A Felicidade Depende de Fatores Internos ou Externos?

A resposta para esta pergunta está neste post 😉

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

Does happiness come from within or from external factors?

 

“Felicidade vem de dentro”.

Esta é uma idéia que tem estado por aí por bastante tempo, borbulhando desde o antigo estóico e filósofos budistas, mas sendo reforçada hoje pelos gurus modernos e a ciência moderna da psicologia positiva. Nós temos o poder para mudar nossas respostas mentais e emocionais para o mundo ao nosso redor e podemos, em essência, criar a nossa própria felicidade.

Isto é confortante e nos dias de hoje, é o pensamento popular. Embora reciclar nossas respostas emocionais possa ser extremamente desafiante, é frequentemente mais fácil do que mudar o mundo ao nosso redor e, no final das contas, nós dá um maior controle e responsabilidade sobre nosso próprio bem-estar.

Mas em um recente artigo científico publicado na International Journal of Wellbeing, Ahuvia e colaboradores identificaram alguns problemas com esta abordagem. Esta idéia nos encoraja a culpar o infortúnio no indivíduo, ao invés de identificar as situações que podem ser a raiz dela. Nós poderíamos nos tornamos muito conformados sobre o nosso destino na vida, ao invés de empenhar-se para corrigir as injustiças no mundo. Por último, há uma indústria de auto-ajuda de bilhões de dólares que parece prometer muito e dá menos do que o prometido sobre o poder da mente para alcançar praticamente qualquer coisa.

Uma abordagem alternativa seria focar nas condições exteriores. Nós podemos olhar para as formas que nossas empresas, escolas, organizações, governos, comunidades e sociedade são estabelecidas e como elas facilitam ou impedem o bem-estar humano. Poderia-se argumentar que estes fatores sociais são os maiores determinantes de nosso bem-estar, fornecendo a infra-estrutura para mais necessidades humanas serem satisfeitas.

Mas os pesquisadores apontam que caminhos externos para a felicidade tem seu próprio conjunto de problemas. Eles subestimam a capacidade da mente humana para transcender sua situação. Por uma variedade de razões tais como adaptação hedônica, paradoxo de escolha e comparação social, melhorias em condições sociais raramente parecem produzir os tipos de elevações subjectivas que nós esperamos.

Os pesquisadores sugerem que a verdadeira chave para entender felicidade é através de uma abordagem interacionista, que “foca-se na forma que felicidade emerge da interação de mente e mundo”. A felicidade repousa na intersecção do interno e externo. Isto requer que nós coloquemos de lado idéias simplistas de felicidade, a favor de um reconhecimento da complexidade e interdependência do bem-estar humano em uma variedade de fatores.

Os pesquisadores dão vários exemplos de temas interacionistas através de vários domínios da vida diária. Um exemplo é religião, que parece melhorar o bem-estar através de interações entre fatores internos tais como focar em valores e expressar emoções positivas e fatores externos, tais como engajamento social e envolvimento com a comunidade.

A idéia mais forte deste artigo é como esta abordagem interacionista pode influenciar a forma como nós pensamos sobre o bem-estar humano. Parece que não é apenas o ambiente e nem apenas a mente, mas ao invés disso, as formas com que a mente interage com o corpo, a forma como a mente interage com o ambiente e a forma como a mente interage com a comunidade. São nestas relações dinâmicas que a experiência subjetiva de vida realmente acontece.

Estes pesquisadores perguntam: “a felicidade é responsabilidade de quem?”. Ela não apoia-se unicamente no indivíduo e não emerge unicamente das condições de sociedade. Os pesquisadores sugerem co-responsabilidade como resposta: “a idéia é que a felicidade emerge como um esforço coletivo e cooperativo que requer tanto condições de vida favorável quanto esforço individual”.

Felicidade vem de dentro e de fora.

 

Este artigo escrito por  foi originalmente publicado no  PositivePsychologyNews.com.

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O Medo de Agulha nas Crianças Está Relacionado ao Comportamento dos Pais?

Segundo uma pesquisa, a resposta é SIM! Se levarmos em conta que uma das correntes da psicologia do desenvolvimento afirma que o comportamento das crianças é modelado pelo comportamento dos pais, então faz todo o sentido, não é mesmo?

