O Paciente Suicida e o Acesso a Armas de Fogo

Apenas aproximadamente metade dos pacientes suicidas pediram se poderiam ter acesso a armas de fogo. Atenção profissionais de saúde e familiares sobre as informações abaixo!

 

Apesar das recomendações nacionais estimularem os médicos que trabalham em serviços de emergência a perguntar a pacientes suicidas se eles tem acesso a armas de fogo ou outros implementos letais, apenas metade deles, na verdade, tiveram acesso, de acordo com um novo estudo de pesquisadores da University of Colorado Anschutz Medical Campus.

Os pesquisadores entrevistaram 1,358 pacientes de oito serviços de emergência em sete estados que tinham tentado suicídio ou estavam pensando sobre isso. “Nós perguntamos aos pacientes sobre o seu acesso a armas de fogo e então revisamos os seus prontuários”, disse a autora principal do estudo, Emmy Betz, MD, MPH, da University of Colorado School of Medicine. “Nós encontramos que, em aproximadamente 50% de casos, não há documentação por parte do médico se alguém perguntou aos pacientes sobre o acesso a armas de fogo. Isso significa que há um grande grupo de pacientes no qual nós estamos perdendo a chance de intervir”.

Uns 25% de pacientes potencialmente suicidas que disseram que tinham armas em casa mantinham pelo menos uma delas carregada de balas e destravada. Metade deles tinha fácil acesso a armas que colocavam-os em risco para futuros suicídios.

De acordo com o estudo, publicado na revista científica Depression and Anxiety, serviços de emergência (SE) são um local-chave para a prevenção de suicídio com 8% de pacientes admitidos por tentar o suicídio, por ter ‘ideação suicída’ ou pensamentos de acabar com a própria vida.

“Múltiplas visitas ao SE parece ser um fator de risco para o suicídio e muitas vítimas de suicídio são vistas no SE logo antes de sua morte”, o estudo disse. “Baseado em modelos usando dados estatísticos de estudos nacionais, intervenções baseadas em SE podem ajudar anualmente a diminuir mortes por suicídio em 20%”. Entretanto, estudos anteriores sugerem que médicos de SE são céticos sobre a efetividade de tal intervenção e não perguntam ou aconselham pacientes sobre o seu acesso a meios letais de terminar suas vidas uma vez que eles deixam o hospital.

Este estudo parece confirmar isso. “Esta taxa de avaliação é falha apesar das diretrizes nacionais recomendarem que todos os pacientes suicidas recebam aconselhamento psicológico sobre reduzir o acesso a armas de fogo e outros meios letais”, Betz diz. “A avaliação de acesso a meios letais é importante tanto para avaliação geral de risco quanto para planejamento de segurança para pacientes que estão tendo alta”.

Embora seja difícil controlar o acesso a objetos cortantes, materiais para enforcamento e medicação dada a sua abrangente disponibilidade, pacientes com fácil acesso a armas de fogo estão particularmente em alto risco.

Aqueles que cometem suicídio frequentemente fazem isto minutos após tomarem essa decisão. E aproximadamente 90% de suicídios com armas de fogo são fatais comparados com 2% de overdoses por medicação.

Betz afirma que médicos poderiam traçar um plano com os familiares destes pacientes. Eles poderiam pedir a eles para trancar armas de fogo ou removê-las da casa por um período de tempo.

Alguns médicos mostram-se relutantes quanto a perguntar aos seus pacientes sobre isto porque eles não sabem se deveriam e se o fazem, o que fazer com a informação. “É lícito e apropriado perguntar sobre isto quando é relevante tanto quanto é no caso de tentativas de suicídio ou ideação suicida”, afirma Betz. “Fazendo isso de uma forma respeitosa e  não-julgadora, ela será geralmente bem recebida. Ainda assim, não há muito treino nisto. Como consequência, nós estamos perdendo a chance de salvar muitas vidas”.

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Only about half of suicidal patients asked if they have access to firearms

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A Influência da Crença em Deus na Vida das Pessoas

Achei essa pesquisa muito interessante e decidi compartilhar com vocês estas informações 😉

Uma nova pesquisa mostra que a crença de um pessoa em Deus é reforçada quando ela pensar sobre “o que poderia ter sido” especialmente ao refletir sobre um importante evento de vida que poderia ter dado mal. Essencialmente, o estudo mostra como os fiéis podem perceber evidência para sua convicção religiosa via processos cognitivos deliberados e racionais. O estudo “But for the Grace of God: Counterfactuals Influence Religious Belief and Images of the Divine”, foi publicado na edição de abril de 2016 da revista Social Psychological and Personality Science.

