Os Exercícios Físicos Podem Melhorar os Sintomas de Esquizofrenia

Exercício aeróbico pode ajudar significativamente pessoas lidando com uma condição de saúde mental de longo prazo (a esquizofrenia), de acordo com um novo estudo de pesquisadores da University of Manchester.

Através da combinação de dados de 10 ensaios clínicos independentes com um total de 385 pacientes com esquizofrenia, Joseph Firth encontrou que aproximadamente 12 semanas de exercício aeróbico pode melhorar significativamente o funcionamento cerebral dos pacientes. O estudo de Firth, Dr Brendon Stubbs e professor Alison Yung está publicado no Schizophrenia Bulletin, que é a maior e principal revista cientifica do mundo em esquizofrenia e um dos principais periódicos em psiquiatria.

A fase aguda da esquizofrenia é caracterizada por alucinações e delírios, que são usualmente tratáveis com medicação. Contudo, alguns pacientes ainda estão perturbados com ‘déficits cognitivos’ pervasivos; incluindo memória pobre, processamento de informação prejudicada e perda de concentração.

A pesquisa mostrou que os pacientes que foram tratados com programas de exercício aeróbico, tais como esteiras e bicicletas ergométricas, em combinação com sua medicação, melhoraram seu funcionamento cerebral como um todo mais do que aqueles tratados só com a medicação.

As áreas que foram mais melhoradas pelo exercício foram as habilidades dos pacientes para entender situações sociais, seus spans de atenção e sua ‘memória de trabalho’ – ou quanta informação eles poderiam manter em mente de uma vez.

Houve também evidência entre os estudos que programas que usaram maiores quantidades de exercício e aqueles que foram mais bem-sucedidos por melhorar o preparo físico, tiveram os maiores efeitos em funcionamento cognitivo. Joe Firth disse: “Déficits cognitivos são um dos aspectos da esquizofrenia que é particularmente problemático”. Eles impedem a recuperação e impactam negativamente na capacidade das pessoas para funcionar em situações de trabalho e sociais. Além disso, medicações atuais para esquizofrenia não tratam os déficits cognitivos do transtorno. “Nós estamos buscando por novas formas de tratar estes aspectos do transtorno e novas pesquisas estão aumentadamente sugerindo que exercício físico pode fornecer uma solução”.

Ele acrescentou: “estes achados apresentam a primeira evidência em larga escala apoiando o uso de exercício físico para tratar os déficits neurocognitivos associados com esquizofrenia. Usar exercício nos estágios mais primários da doença poderia reduzir a probabilidade de incapacidade a longo prazo e, facilitaria a recuperação completa e funcional para pacientes”.

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http://www.psypost.org/2016/08/exercise-can-tackle-symptoms-of-schizophrenia-study-finds-44360

Jogar Videogame Pode Ter Efeito Positivo nas Crianças?

Essa é uma pergunta que acredito ser pertinente a qualquer pai que fica na dúvida se deve ou dar permitir que o filho jogue videogame. Será que é saudável? Uma pesquisa foi feita e pode esclarecer algumas coisas sobre o assunto.

Videogames são uma das atividades favoritas das crianças, ainda que o seu efeito na saúde delas seja frequentemente percebido como negativo. Um estudo realizado por pesquisadores da Columbia Mailman School of Public Health e colaboradores (da Paris Descartes University) avaliaram a associação entre o total de tempo gasto jogando videogames e a saúde mental, bem com as habilidades sociais e cognitivas das crianças e encontrou que jogar vídeogames pode ter efeitos positivos em crianças pequenas.

Os resultados estão publicados online na revista científica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology.