Foi feita uma tradução livre do texto em inglês contendo toda a explicação sobre os resultados da pesquisa:

Pain study links children’s fear of needles to parent behavior

Mais da metade das crianças tem medo de agulhas. Os pesquisadores da York University encontraram uma forte conexão entre este medo em antecipação a uma injeção e o comportamento de seus pais durante as vacinações nas crianças.

O laboratório da professora de psicologia Rebecca Pillai Riddell investigou fatores contribuindo para a ansiedade que pré-escolares experienciam em antecipação da dor quando vão tomar suas vacinas. O estudo da dor encontrou que o comportamento passado e contínuo do pai/mãe foi a maior razão para este sofrimento.

“Nós observamos como estas crianças se comportaram antes de suas vacinas e após suas escolhas quando eles eram pré-escolares”, diz Pillai Riddell. “Nós também observamos como os pais interagem com seus filhos e os tipos de coisas que eles dizem para os seus filhos durante a infância e a idade pré-escolar”.

Para algumas crianças, o medo de agulhas e vacinações antes de tomá-las é tão severo que eles experienciam mais sofrimento relacionado a dor logo após a agulha e também aprendem a evitar futuras consultas e procedimentos médicos.

Os pesquisadores, incluindo Pillai Riddell, professor David Flora e autora principal Nicole Racine, observaram 202 pais na área da grande Toronto e 130 crianças entre quatro e cinco anos de idade – estas crianças entre os 760 que foram seguidos na primeira fase nos dois, quatro, seis e/ou 12 meses de imunização.

O objetivo desta fase final foi associar a regulação de dor a desfechos em saúde mental, de acordo com os pesquisadores do laboratório Opportunities to Understand Childhood Hurt (ou OUCH como é comumente conhecido).

O estudo para descobrir o que leva as crianças a desenvolverem medo de agulha, com o título de “Predizendo sofrimento antecipatório relacionado a dor em pré-escolares: a contribuição comparativa de fatores longitudinais e simultâneos”, será publicado na revista cientifíca Pain neste outono.

“Nós estávamos interessados em saber se a reposta a dor e o comportamento parental durante a infância prediz o medo de agulha em pré-escolares”, afirma Pillai Riddell.

Pais também foram questionados sobre o quanto eles estavam assustados antes da vacinação com agulha e o quanto eles acharam que os seus filhos estavam assustados. Profissionais de cuidado a saúde foram também observados antes das crianças receberem as vacinas com agulhas.

“Esta é uma grande preocupação de saúde  pública e enfatiza a importância de entender o que leva o medo de agulhas em crianças pequenas e como eles podem preveni-la”, diz Racine.

Estes achados destacam a importância de desenvolver intervenções para ajudar pais a melhor apoiarem e prepararem seus filhos durante procedimentos médicos dolorosos de forma correta para quando forem expostos aos seus primeiros contatos com agulhas quando bebês.

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Será Que Pensar Que Podemos Fazer Melhor Ajuda em Algo?

Segundo uma pesquisa, a resposta é sim!!! E eu concordo. Tudo o que eu faço SEMPRE poderia ser melhor. Mas isso não significa que eu não dei o meu melhor para fazer aquilo naquele momento. Sempre podemos melhorar e, esse é o sentido da vida: estarmos sempre evoluindo 😉

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/07/thinking-can-better-really-can-improve-performance-study-finds-43640

Dizer a você mesmo: “eu posso fazer melhor” pode realmente fazer com que você faça melhor uma dada tarefa, encontrou um estudo que foi publicado na Frontiers in Psychology.

Mais de 44.000 pessoas fizeram parte de um experimento para descobrir quais técnicas motivacionais realmente funcionavam. Em conjunto com o BBC Lab UK, o professor Andrew Lane e seus colaboradores testaram quais habilidades fisiológicas ajudariam pessoas a melhorar seus escores em um jogo online.

Este complexo estudo examinou se um método motivacional seria mais efetivo para qualquer aspecto específico de uma tarefa. Os métodos testaram foram conversa para si mesmo (self-talk), imaginação e planejamento do se-então. Cada uma destas habilidades psicológicas foram aplicadas para uma de quatro partes de uma tarefa competitiva: processo, desfecho, controle de excitação e instrução.

