Pessoas com altos níveis de de psicopatia são egoístas, calculistas e sabotam seus colegas inescrupulosamente para se parecerem melhores. Para os empregadores, eles são excelentes – mas isso é realmente verdade? Um estudo da University of Bonn mostra que algumas pessoas com traços de psicopatia são vistas por seus colegas como bastante prestativas e cooperativas. Um dos pré-requisitos para isto, contudo, é que eles possuam habilidades sociais marcantes.
A análise já está disponível online na Journal of Management e uma versão curta foi publicada em 2016 na revista científica Wirtschaftspsychologie aktuell.
Pessoas com evidente psicopatia são consideradas insensíveis, frias, impenitentes, desonestas e impulsivas. No trabalho, consequentemente, elas podem pôr em perigo o sucesso de sua equipe inteira – pelo menos esse é o conceito popular. Mas algumas pessoas com traços psicopáticos podem também ser diferentes; isto é mostrado em uma análise por cientistas da University of Bonn. Porque nem todos os “psicopatas” são iguais. Pelo contrário, pelo menos duas diferentes facetas de personalidade se unem em psicopatia. Elas podem ocorrer juntas, mas não necessariamente: “nós falamos de independentes dimensões de personalidade”, explica Nora Schüttem do Instituto de psicologia da University of Bonn. “O primeiro é referido como dominância destemida. Pessoas com este traço característico querem as coisas do seu jeito, não tem medo das consequências de suas ações e podem suportar estresse muito bem. Nós também falamos de psicopatia primária. A segunda dimensão é a impulsividade auto-centrada: pessoas com valores elevados apresentam uma ausência de um freio interior. Seu auto-controle é, deste modo, fraco e elas portanto, não tem qualquer consideração pelos outros. Elas são referidas como psicopatas secundário”.
Schütte foi capaz, junto com seu orientador do doutorado, o professor Dr. Gerhard Blickle, de mostrar que empregados que apresentam dominância destemida podem ser completamente discretos na área social. O estudo incluiu 161 pessoas. Entre outras coisas, os participantes responderam questões sobre a sua personalidade, suas habilidades sociais e seu desempenho no trabalho. Além disso, foi pedido a eles para nomear dois colegas que, por sua vez, avaliaram o desempenho do respectivo participante e o comportamento do participante no local de trabalho.
Resultado: os participantes cujos questionários indicaram um alto nível de dominância destemida foram, não obstante, algumas vezes descritos por seus colegas como colegas prestativos, cooperativos e agradáveis: “mas que era verdade apenas quando estes psicopatas primários também tinham habilidades sociais marcantes”, disse Nora Schütte. “Diante disso tudo, incluía habilidades que são geralmente importantes no trabalho – tal como a dádiva de fazer os outros sentirem-se bem”.
Para empregados com grande impulsividade auto-centrada, o estudo mostrou um retrato completamente diferente: seus colegas consistentemente descreveram-os como destrutivos em suas negociações, não muito prestativos e fracos em desempenho –independente de suas habilidades sociais: “estas pessoas com valores elevados em psicopatia secundária consequentemente tem realmente os postulados efeitos negativos em seu ambiente de trabalho”, enfatiza Schütte. “E num grau muito mais elevado quando nós examinamos ambos grupos juntos”.
Schütte e o professor Blickle, por isso, defendem uma visão diferenciada da personalidade configurada ‘psicopatia’: “mesmo pessoas com marcados traços de psicopatia não necessariamente exibem comportamento antisocial”, afirma a psicóloga. De sua perspectiva, até o termo “psicopatia” – significando algo como “doença da alma” – é incorreto. O professor Blickle acrescenta: “pessoas com um alto grau de dominância destemida podem até serem heróis abnegados na vida diária, tal como salva-vidas, médicos de emergência ou bombeiros”.
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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
