A Descoberta de Novos Tratamentos para Depressão

O entendimento da raiz física da depressão tem estado avançando, graças a pesquisas como da University of Warwick, no Reino Unido e da Fudan University, na China.

O estudo mostra que a depressão afeta a parte do cérebro que está implicada em não-recompensa – o córtex orbitofrontal lateral— de modo que quem sofre da doença sente uma sensação de perda e desapontamento associado com não receber recompensas.

Esta área do cérebro, que se torna ativa quando as recompensas não são recebidas, está também conectada com a parte do cérebro que está envolvida no senso de eu da pessoa, assim potencialmente levando a pensamentos de perda pessoal e baixa auto-estima.

A depressão está também associada com reduzida conectividade entre a área do cérebro responsável pela recompensa no córtex orbitofrontal medial e os sistemas de memória no cérebro, que poderia ser responsável pelos pacientes terem um foco reduzido em memórias felizes.

Estas novas descobertas poderiam anunciar um avanço para tratar a depressão, ao ir para a raiz da causa da doença e ajudar as pessoas deprimidas a pararem de focar em pensamentos negativos.

The human medial (reward-related, OFC13) and lateral (non-reward-related, OFC47/12) orbitofrontal cortex networks that show different functional connectivity in patients with depression.

O estudo foi realizado pelos professores Edmund Rolls (da Warwick), o professor Jianfeng Feng (da Warwick) e da Fudan University em Shanghai, o Dr Wei Cheng (da Fudan University) e por outros centros na China.

Em um estudo particularmente grande, quase 1.000 pessoas na China tiveram seus cérebros escaneados usando MRI de alta precisão, que analisou as conexões entre o córtex orbitofrontal medial e lateral — as diferentes partes de um cérebro humano afetadas pela depressão.

O professor Jianfeng Feng comenta que a depressão está se tornando cada vez mais prevalente: “mais de uma em cada 10 pessoas em seu ciclo de vida sofrem de depressão, uma doença que é tão comum na sociedade moderna e que nós até podemos encontrar os restos de Prozac (uma medicação para depressão) na água encanada em Londres”.

“Nossos achados, com a combinação de grande volume de dados que nós coletamos ao redor do mundo e nossos novos métodos, permite-nos localizar as raízes da depressão que deveriam abrir-se em novos caminhos para os melhores tratamentos terapêuticos em um futuro próximo”, o professor Feng continua.

O professor Edmund Rolls espera que, para os novos tratamentos que a pesquisa possa levar: “aos novos achados em como a depressão está relacionada a diferentes conectividades funcionais do córtex orbito-frontal que tem implicações para tratamentos à luz de uma recente teoria da depressão”.

A pesquisa: ‘Medial reward and lateral non-reward orbitofrontal cortex circuits change in opposite directions in depression’, está publicada no Brain.

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http://www.psypost.org/2016/10/depressions-physical-source-discovered-potential-new-treatments-45454

Será que é mais Cansativo e Menos Feliz ser Mãe do que Pai?

Uma equipe de pesquisadores da Cornell University, a University of Minnesota e o Minnesota Population Center usaram dados de um diário de uso de tempo para encontrar que mais eram menos felizes do que pais com sua obrigações de parentalidade. Mães reportam mais estresse e maior fadiga do que pais. Esta lacuna de experiência é atribuída as diferentes atividades de cada progenitor (pai/mãe).

O artigo científico foi recentemente publicado no American Sociological Review: “A boa notícia do nosso estudo é que os pais normalmente aproveitam para estar com seus filhos”, disse a pesquisadora da University of Minnesota, Ann Meier: “mas a má notícia é que as mães desfrutam disso menos do que os pais porque elas fazem mais do ‘trabalho’ das tarefas de parentalidade e menos da parte ‘divertida’.

Meier e suas colegas: Kelly Musick da Cornell University e Sarah Flood, da Minnesota Population Center usaram dados de diário de uso de tempo de mais de 12.000 pais (pai e mãe) que ligaram as suas impressões em pesquisa americana de 2010, 2012 e 2013 sobre uso de tempo. A equipe examinou os tipos de atividades parentais que mães e pais desempenharam e bem-estar individual durante as atividades.

Os pesquisadores encontraram que não apenas fazer as atividades parentais entre mães e pais diferiam, mas também diferia o ambiente cercando a atividade. Meier explicou: “quando as mães estão com os seus filhos, elas estão mais frequentemente por elas mesmas. Quando os pais estão com os filhos, eles estão mais propensos a ter um outro adulto por perto, oferecendo algum back-up. Isto ajuda-nos a entender porque os pais estão menos estressados com os seus filhos”.

O sono também teve um efeito na diferença dos níveis de felicidade dos pais, disse Meier: “mães estão mais propensas do que os pais a serem chamadas pelos filhos ‘24 horas por dia’. O sono dos pais e down-time são menos propensos do que os das mães e serem interrompidos pelos filhos. Esta é parte da razão pelo qual os pais estão menos cansados do que as mães quando estão exercendo seu papel parental”.

