Pesquisadores Associam o Passar Fome na Infância a Violência na Adolescência e Idade Adulta

Crianças que frequentemente passam fome tem um risco maior de desenvolverem problemas de controle de impulso e engajarem-se em violência, de acordo com uma nova pesquisa da UT Dallas.

O estudo, publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, encontrou que pessoas que experienciaram frequente situação de passar fome quando criança tiveram duas vezes mais probabilidade de exibir impulsividade e ferir outras pessoas intencionalmente na adolescência e idade adulta.

37% dos participantes do estudo que passavam fome quando crianças reportaram que tinham estado envolvidos em violência interpessoal. Daqueles que experienciaram de pouco a nenhuma situação de passar fome, 15% disseram que tinham envolvido-se em violência interpessoal. Os achados foram mais fortes entre brancos, Hispanos e do gênero masculino.

Pesquisas anteriores mostraram que passar fome na infância contribui para uma variedade de desfechos negativos, incluindo desempenho acadêmico fraco. O estudo é um dos primeiros a encontrar uma correlação entre passar fome na infância, baixo auto-controle e violência interpessoal. Dr. Alex Piquero disse: “boa nutrição não é apenas crucial para o sucesso acadêmico, mas agora nós estamos mostrando que está ligada a padrões comportamentais. Quando crianças começam a ir mal na escola, elas começa a falhar em outros domínios da vida”.

Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa epidemiológica nacional sobre álcool e condições relacionadas para examinar a relação entre passar fome na infância, impulsividade e violência interpessoal. Os participantes nesse estudo responderam a uma variedade de questões incluindo com que frequência passavam fome quando crianças, se tinham problemas para controlar seu temperamento e se tinham machucado fisicamente e propositalmente uma outra pessoa.

Mais de 15 milhões de crianças americanas enfrentam insegurança alimentar — não ter acesso regular a nutrição adequada – de acordo com o estudo. Piquero afirmou que os resultados enfatizam a importância de endereçar comunidades que tem pouco acesso a mercearias/supermercados com escolhas de comida saudável.

Os achados sugerem que estratégias objetivadas para aliviar a fome pode ajudar a reduzir a violência, Piquero atestou: “no mínimo, nós precisamos dar as crianças a alimentação nutricional que elas necessitam”, Piquero disse. “Não é um problema muito difícil de endereçar e nós podemos vislumbrar muitos ganhos”.

Piquero também é co-autor de estudos recentes relacionados ao papel que o auto-controle desempenha em delinquência e violência.

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Study finds link between childhood hunger and violence later in life

Auto-Ajuda Online Pode Ajudar a Prevenir Depressão?

Entre os pacientes experienciando alguns sintomas de depressão, o uso de uma intervenção guiada de auto ajuda e feita através da web reduziu a incidência do transtorno de depressão maior durante 12 meses, comparado com ampliada assistência rotineira, de acordo com um estudo publicado na edição de maio de 2016 da revista cientifica JAMA.

Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição comum associada com substancial doença e custos econômicos. É projetado que a TDM será  a causa principal de mortalidade prematura e incapacidade em países de alta renda até 2030. Tratamentos baseados em evidência para o TDM não são muito sucedidos em melhorar desfechos funcionais e de saúde. A atenção tem sido aumentadamente focada na prevenção de TDM.

Claudia Buntrock, M.Sc., da Leuphana University Lueneburg, na Alemanha, e seus colaboradores, alocaram randomicamente 406 adultos com depressão subliminar (alguns sintomas de depressão, mas sem preencher todos os critérios para o TDM) para ou uma intervenção guiada de auto-ajuda através da web (cognitiva-comportamental e terapia de resolução de problemas apoiada por um treinador online; n = 202) ou um programa psicoeducacional baseado na web (n = 204). Todos os participantes tinham acesso irrestrito a cuidado rotineiro (visitas ao seu médico).

Entre os pacientes (com média de idade de 45 anos; 74% mulheres), 335 (82%) completaram o seguimento por telefone aos 12 meses. Os pesquisadores encontraram que 55 participantes (27%) no grupo de intervenção, experienciaram TDM comparado com 84 participantes (41%) no grupo controle. O número necessário para tratar para evitar um novo caso de TDM foi de 6.