Dr. Anneke Buffone, autora principal do estudo, começou a sua pesquisa no tema porque ela “tornou-se intrigada pela questão de como as pessoas percebem Deus como uma influência ativa e confiável em suas vidas diárias. Por que é que uma vasta maioria de americanos e muitas pessoas ao redor do mundo percebem uma influência divina ou espiritual em suas vidas e  são firmes fiéis em Deus, mesmo em nosso mundo moderno, onde muitos mistérios do passado tem sido cientificamente explicados?”.

Para examinar estas percepções, a equipe de pesquisadores focou-se no pensamento contrafactual. “Contrafactuais, imaginando como a vida seria diferente se um dado evento não tivesse ocorrido, pareceu como um bom candidato devido ao seu efeito de fazer conexões inferidas entre eventos mais significativos, surpreendentes e ‘destinados a ser”, Buffone diz. “Nós especificamente exploramos como os pensamentos contrafactuais descendentes, pensamentos sobre como nossa vida seria pior se um importante evento de vida não tivesse ocorrido, pode ser uma forma no qual fiéis percebem a evidência para um Deus que está agindo para o seu benefício”.

Em seu primeiro estudo, 280 estudantes universitários escreveram uma redação no qual eles descreviam um importante evento de vida positivo ou negativo de seu passado. Foi dito para 1/3 dos participantes para pensarem sobre como a vida poderia ser melhor, a 1/3 foi pedido para imaginar como a vida poderia ser pior e para 1/3 dos participantes simplesmente descreverem o evento em maiores detalhes. Seguindo este exercício, os participantes responderam a uma série de questões relacionadas a sua valorizaçao de crenças religiosas incluindo fé, comportamento e o quanto eles sentiam a influência de Deus.

“Os resultados sugerem que o pensamento contrafactual leva os fiéis para a crença de que o evento não ocorreu por acaso e leva-os a pesquisar por uma fonte, neste caso Deus, e isto, por sua vez, leva a um aumento na fé religiosa”, afirma Buffone.

Os autores encontraram os efeitos serem mais fortes quando as pessoas pensavam sobre os eventos em uma direção contrafactual descendente, ou seja, quando eles pensavam como a vida seria pior se um evento não tivesse ocorrido.

A equipe de pesquisadores conduziu um estudo com um grupo de pessoas não-universitárias. 99 pessoas passaram por uma redação similar e um processo de questionário como no estudo anterior. Os resultados deste segundo, o estudo com os não-universitários foi consistente com aqueles do primeiro estudo.

Os autores reconheceram os limites do estudo, especialmente usando uma população americana. “Algumas importantes religiões não acreditam em uma divindade de jeito nenhum ou não acreditam em apenas uma divindade e não é claro se os efeitos do pensamento contrafactual em crença religiosa difeririam entre religiões monoteistas e politeístas assim como entre diferentes religiões de um modo mais geral”, Buffone salientou. “Além disso, indivíduos que acreditam que Deus frequentemente intervêm em assuntos humanos provavelmente serão mais afetados por reflexao contrafactual descendente do que fiéis que pensam que Deus raramente (ou nunca) interveem”.

“No final das contas, eu espero que esta pesquisa ajude fiéis e não-fiéis a entenderem os processos cognitivos envolvidos em convicção religiosa”, afirma Buffone. “A convicção religiosa não tem que ser baseada em aceitar cegamente dogmas ou escrituras, mas pode ser deduzida por processos racionais lógicos também. De um ponto de vista científico, este trabalho ajuda a explicar como a convicção pode prevalecer apesar de uma ausência de evidência física e concreta para alegações religiosas”.

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Belief in God strengthened by imagining how life would be different

O Nosso Nível de Sabedoria Depende da Situação?

Segundo uma recente pesquisa, a resposta é SIM!

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study finds that our level of wisdom varies depending on the situation

Embora possamos pensar que algumas pessoas são sempre sábias, nós, na verdade, demonstramos diferentes níveis de sabedoria de uma situação para a próxima e fatores tais como se nós estamos sozinhos ou com amigos pode afetar isso, de acordo com uma nova pesquisa da University of Waterloo.