O novo artigo cientifico confirma o que muitas mães tem notado anedoticamente. Os dados em torno da parentalidade, atividades e felicidade pode ajudar a encerrar a lacuna de experiência entre os gêneros. Meier afirma: “ter dados sistematicamente coletados de milhares de pais nos permite confirmar o que pais já tem sabido por anos – que atividade parental é significativa mas também estressante e cansativa. Muitas mães reconhecerão suas experiências de sono interrompido e da atividade diária de alimentar e banhar. Esperançosamente, muitos papais verão que suas parceiras estarão mais felizes se eles negociassem um pouco de seu tempo livre com as crianças por mais do ‘trabalho’ de educar”.

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All work and no play with children make moms less happy parents

Fobia Social Pode Ser Tratada Via Internet

Na edição atual da revista Psychotherapy and Psychosomatics um estudo analisa os efeitos da Terapia Cognitivo-Comportamental baseada na internet (TCCI), para fobia social. Fobia Social (FS) é um dos transtornos mentais mais comuns em países ocidentais.

Embora a prevalência na China seja muito menor (0.2%), ela traduz-se em um enorme número de pessoas (aproximadamente 200 milhões de pessoas adultas) em necessidade por tratamento de transtornos mentais. Intervenções pela internet podem ser uma forma facilmente acessível e com custo-efetividade para fornecer tratamento baseado em evidência para transtornos mentais para pessoas que, de outra maneira, nunca teriam a oportunidade de receber tratamento efetivo.

O objetivo deste estudo foi investigar a efetividade de um programa estabelecido de auto-ajuda para fobia social elevada em uma população chinesa com TCCI auto guiada e TCCI guiada pelo terapeuta. O programa auto-guiado de TCCI foi derivado de um programa de TCCI traduzido para o chinês e culturalmente adaptado por oito psicólogos clínicos.

Os participantes foram 75 pacientes com FS, 69 pacientes com comorbidade de FS e transtorno de depressão maior, e 53 indivíduos com sintomas elevados de fobia social mas não preenchendo os critérios para FS.

Os resultados mostraram que as medidas de ansiedade significativamente diminuíram após as intervenções. Além disso,  comparações de pares após oito semanas mostraram que ambas as condições de tratamento com TCCI foram superiores a lista de espera e que não houve diferença entre as condições de TCCI.

Estes achados sugerem que os efeitos de uma intervenção auto-guiada de TCCI não foi diferente dos efeitos de uma intervenção guiada de TCCI em fobia social em pessoas chinesas.

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How social anxiety can be overcome with internet: a Chinese study

Você é Muito Distraído(a)? Uma Nova Pesquisa Pode Explicar o Motivo

O americano Tom Kite, jogador profissional de golfe, disse duas coisas sobre distração que, juntas, resumem os achados de um novo estudo no assunto: primeiro – “você pode sempre encontrar uma distração se você está procurando por uma”. E segundo: “disciplina e concentração são uma questão de estar interessado”.

Um nova pesquisa oferece evidência de que a motivação de uma pessoa é tão importante para a atenção contínua em uma tarefa como é a facilidade com o qual a tarefa é feita. A pesquisa também desafia a hipótese proposta por alguns neurocientistas cognitivos de que pessoas se tornam mais distraídas à medida em que elas resolvem tarefas cada vez mais difíceis. Um parecer do novo estudo aparece no Journal of Experimental Psychology: General em 2016: “Quase sempre, as pessoas equilibram sua necessidade por foco interior (reflexão, esforço mental) com sua necessidade para estar presente no mundo”, escrevem os autores do estudo, da University of Illinois, Simona Buetti e Alejandro Lleras. “Mas, quando a necessidade para o foco interior é alta, nós podemos ter a impressão de que momentaneamente nos desligamos do mundo inteiramente para alcançar um grau elevado de foco mental”.

Buetti e Lleras projetaram vários experimentos para testar se as pessoas são mais facilmente distraídas quando o esforço mental requerido para completar uma tarefa aumenta, como é geralmente considerado no campo deles.

Os pesquisadores primeiro pediram aos participantes para resolverem problemas matemáticos de várias dificuldades, enquanto fotografias de cenas neutras – por exemplo, vacas em um pasto, um retrato de um homem, um copo na mesa – apareciam em uma tela de computador por 3 segundos, atraindo os sujeitos a olharem para elas. Um aparelho de seguimento ocular mediu a frequência, velocidade e foco dos olhos dos participantes à medida que eles completavam os problemas matemáticos.

Os resultados mostraram que os participantes que estavam engajados em uma versão fácil da tarefa foram mais propensos a olhar para as “pegadinhas” do que aqueles que estavam engajados em uma versão extremamente desafiante. Estes resultados contrariam as teorias atuais, os pesquisadores disseram: “isto sugere que o foco em tarefas mentais complexas reduz a vulnerabilidade da pessoa para eventos no mundo que não estão relacionados a estas tarefas”, Buetti disse. Este achado corresponde a pesquisa em um fenômeno chamado “cegueira inatencional” no qual pessoas envolvidas em uma tarefa envolvente frequentemente falham em notar eventos estranhos e inesperados: “entre o mundo interior de resolver um problema e o mundo exterior – o que está acontecendo ao seu redor – parece haver uma necessidade para desligar-se de algo quando atenção elevada para o outro é requerida”, Lleras atestou.