Após pôr em ordem a criança por faixa etária, gênero e número de crianças, os pesquisadores encontraram que alto uso de videogame estava associado com 1.75 vezes a probabilidade de funcionamento intelectual alto e 1.88 vezes a probabilidade de alta competência escolar geral. Não houve associações significativas com qualquer auto-relato de criança, mãe ou professora com relação a problemas de saúde mental. Os pesquisadores também encontraram que jogar mais videogame estava associado com menos problemas de relacionamento com seus colegas. Baseado no relato dos pais, uma em cada cinco crianças jogaram videogames mais do que 5 horas por semana.

Os resultados foram baseados em dados de um projeto da School Children Mental Health Europe para crianças na faixa etária de 6 a 11 anos. Pais e professores avaliaram a saúde mental de suas crianças em um questionário e as próprias crianças responderam a questões através de uma ferramenta interativa. Os professores avaliaram sucesso acadêmico das crianças. Fatores associados com o tempo gasto jogando videogames incluíam ser menino, ser mais velho e fazer parte de uma família tamanho médio. Ter menos educação formal ou ser mãe solteira diminuiu o tempo gasto jogando videogames.

“Jogar videogame é frequentemente uma atividade de lazer colaborativa para crianças em idade escolar. Estes resultados indicam que crianças que frequentemente jogam videogames podem ser socialmente coesivos com colegas e integradas em uma comunidade escolar. Nós recomendamos cautela em relação a interpretação dos dados da pesquisa, já que estabelecer limites quanto ao uso de aparelhos eletrônicos permanece e é um importante componente de responsabilidade parental como uma estratégia abrangente para o sucesso do estudante”, disse Katherine M. Keyes, PhD, professora assistente de Epidemiologia da Mailman School of Public Health.

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http://www.psypost.org/2016/03/time-spent-playing-video-games-may-positive-effects-young-children-41512)

A Solidão e o Isolamento Podem estar Relacionados a Problemas Cardíacos?

Solidão e isolamento social estão associados a aproximadamente 30% aumentado o risco de ter um derrame ou desenvolver doença da artéria coronária – as duas principais causas de doença e morte em países de renda elevada. Uma análise de uma evidência disponível foi publicada online na revista científica Heart.

Os achados indicam que o tamanho do efeito é comparável a aqueles de outros fatores de risco reconhecidos, tais como ansiedade e trabalho estressante. Solidão já tinha sido associada a um sistema imune comprometido, a pressão arterial alta e, em última instância, a morte prematura, mas não é claro qual o impacto que ela pode ter nas doenças do coração e no risco de derrame.

Os pesquisadores consideraram 16 databases de pesquisa para estudos relevantes, publicados até maio de 2015 e encontraram que 23 deles eram eligíveis. Estes estudos, que envolveram mais de 181.000 adultos, incluíram 4628 ‘eventos’ de doença cardíaca coronária (ataques cardíaco, ataques de angina, morte) e 3002 derrames registrados durante períodos de monitoramento, variando de 3 a 21 anos.

Análises dos dados agrupados mostrou que solidão/isolamento social estava associado com um risco aumentado de 29% de um ataque de coração ou angina e um risco aumentado de 32% de ter um derrame.

O tamanho de efeito (effect size) foi comparável a aqueles de outros fatores de risco psicossociais reconhecidos, tais como ansiedade e tensão no emprego, as análises indicaram.

Este é um estudo observacional, portanto, conclusões concretas não podem ser  tiradas sobre causa e efeito, adicionado ao que os pesquisadores apontam de que não é possível excluir o potencial impacto de outros fatores que não foram medidos ou são de causalidade inversa – segundo o qual aqueles com doença não diagnosticada eram menos sociáveis, assim aumentando os achados.

Não obstante, os achados respaldam preocupações de saúde pública sobre a importância de contatos sociais para a saúde e o bem-estar, diz os pesquisadores. “Nosso trabalho sugere que endereçar solidão e isolamento social pode ter um importante papel na prevenção de duas das causas principais de morbidade em países de alta renda”, eles confirmam.

