Ter sexo frequentemente – e desfrutá-lo – coloca homens mais velhos em maior risco para ataques cardíacos e outros problemas cardiovasculares. Para mulheres mais velhas, contudo, o “bom sexo” pode, na verdade, diminuir o risco de hipertensão. Isso é de acordo com o primeiro estudo em larga escala de como o sexo afeta a saúde do coração ao longo da vida. A pesquisa, liderada por uma pesquisadora da Michigan State University, foi publicada em setembro de 2016 na Journal of Health and Social Behavior. “Estes achados desafiam a convicção generalizada de que sexo traz benefícios uniformes para a saúde de todos”, disse Hui Liu, professora da MSU.
Liu e colaboradores analisaram dados de pesquisa de 2.204 pessoas no National Social Life, Health and Aging Project. Os participantes tinham idade de 57 a 85 anos quando a primeira onda de dados foi coletada em 2005-06; uma outra etapa de coleta de dados foi realizada cinco anos mais tarde. Risco cardiovascular foi mensurado como hipertensão, batimento cardíaco rápido, proteína C reativa elevada e eventos cardiovasculares gerais: ataque do coração, insuficiência cardíaca e derrame.
O estudo encontrou que homens mais velhos que tinham tido sexo uma vez na semana foram mais propensos a experiências de eventos cardiovasculares cinco anos após quando comparados a homens que eram sexualmente inativos. O risco não foi encontrado entre mulheres mais velhas. “Surpreendentemente, nós encontramos que ter sexo uma vez por semana ou mais coloca homens mais velhos em risco para experienciar eventos cardiovasculares que são quase 2x maiores do que em homens mais velhos que são sexualmente inativos”, disse Liu. “Além disso, homens mais velhos que viram o sexo com a sua parceira como extremamente prazeroso ou satisfatório tiveram risco mais alto de eventos cardiovasculares do que os homens que não tinham sentido-se assim”.
Ela disse que os achados sugerem que tensão e demandas de uma relação sexual podem ser mais relevantes para homens à medida em que eles ficam mais velhos, tornando-se crescentemente frágil e sofrem mais problemas sexuais. “Como homens mais velhos tem mais dificuldade em ter orgasmos por razões emocionais ou médicas do que os homens mais jovens, eles podem se esforçar para um maior grau de exaustão e criam mais estresse em seu sistema cardiovascular para atingir o clímax”.
Níveis de testosterona e o uso de medicação para melhor a função sexual podem também desempenhar um papel. “Embora evidência científica seja ainda rara”, Liu disse, “é provável que tal medicação sexual ou suplementos tenham efeitos negativos na saúde cardiovascular de homens mais velhos”.
Em última instância, embora quantidades moderadas de sexo possam promover saúde entre homens mais velhos, ter sexo muito frequentemente ou muito prazerosamente pode ser um fator de risco para problemas cardiovasculares, Liu disse. “Os médicos deveriam falar para pacientes do sexo masculino e mais velhos sobre os potenciais riscos de altos níveis de atividade sexual e talvez examinar aqueles que frequentemente tem sexo para investigar questões cardiovasculares”.
Para mulheres, foi uma estória diferente. Participantes do sexo feminino que acharam o sexo como sendo prazeroso ou satisfatório tiveram menos risco de hipertensão cinco anos após do que participantes do sexo feminino que não tinham sentido-se assim. “Para mulheres, nós temos boas noticias: sexo de boa qualidade pode proteger mulheres mais velhas de riscos cardiovasculares mais tarde na vida”, Liu afirmou.
Estudos anteriores sugerem que relacionamentos fortes, profundos e íntimos são uma importante fonte de suporte social e emocional, que pode reduzir o estresse e promover bem-estar psicológico e, por sua vez, saúde cardiovascular. “Isto pode ser mais relevante para mulheres do que para homens”, disse Liu, “porque homens, em todos os relacionamentos, independente de qualidade, estão mais propensos a receber suporte de sua parceira do que as mulheres. Contudo, apenas as mulheres em relacionamentos de boa qualidade pode adquirir tais benefícios de seu parceiro”. Além disso, o hormônio sexual feminino liberado durante o orgasmo pode também promover a saúde das mulheres, ela atestou.
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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