Pessoas usando a técnica de self-talk, por exemplo, dizendo a si mesmos: “eu posso fazer melhor da próxima vez” – fizeram melhor do que o grupo controle em cada parte da tarefa.

As maiores melhorias foram vistas em desfecho de conversa para si mesmo (dizer a si mesmo: “eu posso bater meu melhor escore”), o processo de self-talk (dizer a si mesmo: “eu posso jogar mais rápido desta vez”), desfecho da imaginação (imaginar a si mesmo jogando o jogo e batendo seu melhor escore) e processo de imaginação (imaginar a si mesmo jogando e sendo mais rápido do que da última vez).

Eles também encontraram que um curto vídeo motivacional poderia melhor o desempenho. Participantes assistiram um curto vídeo antes de jogar o jogo online. O coach para estes vídeos foi, ninguém menos do que Michael Johnson, quatro vezes medalhista de ouro nas olimpíadas e um atleta conhecido por defender a preparação mental em adição ao treinamento físico.

A técnica do planejamento do se-então foi vista como sendo uma das menos bem-sucedidas deste estudo, apesar de ser uma efetiva ferramenta no manejo do peso e outros desafios da vida real.

O professor Lane disse que “foi inspiracional e educacional; já que nós temos estado desenvolvendo intervenções online para ajudar pessoas a manejar seus emoções e fazendo isto através de uma gama de contextos específicos de fazer um discurso para lutar em um ringue, de fazer uma prova à ir para lugares perigosos”.

Mais de 44.000 pessoas participaram do estudo, um surpreendente número considerando que a maioria dos experimentos psicológicos tem menos do que 300 participantes. Os participantes foram divididos em 12 grupos experimentais e um grupo controle, também impressionante, porque a maioria dos estudos tem dois ou três grupos experimentais.

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Algumas Ficas de Como Lidar com o Medo de Avião

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A Forma Como Pessoas Mais Felizes Processam Informações Negativas

O texto à seguir é um tradução livre de um texto em inglês do seguinte link: http://www.psypost.org/2016/07/happier-people-show-greater-brain-connectivity-processing-negative-self-related-information-43650

Pessoas mais felizes apresentam maior conectividade cerebral quando processam informação negativa sobre eles mesmos, de acordo com um estudo recente publicado em fevereiro de 2016 na PLOS ONE. O estudo aponta para um processo ativo no cérebro, envolvendo o córtex pré-frontal dorsomedial, que está relacionado a regulação efetiva de informação emocional negativa.

Satisfação com a vida, frequentemente usada como uma medida de felicidade, tem sido associada a um grande número de fatores significantes, incluindo melhor ajustamento a feedback pessoal negativo e mais pensamentos positivos relacionados ao eu. Portanto, é importante entender como a satisfação com a vida influencia a atividade dentro do cérebro.

Pesquisas têm mostrado que informação relacionada ao eu causa uma atividade cerebral única, por exemplo, ver sua própria face produz atividade que difere daquela produzida por outras faces. Além disso, tem sido recentemente sugerido que atividade no córtex pré-frontal dorsomedial, que está na frente (e no topo) do cérebro, pode refletir esforços para diminuir emoção negativa relacionada ao eu.

O estudo, liderado por Eun Joo Kim, da Yonsei University, em Seoul, incluiu 40 participantes que completaram um questionário para medir satisfação com a vida (19 tinham alta satisfação com a vida; 21 tinham baixa satisfação com a vida). Os cérebros deles foram escaneados usando a Ressonância Magnética Funcional (fMRI) enquanto eles desempenharam uma tarefa para classificar a relevância de faces a palavras. A tarefa consistia de 3 tipos de faces – sua própria face, faces famosas e faces desconhecidas; e 3 tipos de palavras – positiva, negativa e neutra.

Os pesquisaram encontraram que indivíduos com baixa satisfação com a vida tinham atividade mais alta no córtex pré-frontal dorsomedial quando respondiam a palavras positivas. Estas pessoas também tinham taxas mais baixas para a relevância entre sua própria face e palavras positivas. Foi argumentado que esta atividade cerebral reflete um conflito entre uma opinião negativa deles mesmos e a emoção positiva da palavra. Em contrapartida, indivíduos que apresentaram alta satisfação com a vida apresentaram atividade mais alta quando respondiam a palavras negativas, que foi atribuída a eles efetivamente regulando informação emocional negativa.

