Adultos com transtorno bipolar tem igual probabilidade de desenvolverem ansiedade e depressão seguindo um episódio de mania, de acordo com dados de uma pesquisa nacional com mais de 34.000 adultos. Este achado, que foi publicado em 2016 na Molecular Psychiatry, pode expandir nosso entendimento do transtorno bipolar.
Existe uma estimativa de que 5,7 milhões de americanos com transtorno bipolar, que é uma doença mental séria que tem sido caracterizada por recorrentes períodos de mania e depressão. Como a mania, que envolve ter um humor elevado ou irritável, e a depressão são distúrbios do humor, o transtorno bipolar é considerado um tipo de transtorno do humor.
Participantes do estudo foram entrevistados para determinar a incidência de episódios maníacos. Uma segunda entrevista foi conduzida três anos mais tarde para determinar a subsequente incidência de depressão ou ansiedade. Participantes com mania tinham aproximadamente um risco igual de desenvolver depressão (razão de chances de 1,7) ou ansiedade (razão de chances de 1,8). Ambas as condições foram significativamente mais comuns entre participantes com mania do que sem ela. Além disso, os participantes com depressão tiveram um risco significativamente mais alto de desenvolver mania (razão de chances de 2,2) ou ansiedade (razão de chances de 1,7) comparado a aqueles sem depressão.
Resultados do relatório alinham-se com pesquisas anteriores demonstrando que a depressão e a ansiedade comumente co-ocorrem, e com estudos de gêmeos indicando que depressão e uma forma comum de ansiedade conhecida como transtorno de ansiedade generalizada comportaram-se virtualmente como a mesma condição genética. Os novos achados expandem a conexão estreita entre depressão e ansiedade para indivíduos com transtorno bipolar que tem experienciado episódios de mania: “embora durante muito tempo tenha sido amplamente aceito que o transtorno bipolar representa episódios repetidos de mania e depressão como pólos ao longo de um único continuum de humor, a realidade médica é frequentemente muito mais complexa”, disse Mark Olfson, MD, MPH, professor de psiquiatria da Columbia University Medical Center, pesquisador do New York State Psychiatric Institute e autor do estudo. “A ligação entre mania e ansiedade sugere que os pacientes cujo sintoma principal é a ansiedade, deveriam ser cuidadosamente avaliados para um histórico de mania antes de iniciar o tratamento”.
Uma definição clínica mais ampla de transtorno bipolar que inclui episódios de mania juntamente com a ansiedade ou a depressão pode levar a identificação mais precoce de indivíduos com transtorno bipolar e abordagens diferentes para tratamento: “por anos, nós podemos ter perdido oportunidades de avaliar os efeitos de tratamento para transtorno bipolar em ansiedade”, afirmou Dr. Olfson. “Os resultados de nosso estudo sugerem que os pesquisadores deveriam começar a se perguntar até que ponto os tratamentos para transtorno bipolar aliviam a ansiedade assim como a mania e a depressão”.
O estudo, que tem como título: “Reexamining associations between mania, depression, anxiety and substance use disorders: results from a prospective national cohort”, foi publicado na Molecular Psychiatry, em maio de 2016.
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