“Os resultados do estudo sugerem que a intervenção poderia efetivamente reduzir o risco de surgimento do TDM ou, pelo menos, atrasar o surgimento”, os autores escreveram. “Pesquisas adicionais são necessárias para entender se os efeitos são generalizáveis para ambos: primeiro surgimento de depressão e depressão recorrente assim como a eficácia sem o uso de um treinador online”.

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Study finds guided online self-help intervention can help prevent depression

Estudo Identifica Ligação entre Dor Crônica e Ausência de Sono

‘Eu não serei capaz de lidar com a minha dor se eu não dormir bemI’ – pesquisa da University of Warwick revela que a forma como os pacientes com dor crônica pensam sobre a dor e o dormir levam a insônia e ao manejamento precário da dor.

Pesquisadores do Laboratório de Sono e Dor no Departamento de Psicologia demonstrou que condições como dor nas costas, fibromialgia e artrite estão diretamente ligadas com pensamentos negativos sobre insônia e dor, e isto pode ser efetivamente manejado usando a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Esther Afolalu e colaboradores formularam uma escala pioneira para medir crenças sobre o sono e dor em pacientes com dor crônica, junto a qualidade de sono deles – a primeira escala deste tipo para combinar dor e sono e explorar o círculo vicioso entre dormir e problemas de dor.

A escala foi testada em quatro grupos de pacientes sofrendo de dor crônica e padrões de sono ruins, com o resultado mostrando que pessoas que acreditam que não serão capazes de dormir como resultado de sua dor estão mais propensas a sofrerem de insônia, assim causando piora da dor.

Os resultados mostram que a escala foi vital para predizer o nível de insônia e dificuldades de dor dos pacientes. Com o sono melhor, os problemas de dor são significativamente reduzidos, especialmente após receber um curso de curta duração de TCC para ambos: dor e insônia.

O estudo ofereceu aos terapeutas os meios com que se pode identificar e monitorar pensamentos rígidos sobre o sono e dor que estão interferindo no sono, permitindo a aplicação da TCC efetivamente provada para insônia e pessoas com dor crônica.

Esther Afolalu explica: “Atuais tratamentos psicológicos para dor crônica tem principalmente focado-se no manejo da dor e com uma ênfase menor no sono, mas há um recente interesse em desenvolver terapias para resolver tanto o problema da dor quanto o problema do sono, simultaneamente. Esta escala fornece um instrumento clínico útil para avaliar e monitorar progresso de tratamento durante estas terapias”.

Dr. Nicole Tang, autora sênior do estudo, comenta: “pensamentos tem um impacto direto e/ou indireto em nossa emoção, comportamento e, até fisiologia. A forma como nós pensamos sobre o sono e sua interação com a dor pode influenciar a forma como nós lidamos com a dor e manejamos insônia. Baseado na experiência clínica, apesar de algumas destas crenças serem saudáveis e úteis, outras são rígidas e erradas. A nova escala, PBAS, foi desenvolvida para ajudar-nos a buscar aquelas crenças que tem um papel potencial na piora da insônia e experiência da dor”.

O artigo ‘Development of the Pain-Related Beliefs and Attitudes about Sleep (PBAS) Scale for the Assessment and Treatment of Insomnia Comorbid with Chronic Pain’  está publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine.

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Study identifies link between chronic pain and lack of sleep

Será Que Eu Tenho Tripofobia?

Desde o advento da internet, as pessoas tem sido capazes de discutir seus sintomas com outras ao redor do mundo. Algumas vezes, pessoas com sintomas bastante incomuns descobrem outras com experiências similares, que então são capazes de discutir sem medo do ridículo. Fóruns de discussão e grupos de apoio são formados e, eventualmente, uma nova condição médica pode ser reconhecida. Um caso em questão é a “neve visual” (ou visão granulada), no qual os indivíduos experienciam como que pontos brilhantes persistentemente flutuando(caindo) como neve através de sua visão. Um outro é a tripofobia.