O estudo define o raciocínio sábio como uma combinação de tais habilidades como humildade intelectual, consideração pela perspectiva dos outros e procura por comprometimento. O trabalho aparece na revista científica Social Psychological and Personality Science. “Esta pesquisa não descarta que há um componente de personalidade para a sabedoria, mas isso não é a o panorama geral”, disse o professor Igor Grossmann, do departamento de psicologia da Waterloo e autor principal do artigo científico: “situações da vida diária afetam a nossa personalidade e a capacidade para raciocinar sabiamente”.

A observação de que o raciocínio sábio varia dramaticamente através de situações do quotidiano sugere que embora ela flutue, a sabedoria pode não ser tão rara quanto nós pensamos. Além disso, para diferentes indivíduos, apenas certas situações podem promover esta qualidade. “Há muitos exemplos onde pessoas conhecidas por sua competência crítica ou expertise em ética parecem cair nas garras da ausência de tais competências ou morais. O presente achado sugere que esses exemplos não são uma anomalidade”, disse Grossmann. “Nós não podemos sempre estar no topo do jogo em termos de tendências relacionadas a sabedoria e pode ser perigoso generalizar baseado no e se as pessoas mostram sabedoria em sua vida pessoal ou quando ensinar aos outros na sala de aula”.

Ao examinar condições e situações sob a qual as pessoas podem ou não mostrar sabedoria em suas vidas, os pesquisadores e profissionais podem aprender mais sobre situações promovendo sabedoria na vida diária e reprodução dessas situações.

Para o próximo estágio deste trabalho, Grossmann e sua equipe estão preparando um instrumento para avaliar a sabedoria de acordo com a situação. Eles tem planos para realizar o primeiro estudo longitudinal já realizado visando ensinar as pessoas a raciocinarem sabiamente em suas próprias vidas.

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O seu Sono Afeta o seu Relacionamento Marital?

Segundo uma pesquisa, SIM! 😉

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/the-amount-of-sleep-you-get-could-affect-your-marital-mindset-44308

Um novo estudo realizado por dois pesquisadores da Florida State University encontrou que quando maridos e esposas conseguem dormir mais do que a média do que se costuma dormir, eles ficam mais satisfeitos com seus casamentos, pelo menos no dia seguinte. A pesquisa foi conduzida pelo professor de psicologia da FSU – Jim McNulty – e a estudante de pós-graduação Heather Maranges.

“A universalidade de nossos achados é importante”, Maranges diz. “Quer dizer, nós sabemos que todas as pessoas precisam dormir. Independente do estágio em que o casal está em seu relacionamento ou do contexto cultural no qual eles estãoinseridos, cada indivíduo que forma o casal poderia ser negativamente afetado por não conseguir dormir o suficiente”.

O artigo científico: “The Rested Relationship: Sleep Benefits in Marital Evaluations” foi publicado na edição de julho de 2016 do Journal of Family Psychology. Ele enfatiza a importância de dormir já que dormir está relacionado a auto-regulação ou o auto-controle, que influencia como os casais casados sentem-se e pensam sobre o seu parceiro. O auto-controle requer energia que pode ser reconstituída quando os nossos corpos estão no período de descanso conhecido como sono. Em outras palavras, o sono oferece benefícios auto-regulatórios para os relacionamentos.

“Até 1/3 de adultos casados ou morando juntos reportam que problemas de sono atrapalham o seu relacionamento”, os pesquisadores escreveram no artigo científico.

Outros estudos de sono têm indicado que, mesmo a privação parcial do sono pode ter efeitos danosos em processos que requerem auto-regulação, como avaliar como você se sente sobre o seu(sua) parceiro(a). Contudo, resultados neste estudo revelaram que as diferenças dentre a duração do sono dos casais não estava associada com as diferenças na satisfação marital. Ou seja, porque um casal consegue dormir mais do que o outro não significa que o casal que experienciou mais sono viu seu casamento de forma mais favorável.

Maranges e McNulty conduziram sua pesquisa com 68 casados recém-casados. Ao longo de um período de sete dias, casais registraram o número de horas que eles dormiram e então responderam a dois grupos de questões em uma escala de 1 (nada satisfeito(a)) a 7 (extremamente satisfeito).