“Curiosamente, quando os participantes completaram uma combinação de tarefas fáceis e difíceis, a dificuldade da tarefa não pareceu afetar sua distraibilidade”, Buetti afirmou. Este achado levou os pesquisadores a hipotetizarem que a capacidade para evitar estar distraído não é dirigida primariamente pela dificuldade da tarefa, mas é provável o resultado do nível de engajamento do indivíduo com o esforço. Eles chamaram este conceito de “teoria da distraibilidade do envolvimento”.

A equipe realizou estudos adicionais para testar esta ideia, manipulando o entusiasmo dos sujeitos para a atividade com incentivos financeiros. Para a surpresa dos pesquisadores, esta manipulação teve pouco efeito na distraibilidade dos participantes. Contudo, houve grandes diferenças entre as pessoas em termos de sua distraibilidade: “quanto mais os participantes esforçavam-se em uma tarefa, mais eles reflexivamente evitaram a distração, independentemente de incentivo financeiro”, Buetti disse. “Então, a mensagem final é: características da tarefa, como sua dificuldade, não sozinha prediz a distraibilidade. Outros fatores também desempenham um papel, como a facilidade com o qual nós podemos desempenhar uma tarefa, assim como uma decisão que é própria para cada um de nós: quanto nós decidimos cognitivamente engajar-nos em uma tarefa”.

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Distracted much? New research may help explain why

Pesquisa Mostra que a Atração é uma Questão Relativa

Uma pesquisa publicada na revista cientifica Psychological Science mostrou que julgamentos de atratividade variam dependendo de quem está próximo e o quanto eles são bonitos em comparação. Uma pessoa avaliará mais alto em uma escala de atratividade quando comparada junto de pessoas menos atrativas, do que elas seriam quando fossem julgadas sozinhas.

A opinião popular aponta para um nível percebido de atratividade da pessoa como, de alguma forma, fixo. Contudo, a pesquisa da Royal Holloway, University of London mostra que o contexto é a chave para avaliar atratividade.

O Dr. Nicholas Furl, do departamento de psicologia do Royal Holloway e autor do estudo, explica: “Com razão ou não, a forma como as pessoas olham tem um profundo impacto na forma como os outros os percebem. Nós vivemos em uma sociedade obcecada com beleza e atratividade, mas como nós mensuramos e entendemos estes conceitos são ainda uma área obscura”. Ele continuou: “até agora, tem sido entendido que o nível de atratividade da pessoa é geralmente estável. Se você visse uma foto do George Clooney hoje, você o taxaria como lindo, assim como faria amanhã. Entretanto, este trabalho demonstra que a companhia que nós mantemos ao nosso lado tem um efeito em quão atrativo nós aparecemos para os outros”.

O estudo demonstra que o quanto nós somos atrativos está longe da estatística, ou seja, ela pode flutuar. De acordo com o artigo cientifico, um rosto medianamente atrativo ao redor de rostos “indesejáveis” tornará-se mais atraente do que seria por si próprio.

Foi pedido aos participantes no estudo para pontuar fotos de diferentes rostos por atratividade, um por um. Foi então pedido a eles para avaliarem os mesmos rostos, colocados ao lado daqueles percebidos como sendo indesejáveis. Quando adicionado estes ‘rostos para distrair, a atratividade dos mesmos rostos aumentou da primeira rodada de classificação.

Participantes foram, assim, mostrado dos rostos atrativos, ao lado de um rosto ‘pegadinha’ e pedido para julgá-lo entre eles. A presença do rosto menos atrativo foi encontrado fazer os visualizadores mais críticos entre o rosto atrativo, como o Dr. Furl explicou: “a presença de um rosto menos atrativo não apenas aumentou a atratividade de uma única pessoa, mas em uma multidão poderia, na verdade, tornar-nos até mais “escolhíveis”! Nós encontramos que a presença de um rosto ‘para distrair’ faz a diferença entre pessoas atrativas mais óbvio e, que observadores, começam a separar-se destas diferenças, tornando-os até mais específicos em seu julgamento”.

O Dr. Furl concluiu: “talvez não seja tão surpreendente que nós sejamos julgados em relação a aqueles ao nosso redor. Isto é uma retórica frequentemente vista em filmes de adolescentes e comédias românticas, onde um personagem associa-se com um amigo menos atrativo para elevar suas próprias chances de namorar.

“No filme ‘D.U.F.F. – Você Conhece, Tem ou É’, lançado no ano passado – um acrônimo para o termo bastante infeliz e injusto ‘Designated Ugly Fat Friend’ (em português ‘designado amigo(a) feio(a) e gordo(a) ), explorado como a principal personagem sentiu-se sendo fisicamente comparada ao seu grupo de amigas. Assim como na vida, este filme mostrou que a forma como nós percebemos a beleza e a atratividade não é fixa. Há muitas outras formas pelo qual nós decidimos com quem nós estamos atraídos. Certamente haverá mais pesquisa nos próximos anos nesta complicada área da interação humana e eu estou animado para ver onde esta pesquisa nos levará”.