Em um editorial ligado, a Dra. Julianne Holt-Lunstad e o Dr. Timothy Smith da Brigham Young University, Utah, USA, concordam, salientando que fatores sociais deveriam ser incluídos na educação médica, avaliação de risco individual e em diretrizes e politicas aplicadas a populações e o fornecimento de serviços de saúde.

Mas um dos maiores desafios será como elaborar intervenções efetivas para aumentar as conexões sociais, levando em conta a tecnologia, eles dizem.

“Com tais mudanças rápidas na forma como as pessoas estão interagindo socialmente, pesquisas empíricas são necessárias para endereçar diversas questões importantes. Interagir socialmente via tecnologia reduz ou substitui interação social face a face social e/ou modifica as habilidades sociais?”, eles perguntam.

“Dado os aumentos estimados em níveis de isolamento social e solidão na Europa e América do Norte, a ciência médica precisa endereçar diretamente as ramificações para a saúde física”, eles escrevem.

“Similar como os cardiologistas e outros profissionais de saúde tem tomado forte postura pública acerca de outros fatores agravantes [doença cardiovascular], por exemplo, fumar e dietas ricas em gorduras saturadas, atenção adicional a conexões sociais é necessária em pesquisa e vigilância, prevenção e esforços para intervenção na área de saúde pública”, eles concluem.

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Loneliness and isolation linked to heightened risk of heart disease/stroke

Depressão Diminui as Chances da Mulher Engravidar

Mulheres com sintomas de depressão severa tem uma chance diminuída de tornarem-se mães, embora o uso de medicações psicotrópicas não pareça prejudicar a fertilidade, é o que mostra um estudo de pesquisadores da Boston University Schools of Public Health and Medicine.

O estudo, publicado na American Journal of Obstetrics and Gynecology, encontrou uma diminuição de 38% na probabilidade média de concepção em um dado ciclo menstrual entre mulheres que reportaram sintomas de depressão severa, comparado com aquelas sem sintomas ou poucos sintomas. Os resultados foram similares, independente de mulheres estarem em medicações psicotrópicas.

Apesar das associações em estudos anteriores entre infertilidade e o uso de antidepressivos, os antipsicóticos ou estabilizadores de humor entre mulheres já inférteis, “uso atual de medicações psicotrópicas não pareceu danosa a probabilidade de concepção”, disse a autora Yael Nillni, professora da School of Medicine e pesquisador da National Center for PTSD, Women’s Health Sciences Division da VA Boston Healthcare System. “Nossos achados sugerem que sintomas depressivos de moderado a severo, independente do atual tratamento com medicação psicotrópica, pode atrasar a concepção”.

Embora o estudo não responda porque as mulheres com mais sintomas depressivos podem levar mais tempo para engravidar, os autores notaram vários mecanismos potenciais para estudo futuro. A depressão tem sido associada com desregulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, que pode influenciar o ciclo menstrual e afetar a capacidade para conceber, por exemplo.

Dados para o estudo vieram de mais de 2.100 indivíduos do sexo feminino que planejam engravidar, na faixa etária de 21 a 45 anos de idade, inscritas em um estudo conduzido pela Boston University e conhecido como PRESTO (Pregnancy Study Online) que está procurando por fatores influenciando a fertilidade. Foi pedido às participantes para reportarem seus atuais sintomas depressivos e uso de medicação psicotrópica, entre muitos outros fatores. Em geral, 22% reportaram um diagnóstico clínico de depressão em seu histórico médico, enquanto 17,2% eram usuárias prévios de medicação psicotrópica e 10,3% eram usuárias atuais de psicotrópicos.

Entre os achados secundários do estudo, um deles foi de que o uso atual de benzodiazepinicos – sedativos usados para tratar ansiedade e outros transtornos – estava associado com uma diminuição em fertilidade. Também, mulheres que foram anteriormente tratadas com uma classe de antidepressivos conhecida como ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) tinham melhorado as chances de concepção, independente da severidade do sintoma depressivo. Os autores especularam que pessoas que já tinham feito uso dos ISRS poderiam experienciar alguns benefícios psicológicos ou neurobiológicos a longo-prazo de tratamento no passado que influencia a fertilidade. Entretanto os números de classes individuais de medicações foram pequenos e estudos adicionais são necessários, os autores afirmam.