A atividade cerebral em pessoas que pontuaram alto em satisfação com a vida foi também encontrada estar altamente conectada a outras regiões do cérebro associadas com regulação da emoção (a amígdala e ínsula). Os pesquisadores contestaram que isto é evidência para menor sensibilidade a informação negativa sendo um processo ativo  dentro do cérebro.

O estudo demonstra que regular efetivamente a informação emocional relacionada ao eu é uma base para mais alta satisfação com a vida e assim maior felicidade. Isto poderia ser de relevância em um contexto educacional, pois sugere-se que feedback negativo para indivíduos com satisfação com a vida mais baixa deveria ser abordado com sensibilidade e precaução.

E lá se vão 17 anos…

Como o tempo passa rápido! Eu ainda me lembro do dia em que eu me graduei: 9 de julho de 1999. Tantos sonhos e tantas promessas na bagagem. Dois dias depois lá estava eu dentro do avião indo em busca da minha tão sonhada pós-graduação e, com a promessa de concluí-la e voltar para Fortaleza, essa cidade tão acolhedora e que foi minha morada por quase 7 anos. Mas não deu! Planos desfeitos logo no primeiro ano em São Paulo, minha amada terra natal.

Comecei a perceber que Fortaleza era muito pequena para tamanha ambição que eu tinha. E então decidi que construiria minha carreira em São Paulo. E assim foi, até o dia em que eu descobri que São Paulo TAMBÉM era pequena para a minha ambição. E aí foi a hora de partir para outros mares. E cá estou em em Nova York, que por enquanto 🙂 está conseguindo corresponder as minhas expectativas ❤

Tenho muito orgulho de toda a minha trajetória profissional. Muitas vezes, tendo que passar por MUITO estresse, mas por fim, sendo recompensada pelo conhecimento que pude obter em todos os cursos e experiências profissionais pela qual passei.

Quando saí da faculdade, em 1999, não tinha a menor idéia de que iria passar por tanta coisa e que conseguiria alcançar tudo o que consegui nestes 17 anos.

Já são 20 anos de experiência com pacientes (já que comecei a fazer estágio voluntário ainda no segundo da faculdade) e que me deu MUITA BASE para os meus anos seguintes após a minha graduação.

Apesar da psicologia nunca ter sido meu sonho de consumo (meu sonho era ser arqueóloga) eu abracei esta profissão com paixão e, hoje, não posso pensar em outra profissão para mim que não seja essa.

Meu amor pela psicologia é tão grande que estudar é sempre encarado como prazer e não como sacrifício. Até os casos mais complicados não parecem ser tão complicados quando você trabalha com aquilo que realmente AMA.

Agradeço a todos os meus professores e orientadores que, nestes 22 anos de psicologia na minha vida (entrei na faculdade em 1994) puderam transmitir todo o seu conhecimento com maestria e que ajudaram a MOLDAR a minha formação, que considero muito sólida e que me enche de orgulho. Agradeço também a todos os pacientes que passaram por mim e que depositaram sua confiança em meu conhecimento para sanar seus sofrimentos.

Tenho muita saudade das minhas aulas, das discussões em classe e das supervisões, que enriqueceram não só o meu conhecimento acadêmico, mas também me ensinaram muita coisa que ainda hoje levo para a minha vida pessoal.

Poder ganhar dinheiro ajudando o outro é muito bom! 😉 ❤

Por Que Algumas Pessoas são Mais Apegadas aos seus Telefones do que Outras?

Todo mundo conhece alguém que fica desnorteado quando o telefone deixa de funcionar por 1 minuto (por qualquer que seja o motivo). Eu conheço, pelo menos, umas cinco pessoas 🙂 Agora, a questão é: por que algumas pessoas são tão apegadas aos seus aparelhos e outras não estão nem aí para eles? Com certeza, isto pode estar relacionado ao tipo de personalidade do indivíduo e as pesquisas estão aí para descobrir mais sobre este tipo de comportamento.

O texto abaixo foi uma tradução livre de um post em inglês:

Why are some people more attached to their phones than others?