O primeiro grupo mediu satisfação geral no relacionamento, pedindo aos maridos e esposas para responderam a questões tais como: “o quanto você estava satisfeito(a) com o seu casamento hoje?”. O outro grupo focou-se nas experiências de relacionamento em noves áreas, incluindo afazeres domésticos, a quantidade de tempo passado juntos e a resolução de conflitos.

Especialmente os maridos foram menos negativamente afetados pelas más experiências naquelas nove áreas quando conseguiram dormir mais. Quer dizer, dormir atenuou os efeitos de específicos eventos negativos e avaliações em sua mais abrangente e mais geral satisfação com os casamentos deles.

Até que o estudo possa ser repetido para uma variedade mais ampla de casais, os pesquisadores disseram que vários fatores limitam as conclusões que podem ser provenientes de seus achados. Por exemplo, os casais examinados foram primariamente brancos, tinham estado casados menos do que seis meses e em média tinham 24 anos de idade. Eles também disseram que as medidas de qualidade de sono forneceriam mais testes rigorosos da associação entre o sono e a satisfação marital.

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27 de Agosto: Dia do Psicólogo

Este já é o décimo sétimo dia do Psicólogo que eu comemoro 🙂

Eu ainda consigo me lembrar do primeiro, eu…recém-formada e cheia de sonhos e expectativas na bagagem.

Aquela jovem de 23 anos que achava que seria arqueóloga e que caiu de pára-quedas no curso de Psicologia (por influência de uma amiga).

Aquela jovem que, já no primeiro semestre do curso, viu que o conhecimento adquirido tinha tudo a ver com a sua forma de ver o mundo e que, SIM, poderia tornar-se sua profissão ajudar ao próximo 😉

Aquela jovem que “sacrificou” vários momentos de sua vida social/pessoal para adquirir conhecimento que, HOJE, é tão útil.

Aquela que já chegou a ser uma WORKAHOLIC… e hoje, sabe que todo esse INVESTIMENTO (emocional e financeiro) valeu à pena.

Aquela que sente muita gratificação ao ouvir de um paciente o QUANTO o seu trabalho ajudou a mudar (para melhor) a vida daquela pessoa (e por consequência, das pessoas à volta dela). Isso é algo que não tem preço!

Aquela que é muito grata a todos os MESTRES que passaram pela minha vida profissional e que a ensinaram a ser a profissional que é hoje.

Aquela que é grata a todos os pacientes que a ESCOLHERAM como ferramenta de mudança.

Aquela que busca sempre dividir o seu conhecimento com alunos e supervisionandos, tendo como meta sempre apresentar material baseado em evidência.

Aquela que já recebeu muitas oportunidades ao longo de sua carreira e que, NUNCA vai conseguir deixar de atuar na área que mais tem paixão: a SAÚDE MENTAL.

E hoje, nesse dia tão especial para mim, quero dar os parabéns a todos aqueles profissionais que comemoram hoje esse dia comigo 😉

PARABÉNS, PSICÓLOGO! ❤

Dois em Cada Cinco Indivíduos com Esquizofrenia já Tentaram o Suicídio

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Two in 5 individuals with schizophrenia have attempted suicide

Um novo estudo da University of Toronto (U of T) encontrou que aqueles indivíduos com esquizofrenia que haviam sido abusados fisicamente durante a infância foram cinco vezes mais propensos a tentarem o suicídio.

A prevalência ao longo da vida de tentativas de suicídio entre indivíduos com esquizofrenia foi de 39,2% comparado a 2,8% daqueles sem o transtorno, de acordo com o estudo. “Mesmo após levar em consideração a maioria dos fatores de risco conhecidos para tentativas de suicídio, aqueles com esquizofrenia tinham seis vezes a probabilidade de ter tentado o suicídio em comparação com aqueles sem esquizofrenia”, reportou a autora principal do estudo, a professora Esme Fuller-Thomson e Sandra Rotman, da University of Toronto.

O estudo examinou uma amostra representativa de 21.744 canadenses de comunidade desfavorecida, do qual 101 reportaram que tinham sido diagnosticados com esquizofrenia. Dados foram extraídos de uma pesquisa de 2012 sobre a saúde mental da comunidade canadense.

“Quando nós focamos apenas nos 101 indivíduos com esquizofrenia, nós encontramos que mulheres e aquelas com um histórico de abuso de droga ou álcoool e/ou  transtorno depressivo maior estavam muito mais propensos para ter tentado o suicídio”, disse a co-autora Bailey Hollister.

