Mensagem de Texto Pode Ajudar a Parar de Fumar?

Segundo um estudo científico, SIM!

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study reveals success of text messaging in helping smokers quit

Um novo estudo da Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine encontrou que fumantes que receberam intervenção através de mensagem de texto estavam mais propensos a parar de fumar comparado aos indivíduos do grupo controle. O artigo está publicado no Journal of Medical Internet Research mHealth and uHealth.

“O uso de tabaco é um dos principais problemas mentais globais e evitáveis e, a mensagem de texto tem a promessa de alcançar um público maior com custos mínimos e menos recursos”, disse Lori Scott-Sheldon, Ph.D., uma pesquisadora-sênior no Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine e professora associada no Departamento de psiquiatria e comportamento humano da Brown University.

Intervenções com o uso de mensagem de texto (short message service, SMS) oferece educação para a saúde, além de lembretes e apoio usando mensagens curtas. Intervenções usando SMS podem ser adaptadas para encaixar-se nas necessidades de saúde de um indivíduo em seu ambiente natural. As mensagens de apoio podem ser tão simples quanto “você pode fazer isso!” ou “seja forte”.

Usando a metanálise – que é uma técnica estatística que combina os achados de estudos independentes – os pesquisadores conduziram a mais extensiva revisão sistemática de literatura até agora. Este incluiu 20 manuscritos de 10 países com 22 intervenções usando mensagem de texto para parar de fumar.

“A evidência fornece suporte inequívoco para a eficácia de intervenções que usam mensagem de texto para reduzir o comportamento de fumar, mas mais pesquisas são necessárias para entender para quem elas funcionam, sob quais condições e por quê”, disse Scott-Sheldon.

A co-autora Beth Bock, Ph.D., pesquisadora-sênior do Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine e professora do departmento de psiquiatria e comportamento humano da Brown University, acrescentou: “mensagem de texto é um método de comunicação largamente preferido com profunda penetração em diversos grupos. Uma ampla disponibilidade de um programa atrativo e efetivo para parar de fumar pode exercer um impacto forte e sustentável na saúde pública”.

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Um Estudo Aponta que Apenas Metade das Prescrições de Antidepressivos são para Depressão

Os antidepressivos, em sua grande maioria, realmente ajudam os pacientes a melhorar da depressão; contudo, eu mesma já vi várias pessoas tomando antidepressivos sem indicação 😦

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study: Only half of antidepressant prescriptions are for depression

Em um estudo publicado na edição de maio da revista científica JAMA, Jenna Wong, M.Sc., da McGill University, que fica em Montreal, no Canadá, e colaboradores, analisaram as indicações de antidepressivos para tratamentos e avaliaram tendências em prescrições de antidepressivos para depressão.

O uso de antidepressivo nos Estados Unidos tem crescido ao longo das últimas duas décadas. Uma razão alegada para esta tendência é que os clínicos gerais estão cada vez mais prescrevendo antidepressivos para indicações não-depressivas, incluindo indicações  não-aprovadas e que não tenham sido avaliadas por agências reguladoras. Para este estudo, os pesquisadores utilizaram dados de um registro médico eletrônico e o sistema de prescrição que tinha sido usado por clínicos gerais em comunidades, que recebem remuneração por serviço prestado nos arredores de dois grandes centros urbanos em Quebec, no Canadá.

O estudo incluiu prescrições para adultos entre janeiro de 2006 e setembro de 2015 e para todos os antidepressivos, exceto os inibidores da monoaminoxidase. Médicos que participaram no estudo tiveram que documentar, pelo menos, uma indicação de tratamento por prescrição usando uma caixa de seleção contendo uma lista de indicações ou digitar a(a) indicação(ções).

Durante o período do estudo, foram realizadas 101.759 prescrições de antidepressivos (6% de todas as prescrições) por 158 médicos para 19.734 pacientes. Apenas 55% das prescrições de antidepressivos foram indicadas para depressão. Médicos também prescreveram antidepressivos para transtornos ansiosos (18,5%), insônia (10%), dor (6%) e doenças do pânico (4%). Para 29% de todas as prescrições de antidepressivos (66% das prescrições não para depressão), os médicos prescreveram uma medicação para uma indicação não-aprovada/indicada, especialmente para insônia e dor.

