Ter um familiar de primeiro grau com epilepsia pode aumentar o risco de uma pessoa de ser diagnosticada com autismo, de acordo com um estudo publicado em junho de 2016, na Neurology®, a revista cientifica médica da Academia Americana de Neurologia. “Outros estudos tinham ligado as duas condições; contudo, nosso estudo olha especificamente para irmãos e irmãs e filhos e filhas de pessoas com epilepsia para determinar um possível risco de autismo nestes familiares”, disse a autora do estudo Heléne E.K. Sundelin, MD, da University Hospital in Linköping, na Suécia.
Para o estudo, os pesquisadores olharam para um registro de dados e identificaram 85.201 pessoas com epilepsia, assim como todos os irmãos/irmãs delas (80.511 pessoas) e descendentes (98.534 pessoas). Cada pessoa com epilepsia foi comparada com cinco pessoas sem epilepsia, de similar idade, sexo e do mesmo município durante o mesmo período. Os irmãos/irmãs e descendentes daqueles com epilepsia foram também comparados com irmãos/irmãs e descendentes de pessoas sem epilepsia. Irmãos/irmãs e descendentes que tinham epilepsia foram excluídos da pesquisa.
Durante o período de seguimento de seis anos do estudo, 1.381 de participantes com epilepsia e 700 das pessoas sem epilepsia foram diagnosticadas com autismo. Pessoas com epilepsia estavam assim em risco aumentado de ser diagnosticado com autismo (1,6% comparado a 0,2%), com o risco mais alto visto naqueles diagnosticados com epilepsia na infância (5,2%).
O estudo encontrou um risco aumentado de 63% de desenvolver autismo para irmãos/irmãs e descendentes mesmo quando a pessoa com epilepsia foi excluída. Descendentes de mães tinham um risco aumentado de 91% e descendentes de pais tinham um risco aumentado de 38%.
“A meta é descobrir mais sobre como estas duas doenças podem estar ligadas de modo que tratamentos possam ser desenvolvidos para atingir ambas condições”, afirmou Sundelin.
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