De particular preocupação, indivíduos com esquizofrenia que reportaram que tinham sido abusados fisicamente durante a infância, foram cinco vezes mais propensos a ter tentado o suicídio e adversidades precoces explicadas 24% da variabilidade em tentativas de suicidio, disse os autores.

“Claramente, aqueles com esquizofrenia são uma população extremamente vulnerável. Conhecimento do risco adicionado de tentativas de suicídio associadas com abuso na infância e abuso de substância poderia ajudar terapeutas a melhorar mirar e atingir esta população”, disse Fuller-Thomson

O artigo foi publicado online na revista científica Schizophrenia Research and Treatment.

 

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Por Que Será Que os Antidepressivos Demoram Tanto para Fazer Efeito?

Este tipo de informação é importante não só para o paciente, mas também para o terapeuta que está tratando um paciente que encontra-se em uso de antidepressivos.

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/07/antidepressants-take-long-work-44061

Um episódio de depressão maior pode ser paralisante, prejudicando a capacidade para dormir, trabalhar ou comer. Em casos severos, o transtorno de humor pode levar ao suicídio. Mas as medicações disponíveis para tratar depressão,  que pode afetar um em cada seis americanos em sua vida, pode levar semanas ou até meses para começar a funcionar.

Pesquisadores da University of Illinois, em Chicago, descobriram uma razão para as medicações levarem muito tempo para funcionar e seus achados poderiam ajudar os cientistas a desenvolverem, no futuro, medicações com ações mais rápidas. A pesquisa foi publicada na revista científica Journal of Biological Chemistry.

O neurocientista Mark Rasenick, da UIC College of Medicine e seus colaboradores identificaram um mecanismo de ação previamente desconhecido para inibidores seletivos da recaptação de serotonina, ou ISRS, o tipo de antidepressivo mais comumente prescrito. Pensava-se que, para funcionar ao prevenir a reabsorção da serotonina de volta nas células nervosas, os ISRSs também acumulavam-se em áreas da membrana celular chamada lipid rafts (balsas lipídicas). Mas Rasenick observou, e o acúmulo estava associado com níveis diminuídos de uma importante molécula sinalizadora nos rafts.

“Isso tem sido um quebra-cabeça há bastante tempo, porque os antidepressivos ISRS podem levar até dois meses para começarem a reduzir sintomas e, especialmente porque nós sabemos que eles ligam-se aos seus alvos dentro de minutos”, disse Rasenick, prestigiado professor de fisiologia, biofísica e psiquiatria da UIC. “Nós pensamos que talvez estas medicações tenham um sítio de ligação alternativo que é importante na ação das medicações para reduzir sintomas depressivos”.

Acredita-se que a serotonina está em falta (escassa) em pessoas com depressão. Os ISRSs ligam-se aos transportadores de serotonina – estruturas contidas dentro das membranas de célula nervosas que permitem que a serotonina possa entrar e sair das células nervosas, uma vez que elas comunicam-se umas com as outras. Os ISRSs bloqueiam o transportador de serotonina que é liberada no espaço entre neurônios – a sinapse – de volta aos neurônios, mantendo mais dos neurotransmissores disponíveis na sinapse, amplificando seus efeitos e reduzindo sintomas de depressão.

Rasenick há muito tempo suspeitava que a resposta atrasada da droga envolvia certa transmissão de sinais moleculares em membranas de células nervosas chamadas proteínas G. Pesquisas anteriores realizadas por ele e seus colaboradores mostraram que, em pessoas com depressão, as proteínas G tendiam a reunir-se em lipid rafts, áreas das membranas rica em colesterol. Presas nos rafts, as proteínas G não dispõem de acesso a uma molécula chamada AMP cíclica, que elas necessitam para funcionar. O sinal enfraquecido poderia ser porque as pessoas com depressão estão “insensíveis” ao seu ambiente, Rasenick justificou.

No laboratório, Rasenick banhou células da glia (do rato), um tipo de célula cerebral, com diferentes ISRSs, e colocou as proteínas G dentro da membrana celular. Ele encontrou que eles acumularam-se nos lipid rafts ao longo do tempo — e como consequência, as proteínas G nos rafts reduziram.

