Crianças que frequentemente passam fome tem um risco maior de desenvolverem problemas de controle de impulso e engajarem-se em violência, de acordo com uma nova pesquisa da UT Dallas.
O estudo, publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, encontrou que pessoas que experienciaram frequente situação de passar fome quando criança tiveram duas vezes mais probabilidade de exibir impulsividade e ferir outras pessoas intencionalmente na adolescência e idade adulta.
37% dos participantes do estudo que passavam fome quando crianças reportaram que tinham estado envolvidos em violência interpessoal. Daqueles que experienciaram de pouco a nenhuma situação de passar fome, 15% disseram que tinham envolvido-se em violência interpessoal. Os achados foram mais fortes entre brancos, Hispanos e do gênero masculino.
Pesquisas anteriores mostraram que passar fome na infância contribui para uma variedade de desfechos negativos, incluindo desempenho acadêmico fraco. O estudo é um dos primeiros a encontrar uma correlação entre passar fome na infância, baixo auto-controle e violência interpessoal. Dr. Alex Piquero disse: “boa nutrição não é apenas crucial para o sucesso acadêmico, mas agora nós estamos mostrando que está ligada a padrões comportamentais. Quando crianças começam a ir mal na escola, elas começa a falhar em outros domínios da vida”.
Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa epidemiológica nacional sobre álcool e condições relacionadas para examinar a relação entre passar fome na infância, impulsividade e violência interpessoal. Os participantes nesse estudo responderam a uma variedade de questões incluindo com que frequência passavam fome quando crianças, se tinham problemas para controlar seu temperamento e se tinham machucado fisicamente e propositalmente uma outra pessoa.
Mais de 15 milhões de crianças americanas enfrentam insegurança alimentar — não ter acesso regular a nutrição adequada – de acordo com o estudo. Piquero afirmou que os resultados enfatizam a importância de endereçar comunidades que tem pouco acesso a mercearias/supermercados com escolhas de comida saudável.
Os achados sugerem que estratégias objetivadas para aliviar a fome pode ajudar a reduzir a violência, Piquero atestou: “no mínimo, nós precisamos dar as crianças a alimentação nutricional que elas necessitam”, Piquero disse. “Não é um problema muito difícil de endereçar e nós podemos vislumbrar muitos ganhos”.
Piquero também é co-autor de estudos recentes relacionados ao papel que o auto-controle desempenha em delinquência e violência.
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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
