Depressão Diminui as Chances da Mulher Engravidar

Mulheres com sintomas de depressão severa tem uma chance diminuída de tornarem-se mães, embora o uso de medicações psicotrópicas não pareça prejudicar a fertilidade, é o que mostra um estudo de pesquisadores da Boston University Schools of Public Health and Medicine.

O estudo, publicado na American Journal of Obstetrics and Gynecology, encontrou uma diminuição de 38% na probabilidade média de concepção em um dado ciclo menstrual entre mulheres que reportaram sintomas de depressão severa, comparado com aquelas sem sintomas ou poucos sintomas. Os resultados foram similares, independente de mulheres estarem em medicações psicotrópicas.

Apesar das associações em estudos anteriores entre infertilidade e o uso de antidepressivos, os antipsicóticos ou estabilizadores de humor entre mulheres já inférteis, “uso atual de medicações psicotrópicas não pareceu danosa a probabilidade de concepção”, disse a autora Yael Nillni, professora da School of Medicine e pesquisador da National Center for PTSD, Women’s Health Sciences Division da VA Boston Healthcare System. “Nossos achados sugerem que sintomas depressivos de moderado a severo, independente do atual tratamento com medicação psicotrópica, pode atrasar a concepção”.

Embora o estudo não responda porque as mulheres com mais sintomas depressivos podem levar mais tempo para engravidar, os autores notaram vários mecanismos potenciais para estudo futuro. A depressão tem sido associada com desregulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, que pode influenciar o ciclo menstrual e afetar a capacidade para conceber, por exemplo.

Dados para o estudo vieram de mais de 2.100 indivíduos do sexo feminino que planejam engravidar, na faixa etária de 21 a 45 anos de idade, inscritas em um estudo conduzido pela Boston University e conhecido como PRESTO (Pregnancy Study Online) que está procurando por fatores influenciando a fertilidade. Foi pedido às participantes para reportarem seus atuais sintomas depressivos e uso de medicação psicotrópica, entre muitos outros fatores. Em geral, 22% reportaram um diagnóstico clínico de depressão em seu histórico médico, enquanto 17,2% eram usuárias prévios de medicação psicotrópica e 10,3% eram usuárias atuais de psicotrópicos.

Entre os achados secundários do estudo, um deles foi de que o uso atual de benzodiazepinicos – sedativos usados para tratar ansiedade e outros transtornos – estava associado com uma diminuição em fertilidade. Também, mulheres que foram anteriormente tratadas com uma classe de antidepressivos conhecida como ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) tinham melhorado as chances de concepção, independente da severidade do sintoma depressivo. Os autores especularam que pessoas que já tinham feito uso dos ISRS poderiam experienciar alguns benefícios psicológicos ou neurobiológicos a longo-prazo de tratamento no passado que influencia a fertilidade. Entretanto os números de classes individuais de medicações foram pequenos e estudos adicionais são necessários, os autores afirmam.

Há uma estimativa de que de 10 a 15% dos casais nos Estados Unidos experienciam problema de infertilidade. Pesquisas passadas sugerem que mulheres tem uma prevalência mais alta de transtornos depressivos e de ansiedade durante seu período de idade reprodutiva do que durante outros momentos da vida.

 

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Depression lowers women’s chances of pregnancy

 

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