“O processo mostrou um intervalo de tempo consistente com outras ações celulares de antidepressivos”, Rasenick afirmou. “É provável que este efeito no movimento das proteínas G para fora dos lipid rafts em direção a regiões da membrana celular onde eles são melhor capazes de funcionar é a razão do porquê estes antidepressivos demoram tanto para funcionar”.

O achado, ele disse, sugere como estas medicações poderiam ser melhoradas. “Determinar o exato sítio de ligação poderia contribuir para o desenho de novos antidepressivos que aceleraram a migração de proteínas G fora dos lipid rafts, de modo que os efeitos dos antidepressivos poderiam começar a ser sentidos mais cedo”.

Rasenick já sabe um pouco sobre o sítio de ligação do lipid raft. Quando ele encharcou os neurônios do rato com um ISRS chamado escitalopram e uma molécula que foi seu espelho (reflexo), apenas a parte do lado direito ligou-se ao lipid raft“Esta mudança mínima na molécula previne-a de ligar-se, de forma que pode ajudar a restringir algumas das características do sítio de ligação”, Rasenick afirmou.

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Características Psicológicas Predizem o Comportamento de “Novas Mães” no Facebook

Esta é mais uma daquelas pesquisas que mostram como as mídias sociais podem afetar a nossa vida. Ainda há a necessidade de mais pesquisas na área para que possamos generalizar os resultados 😉

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

The psychological characteristics that predict which new moms post the most on Facebook

Um estudo mostra quais características psicológicas de algumas novas mamães podem afetar como elas usam o Facebook para mostrar o seu bebê.

O estudo olhou para um específico grupo de mães – altamente instruídas (cultas), a maioria mulheres casadas, da região do meio-oeste e que tinham empregos de tempo integral – e encontrou que aquelas que sentiam pressão da sociedade para serem mães perfeitas e que identificavam-se fortemente com seu papel materno, postaram no Facebook mais frequentemente do que outras .

Estas mesmas mães que postaram muito frequentemente também reportaram reações emocionais mais fortes para comentários nas fotos que elas postaram de seu novo bebê – tal como sentir-se mal se elas não conseguiam bastante comentários positivos.

Embora muitas novas mães sejam ativas no Facebook, estes resultados sugerem que algumas parecem ser mais atraídas pelo site do que outras e podem usá-lo de formas não tão saudáveis, disse Sarah Schoppe-Sullivan, autora principal do estudo e professora de ciências humanas da Ohio State University. “Se uma mãe está postando no Facebook para conseguir afirmação de que está fazendo um bom trabalho e não consegue todas as “curtidas” e comentários positivos que estava esperando, isso poderia ser um problema. Ela pode acabar sentindo-se pior”, Schoppe-Sullivan disse.

Na verdade, aquelas mães que postam mais no Facebook tendem a reportar mais sintomas depressivos após nove meses de maternidade do que outras mães.

“A mensagem do estudo não é de que o Facebook é necessariamente prejudicial – mas que usar o Facebook pode não ser uma plataforma efetiva para mulheres que buscam e ganham validação externa de que são boas mães”, disse Jill Yavorsky, co-autora do estudo e doutoranda de sociologia da Ohio State.

O estudo está disponível online na revista científica Sex Roles.

Os pesquisadores usaram dados do New Parents Project, um estudo de longo-prazo, co-liderado por Schoppe-Sullivan, que está investigando como casais (onde os dois cônjuges trabalham), ajustam-se para tornarem-se pais pela primeira vez. Ao todo, 127 mães de Ohio participaram neste estudo.

Como a amostra inclui principalmente mulheres altamente instruídas (de casais onde os dois cônjuges trabalham), os resultados podem não servir para todas as novas mães, especialmente para aquelas que não trabalham fora de casa, Schoppe-Sullivan afirmou.

Quando as mulheres estavam em seu terceiro trimestre de gravidez, os pesquisadores mensuraram o quanto elas acreditavam que a sociedade esperava que elas fossem mães perfeitas. Foi pedido para classificarem o quanto elas concordavam com declarações como “apenas se eu for uma mãe perfeita a sociedade irá me considerar uma boa mãe”.

Nove meses após o nascimento do bebê, os pesquisadores mensuraram o quanto as mulheres no estudo identificaram-se com o seu papel de mãe. Elas classificaram o quanto elas concordavam com declarações como: “eu sei que as pessoas fazem julgamentos sobre o quanto eu sou boa como cônjuge/mãe baseados no quão bem minha casa e minha família é cuidada”.

