O Corpo de Mulheres e Homens Responde Diferentemente ao Ouvir um Choro de Bebê

Ouvir um bebê chorar parece causar, no corpo das mulheres, mas não no corpo dos homens, uma preparação reflexiva para agir, de acordo com os resultados de um estudo publicado na Frontiers in Psychology.

O som do choro de um bebê foi encontrado como tendo efeitos únicos em adultos. É um som especialmente difícil de ignorar e parece agir diretamente no sistema nervoso para preparar o adulto para tomar medidas para confortar e proteger o bebê.

É geralmente acreditado que há razões evolucionárias para este efeito: porque os bebês humanos são praticamente indefesos e porque chorar é o único meio de comunicação nos primeiros e mais vulneráveis meses. Por isso, é importante para a sobrevivência das espécies que os adultos tenham um instinto para responder a estes choros rapidamente. Como as mães tem sido historicamente as cuidadoras primárias dos bebês, há uma sugestão de que este instinto para reagir aos choros do bebê é provavelmente mais forte em mulheres do que em homens. Contudo, evidências nesta questão tem estado controversa.

Uma equipe de cientistas liderados por Irene Messina, da University of Padua, avaliaram seis diferenças em respostas para choro de crianças no prazo de milésimo de segundos através da medição de mudanças no potencial elétrico dos músculos dos braços das pessoas. Dez mulheres e dez homens (nenhum deles tinham filhos), fizeram parte do estudo. Os participantes foram expostos, sob condições de laboratório, a gravações de choros de crianças tocados em intervalos randômicos (aleatórios).

Eles também foram expostos a sons controlados, que foram choros de criança que tinham sido alterados em tom, de maneira que não fossem reconhecidos. Ao mesmo tempo, equipamento de laborátorio conectado aos braços dos participantes monitoraram o potencial eletrônico em seus músculos. Potenciais eletrônicos mais altos indicam prontidão para atividade.

Os músculos dos braços das mulheres mostraram um pico em atividade elétrica sobre décimos de segundo após ser exposto a uma gravação de choro de um bebê. Sob as mesmas condições, os músculos dos homens não apresentaram qualquer sinal de mudança em atividade elétrica. As reações das mulheres ocorreram apenas em resposta a um choro de bebê com um som mais natural e não a um choro alterado ou a um som sem choro.

Os autores do estudo concluem que o choro do bebê elicia uma resposta instintiva de cuidado em mulheres, que opera em um nível bastante básico e automático, mesmo em indivíduos sem experiência parental. Contudo, eles advertem que seus resultados não implicam que em homens falta uma resposta automática similar para o sofrimento do bebê. Os homens podem responder a diferentes sinais ou pode estar preparados para reagir de diferentes formas. Não obstante, estes resultados fornecem suporte para a visão de que as mulheres podem ter um instinto guiado evolucionariamente para se mover para cuidar de um bebê chorando em desconforto.

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Women’s bodies respond differently to an infant’s cry than men’s bodies

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