Assistir Desenhos Animados Poderia Ajudar as Crianças a Superar a Ansiedade de Tratamento Dentário

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/watching-cartoons-could-help-children-overcome-anxiety-of-dental-treatment-44217

Assistir desenhos animados através de óculos de tela virtual durante o tratamento dental poderia ajudar a reduzir a ansiedade e a angústia das crianças, assim como reduzir o comportamento disruptivo, de acordo com um ensaio controlado e randomizado publicado no Acta Odontologia Scandinavica.

A ansiedade sobre visitar o dentista e durante o tratamento é comum em crianças. Estimativas sugerem que 1 em cada 5 crianças em idade escolar tem medo de dentistas. Crianças com fobia a dentista acabam experienciando mais dor dental e são pacientes mais difíceis durante o tratamento. Embora estudos já tenham mostrado que a distração audiovisual (por exemplo: jogar videogames e assistir TV) pode ser uma ferramenta bem-sucedida para minimizar a angústia e a percepção de dor durante os curtos procedimentos médicos invasivos, a questão de se a distração é benéfica durante procedimentos dentários é ainda debatida calorosamente. Pesquisas até agora têm produzido resultados conflitivos.

Neste estudo, 56 crianças ‘não-cooperativas’ (na faixa etária de 7 a 9 anos de idade) compareceram a uma clínica dental na Royal College of Dentistry, na King Saud University, na Arábia Saudita, onde  foram randomicamente alocadas para receber distração audiovisual (assistir seus desenhos animados favoritos usando o sistema de óculos virtual Merlin i-theatre™) ou nenhuma distração (grupo controle). Crianças submeteram-se a três visitas separadas de tratamento (máximo 30 minutos) envolvendo um exame oral, injeção com anestésico local e restauração do dente. Os pesquisadores mediram os níveis de ansiedade e  comportamento cooperativo das crianças durante cada visita usando uma escala de ansiedade e escala de comportamento, monitoraram em cada criança os sinais vitais, pressão arterial e pulso (medidas indiretas de ansiedade). As crianças também classificaram sua própria ansiedade e dor durante cada procedimento.

Durante o tratamento, as crianças no grupo de distração exibiram ansiedade significantemente menor e mostraram mais cooperação do que aqueles no grupo controle, particularmente durante a injeção de anestésico local. Além disso, a média de frequência cardíaca das crianças no grupo controle foi significantemente maior durante a injeção, comparada com crianças do grupo de distração. Contudo, as próprias crianças não reportaram diferenças na dor e ansiedade relacionada ao tratamento.

Os autores concluíram que a distração audiovisual parece ser uma técnica útil para acalmar as crianças e assegurar que possa ser dado a elas o tratamento dental que elas necessitam. Entretanto, eles advertem que, por causa do número limitado de participantes, estudos adicionais maiores serão necessários em settings de clínica geral para confirmar o valor desta ferramenta de distração audiovisual.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

Deixe um comentário