Médicos também prescreveram antidepressivos para várias indicações que não eram aprovadas/indicadas para todos os antidepressivos, incluindo enxaqueca, sintomas vasomotores de menopausa, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e transtornos do sistema digestivo.

“Os achados indicam que a mera presença de uma prescrição de um antidepressivo é um baixo indicador para o tratamento de depressão e eles enfatizaram a necessidade de avaliar a evidência apoiando o uso de antidepressivos sem aprovação/indicação”, os autores escreveram.

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Assistir Desenhos Animados Poderia Ajudar as Crianças a Superar a Ansiedade de Tratamento Dentário

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/watching-cartoons-could-help-children-overcome-anxiety-of-dental-treatment-44217

Assistir desenhos animados através de óculos de tela virtual durante o tratamento dental poderia ajudar a reduzir a ansiedade e a angústia das crianças, assim como reduzir o comportamento disruptivo, de acordo com um ensaio controlado e randomizado publicado no Acta Odontologia Scandinavica.

A ansiedade sobre visitar o dentista e durante o tratamento é comum em crianças. Estimativas sugerem que 1 em cada 5 crianças em idade escolar tem medo de dentistas. Crianças com fobia a dentista acabam experienciando mais dor dental e são pacientes mais difíceis durante o tratamento. Embora estudos já tenham mostrado que a distração audiovisual (por exemplo: jogar videogames e assistir TV) pode ser uma ferramenta bem-sucedida para minimizar a angústia e a percepção de dor durante os curtos procedimentos médicos invasivos, a questão de se a distração é benéfica durante procedimentos dentários é ainda debatida calorosamente. Pesquisas até agora têm produzido resultados conflitivos.

Neste estudo, 56 crianças ‘não-cooperativas’ (na faixa etária de 7 a 9 anos de idade) compareceram a uma clínica dental na Royal College of Dentistry, na King Saud University, na Arábia Saudita, onde  foram randomicamente alocadas para receber distração audiovisual (assistir seus desenhos animados favoritos usando o sistema de óculos virtual Merlin i-theatre™) ou nenhuma distração (grupo controle). Crianças submeteram-se a três visitas separadas de tratamento (máximo 30 minutos) envolvendo um exame oral, injeção com anestésico local e restauração do dente. Os pesquisadores mediram os níveis de ansiedade e  comportamento cooperativo das crianças durante cada visita usando uma escala de ansiedade e escala de comportamento, monitoraram em cada criança os sinais vitais, pressão arterial e pulso (medidas indiretas de ansiedade). As crianças também classificaram sua própria ansiedade e dor durante cada procedimento.

Durante o tratamento, as crianças no grupo de distração exibiram ansiedade significantemente menor e mostraram mais cooperação do que aqueles no grupo controle, particularmente durante a injeção de anestésico local. Além disso, a média de frequência cardíaca das crianças no grupo controle foi significantemente maior durante a injeção, comparada com crianças do grupo de distração. Contudo, as próprias crianças não reportaram diferenças na dor e ansiedade relacionada ao tratamento.

Os autores concluíram que a distração audiovisual parece ser uma técnica útil para acalmar as crianças e assegurar que possa ser dado a elas o tratamento dental que elas necessitam. Entretanto, eles advertem que, por causa do número limitado de participantes, estudos adicionais maiores serão necessários em settings de clínica geral para confirmar o valor desta ferramenta de distração audiovisual.

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As Consequências de Situação de Pobreza ou Abuso Parental na Infância

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Childhood poverty, parental abuse cost adults their health for years to come

Crescer na pobreza ou ser abusado pelos pais pode levar a acumulado problemas de saúde que poderão aparecer mais tarde na vida, de acordo com uma pesquisa da Purdue University.