Tripofobia – um “medo de buracos” – é uma condição que leva os indivíduos a sofrerem uma reação emocional quando vêem imagens aparentemente inócuas, de grupos de objetos, usualmente buracos. A condição foi primeiramente descrita na internet em 2005, embora não seja ainda um diagnóstico médico reconhecido. As imagens responsáveis pela emoção incluem objetos naturais tais como colméia ou a cabeça da semente de flor de lótus e objetos feitos pelo homem, tais como chocolate aerado ou canos industriais empilhados vistos do final. Apesar de sua natureza aparentemente inócua, imagens tais como estas (ideais para compartilhar na internet) podem induzir uma variedade de sintomas, incluindo mudanças cognitivas que refletem ansiedade, sintomas corporais que são relacionados a coceira na pele e arrepios) e mudanças fisiológicas (tais como náusea, coração acelerado ou problema para respirar).

As imagens que induzem a reação emocional não normalmente seria concebida como sendo ameaçadora; neste aspecto, a tripofobia difere de muitas outras fobias. Fobias são transtornos ansiosos que são normalmente pensados surgirem por causa da aprendizagem (uma mordida de cachorro pode levar a um medo de cachorros) ou por causa de mecanismos evolucionários inatos tais como um medo de aranhas e cobras. Usualmente, há uma ameaça, específica ou geral, real ou imaginada.

No caso da tripofobia, não há óbvia ameaça e a gama de imagens que induzem a fobia tem muito pouco em comum uma com a outra, além da sua configuração.

Parece que é esta configuração que mantêm a chave para a emoção que as imagens induzem. Indivíduos que não professam a tripofobia ainda encontram imagens tripofóbicas aversivas, embora eles não experienciem a emoção. Eles fazem assim porque a configuração dá a imagem propriedades matemáticas que são compartilhadas pela maioria das imagens que causam desconforto visual, fadiga ocular ou dor de cabeça.

Imagens com estas propriedades matemáticas não podem ser processadas eficientemente pelo cérebro e, portanto, requerem mais oxigenação do cérebro. Em um artigo cientifico, Paul Hibbard e eu propusemos que o desconforto ocorre precisamente porque pessoas evitam olhar para as imagens porque elas requerem excessiva oxigenação cerebral (o cérebro usa aproximadamente 20% da energia corporal e seu uso de energia precisa ser mantido a um mínimum).

Como as imagens tripofóbicas estão entre aquelas que são intrisicamente desconfortáveis para olhar, nós agora estamos investigando porque é que algumas pessoas, e não outras ,experienciam uma resposta emocional.

Imagens de contaminantes tais como bolor/mofo e doenças de pele podem provocar repugnância na maioria das pessoas e não apenas naquelas com tripofobia. A repugnância é provavelmente um mecanismo evolucionário que promove evitação e tem valor de sobrevivência.

Imagens de mofo/bolor e lesões na pele tem propriedades matemáticas similares a aquelas de imagens que são tripofóbicas e nosso atual trabalho explora se elas também induzem uma grande oxigenação no cérebro além de serem geralmente desconfortáveis. Talvez o desconforto seja um mecanismo útil não apenas para evitar a excessiva oxigenação, mas também para rapidamente evitar objetos que oferecem uma ameaça em termos de contaminação. Pode ser que em pessoas com tripofobia, o mecanismo esteja sobrecarregado.

The Conversation

Escrito por Arnold J Wilkins, professor de psicologia da University of Essex e An Trong Dinh Le, doutorando da University of EssexO artigo foi originalmente publicado no The Conversation

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Trypophobia: the fear of holes driven by the internet – and mathematics

Estudo Descobre que Pessoas que Vivem no Ostracismo Apresentam mais Propensão para Tomarem Decisões Arriscadas

Algumas pessoas tem de lidar com a questão de serem ostracizadas diariamente. Para qualquer uma das várias razões, elas são evitadas por aquelas pessoas perto delas e isoladas dos círculos sociais que, de outra forma, estariam disponíveis. Ser excluída e ignorada tem um efeito negativo em muitos aspectos do funcionamento social, fisiológico e psicológico. Por exemplo, pessoas podem tornarem-se desonestas, capacidades cognitivas podem declinar ao longo do tempo, afeto negativo aumenta e os comportamentos danosos tornam-se mais comuns.

A tomada de decisão é um processo cognitivo que pode se tranformar em um comportamento danoso quando altos níveis de risco estão envolvidos. Os pesquisadores Melissa Buelow e James Wirth examinaram o efeito do ostracismo nesta associação e encontraram que as probabilidades de tomada de decisão arriscada aumentam com a exposição a exclusão.

