Fiquei muito feliz quando me deparei com este artigo, pois ele traz uma possibilidade de explicação para a Síndrome da Fadiga Crônica, uma doença que muita gente chama de PREGUIÇA CRÔNICA 😦
O texto abaixo foi uma tradução livre de um post em inglês:
http://www.psypost.org/2016/06/chronic-fatigue-syndrome-gut-not-head-43544
Vamos ao post!
Médicos tem sido mistificados pela Síndrome da Fadiga Crônica, uma condição onde esforço normal conduz a debilitante fadiga que não é aliviada pelo descanso. Não há gatilhos conhecidos e o diagnóstico requer longos testes administrados por um especialista. Agora, pela primeira vez, pesquisadores da Cornell University reportaram que eles identificaram marcadores biológicos da doença na flora intestinal e agentes microbianos inflamatórios no sangue.
Em um estudo publicado no dia 23 de junho de 2016, na revista científica Microbiome, a equipe descreveu como eles corretamente diagnosticaram Encefalomielite Miálgica/Síndrome da Fadiga Crônica (ME/CFS) em 83% dos pacientes através de amostras de fezes e exame de sangue, oferecendo um diagnóstico não-invasivo e um passo em direção ao entendimento da causa da doença.
“Nosso trabalho demonstra que o microbioma intestinal em pacientes com a Síndrome da Fadiga Crônica não é normal, talvez levando a sintomas gastrointestinais e inflamatórios em vítimas da doença”, disse Maureen Hanson, professora no departamento de Biologia Molecular e Genética, da Cornell e principal autora do estudo. “Além disso, nossa detecção de uma anormalidade biológica fornece evidência adicional contra o ridículo conceito de que a doença é originada pelo psicológico do indivíduo”.
“No futuro, nós poderíamos ver esta técnica como um complemento para outros diagnósticos não-invasivos, mas se tivermos uma idéia melhor do que está acontecendo com estas bactérias intestinais e pacientes, talvez os médicos possam considerar mudanças na alimentação, usando prebióticos tais como alimentação rica em fibras ou probióticos para ajudar a tratar a doença”, disse Ludovic Giloteaux, um pesquisador de pós-doutorado e primeiro autor do estudo.
No estudo, pesquisadores da Cornell do campus de Ithaca colaboraram com a Dra. Susan Levine, especialista em ME/CFS na cidade de Nova York, que recrutou 48 pessoas diagnosticadas com ME/CFS e 39 controles saudáveis para fornecer amostras de fezes e sangue.
Os pesquisadores sequenciaram regiões de DNA microbiano das amostras de fezes para identificar diferentes tipos de bactéria. Em suma, a diversidade de tipos de bactéria foi enormemente reduzida e houve menos espécies bacterianas conhecidas por ser anti-inflamatória em pacientes com ME/CFS comparado com as pessoas saudáveis, uma observação também vista em pessoas com Doença de Crohn e colite ulcerativa.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores descobriram específicos marcadores de inflamação no sangue, provavelmente devido a um intestino solto oriundo de problemas intestinais que permite que a bactéria entre no sangue, Giloteaux afirmou. Bactéria no sangue irá engatilhar uma resposta imune, que poderia piorar os sintomas.
Os pesquisadores não tem evidência para distinguir se a flora intestinal alterada é uma causa ou se é uma consequência da doença, Giloteaux adicionou.
No futuro, a equipe de pesquisadores buscará por evidências de vírus e fungos na flora, para ver se um destes ou uma associação destes juntamente com bactérias pode estar causando ou contribuindo para a doença.