Há uma estimativa de que de 10 a 15% dos casais nos Estados Unidos experienciam problema de infertilidade. Pesquisas passadas sugerem que mulheres tem uma prevalência mais alta de transtornos depressivos e de ansiedade durante seu período de idade reprodutiva do que durante outros momentos da vida.

 

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Depression lowers women’s chances of pregnancy

 

Estudo Examina Risco e Fatores de Risco para Depressão Após um Derrame

Durante os primeiros três meses após um derrame, o risco para depressão foi 8x maior do que em uma população de referência de pessoas sem derrame, de acordo com um artigo publicado em 2016 na JAMA Psychiatry. Mais de 10 milhões de pessoas tiveram um derrame em 2013 e mais de 30 milhões de pessoas no mundo vivem com um diagnóstico de derrame.

Merete Osler, M.D., D.M.Sc., Ph.D., da Copenhagen University, na Dinamarca, e co-autores usaram dados ligados a sete registros nacionais dinamarqueses para examinar como risco e fatores de risco para depressão diferem entre pacientes com derrame e uma população de referência sem derrame, assim como a depressão influencia a morte.

Entre 135.417 pacientes com derrame, 34.346 (25,4%) tinham um diagnóstico de depressão dentro de dois anos após o derrame e mais da metade dos casos de depressão (n=17.690) apareceram nos primeiros três meses após o derrame.

Em uma população de referência de 145.499 pessoas sem derrame, 11.330 (7,8%) tiveram um diagnóstico de depressão dentro de dois anos após entrarem no estudo e menos de um quarto dos casos (n=2.449) apareceram dentro dos primeiros três meses, de acordo com os resultados.

O risco de depressão em pacientes durante os primeiros três meses após derrame foi oito vezes maior do que na população de referência sem derrame, os autores reportaram.

Os principais fatores de risco para depressão em pacientes após derrame e na população de referência foram idade avançada, sexo feminino, viver sozinho(a), nível de escolaridade básico, diabetes, um nível alto de comorbidade somática, histórico de depressão e severidade do derrame (em pacientes com derrame), de acordo com os resultados.

Em ambos os grupos – pacientes com derrame e a população de referência sem derrame – indivíduos deprimidos, especialmente aqueles com novo início, tinham aumentado risco de morte de todas as causas.

As limitações do estudo incluem uma definição de depressão que estava baseada em diagnósticos psiquiátricos e preenchimento de prescrições de antidepressivos, e a maioria dos casos foram definidos por preechimentos de antidepressivos, que pode ser prescrito para várias doenças.

“Depressão é comum em pacientes com derrame durante o primeiro ano após o diagnóstico, e aqueles com depressão anterior ou derrame severo estão especialmente em risco. Como um grande número de mortes pode ser atribuível a depressão após derrame, os médicos deveriam estar cientes deste risco”, o estudo conclui.

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Study examines risk, risk factors for depression after stroke

Estudo Contradiz a Crença de que o Câncer Protege contra o Alzheimer

Apesar de estudos que afirmam que pessoas com câncer são menos propensas a desenvolver o aparecimento da doença de Alzheimer e a possibilidade de que o que desencadeia câncer também previne o transtorno neurodegenerativo – uma nova investigação encontra uma explicação mais triste. Muitos pacientes com câncer não vivem o bastante para desenvolver Alzheimer. A pesquisa, liderada pelos investigadores do Huntsman Cancer Institute da University of Utah, foi publicado no The Journals of Gerontology: Series B. “O diagnóstico de doenças relacionadas a idade, tal como a doença de Alzheimer, depende de alguém sobreviver a uma idade quando o início da doença pode ocorrer”, explica a autora principal da pesquisa, Heidi Hanson, Ph.D., M.S., pesquisadora associada do Huntsman Cancer Institute e pesquisadora/professora assistente de medicina preventiva e de família da University of Utah School of Medicine.