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Research shows attractiveness is judged according to who we are with

O Cérebro Decide se a Situação é Emocionalmente Negativa ou Positiva

Pesquisadores da Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences, em Lípsia e a University of Haifa, em Israel, identificaram mecanismos neurais que nos ajudam a entender se uma situação social difícil e complexa é emocionalmente positiva ou negativa: “quando alguém ofende você sorrindo ao mesmo tempo, o cérebro deveria interpretar isso como um sorriso ou uma ofensa? O mecanismo que nós encontramos inclui duas áreas do cérebro que agem quase como um ‘controle remoto’ e que juntas, determinam qual o valor que deve-se atribuir a uma situação e de acordo com que outras áreas do cérebro deveriam estar “ligadas” e quais deveriam estar ‘desligadas’ “, explica a Dra. Hadas Okon-Singer, da University of Haifa, uma das principais autoras do estudo.

Nós todos estamos familiarizados com a expressão: “eu não se eu rio ou se choro”, referindo-se a uma situação que inclui ambos – elementos positivos e negativos. Mas como o cérebro, na verdade, entende o “se eu rio ou se choro”?. A Dra. Okon-Singer explica que estudos anteriores já haviam identificado os mecanismos pelo qual o cérebro determina se algo é positivo ou negativo. Contudo, a maioria dos estudos focou-se em situações dicotômicas – os participantes eram submetidos a um estímulo completamente positivo (um bebê sorrindo ou um casal de namorados) ou a um estímulo completamente negativo (um corpo morto). O presente estudo buscou examinar casos complexos envolvendo ambos os estímulos (positivos e negativos).

Em um novo estudo publicado em 2016 na revista cientifica Human Brain Mapping, um grupo de pesquisadores liderados pela Dra. Christiane Rohr, do Max Planck Institute (na Alemanha) e a Dra. Okon-Singer, do departamento de psicologia da University of Haifa buscaram localizar o mecanismo neural que “escolhe” se uma dada situação é positiva ou negativa e classifica situações diferentes que são emocionalmente confusas. Para simular a ausência de clareza emocional, os pesquisadores apresentaram aos participantes cenas de filmes conflitantes emocionalmente, tal como o filme: “Cães de Aluguel”, de Quentin Tarantino. Este filme inclui muitas situações complexas, tal como uma cena onde uma pessoa está torturando uma outra enquanto sorri, dança e fala com sua vítima de uma forma amigável.

Os participantes no estudo assistiram as cenas do filme enquanto estavam dentro de uma máquina de MRI, e mais tarde reportaram se tinham sentido que cada cena que haviam assistido incluiu um conflito. Para cada momento do filme, os participantes também pontuaram a extensão pelo qual sentiram que os elementos positivos eram dominantes, significando que a cena era agradável de assistir ou a medida que elementos negativos prevaleceram, significando que a cena foi desagradável de ver.

Como em estudos anteriores, os pesquisadores identificaram duas redes ativas – uma que opera quando nós percebemos a situação como positiva e uma outra que opera quando nós a percebemos como negativa. Pela primeira vez, contudo, foi identificado como o cérebro troca entre estas duas redes. O estudo encontrou que a transição entre atividades na rede positiva ou negativa é facilitada pelas duas áreas no cérebro – o sulco temporal  superior (STS) e o lobo parietal inferior (LPI). Estas áreas formam parte das redes negativa e positiva, mas também agiram quando os participantes sentiram que a cena do filme simbolizava um conflito emocional. O STS foi encontrado como estando associado com a interpretação de situações positivas, enquanto que o LPI está associado com a interpretação de situações negativas.

A Dra. Okon-Singer explica que estas duas áreas efetivamente funcionam como “controles remotos” que entram em ação quando o cérebro reconhece que há um conflito emocional. As duas áreas parecem “falar” uma com a outra e interpretam a situação para decidir se uma estará ligada e a outra desligada, assim determinando qual rede estará ativa: “o estudo sugere que estas áreas podem influenciar o valor – positivo ou negativo – que será dominante em um conflito emocional através do controle de outras áreas do cérebro”, ela adicionou.

A Dra. Okon-Singer antecipa que a descoberta das áreas do cérebro que nos permite identificar situações e conflitos emocionais agora facilitará pesquisas futuras para examinar porque este mecanismo não funciona apropriadamente em algumas pessoas: “nós esperamos que, ao entender a base neural da interpretação de situações como positiva ou negativa, isso nos ajudará no futuro a compreender os sistemas neurais das populações que tem dificuldades emocionais. Isto nos permitirá desenvolver técnicas terapêuticas para fazer as interpretações entre estas populações mais positivas”, os pesquisadores concluíram.