Vamos ao post!

Algumas pessoas frequentemente checam e re-checam seus telefones celulares; uma vez que o impulso é engatilhado, isso pode ser mais uma questão de não ser capaz de deixar o aparelho de lado do que de fato esperar ganhar algum tipo de recompensa dele. Estes insights são delineados de um estudo dos psicólogos Henry Wilmer e Jason Chein da Temple University nos EUA e foi publicado na Psychonomic Bulletin & Review. Estes achados esclarecem as razões do porque algumas pessoas são tão apegadas aos seus smartphones e tecnologia mobile, enquanto outras são menos.

Um melhor entendimento do impacto dos smartphones e uso da tecnologia móvel é necessário para avaliar os problemas potenciais associados com uso pesado. Embora estes aparelhos eletrônicos estejam desempenhando um papel cada vez mais difundido em nossas atividades diárias, pouca pesquisa tem sido feita sobre uma possível associação entre comportamento de uso e específicos traços e processos mentais. Então, Wilmer e Chein buscaram determinar se pessoas que reportam uso mais pesado de tecnologia móvel podem também ter tendências diferentes em atrasar gratificação do que outros ou podem exibir diferenças individuais no controle do impulso e na resposta à recompensas.

91 estudantes universitários completaram uma bateria de questionários e testes cognitivos. Eles indicaram quanto tempo passavam usando seus telefones para fins de mídia social, para postar updates de status público e/ou para simplesmente checar seus aparelhos. Cada tendência do estudante para atrasar gratificação em favor de recompensas tardias maiores (o tal chamado preferência intertemporal) foram também avaliadas. Foi dada a eles escolhas hipotéticas entre uma soma menor de dinheiro oferecido imediatamente ou uma soma maior a ser recebida tempo depois. Participantes também completaram tarefas que avaliaram a habilidade deles para controlar seus impulsos. Por fim, as tendências dos participantes a buscar estímulos para recompensa foram também avaliadas.

Os resultados fornecem evidência de que pessoas que constantemente checam e usam seus aparelhos portáteis o dia inteiro são menos aptas a atrasar gratificação.

“Hábitos de tecnologia móvel, tais como checar frequentemente, parecem ser guiados mais fortemente por impulsos descontrolados e não pelo desejo para buscar recompensas”, diz Wilmer, que adiciona que os achados fornecem evidência correlacional que aumentou o uso de  aparelhos eletrônicos portáteis está associado com controle de impulso fraco e uma tendência a atrasadas recompensas desvalorizadas.

“Os achados fornecem importantes insights acerca dos fatores de diferença individual que relaciona-se com o engajamento tecnológico”, acrescenta Chein. “Estes achados são consistentes com a percepção comum que uso frequente de smartphone anda de mãos dadas com impaciência e impulsividade”.

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Uma Nova Pesquisa Tenta Desvendar a Causa da Síndrome da Fadiga Crônica

Fiquei muito feliz quando me deparei com este artigo, pois ele traz uma possibilidade de explicação para a Síndrome da Fadiga Crônica, uma doença que muita gente chama de PREGUIÇA CRÔNICA 😦

O texto abaixo foi uma tradução livre de um post em inglês:

http://www.psypost.org/2016/06/chronic-fatigue-syndrome-gut-not-head-43544

Vamos ao post!

Médicos tem sido mistificados pela Síndrome da Fadiga Crônica, uma condição onde esforço normal conduz a debilitante fadiga que não é aliviada pelo descanso. Não há gatilhos conhecidos e o diagnóstico requer longos testes administrados por um especialista. Agora, pela primeira vez, pesquisadores da Cornell University reportaram que eles identificaram marcadores biológicos da doença na flora intestinal e agentes microbianos inflamatórios no sangue.

Em um estudo publicado no dia 23 de junho de 2016, na revista científica Microbiome, a equipe descreveu como eles corretamente diagnosticaram Encefalomielite Miálgica/Síndrome da Fadiga Crônica (ME/CFS) em 83% dos pacientes através de amostras de fezes e exame de sangue, oferecendo um diagnóstico não-invasivo e um passo em direção ao entendimento da causa da doença.