Para ilustrar o conceito, Hanson e seus colaboradores examinaram dados de pacientes de câncer de pâncreas, cuja média de idade de morte é 73, a mesma faixa etária no qual o Alzheimer é tipicamente diagnosticado. Enquanto as taxas de diagnósticos de Alzheimer triplicaram assim como a população sem câncer na faixa etária de 75 a 89 anos de idade (aumentando de 25 para 75 por 1,000), ela permaneceu constante em pacientes com câncer de pâncreas (20 por 1,000).

Concluir que câncer de pâncreas protege contra a doença de Alzheimer é similar a dizer que tiros previnem Alzheimer, diz o investigator do Huntsman Cancer Institute, Ken Smith, Ph.D. “Pessoas que levam um tiro raramente desenvolvem Alzheimer porque a maioria delas morrem antes delas terem a chance de desenvolver a doença. Mas ninguém diria que ferimentos de  tiros protegem contra a doença”. Ele acrescenta que análises necessitam considerar que assim como as pessoas envelhecem, elas estão mais propensas a serem afetadas por inúmeras condições. Aqueles morrendo de doenças letais simplesmente não tiveram tempo para desenvolver uma outra doença.

Com isto em mente, os pesquisadores conduziram a própria avaliação deles, examinando dados de 92.245 indivíduos com e sem câncer do Utah Population Database, um conjunto abrangente de dados demográficos, médicos e outros registros. O grupo estava na faixa etária de 65 e 79 em 1992 e não tinha registro de demência. Seus dados foram seguidos por, pelo menos, 18 anos adicionais para determinar quantos foram posteriormente diagnosticados com doença de Alzheimer, como indicado pelos dados do Medicare.

Contrário a estudos anteriores, três diferentes métodos estatísticos mostraram que aqueles com câncer não tiveram um risco diminuído para a doença de Alzheimer. Cada método foi fatorado em taxas mais altas de morte entre pacientes com câncer em uma forma levemente diferente.

Para testar esta idéia, a equipe de pesquisadores rastreou dois grupos de pacientes com câncer de próstata. Se o câncer fornece proteção contra a doença de  Alzheimer, diz Smith, grupos de pacientes com o mesmo tipo de câncer estariam igualmente propensos a desenvolver o transtorno cerebral. No entanto, eles encontraram que pacientes com um expectativa de vida reduzida devido a metástase, tenderam a um risco diminuído para Alzheimer quando comparado a pacientes com câncer de próstata em estágio inicial. Após ajustar os dados para mortalidade, eles determinaram que a diferença observada não era estatisticamente significante. “Estes resultados colocam em questão uma associação protetiva entre câncer e Alzheimer”, diz Hanson. “Se nós vamos tentar compreender doenças relacionadas ao envelhecimento, precisamos considerar como outras doenças e condições crônicas causam impacto nelas”.

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Study contradicts belief that cancer protects against Alzheimer’s

Achados Sobre o Comportamento das Crianças Autistas

Uma revisão de dados de 1.420 crianças em idades de 6 a 17 anos com transtornos do espectro do autismo (TEAs) encontraram que mais de 1/3 tinham perambulado por aí, longe de um ambiente seguro, ao longo dos últimos 12 meses, de acordo com os achados de dois estudos reportados no encontro da Pediatric Academic Societies, em Baltimore.

“Fuga ou perambulação coloca as crianças com transtornos do espectro do autismo em risco de lesões sérias, ou até morte, uma vez que eles estão longe da supervisão de um adulto”, disse Andrew Adesman, MD, do Cohen Children’s Medical Center of New York e investigador sênior dos estudos. “Apesar da clara relevância sobre a segurança destas crianças, tem havido muito pouca pesquisa sobre fuga”.

