderna “epidemia”. Então, o que é que levou ao seu aumento e há alguma coisa que nós possamos fazer sobre isso?

O termo narcisismo originou-se há mais de 2,000 anos atrás, quando Ovídio escreveu a lenda de Narciso. Ela conta a história de um lindo caçador grego que, um dia, sem querer, vê o seu reflexo em uma piscina de água e fica perdidamente apaixonado por ela. Ele se torna obcecado pela sua beleza e é incapaz de sair de perto de sua imagem refletida na água até ele morrer. Após a sua morte, a flor narciso cresceu onde ele jaz.

O conceito de narcisismo foi popularizado pelo psicanalista Sigmund Freud, através do seu trabalho com o ego e seu relacionamento com o mundo exterior; este trabalho tornou-se o ponto de partida para muitas outras teorias em narcisismo.

O narcisismo repousa em um continuum de saudável ao patológico. O narcisismo saudável é parte do funcionamento humano normal. Ele pode representar o amor-próprio saudável e confiante que está baseado em verdadeira conquista, a habilidade para superar contratempos e provém do apoio necessário de laços sociais.

Mas o narcisismo se torna um problema quando os indivíduos começam a se preocupar com o eu, tendo a necessidade de excessiva admiração e aprovação de outros, embora mostrando  desconsideração pelas susceptibilidades de outras pessoas. Se o narcisista não recebe a atenção desejada, ele pode desenvolver abuso de substância e transtorno de depressão maior.

Narcisistas frequentemente retratam uma imagem de grandiosidade ou excesso de confiança para o mundo, mas isto é apenas para cobrir sentimentos profundos de insegurança e uma auto-estima frágil que é facilmente ferido pela crítica mais mínima. Por causa destes traços, os narcisistas encontram-se em relacionamentos superficiais que apenas servem para satisfazer sua constante necessidade por atenção. Quando traços narcisistas se tornam tão acentuados que eles resultam em comprometimento, isto pode indicar a presença de transtorno de personalidade narcisista.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) descreve o transtorno de personalidade narcisista como “um padrão generalizado de grandiosidade, necessidade por admiração e ausência de empatia que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos”. Pessoas com transtorno de personalidade narcisista apresentam um grandioso senso de auto-importância, estão consumidos por fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal e são extremamente sensíveis ao criticismo, entre outras coisas.

Pessoas mais jovens e homens parecem ser os mais afetados. As causas exatas do transtorno de personalidade narcisista são desconhecidos, mas abuso e negligência na infância podem ser possíveis fatores envolvidos em sua formação.

Em um setting clínico, aproximadamente de 2% a 16% das pessoas sofrem deste transtorno, enquanto que na população em geral, menos de 1% das pessoas são afetadas. Alguns sugerem que o transtorno de personalidade narcisista é bastante raro, mas estimativas de estudos variam enormemente dependendo do tamanho da amostra e as formas que os traços de narcisismo são avaliados.

Outros tem rotulado o narcisimo como uma “epidemia moderna”, apontando para a rápida mudança na sociedade que ocorreu no período industrial e pós-industrial como a causa. Nas duas últimas décadas, tem-se testemunhado uma mudança da sociedade de um comprometimento com o coletivo para um foco no individual ou no eu. O movimento de auto-estima foi um importante momento decisivo neste quesito. Ele determinou que a auto-estima era a chave para o sucesso na vida. Educadores e pais começaram a dizer para os seus filhos o quanto eles são especiais e únicos para fazê-los sentirem-se mais confiantes. Pais tentaram “conferir” auto-estima em seus filhos ao invés de deixarem-os alcançar isso através de trabalho árduo.

O aumento do individualismo (com o seu foco no eu e nos sentimentos internos) e o declínio em normas sociais que acompanharam a modernização da sociedade também significaram que a comunidade e a família não eram mais capazes de oferecer o mesmo apoio para os indivíduos como já tinham feito. E pesquisas tem mostrado que estando integrado em redes sociais – por exemplo, estando ativamente engajado em sua comunidade e conectado com amigos e família – tem maiores benefícios na saúde.

Uma vez que a estrutura social deteriorou-se, tornou-se muito mais difícil cumprir com as necessidades básicas para conexões significativas. A questão mudou-se do que é o melhor para outras pessoas e para a família para o que é melhor para mim. A modernização da sociedade pareceu valorizar fama, riqueza e celebridades antes de tudo. Tudo isso, combinado com a desagregação em laços sociais  criaram um “eu vazio, privado de significado social”.

O crescimento em tecnologia e o desenvolvimento de sites de redes sociais extremamente populares, tal como Facebook, mudou-se mais a forma como nós gastamos o nosso tempo livre e a comunicação. Hoje, há aproximadamente 936 milhões de usuários ativos do facebook diariamente em todo o mundo. O vício da Internet é uma nova área de estudo em saúde mental e recentes pesquisas transversais mostram que o vício em Facebook está fortemente ligado a um comportamento narcisista e baixa auto-estima.

