Pais que Usam Carinho ao Invés de Bater Fomentam Maior Competência Social nos Filhos

Pais deveriam continuar a evitar bater e usar técnicas parentais positivas, tal como o carinho, para criar comportamentos positivos em seus filhos, de acordo com um estudo recente publicado online em abril de 2016 , na Journal of Marriage and Family.

Décadas de pesquisa encontraram ligações entre o uso do bater por parte dos pais e uma aumentada probabilidade de desfechos negativos para crianças, tal como comportamento antisocial. Acredita-se que bater aumenta o comportamento antisocial porque ele modela agressão e não ensina as crianças o porquê o comportamento delas foi errado ou quais comportamentos alternativos são apropriados.

Apesar dos desfechos infantis negativos associados com o bater, muitos acadêmicos tem defendido o bater como uma forma efetiva de disciplina e uma significativa proporção de pais americanos regularmente usam o bater para disciplinar as crianças. Além disso, pouca atenção tem sido dada para buscar se o bater promove comportamentos infantis desejáveis.

Em contraste com o bater, o carinho maternal inclui comportamentos tais como afeição, reforço positivo e responsividade verbal para a criança. Estes comportamentos têm sido mostrados como promovedores de uma criação de confiança e reciprocidade entre pais e filhos e o desenvolvimento da competência social da criança. Ainda, o carinho maternal tem sido associado com menos comportamentos oposicionais na criança, melhor auto-regulação da criança e menos problemas de comportamentos infantis.

O estudo,  realizado por Inna Altschul (University of Denver), Shawna Lee (University of Michigan) e Elizabeth Gershoff (University of Texas), investigou se bater ou fazer carinho predisse a mudança em comportamentos agressivos e socialmente competente em crianças pequenas ao longo do tempo.

O estudo usou informação de 3.279 famílias com crianças pequenas que participaram em um estudo longitudinal de famílias urbanas. Ele avaliou o uso de bater e o carinho maternal das mães, e subsequentemente o comportamento agressivo e competência social do filho. Fatores de risco psicossociais, sócio-econômicos e características demográficas, assim como características da criança, foram também controlados.

Os resultados revelaram que bater predisse agressão na criança, mas não estava sendo associado com competência social das crianças. Em contraste, o carinho maternal predisse uma maior competência social da criança mas não estava associado com agressão. O carinho foi um preditor significativamente mais forte de competência social das crianças do que o bater.

Os pesquisadores concluíram que: “estes achados indicam que os pais deveriam continuar a evitar bater e, ao invés, usar técnicas parentais positivas tal como carinho, para fomentar os comportamentos positivos em seus filhos”. Eles também sugerem que “mesmo se os pais usam ambos (o bater e o carinho), os benefícios do carinho com relação a competência social das crianças pode ser abalada pela aumentada agressão da criança associada com o bater”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Parents who use warmth instead of spanking foster greater social competence in their children

O que a Busca de Bem-Estar Significa para o Nosso Cérebro

Em uma das edições de 2016 da Psychotherapy and Psychosomatics, Gregor Hasler, da University of Bern, analisa as implicações neuro-cientificas da busca de bem-estar.

A neurociência psiquiátrica e a psicologia acadêmica são dirigidas por um forte ‘viés de doença’. Sendo assim, para quase todos os tratamentos para prevalentes condições psiquiátricas e psicossomáticas, a maior parte da atenção é dedicada ao estresse e suas consequências. Isto leva a um reforçamento involuntário (mas inevitável) de aspectos negativos da vida. Contudo, pacientes não podem esperar os benefícios de terapias de bem-estar fundamentadas na neurociência chegarem no futuro.

Achados promissores mostram efeitos fortes e duradouros de terapia de bem-estar atualmente disponível para condições psiquiátricas severas tal como o transtorno depressivo maior. Este trabalho encoraja os médicos a implementarem promoção de saúde positiva neste momento em trabalho clínico.

Além disso, ensaios clínicos tem o potencial para comparar vários tipos de métodos de tratamento, incluindo terapias interpessoais, treino de mindfulness, abordagens cognitiva e metacognitiva, modificação de viés cognitivo e psicoterapias orientadas para o afeto, e para identificar marcadores que predizem a resposta individual a intervenções especificas.

Não há dúvidas de que os atuais insights clínicos e experiências agindo em consonância com um entendimento neurobiológico de saúde positiva fornecerá a nós opções de terapia de bem-estar novas e mais efetivas.

O autor conclui: “eu estou confiante de que nosso sistema de sentido, recompensa e prazer é mais poderoso e plástico do que nossos livros acadêmicos jamais  ousaram imaginar”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

What the pursuit of well-being means for our brain