Mensagem de Texto Pode Ajudar a Parar de Fumar?

Segundo um estudo científico, SIM!

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study reveals success of text messaging in helping smokers quit

Um novo estudo da Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine encontrou que fumantes que receberam intervenção através de mensagem de texto estavam mais propensos a parar de fumar comparado aos indivíduos do grupo controle. O artigo está publicado no Journal of Medical Internet Research mHealth and uHealth.

“O uso de tabaco é um dos principais problemas mentais globais e evitáveis e, a mensagem de texto tem a promessa de alcançar um público maior com custos mínimos e menos recursos”, disse Lori Scott-Sheldon, Ph.D., uma pesquisadora-sênior no Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine e professora associada no Departamento de psiquiatria e comportamento humano da Brown University.

Intervenções com o uso de mensagem de texto (short message service, SMS) oferece educação para a saúde, além de lembretes e apoio usando mensagens curtas. Intervenções usando SMS podem ser adaptadas para encaixar-se nas necessidades de saúde de um indivíduo em seu ambiente natural. As mensagens de apoio podem ser tão simples quanto “você pode fazer isso!” ou “seja forte”.

Usando a metanálise – que é uma técnica estatística que combina os achados de estudos independentes – os pesquisadores conduziram a mais extensiva revisão sistemática de literatura até agora. Este incluiu 20 manuscritos de 10 países com 22 intervenções usando mensagem de texto para parar de fumar.

“A evidência fornece suporte inequívoco para a eficácia de intervenções que usam mensagem de texto para reduzir o comportamento de fumar, mas mais pesquisas são necessárias para entender para quem elas funcionam, sob quais condições e por quê”, disse Scott-Sheldon.

A co-autora Beth Bock, Ph.D., pesquisadora-sênior do Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine e professora do departmento de psiquiatria e comportamento humano da Brown University, acrescentou: “mensagem de texto é um método de comunicação largamente preferido com profunda penetração em diversos grupos. Uma ampla disponibilidade de um programa atrativo e efetivo para parar de fumar pode exercer um impacto forte e sustentável na saúde pública”.

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Um Estudo Aponta que Apenas Metade das Prescrições de Antidepressivos são para Depressão

Os antidepressivos, em sua grande maioria, realmente ajudam os pacientes a melhorar da depressão; contudo, eu mesma já vi várias pessoas tomando antidepressivos sem indicação 😦

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study: Only half of antidepressant prescriptions are for depression

Em um estudo publicado na edição de maio da revista científica JAMA, Jenna Wong, M.Sc., da McGill University, que fica em Montreal, no Canadá, e colaboradores, analisaram as indicações de antidepressivos para tratamentos e avaliaram tendências em prescrições de antidepressivos para depressão.

O uso de antidepressivo nos Estados Unidos tem crescido ao longo das últimas duas décadas. Uma razão alegada para esta tendência é que os clínicos gerais estão cada vez mais prescrevendo antidepressivos para indicações não-depressivas, incluindo indicações  não-aprovadas e que não tenham sido avaliadas por agências reguladoras. Para este estudo, os pesquisadores utilizaram dados de um registro médico eletrônico e o sistema de prescrição que tinha sido usado por clínicos gerais em comunidades, que recebem remuneração por serviço prestado nos arredores de dois grandes centros urbanos em Quebec, no Canadá.

O estudo incluiu prescrições para adultos entre janeiro de 2006 e setembro de 2015 e para todos os antidepressivos, exceto os inibidores da monoaminoxidase. Médicos que participaram no estudo tiveram que documentar, pelo menos, uma indicação de tratamento por prescrição usando uma caixa de seleção contendo uma lista de indicações ou digitar a(a) indicação(ções).

Durante o período do estudo, foram realizadas 101.759 prescrições de antidepressivos (6% de todas as prescrições) por 158 médicos para 19.734 pacientes. Apenas 55% das prescrições de antidepressivos foram indicadas para depressão. Médicos também prescreveram antidepressivos para transtornos ansiosos (18,5%), insônia (10%), dor (6%) e doenças do pânico (4%). Para 29% de todas as prescrições de antidepressivos (66% das prescrições não para depressão), os médicos prescreveram uma medicação para uma indicação não-aprovada/indicada, especialmente para insônia e dor.

Médicos também prescreveram antidepressivos para várias indicações que não eram aprovadas/indicadas para todos os antidepressivos, incluindo enxaqueca, sintomas vasomotores de menopausa, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e transtornos do sistema digestivo.

“Os achados indicam que a mera presença de uma prescrição de um antidepressivo é um baixo indicador para o tratamento de depressão e eles enfatizaram a necessidade de avaliar a evidência apoiando o uso de antidepressivos sem aprovação/indicação”, os autores escreveram.

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