Pesquisadores examinaram dados de uma pesquisa de Centers for Disease Control and Prevention de pais e guardiões de mais de 4.000 crianças na faixa etária de 6 a 17 anos, diagnosticados com TEA, uma incapacitação intelectual ou atrasos desenvolvimentais. Para seus estudos, as análises ficaram restritas apenas àquelas crianças com TEA.

Os pesquisadores encontraram que as crianças perambulantes eram mais propensas a não se darem conta quando estavam em perigo, a terem dificuldade para distinguir entre pessoas estranhas  e pessoas da família, a apresentarem bruscas mudanças de humor, a reagir de forma excessiva a situações e pessoas, a ficarem bravos facilmente e a entrarem em pânico em situações novas ou se mudanças ocorrem.

Pesquisadores também encontraram que crianças perambulantes apresentaram duas vezes mais probabilidade de fugir de um local público, comparado a sua casa ou escola. “Uma vez que a prevalência de transtornos do espectro do autismo nos Estados Unidos continua a aumentar, há uma necessidade de melhor entender os comportamentos que podem comprometer a segurança e bem-estar destas crianças”, disse Bridget Kiely, uma assistente de pesquisa da CCMC e principal investigadora do estudo.

Estes achados também enfatizam uma urgência para identificar estratégias mais efetivas para prevenir potenciais fugas que resultem em tragédias.

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One-third of autistic children likely to wander, disappear

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Aceitar um Trabalho que está em um Nível Mais Baixo Pode Afetar as Chances de Empregos no Futuro

Aceitar um trabalho abaixo do nível de habilidade pode ser severamente penalizados quando o indivíduo candidata-se para um emprego futuro, por causa da percepção que alguém que faz, isto é, menos empenhado ou menos competente, de acordo com uma nova pesquisa de um sociologista da University of Texas, em Austin.

Para equilibrar o orçamento em um curto período de tempo, muitos trabalhadores podem aceitar posições de meio período, buscar trabalho através de agências de trabalho temporário ou aceitar trabalhos abaixo de seu nível de habilidade. Mas um estudo do sociologista David Pedulla, que foi publicado em abril de 2016 na American Sociological Review, mostra que algumas destas situações empregatícias poderiam ser penalizantes para quando o indivíduo procurar por trabalhos no futuro. “Nós aprendemos muito sobre como o desemprego afeta as futuras oportunidades de emprego de um trabalhador,” disse Pedulla, que é também pesquisador associado da Population Research Center. “Apesar de milhões de trabalhadores estarem empregados em posições de meio período, através de agências de trabalho temporário e em empregos abaixo de seu nível de habilidade, menos atenção tem sido dada a como estes tipos de situações de emprego influenciam os desfechos de contratação futura dos trabalhadores”.

Para examinar a questão e medir como os desfechos podem variar por gênero, Pedulla submeteu 2.420 solicitações fictícias para 1,210 vagas de emprego verdadeiro em cinco cidades pelos Estados Unidos e acompanhou as respostas de empregadores para cada candidato. Todas as informações do candidato foram mantidas constantes, incluindo seis anos de experiência de trabalho anterior, exceto para gênero e situação de emprego dos candidatos durante o ano anterior. Histórico de trabalho envolvia trabalho em período integral, trabalho de meio período, uma posição através de agências de trabalho temporário, um emprego abaixo do nível de habilidade do candidato (“subutilização de habilidades”) ou desemprego.

O estudo encontrou que aproximadamente 5% dos homens e mulheres trabalhando abaixo do seu nível de habilidade receberam uma “ligação de retorno” ou resposta positiva do empregador – aproximadamente metade das taxas de ligação de retorno para trabalhadores em empregos de período integral para seu nível de habilidade. Similarmente, menos de 5% dos homens trabalhando meio período receberam ligação de retorno. Contudo, emprego de meio período não teve efeito negativo para mulheres e emprego através de agências de trabalho temporário teve pouco efeito para o gênero.

