Estudo Mostra o Custo Emocional para Pais que Demonstram Felicidade Quando Não Estão Felizes

Pais que ESCONDEM seus sentimentos ensinam aos filhos que não são todos os tipos de sentimentos que podemos experimentar. E isto tem um custo emocional para ambos a longo prazo.

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

New study shows emotional cost for parents who put on a happy face for their children

Como os pais se sentem quando eles regulam as suas expressões emocionais de forma que não demonstre seus verdadeiros sentimentos?  Uma recente pesquisa sugere que as tentativas dos pais para suprimir emoções negativas e amplificar as positivas durante o cuidado com os filhos pode depreciar o seu bem-estar e laços de alta qualidade entre pai-filho. Os achados foram publicados na edição de março de 2016 da revista científica Personality and Social Psychology Bulletin.

Em dois estudos, um experimental e o outro um estudo de uma eperiência diária por um período de 10 dias, os cientistas examinaram como a supressão emocional negativa dos pais e a amplificação da emoção positiva podem modelar o bem-estar pessoal dos pais e de relacionamento. Nos estudos, os pais reportaram experienciar mais baixa autenticidade, bem-estar emocional, qualidade de relacionamento e capacidade de resposta às necessidades de seus filhos quando eles suprimiram emoções negativas e amplificaram emoções positivas quando oferecem cuidado aos seus filhos.

“Ao examinar a regulação de emoções positivas e negativas em conjunto, nossos resultados podem esclarecer os efeitos únicos de usar cada estratégia”, disse a autora principal do estudo, Dra. Bonnie Le, da University of Toronto.

No primeiro experimento com 162 pais que focaram-se em recordar de experiências passadas de cuidado antes de responder a uma série de questões, os pesquisadores encontraram vários custos emocionais para os pais.

“Para os pais comuns, os achados sugerem que quando eles tentaram esconder suas expressões de emoções negativas e superexpressão de suas emoções positivas com seus filhos, realmente teve um custo: fazendo assim, pode levar os pais a sentirem-se piores com eles mesmos”, disse a co-autora Dra. Emily Impett, da University of Toronto Mississauga.

Como um seguimento para determinar se a dificuldade da situação de cuidado da criança pode influenciar os resultados, os pesquisadores usaram um grupo menor (118) de pais que forneceram respostas livres para uma questão em aberto a respeito da experiência diária de cuidado no decorrer de dez dias. Embora maior desafio para cuidar tenha levado a mais exemplos de supressão dos sentimentos negativos e amplificação dos seus sentimentos positivos, o resultado completo foi similar.

“Pais experienciaram custos quando regularam suas emoções dessa forma porque eles sentiram-se menos autênticos ou verdadeiros consigo mesmos”, disse a Dra. Le. “É importante notar que amplificar as emoções positivas foi relativamente mais custoso para engajar-se nelas, indicando que controlar as emoções de maneiras que podem parecer benéficas no contexto de cuidado para crianças pode ter um custo”.

As autoras reconhecem que embora pais possam experienciar custos para engajarem-se nestas estratégias de regulação das emoções, será importante examinar se crianças podem realmente beneficiarem-se dos esforços de seus pais para esconder emoções potencialmente nocivo e super-expressar emoções positivas.

“Os achados esclareceram sobre uma condição sob o qual a parentalidade pode estar associada com mais dor do que prazer: quando pais expressam mais emoções positivas do que eles genuinamente sentem e mascaram as emoções negativas que eles realmente sentem quando cuidam de seus filhos. Pesquisas futuras deveriam identificar mais formas adaptativas para pais regularem as emoções que permita a eles se sentirem fiéis a si mesmos e contribuírem para as experiências mais alegres e mais adequadas de parentalidade”, resumiu a Dra. Impett.

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