Uma revisão de literatura foi realizada para responder a esta pergunta. Quer saber a resposta? Leia o texto abaixo 😉
O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:
http://www.psypost.org/2016/06/can-psychedelic-drugs-used-treatment-mental-illness-43509
Drogas psicodélicas tais como LSD (dietilamida do ácido lisérgico), psilocibina e ketamina tem sido redescobertas por pesquisadores em neurociência e psiquiatria. Uma recente revisão na revista científica Journal of Psychopharmacology destaca os distintos efeitos terapêuticos dos psicodélicos, assim como a reavaliação atual de seu uso no tratamento de dependência, ansiedade, em pacientes terminais, depressão, cefaléias em salvas e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
Uma droga psicodélica é uma droga psicoativa cuja ação primárria é alterar cognição e percepção. Desde a descoberta do LSD em 1943, drogas psicodélicas tem sido de grande interesse cientifico. Apesar da pesquisa clínica em psicodélicos ter sido suspensa na metade da década de 70 (devido a restrições regulatórias), um aumento nos padrões de qualidade metodológica, métodos neurobiológicos e de neuroimagem, assim como um interesse no interesse dos neurocientistas em experiência subjectiva, tem significado um ressurgimento de interesse.
A revisão por Tomislav Majić (Charité University Medicine, Berlin), Timo Schmidt (Free University Berlin) e Jürgen Gallinat (University Medical Center Hamburg-Eppendorf), olharam para pesquisas clínicas atuais e re-avaliaram conceitos antigos e recentes de onde e como as substâncias psicodélicas exercem seus efeitos terapêuticos.
As principais conclusões incluíram que a ketamina é efetiva no tratamento de adição de substância, ambos através das experiências psicodélicas e é realçado de significado pessoal e significância espiritual. A Ketamina também tem sido usada para produzir efeitos anti-depressivos a curto-prazo em depressão maior e transtorno bipolar, através de sua alteração de percepção (tem sido proposto também como opção de tratamento para transtornos afetivos baseados em seus efeitos farmacológicos).
O LSD tem sido mostrado ser benéfico no tratamento de abuso de álcool quando usado em combinação com terapia.
A Psilocibina, o principal componente do assim chamado cogumelos mágicos, tem sido recentemente mostrada ser efetiva no tratamento de ansiedade em pacientes com câncer (não para reduzir dor, mas para induzir sensações de rapport e relacionamentos fortalecidos com familiares próximos e amigos). Recente pesquisa tem também enfatizado o uso terapêutico do LSD e da psilocibina para tratar cefaléias em salvas. Curiosamente, foi reportado que os efeitos terapêuticos parecem ser completamente independentes da experiência psicodélica.
A revisão reportou evidência convergente sugerindo que a neurotransmissão serotonérgica desempenha um papel-chave no mecanismos destas drogas psicodélicas – o neurotransmissor serotonina é visto como um desempenhador de um importante papel no cérebro relativo ao humor, ansiedade e felicidade.
Os achados da revisão concluíram que as drogas psicodélicas são únicas, no sentido de que elas: tem efeitos neuroquímicos e farmacodinâmicos (por exemplo: no tratamento de depressão e possivelmente TOC); dão suporte a vários tipos de psicoterapia (por exemplo: no tratamento de doença terminal); podem ser usadas para tratar dores de cabeça e outras síndromes de dor; e elas frequentemente resultam em experiências espirituais através dos quais elas podem ajudar em terapia (por exemplo: no tratamento de dependência de substância). Além disso, em contraste a medicações psiquiátricas tradicionais, elas são apenas para serem tomadas uma vez ou algumas vezes.
A revisão destaca o potencial das drogas psicodélicas para ser usada em settings clínicos, embora mais pesquisas sejam requeridas para desenvolver um entendimento mais profundo de seus efeitos terapêuticos e como elas funcionam.

Dizem que doença mental não tem cura, será?
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