“Viver em uma situação desfavorável na infância tem consequências a longo-prazo para a saúde – muito mais longo do que a maioria de nós nos damos conta”, disse Kenneth F. Ferraro, famoso professor de sociologia. “Um novo aspecto deste estudo é que viver em uma situação desfavorável na infância estava associado ao começo de novos problemas de saúde décadas mais tarde”.

Os achados estão publicados na American Sociological Review e o National Institute on Aging financiou o estudo. Os estudos estavam baseados na National Survey of Midlife Development nos dados dos Estados Unidos de 1.748 adultos. Os dados foram coletados em duas fases: a segunda uma década mais tarde, para medir mudanças na saúde da população adulta. A primeira fase ocorreu em 1996 quando respondentes estavam na faixa etária de 25 a 74 anos e a segunda fase ocorreu em 2006 quando os participantes estavam na faixa etária de 35 a 84 anos.

“Problemas de saúde e questões de qualidade de vida eram uma preocupação durante a primeira fase do estudo. Contudo, quando nós revisitamos os participantes adultos do estudo 10 anos mais tarde, a pobreza na infância e o abuso frequente estavam relacionados ao início de novos problemas de saúde, tais como câncer e doença do coração, mesmo após nós ajustarmos para fatores de risco incluindo estilo de vida saudável e status sócio-econômico”, disse Ferraro, que também é diretor do Purdue’s Center on Aging and the Life Course.

Além disso, a pobreza e o abuso na infância, composição familiar (incluindo se ambos os pais estavam presentes), também foi mensurado. A associação entre cada uma destas experiências da infância e 14 desfechos nos adultos também foi examinado para potenciais efeitos moderadores. A composição familiar afetou quatro dos 14 desfechos, incluindo a probabilidade de fumar e tensão financeira durante a idade adulta. Em comparação, a pobreza na infância afetou nove desfechos e o abuso parental afetou 11 desfechos, tais como fumar e consumo pesado de álcool. Os autores encontraram que pobreza na infância e abuso levaram a problemas de comportamento no adulto assim como diretamente influenciou o desenvolvimento de doença no decorrer da vida.

Neste estudo, o abuso foi considerado ser do tipo físico ou verbal. E, se ambos os pais eram abusivos, agravou-se o risco para problemas de saúde.

“É também possível que nós tenhamos sub-representado o relacionamento entre  viver em uma situação desfavorável na infância e problemas de saúde mais tarde na vida porque aqueles mais severamente afetados não foram capazes de participar de uma pesquisa social”, Ferraro afirmou. “Mas, agora que nós identificamos algumas das primeiras origens de doença no adulto, nós deveremos focar-nos em maiores recursos, até mesmo durante a meia-idade, para quebrar os riscos em cadeia”.

Também contribuiu para esta pesquisa Markus H. Schafer, professor assistente de sociologia da University of Toronto e Lindsay R. Wilkinson, professora assistente de sociologia da Baylor University.

Buscar Padrões Elevados Produzem Efeitos Contraditórios no Casamento

Casamento é como uma loteria: pode ou não dar certo. Contudo, é preciso muito mais do que sorte para que a relação seja satisfatória. E, pelo que parece, quanto mais você espera do outro, mais você se decepciona 😦

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

High standards produce mixed effects on marriages

Há uma tensão entre o que os cônjuges demandam de seus casamentos e o que eles são capazes de alcançar destes casamentos, de acordo com uma recente pesquisa psicológica. Os resultados foram publicados na edição de abril de 2016 da Personality and Social Psychology Bulletin.

Padrões elevados, quer seja em cuidado, apoio ou independência, melhoram a satisfação apenas em casamentos fortes. Para casamentos menos fortes, tal como aqueles envolvendo mais alto níveis de hostilidade indireta ou problemas mais severos, padrões elevados desgastam o relacionamento mais adiante.

“Algumas pessoas demandam muito de seus casamentos porque eles estão requerendo que seus casamentos cumpram as necessidades que eles não são capazes de alcançar, porque eles tem limitado tempo, energia, esforço ou habilidades para investir em seus casamentos”, diz Dr. James McNulty, Professor of Psicologia na Florida State University e autor do estudo.