Aceito para publicação no Journal of Experimental Social Psychology, esta pesquisa incluiu dois experimentos projetados para testar a influencia de ostracismo em processos de tomada de decisão. O primeiro estudo incluiu um tamanho de amostra final de 83 sujeitos (51,8% do sexo feminino). Cada participante jogou em um jogo online/virtual de jogar bola com dois outros jogadores e foram levados a acreditar que eram humanos, mas na verdade, eram programas de computador.

Sujeitos foram alocados em uma das duas condições. Na condição de ostracismo, os sujeitos apenas receberam a bola de cada jogador uma vez, enquanto na condição controle eles a receberam aproximadamente 1/3 do tempo (igual com os jogadores do computador). Após o jogo eles completaram várias tarefas de tomada de decisão e foi encontrado que os jogadores do ostracismo foram significativamente mais propensos a tomarem decisões arriscadas em alguns testes mas não em todos.

O experimento 2 foi conduzido para verificar os resultados usando um método diferente de ostracismo. Desta vez, uma nova amostra de 120 participantes (50% do sexo feminino) jogaram um jogo baseado em mensagem de SMS, novamente com dois supostos jogadores humanos que eram, na verdade, controlados por computador. Os jogadores do ostracismo foram apenas escolhidos pelos jogadores do computador uma vez e aqueles no grupo controle foram escolhidos uma vez a cada três vezes. Tarefas de decisão múltipla foram novamente completadas.

Os resultados foram similares aqueles do primeiro estudo, porque o ostracismo estava associado com tomada de decisão de alto risco. Contudo, conforme foi também o caso no estudo 1, nem todas as formas de testagem da tomada de decisão foram em acordo. Estudos adicionais serão necessários para clarificar a variação entre testes, mas permanece a evidência suficiente para apoiar os achados desta investigação. O ostracismo parece estar ligado com comportamentos de tomada de decisão arriscada, mas há ainda muito para aprender sobre a natureza desta relação.

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Study finds people who are ostracized are more likely to make risky decisions

A Depressão É Mais do que um Transtorno Mental

Uma equipe de pesquisadores da University of Granada provaram cientificamente, pela primeira vez, que a depressão está associada a importantes alterações do estresse oxidativo,  e sendo assim, ela deveria ser considerada uma doença sistêmica, já que afeta o organismo como um todo.

Os resultados deste trabalho, publicado na renomada revista cientifica Journal of Clinical Psychiatry (uma das revistas cientificas mais importantes no campo da psiquiatria), poderia explicar a significante associação que a depressão tem com doenças cardiovasculares e câncer,  e porque pessoas sofrendo de depressão morrem mais jovens. Ao mesmo tempo, esta pesquisa pode ajudar a encontrar novas metas terapêuticas para a prevenção e tratamento de depressão.

A autora principal deste trabalho foi Sara Jiménez Fernández, estudante de doutorado da UGR e psiquiatra da unidade de saúde mental de crianças e adolescentes do Jaén Medical Center (Jaén, Espanha). Os co-autores são os professores Manuel Gurpegui Fernández de Legaria e Francisco Díaz Atienza, em colaboração, entre outros, com Christoph Correll da Zucker Hillside Hospital (Nova York, USA).

Esta pesquisa foi uma metanálise de 29 estudos anteriores que abrangeram 3961 pessoas e é o primeiro trabalho detalhado desse tipo sobre o que acontece no organismo de pessoas sofrendo de depressão. A pesquisa estuda o desequilíbrio entre o individual aumento de vários parâmetros de estresse oxidativo (especialmente malondialdeído, um biomarcador para medir a deterioração oxidativa da membrana celular) e a diminuição em  substâncias antioxidantes (tais como ácido úrico, zinco e a enzima superóxido dismutase).

Os pesquisadores manejaram provar que, após receber o usual tratamento para depressão, os níveis de malondialdeído do paciente são significativamente reduzidos, ao ponto de que eles são indistinguíveis de indivíduos saudáveis. Ao mesmo tempo, níveis de zinco e ácido úrico aumentam até atingirem níveis normais (algo que não ocorre no caso da enzima superóxido dismutase).

