Pacientes com Fadiga Crônica Suprimem as Emoções

Pacientes com síndrome da fadiga crônica reportam que são mais ansiosos e angustiados do que as pessoas que não tem a condição, e que são também mais suscetíveis a suprimir essas emoções. Além disso, quando sob estresse, eles mostram uma maior ativação do mecanismo biológico de “luta ou fuga”, que pode adicionar-se a fadiga deles, de acordo com uma nova pesquisa publicada pela American Psychological Association. “Nós esperamos que esta pesquisa vá contribuir para um maior entendimento das necessidades das pessoas com a síndrome da fadiga crônica, alguns dos quais podem tender a não comunicar sua experiência de sintomas ou estresse para outras pessoas”, disse a autora principal do estudo, Katharine Rimes, PhD, do King’s College London. “Outras pessoas podem estar alheias das dificuldades experienciadas pelos pacientes com a síndrome da fadiga crônica e, portanto, não oferecem o apoio apropriado”.

Participantes que sentiram que expressar suas emoções era socialmente inaceitável estavam mais propensos a suprimi-las. Este foi o caso tanto para pacientes com fadiga crônica quanto para pessoas saudáveis, de acordo com o estudo que foi publicado na revista científica Health Psychology.

Este estudo de 160 pessoas no Reino Unido apoiou-se em relatórios de observadores e dos próprios sujeitos do estudo, assim como em respostas fisiológicas que foram coletadas antes, durante ou após os participantes assistirem um vídeoclipe estressante. Metade dos participantes tinham sido diagnosticados com a síndrome da fadiga crônica enquanto o resto estava saudável.

Metade de cada grupo foi instruído para suprimir suas emoções e foi dito para a outra metade para expressar seus sentimentos como desejassem. Suas reações foram filmadas e classificadas por observadores independentes. Condutância da pele foi medida porque isto aumenta com uma maior transpiração, que é um sinal de ativação do sistema nervoso simpático no corpo do indivíduo. Isto é frequentemente conhecido como o sistema biológico de luta ou fuga usado para lidar com o estresse.

Independente da instrução que eles receberam, os participantes com a síndrome da fadiga crônica reportaram mais ansiedade e tristeza e suas respostas cutâneas indicaram que eles estavam mais angustiados do que os indivíduos saudáveis do grupo controle, ambos antes e após o filme. Contudo, aquelas emoções no grupo de fadiga crônica foram menos prováveis de serem capturadas pelos observadores independentes.

Maior ativação no sistema de luta ou fuga estava associado com um maior aumento na fadiga nas pessoas com a síndrome da fadiga crônica, mas não entre as pessoas saudáveis. “Pacientes com a síndrome da fadiga crônica frequentemente nos dizem que o estresse piora os seus sintomas, mas este estudo demonstra um possível mecanismo biológico subjacente a este efeito”, disse Rimes.

Os autores notam que este estudo foi conduzido com pacientes principalmente da raça branca que estavam frequentando uma clínica destinada para pacientes com fadiga crônica e que mais pesquisa é necessária para determinar se elevada supressão emocional também seria encontrada em pacientes com fadiga crônica em populações mais diversificadas.

Uma vez que este estudo foi conduzido entre pessoas que já tinham sido diagnosticadas com a síndrome da fadiga crônica, isto não indica uma ligação causal entre supressão emocional  e a síndrome, Rimes adicionou. “Estes achados podem nos ajudar a entender porque alguns pacientes com a síndrome da fadiga crônica não buscam suporte social nos momentos de estresse”, disse Rimes. Famílias  de “pacientes’ podem se beneficiar de informações sobre como melhor apoiar os pacientes que tendem a esconder as suas emoções”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Chronic fatigue patients more likely to suppress emotions