“Mas outras pessoas demandam muito pouco de seus casamentos. O casamento deles é uma fonte potencial de realização pessoal que eles não estão explorando”, diz McNulty. “Por fim, cônjuges parecem estar muito melhores na medida em que eles pedem de seus casamentos tanto quanto, mas não mais do que, os casamentos deles são capazes de dá-los”.

Os pesquisadores utilizaram dados de 135 casais recém-casados vivendo no leste do Tennessee. Para começar, cada cônjuge separadamente completou os instrumentos para medir aspectos diversos de seus próprios padrões, assim como a severidade de problemas de relacionamento e satisfação marital.

Os recém-casados também participaram em discussões maritais que foram gravadas em vídeo, onde pesquisadores estudaram vários aspectos de comunicação verbal para avaliar a hostilidade indireta de casais com cada um. Os casais continuaram a reportar sua satisfação marital via um questionário a cada seis meses por 4 anos.

“Quando chega a resolução de problema de forma verbal, a hostilidade indireta é mais destrutiva do que a hostilidade direta”, diz McNulty. “Estudos anteriores realizados por nosso laboratório e outros indicam que hostilidade direta, tais como culpar o parceiro por um problema e demandar que o parceiro mude, pode ter benefícios importantes para alguns casais, especificamente aqueles que necessitam mudar. A chave é que a hostilidade direta comunica que há uma necessidade para mudança e até quanto cada parceiro quer coisas para mudar. Nossa pesquisa anterior indica que hostilidade indireta é danoso para todos os casais”.

Como recém-casados, maridos e esposas relataram estarem relativamente satisfeitos com seus casamentos e padrões relativamente elevados. Contudo, os relatos deles também indicaram que alguns casais eram menos felizes e demandavam menos do que os outros. Inicialmente,  os cônjuges foram observados por estarem envolvidos em níveis relativamente baixos de hostilidade indireta na média; entretanto, também houve  variabilidade substancial nestes quesitos.

A extensão para o qual padrões dos cônjuges estavam associados com mudanças em satisfação ao longo do tempo dependia das tendências de casais a engajarem-se em hostilidade indireta. Casais que funcionavam bem juntos, como indicados por níveis baixos de hostilidade indireta, foram mais capazes de satisfazer padrões mais elevados e, assim, apresentaram alta satisfação na medida em que eles mantiveram tais padrões, mas menor satisfação à medida em que eles mantiveram padrões mais baixos.

O oposto foi verdadeiro para casais que não funcionam bem juntos. Estes casais tiveram pontuações piores à medida em que eles mantiveram padrões elevados porque foram incapazes de satisfazê-los, mas apresentaram-se melhor na medida em que mantiveram padrões mais baixos que eles foram capazes de cumprir. 

“Cada casamento é diferente; pessoas diferem em sua compatibilidade, suas habilidades e os estressores externos que eles encaram”, diz McNulty. “Todos estes fatores desempenham um papel importante na determinação do quanto um casamento será bem-sucedido e por conseguinte, quantas pessoas deveriam demandar dele”.

“Esta pesquisa sugere que pessoas necessitam ter alguma idéia do que eles poderiam conseguir do casamento antes deles conseguirem. Isso é obviamente difícil, o que pode explicar porque casais experienciam um desajustamento entre o que eles demandam e o que eles, na verdade, podem,  alcançar”, diz McNulty.

Embora padrões elevados possam motivar parceiros a trabalharem para melhorar ou manter seus relacionamentos, esta pesquisa enfatiza o fato de que várias restrições previnem alguns cônjuges de cumprirem padrões mais elevados apesar de até terem as  motivações mais altas; de fato, alguns relacionamentos enfrentam obstáculos maiores para o sucesso do que outros e alguns cônjuges possuem mais e melhor habilidades interpessoais do que outros.

“Casais precisam se darem conta de seus pontos fortes e fracos e equilibrar seus padrões de acordo com eles”, aconselha McNulty.

