A Influência da Crença em Deus na Vida das Pessoas

Achei essa pesquisa muito interessante e decidi compartilhar com vocês estas informações 😉

Uma nova pesquisa mostra que a crença de um pessoa em Deus é reforçada quando ela pensar sobre “o que poderia ter sido” especialmente ao refletir sobre um importante evento de vida que poderia ter dado mal. Essencialmente, o estudo mostra como os fiéis podem perceber evidência para sua convicção religiosa via processos cognitivos deliberados e racionais. O estudo “But for the Grace of God: Counterfactuals Influence Religious Belief and Images of the Divine”, foi publicado na edição de abril de 2016 da revista Social Psychological and Personality Science.

Dr. Anneke Buffone, autora principal do estudo, começou a sua pesquisa no tema porque ela “tornou-se intrigada pela questão de como as pessoas percebem Deus como uma influência ativa e confiável em suas vidas diárias. Por que é que uma vasta maioria de americanos e muitas pessoas ao redor do mundo percebem uma influência divina ou espiritual em suas vidas e  são firmes fiéis em Deus, mesmo em nosso mundo moderno, onde muitos mistérios do passado tem sido cientificamente explicados?”.

Para examinar estas percepções, a equipe de pesquisadores focou-se no pensamento contrafactual. “Contrafactuais, imaginando como a vida seria diferente se um dado evento não tivesse ocorrido, pareceu como um bom candidato devido ao seu efeito de fazer conexões inferidas entre eventos mais significativos, surpreendentes e ‘destinados a ser”, Buffone diz. “Nós especificamente exploramos como os pensamentos contrafactuais descendentes, pensamentos sobre como nossa vida seria pior se um importante evento de vida não tivesse ocorrido, pode ser uma forma no qual fiéis percebem a evidência para um Deus que está agindo para o seu benefício”.

Em seu primeiro estudo, 280 estudantes universitários escreveram uma redação no qual eles descreviam um importante evento de vida positivo ou negativo de seu passado. Foi dito para 1/3 dos participantes para pensarem sobre como a vida poderia ser melhor, a 1/3 foi pedido para imaginar como a vida poderia ser pior e para 1/3 dos participantes simplesmente descreverem o evento em maiores detalhes. Seguindo este exercício, os participantes responderam a uma série de questões relacionadas a sua valorizaçao de crenças religiosas incluindo fé, comportamento e o quanto eles sentiam a influência de Deus.

“Os resultados sugerem que o pensamento contrafactual leva os fiéis para a crença de que o evento não ocorreu por acaso e leva-os a pesquisar por uma fonte, neste caso Deus, e isto, por sua vez, leva a um aumento na fé religiosa”, afirma Buffone.

Os autores encontraram os efeitos serem mais fortes quando as pessoas pensavam sobre os eventos em uma direção contrafactual descendente, ou seja, quando eles pensavam como a vida seria pior se um evento não tivesse ocorrido.

A equipe de pesquisadores conduziu um estudo com um grupo de pessoas não-universitárias. 99 pessoas passaram por uma redação similar e um processo de questionário como no estudo anterior. Os resultados deste segundo, o estudo com os não-universitários foi consistente com aqueles do primeiro estudo.

Os autores reconheceram os limites do estudo, especialmente usando uma população americana. “Algumas importantes religiões não acreditam em uma divindade de jeito nenhum ou não acreditam em apenas uma divindade e não é claro se os efeitos do pensamento contrafactual em crença religiosa difeririam entre religiões monoteistas e politeístas assim como entre diferentes religiões de um modo mais geral”, Buffone salientou. “Além disso, indivíduos que acreditam que Deus frequentemente intervêm em assuntos humanos provavelmente serão mais afetados por reflexao contrafactual descendente do que fiéis que pensam que Deus raramente (ou nunca) interveem”.

“No final das contas, eu espero que esta pesquisa ajude fiéis e não-fiéis a entenderem os processos cognitivos envolvidos em convicção religiosa”, afirma Buffone. “A convicção religiosa não tem que ser baseada em aceitar cegamente dogmas ou escrituras, mas pode ser deduzida por processos racionais lógicos também. De um ponto de vista científico, este trabalho ajuda a explicar como a convicção pode prevalecer apesar de uma ausência de evidência física e concreta para alegações religiosas”.

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Belief in God strengthened by imagining how life would be different

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