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Depression is more than a mental disorder: It affects the whole organism

Insegurança na Infância Pode Levar o Adulto a Ter Problemas para Lidar Com Estresse

Imagine dois candidatos em uma entrevista de emprego bem competitiva. Um deles lida com a pressão com facilidade e vai bem na entrevista. O outro candidato, contudo, sente-se bastante nervoso e tem um desempenho inferior. Por que algumas pessoas realizam as coisas melhor do que outras sob condições emocionalmente estressantes? Um indício pode encontrar-se em experiências da primeira infância, encontrou um estudo recente que foi publicado em 2016 na revista científica Frontiers in Human Neuroscience.

Vínculos emocionais com o nosso primeiro cuidador ou pai/mãe na primeira infância são pensados ser a base de nossa habilidade para regular nossas emoções quando adultos: “nós sabemos de outros estudos que a nossa estória de apego influencia diretamente como nós reagimos em situações sociais”, explicou a Dra. Christine Heinisch, uma das autoras do estudo, “mas e a reação a um estímulo neutro sob condições emocionais?”.

Um bom exemplo disto em nosso cotidiano, diz a Dra. Heinisch, é quando um carro está chegando em um semáforo. Sob condições neutras, é fácil para o motorista seguir o semáforo. Mas o que acontece sob condições emocionais? “Normalmente, as pessoas tendem a cometer mais erros, como parar em cima do sinal vermelho ou até passá-lo. Algumas vezes, elas param apesar do sinal ainda estar verde”, ela explica.

Mas nem todas as ações das pessoas são impactadas pelas emoções nas mesmas proporções. Alguns de nós tiveram cuidadores ou pais emocionalmente responsivos na infância, enquanto outros não tiveram. São estas experiências precoces, de acordo com a teoria de “apego” em psicologia, que influenciam a capacidade para regular emoções na idade adulta: “nós esperávamos que aqueles tendo problemas com regulação emocional cometeriam mais erros ao realizar uma tarefa – e uma variável significativa influenciando isto é a nossa experiência de apego”, disse a Dra. Heinisch. Para testar esta teoria, o grupo dela conduziu um estudo em sujeitos adultos com diferentes experiências de cuidador na infância. Os sujeitos no estudo realizaram uma atividade de identificar uma letra-alvo dentre uma série de cartões didáticos com letras. Esta tarefa foi administrada sob condições que evocaram um estado emocional positivo, neutro ou negativo. Os pesquisadores então avaliaram o desempenho na tarefa e analisaram registros de EEG de função cerebral em seus sujeitos.

Os resultados foram reveladores: os sujeitos que não tinham tido cuidadores emocionalmente responsivos na infância (apego inseguro) tiveram mais problema para realizar a tarefa sob condições emocionalmente negativas do que os outros (apego seguro). Eles também tiveram atividade cerebral mais baixa em resposta a letra-alvo sob condições negativas do que sujeitos que tiveram apego seguro.

O desempenho mais baixo na tarefa estava correlacionado com estratégias ineficientes para regulação emocional vistas em adultos com apego inseguro na infância. Isto poderia significar que uma maior parte de recursos cognitivos foi alocada para regular emoções e, consequentemente, menos estava disponível para realizar a tarefa.

Uma potencial limitação deste estudo é que as letras-alvo não estavam relacionadas as pistas fornecidas de contexto emocional, e portanto, tinham pouca relevância na vida real. Em estudos futuros, os autores planejam usar uma pessoa ou um objeto com significância emocional como alvo e situações socialmente relevantes como o contexto da tarefa.

Entretanto, uma coisa parece clara: as experiências emocionais na infância tem consequências duradouras para a capacidade do indivíduo para realizar uma dada tarefa.

 

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Insecure childhood can make dealing with stress harder in adulthood

“Sexo Bom” Protege Mulheres de Risco Cardiovascular em Idade Mais Avançada

Ter sexo frequentemente – e desfrutá-lo – coloca homens mais velhos em maior risco para ataques cardíacos e outros problemas cardiovasculares. Para mulheres mais velhas, contudo,  o “bom sexo” pode, na verdade, diminuir o risco de hipertensão. Isso é de acordo com o primeiro estudo em larga escala de como o sexo afeta a saúde do coração ao longo da vida. A pesquisa, liderada por uma pesquisadora da Michigan State University, foi publicada em setembro de 2016 na Journal of Health and Social Behavior. “Estes achados desafiam a convicção generalizada de que sexo traz benefícios uniformes para a saúde de todos”, disse Hui Liu, professora da MSU.