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Os Pais Desempenham Um Papel Importante no Desenvolvimento da Criança

Cada genitor tem a sua importância no desenvolvimento do filho. Não bastar apenas estar presente: tem que realmente ESTAR LÁ. Ser um pai ou mãe participativo na vida do filho requer atenção de qualidade e, isto desempenha um papel importante no desenvolvimento da criança. O post a seguir fala sobre a importância do papel do pai na vida do filho.

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/07/dads-play-key-role-child-development-43837

Pais (homens) desempenham um papel surpreendentemente grande no desenvolvimento de seus filhos, desde o desenvolvimento cognitivo e de linguagem na pré-infância à habilidades sociais na quinta-série, de acordo com novos achados de pesquisadores da Michigan State University.

A pesquisa fornece algumas das mais conclusivas evidências para datar a importância dos pais (homens) para os desfechos das crianças e reforça a idéia de que programas de primeira infância tal como Head Start deveria focar-se na família inteira, incluindo mãe e pai igualmente. Os achados estão publicados online em duas revistas científicas, Early Childhood Research Quarterly e Infant and Child Development.

“Há toda esta idéia que surgiu de pesquisas passadas de que pais, na verdade, não exercem efeito direto em seus filhos, que eles apenas meio que dão o tom para o lar e que mães são as que afetam o desenvolvimento dos filhos”, disse Claire Vallotton, professora associada e principal investigadora no projeto de pesquisa. “Mas aqui nós mostramos que pais realmente tem um efeito direto nos filhos, tanto a curto quanto a longo-prazo”.

Usando dados de aproximadamente 730 famílias que participaram de uma pesquisa de programas de Early Head Start em 17 locais em todo o país, os pesquisadores investigaram os efeitos de estresse dos pais e problemas de saúde mental (tal como depressão) em seus filhos. Estresse parental e questões de saúde mental afetam como os pais interagem com seus filhos e, subsequentemente, com o desenvolvimento infantil.

O estudo encontrou que o estresse dos pais (pais aqui no sentido do pai e não da mãe) relacionada a questão parental, teve um efeito danoso no desenvolvimento cognitivo e de linguagem de seus filhos quando as crianças tinham de 2 a 3 anos de idade, mesmo quando a influência das mães foi levada em conta. Este impacto variou por gênero: a influência dos pais (homens), por exemplo, teve um maior efeito na linguagem dos meninos do que na linguagem das meninas.

Um outro achado-chave: a saúde mental de pais e mães teve um efeito similarmente significante nos problemas de comportamento entre crianças pequenas. Ademais, a saúde mental dos pais (homens) teve um impacto a longo-prazo, levando a diferenças em habilidades sociais dos filhos (tais como auto-controle e cooperação) quando as crianças chegaram na quinta-série. Na verdade, sintomas de depressão dos pais (homens) quando os filhos eram pequenos tiveram mais influência nas habilidades sociais (posteriores) nos filhos do que foram os sintomas das mães.

Em suma, os achados contribuem para o pequeno (mas crescente) conjunto de pesquisas confirmando os efeitos das características dos pais (homens) e qualidades de relacionamento entre pai-filho(a) no desenvolvimento social dos filhos, ao invés de apenas um pai morando na casa ou presença na vida da criança, de acordo com um artigo científico publicado na Early Childhood Research Quarterly.

Tamesha Harewood, autora no artigo científico publicado na Infant and Child Development, disse que pais (homens), além da mães, deveriam ser incluídos em pesquisa sobre parentalidade e políticas e programas de intervenção familiar.

“Muitas agências que trabalham com famílias em risco estão tentando tornar o pai mais envolvido, mas estas são algumas das coisas que eles poderiam estar perdendo”, disse Harewood, uma pesquisadora do Departamento de Desenvolvimento Humano e Estudos de Família, da MSU. “Quando o agente está conversando com o pai,  não é apenas sobre sustentar economicamente o seu filho, mas também estar lá para o filho, pensar como o estresse ou depressão podem estar influenciando a criança. Para entender e ajudar crianças em seu desenvolvimento, é preciso ter uma visão compreensiva da família inteira, incluindo tanto o pai quanto a mãe”.

