Você é Muito Distraído(a)? Uma Nova Pesquisa Pode Explicar o Motivo

O americano Tom Kite, jogador profissional de golfe, disse duas coisas sobre distração que, juntas, resumem os achados de um novo estudo no assunto: primeiro – “você pode sempre encontrar uma distração se você está procurando por uma”. E segundo: “disciplina e concentração são uma questão de estar interessado”.

Um nova pesquisa oferece evidência de que a motivação de uma pessoa é tão importante para a atenção contínua em uma tarefa como é a facilidade com o qual a tarefa é feita. A pesquisa também desafia a hipótese proposta por alguns neurocientistas cognitivos de que pessoas se tornam mais distraídas à medida em que elas resolvem tarefas cada vez mais difíceis. Um parecer do novo estudo aparece no Journal of Experimental Psychology: General em 2016: “Quase sempre, as pessoas equilibram sua necessidade por foco interior (reflexão, esforço mental) com sua necessidade para estar presente no mundo”, escrevem os autores do estudo, da University of Illinois, Simona Buetti e Alejandro Lleras. “Mas, quando a necessidade para o foco interior é alta, nós podemos ter a impressão de que momentaneamente nos desligamos do mundo inteiramente para alcançar um grau elevado de foco mental”.

Buetti e Lleras projetaram vários experimentos para testar se as pessoas são mais facilmente distraídas quando o esforço mental requerido para completar uma tarefa aumenta, como é geralmente considerado no campo deles.

Os pesquisadores primeiro pediram aos participantes para resolverem problemas matemáticos de várias dificuldades, enquanto fotografias de cenas neutras – por exemplo, vacas em um pasto, um retrato de um homem, um copo na mesa – apareciam em uma tela de computador por 3 segundos, atraindo os sujeitos a olharem para elas. Um aparelho de seguimento ocular mediu a frequência, velocidade e foco dos olhos dos participantes à medida que eles completavam os problemas matemáticos.

Os resultados mostraram que os participantes que estavam engajados em uma versão fácil da tarefa foram mais propensos a olhar para as “pegadinhas” do que aqueles que estavam engajados em uma versão extremamente desafiante. Estes resultados contrariam as teorias atuais, os pesquisadores disseram: “isto sugere que o foco em tarefas mentais complexas reduz a vulnerabilidade da pessoa para eventos no mundo que não estão relacionados a estas tarefas”, Buetti disse. Este achado corresponde a pesquisa em um fenômeno chamado “cegueira inatencional” no qual pessoas envolvidas em uma tarefa envolvente frequentemente falham em notar eventos estranhos e inesperados: “entre o mundo interior de resolver um problema e o mundo exterior – o que está acontecendo ao seu redor – parece haver uma necessidade para desligar-se de algo quando atenção elevada para o outro é requerida”, Lleras atestou.

“Curiosamente, quando os participantes completaram uma combinação de tarefas fáceis e difíceis, a dificuldade da tarefa não pareceu afetar sua distraibilidade”, Buetti afirmou. Este achado levou os pesquisadores a hipotetizarem que a capacidade para evitar estar distraído não é dirigida primariamente pela dificuldade da tarefa, mas é provável o resultado do nível de engajamento do indivíduo com o esforço. Eles chamaram este conceito de “teoria da distraibilidade do envolvimento”.

A equipe realizou estudos adicionais para testar esta ideia, manipulando o entusiasmo dos sujeitos para a atividade com incentivos financeiros. Para a surpresa dos pesquisadores, esta manipulação teve pouco efeito na distraibilidade dos participantes. Contudo, houve grandes diferenças entre as pessoas em termos de sua distraibilidade: “quanto mais os participantes esforçavam-se em uma tarefa, mais eles reflexivamente evitaram a distração, independentemente de incentivo financeiro”, Buetti disse. “Então, a mensagem final é: características da tarefa, como sua dificuldade, não sozinha prediz a distraibilidade. Outros fatores também desempenham um papel, como a facilidade com o qual nós podemos desempenhar uma tarefa, assim como uma decisão que é própria para cada um de nós: quanto nós decidimos cognitivamente engajar-nos em uma tarefa”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Distracted much? New research may help explain why