Liu e colaboradores analisaram dados de pesquisa de 2.204 pessoas no National Social Life, Health and Aging Project. Os participantes tinham idade de 57 a 85 anos quando a primeira onda de dados foi coletada em 2005-06; uma outra etapa de coleta de dados foi realizada cinco anos mais tarde. Risco cardiovascular foi mensurado como hipertensão, batimento cardíaco rápido, proteína C reativa elevada e eventos cardiovasculares gerais: ataque do coração, insuficiência cardíaca  e derrame.

O estudo encontrou que homens mais velhos que tinham tido sexo uma vez na semana foram mais propensos a experiências de eventos cardiovasculares cinco anos após quando comparados a homens que eram sexualmente inativos. O risco não foi encontrado entre mulheres mais velhas. “Surpreendentemente, nós encontramos que ter sexo uma vez por semana ou mais coloca homens mais velhos em risco para experienciar eventos cardiovasculares que são quase 2x maiores do que em homens mais velhos que são sexualmente inativos”, disse Liu. “Além disso, homens mais velhos que viram o sexo com a sua parceira como extremamente prazeroso ou satisfatório tiveram risco mais alto de eventos cardiovasculares do que os homens que não tinham sentido-se assim”.

Ela disse que os achados sugerem que tensão e demandas de uma relação sexual podem ser mais relevantes para homens à medida em que eles ficam mais velhos, tornando-se crescentemente frágil e sofrem mais problemas sexuais. “Como homens mais velhos tem mais dificuldade em ter orgasmos por razões emocionais ou médicas do que os homens mais jovens, eles podem se esforçar para um maior grau de exaustão e criam mais estresse em seu sistema cardiovascular para atingir o clímax”.

Níveis de testosterona e o uso de medicação para melhor a função sexual podem também desempenhar um papel. “Embora evidência científica seja ainda rara”, Liu disse, “é provável que tal medicação sexual ou suplementos tenham efeitos negativos na saúde cardiovascular de homens mais velhos”.

Em última instância, embora quantidades moderadas de sexo possam promover saúde entre homens mais velhos, ter sexo muito frequentemente ou muito prazerosamente pode ser um fator de risco para problemas cardiovasculares, Liu disse. “Os médicos deveriam falar para pacientes do sexo masculino e mais velhos sobre os potenciais riscos de altos níveis de atividade sexual e talvez examinar aqueles que frequentemente tem sexo para investigar questões cardiovasculares”.

Para mulheres, foi uma estória diferente. Participantes do sexo feminino que acharam o sexo como sendo prazeroso ou satisfatório tiveram menos risco de hipertensão cinco anos após do que participantes do sexo feminino que não tinham sentido-se assim. “Para mulheres, nós temos boas noticias: sexo de boa qualidade pode proteger mulheres mais velhas de riscos cardiovasculares mais tarde na vida”, Liu afirmou.

Estudos anteriores sugerem que relacionamentos fortes, profundos e íntimos são uma importante fonte de suporte social e emocional, que pode reduzir o estresse e promover bem-estar psicológico e, por sua vez, saúde cardiovascular. “Isto pode ser mais relevante para mulheres do que para homens”, disse Liu, “porque homens, em todos os relacionamentos, independente de qualidade, estão mais propensos a receber suporte de sua parceira do que as mulheres. Contudo, apenas as mulheres em relacionamentos de boa qualidade pode adquirir tais benefícios de seu parceiro”. Além disso, o hormônio sexual feminino liberado durante o orgasmo pode também promover a saúde das mulheres, ela atestou.