“Nosso trabalho demonstra que o microbioma intestinal em pacientes com a Síndrome da Fadiga Crônica não é normal, talvez levando a sintomas gastrointestinais e inflamatórios em vítimas da doença”, disse Maureen Hanson, professora no departamento de Biologia Molecular e Genética, da Cornell e principal autora do estudo. “Além disso, nossa detecção de uma anormalidade biológica fornece evidência adicional contra o ridículo conceito de que a doença é originada pelo psicológico do indivíduo”.

“No futuro, nós poderíamos ver esta técnica como um complemento para outros diagnósticos não-invasivos, mas se tivermos uma idéia melhor do que está acontecendo com estas bactérias intestinais e pacientes, talvez os médicos possam considerar mudanças na alimentação, usando prebióticos tais como alimentação rica em fibras ou probióticos para ajudar a tratar a doença”, disse Ludovic Giloteaux, um pesquisador de pós-doutorado e primeiro autor do estudo.

No estudo, pesquisadores da Cornell do campus de Ithaca colaboraram com a Dra. Susan Levine, especialista em ME/CFS na cidade de Nova York, que recrutou 48 pessoas diagnosticadas com ME/CFS e 39 controles saudáveis para fornecer amostras de fezes e sangue.

Os pesquisadores sequenciaram regiões de DNA microbiano das amostras de fezes para identificar diferentes tipos de bactéria. Em suma, a diversidade de tipos de bactéria foi enormemente reduzida e houve menos espécies bacterianas conhecidas por ser anti-inflamatória em pacientes com ME/CFS comparado com as pessoas saudáveis, uma observação também vista em pessoas com Doença de Crohn e colite ulcerativa.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores descobriram específicos marcadores de inflamação no sangue, provavelmente devido a um intestino solto oriundo de problemas intestinais que permite que a bactéria entre no sangue, Giloteaux afirmou. Bactéria no sangue irá engatilhar uma resposta imune, que poderia piorar os sintomas.

Os pesquisadores não tem evidência para distinguir se a flora intestinal alterada é uma causa ou se é uma consequência da doença, Giloteaux adicionou.

No futuro, a equipe de pesquisadores buscará por evidências de vírus e fungos na flora, para ver se um destes ou uma associação destes juntamente com bactérias pode estar causando ou contribuindo para a doença.

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A Percepção de Infidelidade Difere de Homens Para Mulheres

Parece ser do senso comum a idéia de que homens traem por prazer e mulheres por amor. Contudo, as pesquisas são necessárias para mostrar se estas idéias são ou não verdadeiras. Uma pesquisa foi realizada a fim de entender o que significa o termo fidelidade para homens e mulher. O texto abaixo foi uma tradução livre de um post em inglês:

http://www.psypost.org/2016/06/infidelity-perceptions-differ-men-women-43450

Vamos ao post! 🙂

Uma nova pesquisa publicada na Sexual & Relationship Therapy descobriu as diferentes formas em que homens e mulheres percebem a infidelidade.

A infidelidade pode levar a insatisfação e a ruptura no relacionamento, embora em alguns casos, os problemas possam ser causados pelas diferentes maneiras em que indivíduos definem infidelidade. Os autores, baseados nos EUA, buscaram entender melhor as potenciais percepções de infidelidade. Eles encontraram que “mulheres foram mais propensas do que homens a identificar tanto atos baseados no sexual quanto atos baseados na emoção como constituindo infidelidade”.

O estudo constituiu-se de 354 estudantes do curso de graduação em psicologia, que completaram um questionário online. Este questionário objetivou avaliar a personalidade dos participantes e como esta estava relacionada com suas percepções de infidelidade e sua sensibilidade para rejeição.

O questionário, através de diferentes categorias de questões, categorizou infidelidade em três formas – infidelidade sexual, infidelidade íntima e infidelidade através da fantasia.

Os autores sugerem que seus achados de que mulheres foram mais propensas a identificar certos atos como infidelidade é previsível dado que as mulheres pontuaram mais alto do que os homens em medidas de ‘comunhão’ – “a extensão para qual uma pessoa quer formar e manter positivos laços interpessoais”.

Os pesquisadores concluíram o estudo com sugestão para aplicação terapêutica, incluindo educar indivíduos nestas diferenças de gênero para ajudar a atenuar ansiedades.

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