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How the brain decides if a situation is emotionally negative or positive

Adultos com Transtorno Bipolar em Risco Igual Para Ansiedade ou Depressão

Adultos com transtorno bipolar tem igual probabilidade de desenvolverem ansiedade e depressão seguindo um episódio de mania, de acordo com dados de uma pesquisa nacional com mais de 34.000 adultos. Este achado, que foi publicado em 2016 na Molecular Psychiatry, pode expandir nosso entendimento do transtorno bipolar.

Existe uma estimativa de que 5,7 milhões de americanos com transtorno bipolar, que é uma doença mental séria que tem sido caracterizada por recorrentes períodos de mania e depressão. Como a mania, que envolve ter um humor elevado ou irritável, e a depressão são distúrbios do humor, o transtorno bipolar é considerado um tipo de transtorno do humor.

Participantes do estudo foram entrevistados para determinar a incidência de episódios maníacos. Uma segunda entrevista foi conduzida três anos mais tarde para determinar a subsequente incidência de depressão ou ansiedade. Participantes com mania tinham aproximadamente um risco igual de desenvolver depressão (razão de chances de 1,7) ou ansiedade (razão de chances de 1,8). Ambas as condições foram significativamente mais comuns entre participantes com mania do que sem ela. Além disso, os participantes com depressão tiveram um risco significativamente mais alto de desenvolver mania (razão de chances de 2,2) ou ansiedade (razão de chances de 1,7) comparado a aqueles sem depressão.

Resultados do relatório alinham-se com pesquisas anteriores demonstrando que a depressão e a ansiedade comumente co-ocorrem, e com estudos de gêmeos indicando que depressão e uma forma comum de ansiedade conhecida como transtorno de ansiedade generalizada comportaram-se virtualmente como a mesma condição genética. Os novos achados expandem a conexão estreita entre depressão e ansiedade para indivíduos com transtorno bipolar que tem experienciado episódios de mania: “embora durante muito tempo tenha sido amplamente aceito que o transtorno bipolar representa episódios repetidos de mania e depressão como pólos ao longo de um único continuum de humor, a realidade médica é frequentemente muito mais complexa”, disse Mark Olfson, MD, MPH, professor de psiquiatria da Columbia University Medical Center, pesquisador do New York State Psychiatric Institute e autor do estudo. “A ligação entre mania e ansiedade sugere que os pacientes cujo sintoma principal é a ansiedade, deveriam ser cuidadosamente avaliados para um histórico de mania antes de iniciar o tratamento”.

Uma definição clínica mais ampla de transtorno bipolar que inclui episódios de mania juntamente com a ansiedade ou a depressão pode levar a identificação mais precoce de indivíduos com transtorno bipolar e abordagens diferentes para tratamento: “por anos, nós podemos ter perdido oportunidades de avaliar os efeitos de tratamento para transtorno bipolar em ansiedade”, afirmou Dr. Olfson. “Os resultados de nosso estudo sugerem que os pesquisadores deveriam começar a se perguntar até que ponto os tratamentos para transtorno bipolar aliviam a ansiedade assim como a mania e a depressão”.

O estudo, que tem como título: “Reexamining associations between mania, depression, anxiety and substance use disorders: results from a prospective national cohort”, foi publicado na Molecular Psychiatry, em maio de 2016.

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Adults with bipolar disorder at equal risk for anxiety or depression following mania

Estudo Mostra que Ausência de Interesse em Sexo foi Tratada com Sucesso com Exposição a Luz Brilhante

Exposição a luz brilhante aumenta os níveis de testosterona e leva a maior satisfação sexual em homens com baixo desejo sexual. Estes são os resultados de um ensaio clínico randomizado e controlado com placebo, apresentado na ECNP conference, em Viena.

O desejo sexual baixo afeta um número significativo de homens após a idade de 40, com estudos encontrando que até 25% de homens reportam problemas, dependendo da  idade e de outros fatores. Cientistas tinham previamente notado que o interesse sexual varia de acordo com as estações do ano, levantando a idéia de que níveis de luz ambiental podem contribuir para o desejo sexual.

Agora, um grupo de cientistas da University of Siena, na Itália, testou respostas sexuais e fisiológicas a luz brilhante. Eles encontraram que o uso de uma caixa de luz  regular e no início da manhã – similar àquelas usadas para combater o transtorno afetivo sazonal – levaram a níveis aumentados a testosterona e  níveis maiores reportados de satisfação sexual. Os cientistas, liderados pelo professor Andrea Fagiolini, recrutaram 38 homens que tinham sido atendidos no departamento de urologia da University of Siena seguindo um diagnóstico de transtorno de desejo sexual hipoativo ou transtorno de excitação sexual – ambas condições que são caracterizadas por uma ausência de interesse em sexo. Cada homem passou por uma avaliação inicial para determinar o nível basal de interesse em sexo, com níveis de testosterona também sendo medidos.

Os pesquisadores, então, dividiram os homens em dois grupos. Um grupo recebeu tratamento regular com uma caixa de luz especialmente adaptada, o grupo controle (placebo) foi tratado via uma caixa de luz que tinha sido adaptada para emitir significantemente menos luz. Ambos os grupos foram tratamento no início da manhã, com o tratamento durando meia hora por dia. Após duas semanas de tratamento ou placebo, os pesquisadores re-testaram a satisfação sexual e os níveis de testosterona.