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Ferramentas para Rastrear Depressão em Crianças e Adolescentes Podem Não Ser Tão Acuradas

Isso é algo importante e deveria ser mais discutido entre os especialistas. É difícil diagnosticar depressão na infância e adolescência e todos os instrumentos disponíveis deveriam trazer um certo “conforto” para o terapeuta e, por conseguinte, para o paciente e sua família. Contudo, parece que não é o que anda acontecendo 😦

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/08/depression-screening-tools-not-accurate-children-adolescents-44109

No Canadá e nos Estados Unidos, os médicos tem cada vez mais sido encorajados a tentar identificar depressão em crianças e adolescentes – mesmo que eles não tenham indicações óbvias da doença. Para poder fazer isso, os médicos frequentemente usam questionários curtos que perguntam sobre sintomas de depressão. Mas, de acordo com uma nova pesquisa, há evidência insuficiente para mostrar que qualquer um destes questionários acuradamente rastreia pessoas de 6 a 18 anos de idade para esta doença. Os pesquisadores acreditam que isto põe em questão o uso destes instrumentos de avaliação para este grupo e levanta preocupações sobre possíveis erros diagnósticos da doença nesta faixa etária.

“Nosso estudo mostra que se o rastreamento de depressão for realizado usando as ferramentas de rastreamento existentes, muitas crianças e adolescentes não-deprimidas seriam erroneamente identificadas como deprimidas”, diz Brett Thombs, que é afiliado do Lady Davis Institute for Medical Research do Jewish General Hospital e faculdade de medicina da McGill University. Ele é o autor sênior de um estudo que foi recentemente publicado no assunto, na revista científica Canadian Journal of Psychiatry.

Para avaliar a qualidade dos instrumentos de rastreamento que estão atualmente sendo usados para identificar depressão em crianças ou adolescentes, os pesquisadores realizaram uma exaustiva pesquisa de evidência médica procurando por estudos que  colocaram as ferramentas de rastreamento em teste. No fim, eles foram capazes de identificar apenas 17 estudos onde os resultados dos testes das ferramentas de rastreamento foram comparadas com os resultados de uma entrevista diagnóstica para determinar se as crianças ou adolescentes no estudo, de fato, tinham depressão.

Thombs e colaboradores, incluindo a autora principal Dra. Michelle Roseman, então avaliaram a metodologia e os resultados destes 17 estudos. Eles encontraram que a maioria dos estudos eram muito pequenos para fazer uma válida conclusão sobre a acurácia das ferramentas de rastreamento e que os métodos da maioria dos estudos estavam longe de padrões esperados. Eles também encontraram que houve inadequada evidência para recomendar qualquer única nota de corte para qualquer um dos questionários (pacientes pontuando acima de notas de corte pré-definidas são considerados propensos a serem deprimidos, enquanto pacientes abaixo da nota de corte não são).

Roseman diz: “Não houve uma única ferramenta com até moderada evidência de suficiente acurácia para efetivamente identificar crianças e adolescentes deprimidos sem também incorretamente pegar muitas crianças e adolescentes não-deprimidos”.

Depressão em crianças é uma condição incapacitante associada com problemas de comportamento e desempenho escolar fraco. Mas rastreamento de rotina para a doença neste grupo etário é controversial. No Reino Unido e Canadá não é recomendado. Por outro lado, o U.S. Preventative Services Task Force recentemente recomendou triagem de rotina em adolescentes entre 13 e 18 anos, mas não de crianças mais novas, como parte de cuidado médico regular.

Thombs acredita que dada a inacurácia de ferramentas atualmente sendo usadas, algumas crianças poderiam terminar sendo rotuladas erroneamente como deprimidas. Isto poderia levar a uma desnecessária prescrição de medicações psiquiátricas potencialmente danosas e mensagens negativas sobre a saúde mental de algumas crianças que não tem transtornos de saúde mental”. Além disso, um montante potencialmente enorme de instrumentos seria necessário para classificar quais crianças podem realmente estar deprimidas. Pesquisas sugerem que relativamente poucos preencheriam os critérios. “Estes recursos, então, não estariam disponíveis para fornecer tratamento para grandes quantidades de crianças e adolescentes que são reconhecidos como tendo severos problemas de saúde mental, mas que não recebem o cuidado adequado”.

