Psicose Pós-Parto

Mulheres grávidas com transtorno bipolar e suas famílias e médicos deveriam estar cientes de um risco significativamente mais alto de desenvolverem psicose pós-parto, de acordo com uma nova revisão de literatura da Northwestern Medicine no transtorno raro e sub-pesquisado.

A Psicose pós-parto quase sempre origina-se de transtorno bipolar mas frequentemente passa despercebida por causa de sua raridade e ausência de pesquisa no assunto, de acordo com uma revisão da Northwestern Medicine, Stanford University e Erasmus Medical Center nos Países Baixos.

Compondo o problema, médicos são relutantes para prescrever lítio para mulheres amamentando por medo de que a droga impactará negativamente o bebê. Contudo, um pequeno número de mulheres tratadas com lítio e que amamentam seus bebês tem sido estudadas e os bebês não tiveram efeitos adversos com cuidadoso seguimento do caso, Wisner disse. O lítio é a medicação mais efetiva e com ação rápida para tratar psicose pós-parto.

A psicose pós-parto aumenta o risco de uma mãe machucar ou matar o seu bebê ou ela mesma: “geralmente, o risco da medicação é menor do que o risco do transtorno descontrolado”, afirmou a autora Dra. Katherine Wisner, da Northwestern University Feinberg School of Medicine. “Este é um transtorno realmente sério e ninguém gosta de tratar mulheres com medicação durante a gravidez ou o período de amamentação, mas também há certamente risco bastante alto em não tratá-la, tal como o risco de suicídio”, Wisner disse.

O lítio é recomendado como a primeira linha de medicação, de acordo com a revisão, que foi publicada em setembro de 2016, na The American Journal of Psychiatry.

Conscientização de que é um transtorno tratável e diagnosticá-lo pode prevenir tragédias, de acordo com a revisão. Mas apenas uma ou duas de cada 1.000 mulheres são afetadas e com a ausência de pesquisa no transtorno, o diagnóstico pode ser perdido: “as pessoas acham que uma vez que estão grávidas, não tem direito ao seu corpo, mas o que acontece com a mãe acontece com o feto — uma mãe mentalmente saudável é crucial para o desenvolvimento do feto e do bebê”, Wisner afirmou. “E estas mulheres frequentemente experienciam boas respostas com o tratamento de lítio”.

Depressão pós-parto deveria não ser confundida com psicose pós-parto, Wisner enfatizou. Mulheres com depressão pós-parto podem ter sintomas que podem incluir fadiga, ansiedade e frequentemente pensamentos obsessivos, tal como medo de que elas colocarão seus bebês em perigo (“e se eu afogar o bebê no banho?”). Elas frequentemente lavam obsessivamente suas mãos antes de tocar seus bebês e checam-os a cada 10 minutos para ter certeza de que seus bebês estão respirando. Estes pensamentos são bastante perturbadores para mulheres experienciando depressão pós-parto, mas não há alucinações, delírios ou sintomas psicóticos.

Início agudo de psicose pós-parto é muito mais severo, com mulheres frequentemente parecendo “repentinamente desorganizadas e confusas como se estivessem em algum tipo de delírio”, disse Wisner. Algumas com esse diagnóstico sofrem de delírios tal como uma “força das trevas ou fora do corpo que faz com que queiram machucar o seu bebê”, Wisner adicionou.

Um outro importante achado da revisão, Wisner atestou, foi que os médicos devem distinguir entre diferentes tratamentos para os dois grupos de mulheres que desenvolvem psicose pós-parto: aqueles que tem episódios apenas no pós-parto e aquelas que tem episódios de humor mais crônico durante e após a gravidez: “para mulheres que tem apenas episódios pós-parto, eu sempre recomendo: ‘o bebê sai, o lítio entra’ e você oferece medicação imediata para prevenir um episódio de psicose”, Wisner disse.

Mulheres com transtorno bipolar mais crônico normalmente requerem medicação durante a gravidez para permanecerem bem e seu médico deveria monitorar sua dosagem frequentemente para ajustar as mudanças metabólicas do corpo ao longo da gravidez, Wisner afirmou.

Por fim, a revisão chama atenção para a ausência de cuidado conjunto de mãe-bebê oferecido em hospitais psiquiátricos nos Estados Unidos.  “Em outros países, há unidades de admissão conjunta mãe- bebê no qual as mães são admitidas com os seus bebês  e famílias podem vir também, assim elas são tratadas como uma unidade”, Wisner disse. “Na América, elas são admitidas em um hospital psiquiátrico, que pode não permitir visitação do recém-nascido, tornando impossível para a mãe amamentar ou cuidar de seu bebê durante a sua recuperação”.

Devido a uma pequeno número de casos de psicose pós-parto disponíveis para o estudo, há muito poucos experts. A American Journal of Psychiatry solicitou esta revisão para desenvolver uma visão atualizada e abrangente do transtorno: “todo mundo sabe que uma mulher com transtorno bipolar — é aproximadamente 1 a 5% da população”, Wisner atestou. “Estas mulheres precisam estar cientes de que a psicose pós-parto é uma possibilidade e que há tratamentos preventivos que são altamente efetivos”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Postpartum psychosis big risk for mothers with bipolar disorder