O professor Fagiolini disse: “nós encontramos diferenças bastante significantes entre aqueles que receberam o tratamento de luz ativa e os controles. Antes do tratamento, ambos os grupos atingiram uma média de um escore de satisfação sexual de aproximadamente 2 de 10, mas após o tratamento, o grupo exposto a luz brilhante estava pontuando escores de satisfação sexual de aproximadamente 6.3 – um aumento de mais de três vezes na escala que nós usamos. Em comparação, o grupo controle apenas mostrou um escore médio de aproximadamente  2.7 após o tratamento”.

Os pesquisadores também encontraram que os níveis de testosterona aumentaram em homens que tinham estado no tratamento de luz ativa. A média de níveis de testosterona no grupo controle não mostrou significante mudança ao longo do curso do tratamento – foi aproximadamente 2.3 ng/ml em ambos o inicio e o fim do experimento. Contudo, o grupo ativo (de tratamento) mostrou um aumento de aproximadamente 2.1 ng/ml para 3.6 ng/ml após duas semanas.

A professora Fagiolini explicou: “os níveis aumentados de testosterona explicam o maior relato de satisfação sexual. No hemisfério norte, a produção corporal de testosterona naturalmente diminui de novembro a abril, e então aumenta acentuadamente através da primavera e versão com um pico em outubro. Você vê o efeito disto em taxas de reprodução, com o mês de junho mostrando as taxas mais altas de concepção. O uso da caixa de luz realmente mímica o que a natureza faz.

Nós acreditamos que pode haver várias explicações para explicar o mecanismo subjacente. Por exemplo, a terapia de luz inibe a glândula pineal no centro do cérebro e isto pode permitir a produção de mais testosterona e há provavelmente outros efeitos hormonais. Nós não estamos ainda no estágio onde podemos recomendar isto como um tratamento clínico. Mesmo nesse estágio, haverão alguns pacientes – por exemplo, aqueles com uma condição de visão ou alguém tomando medicações que afetam a sensibilidade a luz (alguns antidepressivos e alguns antibióticos, por exemplo) – que necessitariam tomar um cuidado especial. Contudo, se este tratamento pode ser mostrado como funcionando em um estudo maior, então a terapia de luz poderia oferecer um caminho certo. É um pequeno estudo, então para o momento nós precisamos tratá-lo com precaução apropriada”.

Os pesquisadores notaram que há várias possíveis razões para a ausência de desejo sexual. O tratamento depende de causas subjacentes, mas as atuais opções terapêuticas incluem injeções de testosterona, antidepressivos e outras medicações. Os pesquisadores acreditam que a terapia de luz pode oferecer os benefícios de medicação, mas com menos efeitos colaterais.

O professor Eduard Vieta (da University of Barcelona) afirmou: “a terapia de luz tem sido usada com sucesso no passado para tratar algumas formas de depressão e o estudo sugere agora que pode também funcionar para tratar baixo desejo sexual em homens, Os mecanismos de ação parecem estar relacionados a um aumento de níveis de testosterona. Antes deste tipo de tratamento, que é provavelmente melhor tolerado do que terapia farmacológica, prepare-se para seu uso rotineiro, há muitos passos a serem implementados, incluindo replicação dos resultados em um estudo maior e independente e verificar se os resultados são para longo prazo e não apenas para curto prazo”.

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Study shows lack of interest in sex successfully treated by exposure to bright light

Psicose Pós-Parto

Mulheres grávidas com transtorno bipolar e suas famílias e médicos deveriam estar cientes de um risco significativamente mais alto de desenvolverem psicose pós-parto, de acordo com uma nova revisão de literatura da Northwestern Medicine no transtorno raro e sub-pesquisado.

A Psicose pós-parto quase sempre origina-se de transtorno bipolar mas frequentemente passa despercebida por causa de sua raridade e ausência de pesquisa no assunto, de acordo com uma revisão da Northwestern Medicine, Stanford University e Erasmus Medical Center nos Países Baixos.

Compondo o problema, médicos são relutantes para prescrever lítio para mulheres amamentando por medo de que a droga impactará negativamente o bebê. Contudo, um pequeno número de mulheres tratadas com lítio e que amamentam seus bebês tem sido estudadas e os bebês não tiveram efeitos adversos com cuidadoso seguimento do caso, Wisner disse. O lítio é a medicação mais efetiva e com ação rápida para tratar psicose pós-parto.

A psicose pós-parto aumenta o risco de uma mãe machucar ou matar o seu bebê ou ela mesma: “geralmente, o risco da medicação é menor do que o risco do transtorno descontrolado”, afirmou a autora Dra. Katherine Wisner, da Northwestern University Feinberg School of Medicine. “Este é um transtorno realmente sério e ninguém gosta de tratar mulheres com medicação durante a gravidez ou o período de amamentação, mas também há certamente risco bastante alto em não tratá-la, tal como o risco de suicídio”, Wisner disse.