Os pesquisadores também mensuraram a frequência de sua atividade no Facebook desde que o(a) filho(a) tinha nascido, com que frequência elas postavam fotos de seus filhos no Facebook e suas respostas emocionais para comentários e curtidas de amigos nas fotos do bebê no facebook. Por exemplo, foi pedido as mães para classificar, em uma escala de 7 pontos, de 1 (desapontada) a 7 (satisfeita), como elas sentiam-se quando fotos de seu(sua) filho(a) conseguia mais ou menos comentários do que elas esperavam. Mães também reportaram com que frequência sentiam os sintomas depressivos aos três e nove meses após darem a luz.

O estudo mostrou que as novas mães no estudo quase universalmente usaram Facebook para compartilhar sobre o seu bebê – 98% disseram que tinham postado fotos de seus bebês. A média de novas mães reportaram um leve aumento no uso do Facebook desde que o bebê nasceu.

A típica mãe reportou a primeira postagem de foto do seu bebê no Facebook dentro de uma semana do nascimento do bebê. E 80% das mães que já tinham colocado uma foto de seu(sua) filho(a) reportaram que tinham postado uma foto de seu bebê em sua foto do perfil.

Aquelas mães que tinham a foto do seu filho como suas próprias fotos do perfil tenderam a apresentar identificação mais forte com seu papel de mãe do que mulheres que não fizeram isso.

“O que estas mulheres estão dizendo é que meu(minha) filho(filha) é central para minha identidade, pelo menos neste momento.  É isso o que está querendo dizer”, Schoppe-Sullivan disse.

Uma das principais conclusões foi como mães que pensavam que a sociedade esperava que elas fossem perfeitas e que identificavam-se fortemente com seu papel na maternidade, reagiram aos posts do Facebook, Yavorsky afirmou. “Estas mulheres prestaram muita atenção aos comentários escritos nas fotos postadas de seus bebês. Elas sentiram-se validadas quando receberam muitas curtidas e comentários, mas também estiveram mais propensas a sentirem-se mal e desapontadas quando a reação não foi o que elas tinham esperado”, disse Yavorsky.

Estes resultados não são surpreendentes, disse ela. “A maneira mais fácil para mulheres em nossa sociedade conseguirem validação é ainda através de ser mãe, porque outros papéis que as mulheres assumem ainda não são tão valorizados”.

E Schoppe-Sullivan acrescentou: “estas mães em nosso estudo não são aquelas que ficam em casa. Elas possuem um emprego fora de casa que pode também oferecer validação, o que torna os nossos resultados ainda mais interessantes. Elas tinham outros sucessos para funcionar como indicação de validação”.

Mulheres no estudo reportaram mais sintomas depressivos aos nove meses quando elas identificaram-se mais com seu papel de mãe e pensaram que a sociedade esperava que elas fossem perfeitas, e assim postaram mais no Facebook.

Schoppe-Sullivan disse que o resultado da pesquisa deveria ser interpretado cautelosamente. Ela notou que o aumento em sintomas depressivos não necessariamente indica depressão. Mas todas as mães deveriam estar cientes do porque elas estão usando o Facebook. “É ótimo compartilhar estórias e fotos de seu bebê, mas contar com o Facebook para sentir-se bem sobre sua parentalidade pode ser arriscado”, Schoppe-Sullivan atestou.

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Uma Pesquisa Afirma que a Forma como as Crianças Raciocinam Sobre Punição Muda ao Longo do Tempo

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How children’s reasoning about punishment changes over time

Um novo estudo permite uma melhor visualização de como crianças reagem a práticas disciplinares usadas por pais e professores, e aponta para a visão deles do que é justo.

“Um(a) professor(a) que recompensa ou pune uma classe inteira pela boa ação ou pelas falhas (delitos) de apenas um aluno é mais provável ser visto(a) como justo por crianças da faixa etária de 4 a 5 anos de idade, mas é visto como menos justo por crianças mais velhas”, disse o investigador da pesquisa, Craig Smith, que é do U-M Center for Human Growth and Development. “Da mesma forma, os dados sugerem que a maioria das crianças mais velhas e os adultos sentem que a prática comum de punir todo mundo pela falha de um ou de alguns é injusto”.