Os pesquisadores dizem que para avaliar apropriadamente a acurácia de instrumentos de rastreamento de depressão em crianças,  são necessários estudos grandes e bem desenhados que apresentem resultados através de uma gama de notas de corte.

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Estudo Mostra o Custo Emocional para Pais que Demonstram Felicidade Quando Não Estão Felizes

Pais que ESCONDEM seus sentimentos ensinam aos filhos que não são todos os tipos de sentimentos que podemos experimentar. E isto tem um custo emocional para ambos a longo prazo.

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

New study shows emotional cost for parents who put on a happy face for their children

Como os pais se sentem quando eles regulam as suas expressões emocionais de forma que não demonstre seus verdadeiros sentimentos?  Uma recente pesquisa sugere que as tentativas dos pais para suprimir emoções negativas e amplificar as positivas durante o cuidado com os filhos pode depreciar o seu bem-estar e laços de alta qualidade entre pai-filho. Os achados foram publicados na edição de março de 2016 da revista científica Personality and Social Psychology Bulletin.

Em dois estudos, um experimental e o outro um estudo de uma eperiência diária por um período de 10 dias, os cientistas examinaram como a supressão emocional negativa dos pais e a amplificação da emoção positiva podem modelar o bem-estar pessoal dos pais e de relacionamento. Nos estudos, os pais reportaram experienciar mais baixa autenticidade, bem-estar emocional, qualidade de relacionamento e capacidade de resposta às necessidades de seus filhos quando eles suprimiram emoções negativas e amplificaram emoções positivas quando oferecem cuidado aos seus filhos.

“Ao examinar a regulação de emoções positivas e negativas em conjunto, nossos resultados podem esclarecer os efeitos únicos de usar cada estratégia”, disse a autora principal do estudo, Dra. Bonnie Le, da University of Toronto.

No primeiro experimento com 162 pais que focaram-se em recordar de experiências passadas de cuidado antes de responder a uma série de questões, os pesquisadores encontraram vários custos emocionais para os pais.

“Para os pais comuns, os achados sugerem que quando eles tentaram esconder suas expressões de emoções negativas e superexpressão de suas emoções positivas com seus filhos, realmente teve um custo: fazendo assim, pode levar os pais a sentirem-se piores com eles mesmos”, disse a co-autora Dra. Emily Impett, da University of Toronto Mississauga.

Como um seguimento para determinar se a dificuldade da situação de cuidado da criança pode influenciar os resultados, os pesquisadores usaram um grupo menor (118) de pais que forneceram respostas livres para uma questão em aberto a respeito da experiência diária de cuidado no decorrer de dez dias. Embora maior desafio para cuidar tenha levado a mais exemplos de supressão dos sentimentos negativos e amplificação dos seus sentimentos positivos, o resultado completo foi similar.

“Pais experienciaram custos quando regularam suas emoções dessa forma porque eles sentiram-se menos autênticos ou verdadeiros consigo mesmos”, disse a Dra. Le. “É importante notar que amplificar as emoções positivas foi relativamente mais custoso para engajar-se nelas, indicando que controlar as emoções de maneiras que podem parecer benéficas no contexto de cuidado para crianças pode ter um custo”.

As autoras reconhecem que embora pais possam experienciar custos para engajarem-se nestas estratégias de regulação das emoções, será importante examinar se crianças podem realmente beneficiarem-se dos esforços de seus pais para esconder emoções potencialmente nocivo e super-expressar emoções positivas.

“Os achados esclareceram sobre uma condição sob o qual a parentalidade pode estar associada com mais dor do que prazer: quando pais expressam mais emoções positivas do que eles genuinamente sentem e mascaram as emoções negativas que eles realmente sentem quando cuidam de seus filhos. Pesquisas futuras deveriam identificar mais formas adaptativas para pais regularem as emoções que permita a eles se sentirem fiéis a si mesmos e contribuírem para as experiências mais alegres e mais adequadas de parentalidade”, resumiu a Dra. Impett.