O lítio é recomendado como a primeira linha de medicação, de acordo com a revisão, que foi publicada em setembro de 2016, na The American Journal of Psychiatry.

Conscientização de que é um transtorno tratável e diagnosticá-lo pode prevenir tragédias, de acordo com a revisão. Mas apenas uma ou duas de cada 1.000 mulheres são afetadas e com a ausência de pesquisa no transtorno, o diagnóstico pode ser perdido: “as pessoas acham que uma vez que estão grávidas, não tem direito ao seu corpo, mas o que acontece com a mãe acontece com o feto — uma mãe mentalmente saudável é crucial para o desenvolvimento do feto e do bebê”, Wisner afirmou. “E estas mulheres frequentemente experienciam boas respostas com o tratamento de lítio”.

Depressão pós-parto deveria não ser confundida com psicose pós-parto, Wisner enfatizou. Mulheres com depressão pós-parto podem ter sintomas que podem incluir fadiga, ansiedade e frequentemente pensamentos obsessivos, tal como medo de que elas colocarão seus bebês em perigo (“e se eu afogar o bebê no banho?”). Elas frequentemente lavam obsessivamente suas mãos antes de tocar seus bebês e checam-os a cada 10 minutos para ter certeza de que seus bebês estão respirando. Estes pensamentos são bastante perturbadores para mulheres experienciando depressão pós-parto, mas não há alucinações, delírios ou sintomas psicóticos.

Início agudo de psicose pós-parto é muito mais severo, com mulheres frequentemente parecendo “repentinamente desorganizadas e confusas como se estivessem em algum tipo de delírio”, disse Wisner. Algumas com esse diagnóstico sofrem de delírios tal como uma “força das trevas ou fora do corpo que faz com que queiram machucar o seu bebê”, Wisner adicionou.

Um outro importante achado da revisão, Wisner atestou, foi que os médicos devem distinguir entre diferentes tratamentos para os dois grupos de mulheres que desenvolvem psicose pós-parto: aqueles que tem episódios apenas no pós-parto e aquelas que tem episódios de humor mais crônico durante e após a gravidez: “para mulheres que tem apenas episódios pós-parto, eu sempre recomendo: ‘o bebê sai, o lítio entra’ e você oferece medicação imediata para prevenir um episódio de psicose”, Wisner disse.

Mulheres com transtorno bipolar mais crônico normalmente requerem medicação durante a gravidez para permanecerem bem e seu médico deveria monitorar sua dosagem frequentemente para ajustar as mudanças metabólicas do corpo ao longo da gravidez, Wisner afirmou.

Por fim, a revisão chama atenção para a ausência de cuidado conjunto de mãe-bebê oferecido em hospitais psiquiátricos nos Estados Unidos.  “Em outros países, há unidades de admissão conjunta mãe- bebê no qual as mães são admitidas com os seus bebês  e famílias podem vir também, assim elas são tratadas como uma unidade”, Wisner disse. “Na América, elas são admitidas em um hospital psiquiátrico, que pode não permitir visitação do recém-nascido, tornando impossível para a mãe amamentar ou cuidar de seu bebê durante a sua recuperação”.

Devido a uma pequeno número de casos de psicose pós-parto disponíveis para o estudo, há muito poucos experts. A American Journal of Psychiatry solicitou esta revisão para desenvolver uma visão atualizada e abrangente do transtorno: “todo mundo sabe que uma mulher com transtorno bipolar — é aproximadamente 1 a 5% da população”, Wisner atestou. “Estas mulheres precisam estar cientes de que a psicose pós-parto é uma possibilidade e que há tratamentos preventivos que são altamente efetivos”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Postpartum psychosis big risk for mothers with bipolar disorder

O Horário da Sessão de Psicoterapia está Relacionado com o Desfecho Clínico?

Segundo uma pesquisa, SIM! O período da manhã é o melhor horário para se ter uma sessão psicoterápica. O motivo você descobre lendo o texto abaixo 😉

Pacientes fazem mais progresso em superar ansiedade, medos e fobias quando suas sessões de terapia são marcadas pela manhã – é o que uma nova pesquisa sugere.

O estudo encontrou que sessões matinais ajudaram pacientes em psicoterapia a superarem seu pânico, ansiedade e evitação fóbica melhor, em parte por causa dos níveis de cortisol — um hormônio que é liberado naturalmente — que estão em seu nível mais alto, disse a psicóloga clínica Alicia E. Meuret, da Southern Methodist University, em Dallas: “acredita-se que o hormônio cortisol é o facilitador da extinção do medo em certas situações terapêuticas”, disse Meuret, autora principal da pesquisa. “Medicações para melhorar a extinção do medo estão sendo investigadas, mas elas podem ser difíceis de mostrar e podem produzir resultados mistos. Os achados de nosso estudo promovem tirar vantagem de dois agentes simples e ocorrendo naturalmente – nosso próprio cortisol e o período do dia”.