Os dados encontraram que crianças em idade pré-escolar estavam mais aptas a punir grupos de pessoas para as transgressões de uma pessoa no grupo. Isso não significa que as crianças nessa idade são necessariamente mais severas como pessoas, mas que elas tem uma idéia diferente do que é justo, Smith afirma.

Eles podem, na verdade, serem motivados pela compaixão. Baseados no feedback das crianças no estudo, eles pareciam relutantes para escolher uma pessoa em um grupo por disciplina.

Os pesquisadores perguntaram a crianças da faixa etária de 4 a 10 anos quais eram as formas mais justas de distribuir recompensas e punições. As crianças de idades entre 4 a 5 anos de idade majoritariamente escolheram dar para todo mundo as mesmas coisas, independente do mérito.

No período do ensino fundamental escolar, isto muda para uma visão mais madura de que as pessoas deveriam conseguir o que elas merecem e que é injusto recompensar ou punir um grupo inteiro pelas boas e más ações de uma pessoa. Esta é a visão que a maioria dos adultos tem, afirmou Smith.

O estudo foi publicado na Developmental Psychology.

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Manipuladores são Menos Convincentes Online do que Pessoalmente

O resultado dessa pesquisa poderá ajudar a abrir o olho de muita gente 😉

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Manipulators less convincing online than in person

Se você tem que tratar de negócios com um narcisista ou psicopata, é melhor você fazer isso através do Facebook, é o que mostra a pesquisa de Okanagan campus da UBC. Em um dos primeiros estudos deste tipo, pesquisadoras da UBC encontraram que tradicionalmente, manipuladores bem-sucedidos que são classificados como sendo parte da Tríade Negra (TN) – pessoas com tendências narcisísticas, psicopatas ou maquiavélicas – não enviam  mensagens online muito convincentes.

“Os resultados do estudo são bastante claros – uma vez que você remove sinais não-verbais, tal como linguagem corporal da equação, a habilidade para revelar narcisistas e psicopatas torna-se mais fácil”, diz Michael Woodworth, professor de psicologia. “Nós podemos também concluir que é bastante provável que as qualidades que permitem que estas pessoas possam encantar, manipular, intimidar ou explorar com sucesso os outros parece requerer um público ao vivo/em pessoa”.

O estudo, intitulado “O Lado Negro da Negociação”, foi conduzido entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014 e incluiu mais de de 200 estudantes universitários canadenses, uma proporção de quem foi identificado como tendo várias qualidades no espectro da TN.

Após serem alocados de forma randomizada para um grupo de contato cara-a-cara ou um grupo mediado por um computador, foi pedido aos estudantes para negociarem ingressos para shows, tanto como comprador como vendedor, com a meta final de alcançar o máximo de benefício financeiro para eles mesmos.

Consistente com outros estudos, a pesquisa do Woodworth concluíu que aqueles que pontuaram mais alto no espectro da TN foram mais bem-sucedidos nas negociações cara-a-cara do que aqueles que fizeram online. Surpreendentemente, a pesquisa também concluiu que os participantes que pontuaram mais alto em TN foram 12.5% menos bem-sucedidos em negociações online do que aqueles pontuando mais baixo no espectro. A colocação dos estudantes no espectro variou dependendo das características individuais e de atributos.

Cada uma das três partes da TN apresentam traços distintos. Psicopatas tendem a apresentar uma ausência de empatia e ser anti-social. Narcisistas voltam-se para a grandiosidade e a auto-adoração e pessoas com qualidades maquiavélicas são orientadas para a meta e manipuladores calculados.

“Embora exista há muito tempo uma fascinação com personalidades da TN e como eles podem impactar pessoas ‘comuns’, pouco tem sido estudado sobre como estas pessoas comportam-se online”, diz Woodworth.

“O que esta pesquisa nos diz é que se você quer estiver confiante em sua habilidade para não ser enganado por estes tipos de manipuladores conhecidos, você está provavelmente em melhor situação se lidar com eles online.”

A estudante Lisa Crossley trabalhou com Woodworth no projeto , além da estudante de pós-graduação Pamela Black e de Bob Hare, professor emérito da UBC . O estudo foi publicado na Personality and Individual Differences.

Woodworth e Crossley atualmente estão conduzindo pesquisa similar em TN envolvendo a mentira.

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