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Good sex protects women but not men from cardiovascular risk in later life

Pacientes com Fadiga Crônica Suprimem as Emoções

Pacientes com síndrome da fadiga crônica reportam que são mais ansiosos e angustiados do que as pessoas que não tem a condição, e que são também mais suscetíveis a suprimir essas emoções. Além disso, quando sob estresse, eles mostram uma maior ativação do mecanismo biológico de “luta ou fuga”, que pode adicionar-se a fadiga deles, de acordo com uma nova pesquisa publicada pela American Psychological Association. “Nós esperamos que esta pesquisa vá contribuir para um maior entendimento das necessidades das pessoas com a síndrome da fadiga crônica, alguns dos quais podem tender a não comunicar sua experiência de sintomas ou estresse para outras pessoas”, disse a autora principal do estudo, Katharine Rimes, PhD, do King’s College London. “Outras pessoas podem estar alheias das dificuldades experienciadas pelos pacientes com a síndrome da fadiga crônica e, portanto, não oferecem o apoio apropriado”.

Participantes que sentiram que expressar suas emoções era socialmente inaceitável estavam mais propensos a suprimi-las. Este foi o caso tanto para pacientes com fadiga crônica quanto para pessoas saudáveis, de acordo com o estudo que foi publicado na revista científica Health Psychology.

Este estudo de 160 pessoas no Reino Unido apoiou-se em relatórios de observadores e dos próprios sujeitos do estudo, assim como em respostas fisiológicas que foram coletadas antes, durante ou após os participantes assistirem um vídeoclipe estressante. Metade dos participantes tinham sido diagnosticados com a síndrome da fadiga crônica enquanto o resto estava saudável.

Metade de cada grupo foi instruído para suprimir suas emoções e foi dito para a outra metade para expressar seus sentimentos como desejassem. Suas reações foram filmadas e classificadas por observadores independentes. Condutância da pele foi medida porque isto aumenta com uma maior transpiração, que é um sinal de ativação do sistema nervoso simpático no corpo do indivíduo. Isto é frequentemente conhecido como o sistema biológico de luta ou fuga usado para lidar com o estresse.

Independente da instrução que eles receberam, os participantes com a síndrome da fadiga crônica reportaram mais ansiedade e tristeza e suas respostas cutâneas indicaram que eles estavam mais angustiados do que os indivíduos saudáveis do grupo controle, ambos antes e após o filme. Contudo, aquelas emoções no grupo de fadiga crônica foram menos prováveis de serem capturadas pelos observadores independentes.

Maior ativação no sistema de luta ou fuga estava associado com um maior aumento na fadiga nas pessoas com a síndrome da fadiga crônica, mas não entre as pessoas saudáveis. “Pacientes com a síndrome da fadiga crônica frequentemente nos dizem que o estresse piora os seus sintomas, mas este estudo demonstra um possível mecanismo biológico subjacente a este efeito”, disse Rimes.

Os autores notam que este estudo foi conduzido com pacientes principalmente da raça branca que estavam frequentando uma clínica destinada para pacientes com fadiga crônica e que mais pesquisa é necessária para determinar se elevada supressão emocional também seria encontrada em pacientes com fadiga crônica em populações mais diversificadas.

Uma vez que este estudo foi conduzido entre pessoas que já tinham sido diagnosticadas com a síndrome da fadiga crônica, isto não indica uma ligação causal entre supressão emocional  e a síndrome, Rimes adicionou. “Estes achados podem nos ajudar a entender porque alguns pacientes com a síndrome da fadiga crônica não buscam suporte social nos momentos de estresse”, disse Rimes. Famílias  de “pacientes’ podem se beneficiar de informações sobre como melhor apoiar os pacientes que tendem a esconder as suas emoções”.

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Chronic fatigue patients more likely to suppress emotions

Como o seu Intestino pode estar brincando com a sua Mente

Se você comeu recentemente uma refeição fabulosa, a experiência foi prazerosa, agradável e indolor porque o seu estômago e o sistema intestinal trabalharam perfeitamente para mover a comida adiante e eventualmente absorvê-la. Nosso trato gastrointestinal, ou intestino, é algo descrito como nosso “segundo cérebro”. Isto é, porque ele é controlado por seu próprio complexo sistema nervoso englobando centenas de milhões de neurônios – mais do que todos os nervos em sua medula espinhal.

O intestino e o cérebro comunicam-se através dos sinais nervosos, da liberação do intestino ou hormônios do estresse e de outros caminhos. Nós sabemos há muito tempo que as emoções podem diretamente alterar o funcionamento do intestino. Mas recentemente foi-se descoberto que funciona de outra forma também: nosso intestino, na verdade, tem um efeito em nosso cérebro. E porque é mais fácil (e geralmente mais seguro) manipular o intestino do que o cérebro, este conhecimento fornece a possibilidade que desta forma poderiam ser tratadas algumas doenças crônicas psicológicas e cerebrais.