Os achados foram reportados no artigo cientifico “Timing matters: Endogenous cortisol mediates benefits from early-day psychotherapy”, que foi publicado na revista cientifica Psychoneuroendocrinology. Os co-autores são David Rosenfield, Lavanya Bhaskara, Thomas Ritz, Richard Auchus, Israel Liberzon e James L. Abelson.

O estudo explora, através de uma pesquisa, que a ansiedade e a fobia são melhores tratadas através da aprendizagem de informação corretiva (disciplinar). Pacientes com transtorno de ansiedade e transtornos fóbicos irão sobrestimar a ameaça que uma sensação ou situação pode causar. Mas pela exposição direta, um paciente aprende que a probabilidade de uma catástrofe esperada é bastante pequena: “por exemplo, um(a) paciente pode pensar que ficar de pé dentro de um elevador poderia causar a ele(a) perda de controle ou desmaio, sufocamento ou criar sintomas físicos que seriam intoleráveis”, Meuret disse. “Ao colocá-los de pé em um elevador por um tempo prolongado, o paciente aprende que o seu desfecho mais temido não ocorre, apesar dos altos níveis de ansiedade. Nós chamamos isto de aprendizagem corretiva”.

Contudo, já que nem todos os pacientes beneficiam-se igualmente de terapia de exposição, os pesquisadores identificam formas de melhorar a aprendizagem corretiva. Até agora, nenhuma forma simples para aumentar a extinção ao medo foi estabelecida. Acredita-se que o hormônio cortisol ajuda na extinção de medo. Parece que ele suprime a memória de medo estabelecida por anteriores encontros estressantes enquanto que, ao mesmo tempo, ajuda um paciente a melhor absorver e lembrar de nova informação corretiva.

“Em um estudo anterior, nós tínhamos mostrado que níveis mais altos de cortisol durante e em antecipação a exposição facilita a aprendizagem corretiva”, disse Meuret. “Nós também sabemos que o cortisol é mais alto logo de manhã cedo. Mas nós não sabíamos se o cortisol agiria como um mediador entre o período do dia e os ganhos terapêuticos. Isto é o que o nosso estudo investigou”.

Participantes no estudo foram 24 pessoas diagnosticadas com transtorno do pânico e agorafobia, que é o medo de lugares públicos onde uma pessoa sente-se aterrorizada, encurralada ou desamparada.

Para o estudo, os participantes passaram por um tratamento psicoterápico padrão de “terapia de exposição”, no qual pacientes são expostos a situações que podem tipicamente induzir seu pânico ou medo com a meta de que a exposição repetida pode ajudar a diminuir uma resposta de medo incapacitante ao longo do tempo.

Pacientes receberam sessões semanais ao longo de três semanas, cada uma durando uma média de 40 minutos. Situações de exposição incluíram edifícios altos, estradas e viadutos, lugares fechados tais como elevadores, supermercados, cinemas e transporte público tais como metrôs e trens e barcos entre cidades. Além disso, os níveis de cortisol foram medidos em vários horários durante cada sessão de exposição através da técnica de passar o cotonete dentro da boca para obter saliva. Na sessão seguinte a exposição, os pesquisadores mediram as avaliações das ameaças do paciente, seu comportamento de evitação, quanto controle eles perceberam-se tendo e a severidade de seus sintomas de pânico.

Avaliando os resultados destas medidas, os pesquisadores encontraram que a terapia de exposição em geral resultou em melhoras significantes em todas as medidas durante todos os períodos de tempo. Contudo, os pacientes tiveram os maiores ganhos em superar seus medos após as sessões que começaram mais cedo no dia. Na próxima sessão, os pacientes relataram menos sintomas severos de falta de avaliação de ameaça, comportamentos de evitação e severidade de sintomas de pânico. Eles também perceberam um maior controle sobre seus sintomas de pânico: “Particularmente, o cortisol mais alto estava relacionado a maiores reduções em avaliação da ameaça, controle percebido e severidade de sintoma de pânico na próxima sessão”, Meuret disse “e que esse foi o caso para além dos efeitos da hora do dia, com grande tamanho de efeito”.

Esse achado sugere que o cortisol é responsável por alguns dos efeitos terapêuticos associados com a hora do dia, ela disse.

Como os níveis de cortisol estavam geralmente mais altos pela manhã, os autores especularam que níveis mais altos de cortisol podem ajudar a extinção da aprendizagem e contribuem para melhorar os benefícios das sessões de exposição pela manhã através de tal mecanismo.

Entretanto, Meuret alertou que um mecanismo preciso pelo qual o cortisol melhora a efetividade de sessões de exposição matinais permanece pouco claro e não pode ser diretamente endereçado dos dados deste estudo. O tamanho da amostra do estudo foi pequena e os achados precisam ser confirmados independentemente, em estudos maiores, ela afirmou.

Meuret e sua equipe suspeitam que mecanismos adicionais estão em jogo para explicar o efeito da hora do dia. Outros fatores poderiam incluir memória e aprendizagem e o ritmo circadiano natural do corpo, quantidade e qualidade do sono, controle da atenção e interações entre estes fatores e outros.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Psychotherapy sessions are best in the morning when levels of helpful hormone are high