“O estudo oferece evidência convincente que aceitar um emprego abaixo do nível de habilidade da pessoa é bastante penalizante, independentemente  do gênero. Adicionalmente, trabalho de meio período prejudica severamente as chances de emprego de homens”, Pedulla afirmou. “Estes achados levantam importantes questões adicionais sobre porque os empregadores são menos propensos a contratar trabalhadores com estes históricos de emprego”.

Usando similares perfis de trabalhadores como anteriormente, Pedulla conduziu uma pesquisa complementar de 903 responsáveis por contratação nos EUA em suas percepções de candidatos com cada tipo de histórico de emprego e a probabilidade que eles recomendariam alguém para ser entrevistado, dado o seu histórico de trabalho. Resultados indicaram que homens em posições de meio período foram penalizados, em parte, por parecerem menos empenhados e homens empregados em algo abaixo do seu nível de habilidade foram penalizados por parecerem menos empenhados e menos competentes. Mulheres empregadas em algo abaixo de seu nível de habilidade foram penalizadas por parecerem menos competentes, mas não menos empenhadas.

“Quando se pára para pensar sobre as oportunidades que estão disponíveis para trabalhadores, o desemprego é apenas uma peça do quebra-cabeça”, Pedulla disse, acrescentando que o relatório mensal de estatísticas de emprego da secretária do trabalho, publicado em 4 de março de 2016, apresenta uma discussão entusiasmada sobre atuais tendências de desemprego nos Estados Unidos. “Homens que estão em posições de meio período, assim como homens e mulheres que estão em trabalhos abaixo do seu nível de habilidade, encaram desafios reais no mercado de trabalho, desafios que merecem discussão mais ampla e atenção adicional”.

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Accepting a job below one’s skill level can adversely affect future employment prospects

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Por quê Algumas Pessoas Sentem-se Impotentes em Situações Estressantes?

Estresse – todos nós temos bastante familiaridade com isso. Muitos de nós, mais do que nunca, estão sentindo a implacável pressão de vidas agitadas e ela está cobrando o seu preço. Nos Estados Unidos, o estresse relacionado ao males/doenças custa à nação U$300 bilhões todos os anos em gastos médicos e perda de produtividade.

Contudo, parece que algumas pessoas são capazes de lidar com este problema muito melhor do que outras. Alguns indivíduos são resilientes, enquanto outros sucumbem ao desespero. Os cientistas descobriram que a razão para isso está toda no cérebro. Ao mapear a atividade cerebral em ratos quando colocados sob estresse, os cientistas encontraram que ratos apresentando comportamento de desamparo tiveram atividade cerebral enormemente diferente daqueles exibindo um comportamento resiliente.

Certos padrões foram revelados no cérebro estressado e os cientistas identificaram uma lista de áreas cerebrais que poderiam ter um papel crucial para desempenhar em depressão induzida por estresse. Olhando para estas atividades cerebrais no estudo, a publicação no Frontiers in Neural Circuits, abre as possibilidades para identificar novos alvos para o tratamento de depressão.

Eles explicam que com a exceção de algumas áreas cerebrais, “ratos apresentando comportamento ‘de desamparo’ tiveram uma redução global no cérebro inteiro no nível de ativação neuronal comparada com ratos apresentando comportamento ‘resiliente’”.

“Além disso, os ratos “desamparados” apresentaram uma forte tendência a terem mais alta similaridade no perfil de atividade em todo o cérebro entre eles, sugerindo que o desamparo é representado por um maior padrão estereotípico de ativação no cérebro inteiro”, explicaram os autores do estudo.