Pense sobre uma situação no qual você tinha que fazer uma prova e teve uma diarréia ou sentiu-se ansioso(a) e desenvolveu frio na barriga. Isto é o seu cérebro guiando o seu intestino. Se você esta estressado(a) ou ansioso(a), você até muda a produção de ácido estomacal através das conexões nervosas.

Tradicionalmente, foi pensado que sintomas do intestino surgiam de um transtorno psicologico subjacente, tal como a ansiedade. A ansiedade muda o funcionamento do intestino. Ao longo do tempo, isto pode levar a sintomas desagradáveis tais como dor, diarréia, inchaço ou sensação de excessivo empanturro.

Muitas pessoas que sofrem de síndrome do intestino irritável (SII) ou severa indigestão são nervosas, por exemplo. E médicos tem investigado antidepressivos e tratamentos psicológicos  nestes transtornos com variável sucesso.

Mas, na verdade, muitos sinais ascendem do intestino para o cérebro, assim como na direção descendente. Então será que em alguns casos, mudanças no intestino estão, de fato, guiando as experiências de ansiedade ao invés do contrário? Acumulada evidência sugere que é provavelmente este o caso.

Nós acompanhamos 1.002 pessoas ao longo de um período de 12 anos, em Sidney e encontramos que aproximadamente 50% dos participantes do estudo com questões de intestino crônico tinham estado ansiosos primeiros e, então desenvolveram seus problemas de intestino. Mas os outros 50% desenvolveram a doença no intestino antes dos problemas psicológicos surgirem. Em outras palavras, o intestino pareceu ficar doente primeiro e isto levou a uma manifestação de disfunção cerebral como a ansiedade e não o contrário.

Mais tarde, nós observamos achados similares – que o sofrimento psicológico pode predizer início tardio de doenças no intestino e vice versa – em um grande estudo no Reino Unido.

Nós sabemos que algumas pessoas com SII tem uma inflamação leve no intestino. Nós também identificamos que algumas pessoas com SII tem níveis elevados de citocinas em seu sangue. Estes são subprodutos da inflamação; parte da resposta imune. Um estudo mostrou um claro aumento de certas citocinas em pessoas que tinham a ansiedade e o SII juntos. Níveis de ansiedade mais altos estava fortemente correlacionado com níveis mais altos de citocina. Baseados nesta nova informação, nós concluímos que a inflamação no intestino libera citocinas que podem causar ansiedade em SII.

O intestino de todo mundo está abarrotado de bugs (trilhões deles) que podem ser bons, ruins ou indiferentes. Eles vão da boca até o final do intestino. Os bugs comunicam-se com o sistema nervoso através de caminhos, incluindo o sistema imune, que os mantêm sob controle. Trabalhos experimentais sugerem que um desequilíbrio nestes bugs pode afetar o cérebro e, em alguns casos, pode levar a ansiedade ou depressão.

Modificar a bactéria intestinal é uma nova maneira de tratar muitas doenças do intestino e, possivelmente do cérebro, incluindo através de dietas (mudar sua dieta rapidamente muda seus bugs intestinais) ou oferecendo bactérias “boas” e suprimindo as bactérias “más”, que pode ser feita com probióticos. Outros métodos inclui o transplante fecal de pessoas saudáveis para aquelas que precisam.

Observações intrigantes também poderiam revelar novas maneiras de manejar atuais doenças nervosas degenerativas incuráveis. Por exemplo, alterado funcionamento do intestino manifestando como constipação é frequentemente o primeiro sintoma da doença de Parkinson.

E estudos estão atualmente explorando o papel do intestino em doenças neurológicas, tal como esclerose múltipla.  Mas para o momento, novas evidências sugerem que, quando o intestino está inflamado, ele pode afetar o cérebro e levar a uma disfunção psicológica.

The Conversation

Escrito por Nicholas Talley, da Faculty of Health and Medicine, da University of Newcastle, o artigo foi originalmente publicado no The Conversation.

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Stomach and mood disorders: how your gut may be playing with your mind