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As Drogas Psicodélicas Podem Ser Usadas Para Tratar Transtorno Mental?

Uma revisão de literatura foi realizada para responder a esta pergunta. Quer saber a resposta? Leia o texto abaixo 😉

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/06/can-psychedelic-drugs-used-treatment-mental-illness-43509

Drogas psicodélicas tais como LSD (dietilamida do ácido lisérgico), psilocibina e ketamina tem sido redescobertas por pesquisadores em neurociência e psiquiatria. Uma recente revisão na revista científica Journal of Psychopharmacology destaca os distintos efeitos terapêuticos dos psicodélicos, assim como a reavaliação atual de seu uso no tratamento de dependência, ansiedade, em pacientes terminais, depressão, cefaléias em salvas e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Uma droga psicodélica é uma droga psicoativa cuja ação primárria é alterar cognição e percepção. Desde a descoberta do LSD em 1943, drogas psicodélicas tem sido de grande interesse cientifico. Apesar da pesquisa clínica em psicodélicos ter sido suspensa na metade da década de 70 (devido a restrições regulatórias), um aumento nos padrões de qualidade metodológica, métodos neurobiológicos e de neuroimagem, assim como um interesse no interesse dos neurocientistas em experiência subjectiva, tem significado um ressurgimento de interesse.

A revisão por Tomislav Majić (Charité University Medicine, Berlin), Timo Schmidt (Free University Berlin) e Jürgen Gallinat  (University Medical Center Hamburg-Eppendorf), olharam para pesquisas clínicas atuais e re-avaliaram conceitos antigos e recentes de onde e como as substâncias psicodélicas exercem seus efeitos terapêuticos.

As principais conclusões incluíram que a ketamina é efetiva no tratamento de adição de substância, ambos através das experiências psicodélicas e é realçado de significado pessoal e significância espiritual. A Ketamina também tem sido usada para produzir efeitos anti-depressivos a curto-prazo em depressão maior e transtorno bipolar, através de sua alteração de percepção (tem sido proposto também como opção de tratamento para transtornos afetivos baseados em seus efeitos farmacológicos).

O LSD tem sido mostrado ser benéfico no tratamento de abuso de álcool quando usado em combinação com terapia.

A Psilocibina, o principal componente do assim chamado cogumelos mágicos, tem sido recentemente mostrada ser efetiva no tratamento de ansiedade em pacientes com câncer (não para reduzir dor, mas para induzir sensações de rapport e relacionamentos fortalecidos com familiares próximos e amigos). Recente pesquisa tem também enfatizado o uso terapêutico do LSD e da psilocibina para tratar cefaléias em salvas. Curiosamente, foi reportado que os efeitos terapêuticos parecem ser completamente independentes da experiência psicodélica.

A revisão reportou evidência convergente sugerindo que a neurotransmissão serotonérgica desempenha um papel-chave no mecanismos destas drogas psicodélicas – o neurotransmissor serotonina é visto como um desempenhador de um importante papel no cérebro relativo ao humor, ansiedade e felicidade.

Os achados da revisão concluíram que as drogas psicodélicas são únicas, no sentido de que elas: tem efeitos neuroquímicos e farmacodinâmicos (por exemplo: no tratamento de depressão e possivelmente TOC); dão suporte a vários tipos de psicoterapia (por exemplo: no tratamento de doença terminal); podem ser usadas para tratar dores de cabeça e outras síndromes de dor; e elas frequentemente resultam em experiências espirituais através dos quais elas podem ajudar em terapia (por exemplo: no tratamento de dependência de substância). Além disso, em contraste a medicações psiquiátricas tradicionais, elas são apenas para serem tomadas uma vez ou algumas vezes.

A revisão destaca o potencial das drogas psicodélicas para ser usada em settings clínicos, embora mais pesquisas sejam requeridas para desenvolver um entendimento mais profundo de seus efeitos terapêuticos e como elas funcionam.

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