Comportamento de desamparo frente ao estresse é claramente reconhecível no cérebro e comum a aqueles animais apresentando desamparo. Os cientistas disseram que “nós detectamos atividade cerebral anormalmente estereotípica em desamparo em animais”. Ratos exibindo “desamparo” tinham mais atividade cerebral em comum do que os ratos resilientes.

Adicionalmente, aqueles ratos que apresentaram comportamento de desamparo tinham níveis significativamente mais baixos de atividade cerebral geral. Os cientistas encontraram que isto incluiu o córtex pré-frontal, uma região cerebral associada com a organização dos nossos pensamentos e ações, e que tinham estado implicado em transtornos ansiosos  do humor. O grupo apresentando “desamparo” também apresentou ativação cerebral mais baixa em áreas vitais para o processamento de emoção e motivação, áreas importantes para o comportamento defensivo, aquelas fundamentais para coping o estresse e para aquelas associadas com aprendizagem e memória. Entretanto, houve uma área do cérebro que iluminou-se mais em ratos apresentando “desamparo” e que foi o locus coeruleus. De acordo com o estudo, isto fortemente sugere que a área tem um  papel significante a desempenhar em depressão induzida por estresse. Ela fornece uma oportunidade para estudo adicional e poderia ser significante para tratamentos futuros de depressão.

Mais pesquisas são requeridas para determinar se estas mudanças neurais estão causalmente relacionadas a expressão de desamparo ou resiliência. “Nossos achados fornecem novos insights em circuitos cerebrais fundamentando um modelo de depressão”, eles explicaram. “Eles tem o potencial para guiar futuros estudos objetivados para entender os diferentes papeis que especificas regiões cerebrais desempenham, assim como fornece novos alvos para o desenvolvimento de novas terapias”.

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Why people may feel more helpless in stressful situations than others

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Epilepsia e Autismo

Ter um familiar de primeiro grau com epilepsia pode aumentar o risco de uma pessoa de ser diagnosticada com autismo, de acordo com um estudo publicado em junho de 2016, na Neurology®, a revista cientifica médica da Academia Americana de Neurologia. “Outros estudos tinham ligado as duas condições; contudo, nosso estudo olha especificamente para irmãos e irmãs e filhos e filhas de pessoas com epilepsia para determinar um possível risco de autismo nestes familiares”, disse a autora do estudo Heléne E.K. Sundelin, MD, da University Hospital in Linköping, na Suécia.

Para o estudo, os pesquisadores olharam para um registro de dados e identificaram 85.201 pessoas com epilepsia, assim como todos os irmãos/irmãs delas (80.511 pessoas) e descendentes (98.534 pessoas). Cada pessoa com epilepsia foi comparada com cinco pessoas sem epilepsia, de similar idade, sexo e do mesmo município durante o mesmo período. Os irmãos/irmãs e descendentes daqueles com epilepsia foram também comparados com irmãos/irmãs e descendentes de pessoas sem epilepsia. Irmãos/irmãs e descendentes que tinham epilepsia foram excluídos da pesquisa.

Durante o período de seguimento de seis anos do estudo, 1.381 de participantes com epilepsia e 700 das pessoas sem epilepsia foram diagnosticadas com autismo. Pessoas com epilepsia estavam assim em risco aumentado de ser diagnosticado com autismo (1,6% comparado a 0,2%), com o risco mais alto visto naqueles diagnosticados com epilepsia na infância (5,2%).

O estudo encontrou um risco aumentado de 63% de desenvolver autismo para irmãos/irmãs e descendentes mesmo quando a pessoa com epilepsia foi excluída. Descendentes de mães tinham um risco aumentado de 91% e descendentes de pais tinham um risco aumentado de 38%.

“A meta é descobrir mais sobre como estas duas doenças podem estar ligadas de modo que tratamentos possam ser desenvolvidos para atingir ambas condições”, afirmou Sundelin.

 

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Having a relative with epilepsy may increase your risk of being diagnosed with autism

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