Tratamento para transtorno de personalidade narcisista existe e isto inclui farmacoterapia e psicoterapia.  Meditação tem sido também mostrada como tendo efeitos positivos em saúde mental. Pesquisa adicional, contudo, é necessária para testar a efetividade de vários tratamentos .

Então o que podemos fazer sobre tudo isto e como nós podemos levar uma vida feliz e com um propósito? Um dos maiores estudos em felicidade foi conduzido por um grupo de pesquisadores da Harvard que acompanharam um grande estudo de coorte, de pessoas durante um período de 75 anos. O que eles descobriram – como já esperado – foi que a fama e o dinheiro não eram os segredos para a felicidade. Ao invés disso, a coisa mais importante na vida e o maior indicador de satisfação era ter relacionamentos fortes e acolhedores – essencialmente, que “a jornada de imaturidade para a maturidade é uma espécie de movimento do narcisismo para conexão”.

Então talvez seja a hora de dar um tempo daquele smartphone, desligar o seu computador e encontrar-se com um ou dois amigos. Talvez, apenas talvez, você possa sentir-se um pouco melhor – e aumentar sua auto-estima.The Conversation

Texto escrito por Olivia Remes, da University of Cambridge. Esse artigo foi originalmente publicado no The Conversation.

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Why are we becoming so narcissistic? Here’s the science

Pensar Sobre o Futuro Ajuda a Superar Conflitos de Relacionamento

Pensar sobre o futuro ajuda a superar conflitos de relacionamento, de acordo com um estudo da University of Waterloo que foi publicado online em 2016, na Social Psychological and Personality Science.

“Quando parceiros românticos discutem sobre coisas como finanças, ciúmes ou outras questões interpessoais, eles tendem a empregar seus atuais sentimentos como combustível para uma calorosa discussão. Ao vislumbrar o seu relacionamento no futuro, as pessoas podem desviar o foco de seus sentimentos atuais e mitigar conflitos”, disse Alex Huynh, um doutorando em psicologia e autor do estudo, que publicou com Igor Grossmann, da University of Waterloo e Daniel Yang, da Yale University.

Pesquisas anteriores tinham mostrado que recuar um passo para trás e adotar uma perspectiva do tipo “mosca na parede” (fly on the wall) pode ser uma estratégia positiva para a reconciliação de dificuldades interpessoais. Por exemplo, pesquisa anterior de Grossmann e colaboradores sugere que pessoas são capazes de raciocinar mais sabiamente sobre questões de infidelidade quando são solicitadas para fazer isto de uma perspectiva de uma terceira-pessoa. Huynh e seus colaboradores investigaram se benefícios similares em raciocínio e bem-estar no relacionamento podem ser provocados por simplesmente recuar e pensar sobre o futuro.

Participantes do estudo foram instruídos para refletir sobre um recente conflito com um parceiro romântico ou um amigo íntimo. Foi então pedido a um grupo de participantes para descreverem como sentiriam-se sobre o conflito um ano no futuro, enquanto foi pedido para o outro grupo para descrever como sentiam-se no presente.

A equipe examinou as respostas escritas dos participantes através de um programa de análise de texto para o uso de pronomes – tais como eu, ela, ele. Estas escolhas de pronomes foram usadas para capturar o foco dos participantes nos sentimentos e comportamentos daqueles envolvidos no conflito. Respostas escritas foram também examinadas para estratégias benéficas de raciocínio – por exemplo, perdão e reinterpretação do conflito mais positivamente.

Os pesquisadores encontraram que pensar sobre o futuro afetou tanto o foco dos participantes em seus sentimentos quanto em suas estratégias de raciocínio. Como resultado, os participantes reportaram mais positividade sobre o seu relacionamento na totalidade. Em especial, quando os participantes do estudo expandiram seu pensamento sobre o relacionamento daqui a 1 ano, foram capazes de mostrar mais perdão e de reinterpretar o evento de uma forma mais leve e positiva.

A maneira como as pessoas respondem a conflitos é um componente essencial para a manutenção de um relacionamento, dizem os pesquisadores: “nosso estudo demonstra que adotar uma perspectiva orientada para o futuro no contexto de um conflito de relacionamento – refletindo em como uma pessoa pode sentir-se daqui a um ano – pode ser uma valiosa ferramenta de coping para a felicidade psicológica da pessoa e o bem-estar do relacionamento”, disse Huynh.

A pesquisa também tem potenciais implicações para o entendimento de como a perspectiva ou pensar sobre o futuro, pode ser uma estratégia benéfica para uma variedade de conflitos que as pessoas experienciam em suas vidas todos os dias.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/07/thinking-future-helps-overcome-relationship-conflicts-44065