Segundo uma pesquisa, a resposta é NÃO!!! 😉
Essa foi a tradução livre de um texto em inglês:
Vamos ao post! 😉
Adultos não são bons para julgar quando crianças estão mentindo e pais fazem ainda pior ao dizer se seus próprios filhos estão mentindo do que eles fazem quando julgam os filhos das outras pessoas, de acordo com um estudo publicado no Journal of Experimental Child Psychology.
Uma abundância de pesquisas psicológicas tem mostrado que pessoas são detectores de mentira ineficientes, desempenhando quase arbitrariamente para dizer se alguém está mentindo na maioria das situações. Muitos pais esperam que uma exceção à regra seria detectar as mentiras ditas por seus próprios filhos. Crianças são mentirosos relativamente inexperientes e a longa experiência de seus pais deveria ensiná-los como dizer quando eles estão falando a verdade ou mentindo. Por outro lado, pais podem estar motivados a acreditar que as declarações de seus filhos, parcialmente, porque eles querem pensar que fizeram um bom trabalho de incutir honestidade neles.
Uma equipe de pesquisadores, liderada por Angela Evans, da Brock University, conduziu um experimento para determinar como os julgamentos dos pais em relação as mentiras dos filhos ocorrem em termos de acurácia dos outros. Uma amostra de 108 crianças entre as idades de 8 a 16 anos foram trazidas para o laboratório e foi dito a elas que estariam fazendo um teste. Foi também dito onde o gabarito estava e eles foram deixados sozinhos na sala. Levemente mais da metade das crianças espiaram as respostas do teste quando tiveram esta oportunidade.
Os pesquisadores perguntaram a todas as crianças se elas tinham espiado e fizeram um vídeo de suas respostas (50 negaram sinceramente terem espiado e 49 negaram falsamente terem espiado, enquanto que 9 das que admitiram honestamente espiar foram excluídas do estudo). Três grupos de adultos então taxaram os vídeos, julgando se eles achavam que as crianças estavam dizendo a verdade ou mentindo. Estes grupos incluíam 80 pais de crianças no estudo, 72 pais cujas crianças não estavam no estudo e 79 alunos de faculdade que não eram os pais. O primeiro grupo taxou apenas os vídeos de suas próprias crianças, enquanto o segundo e o terceiro grupo taxou 46 vídeos cada.
Nenhum dos grupos de adultos fizeram melhor do que o acaso para dizer se as crianças estavam mentindo ou dizendo a verdade. Contudo, pais fizeram julgamentos muito diferentes sobre seus próprios filhos do que pais julgando as crianças dos outros ou não-pais. Pais acreditaram em seus filhos em aproximadamente 92% do tempo, independentemente de se eles estavam dizendo a verdade ou mentindo, enquanto que não-pais e pais julgando as crianças dos outros julgaram mal aproximadamente igual tanto a verdade quanto as mentiras .
Os autores do estudo concluem que a proximidade de vínculo pai-filho não torna mais fácil julgar veracidade. Em vez disso, os pais parecem estar enviesados em favor da honestidade de seus próprios filhos. Pais podem querer manter estes achados em mente na próxima vez que eles pegarem seus filhos com a boca na botija.
O pdf do artigo da pesquisa está disponível aqui nesse link (gratuitamente): http://ac.els-cdn.com/S0022096516000461/1-s2.0-S0022096516000461-main.pdf?_tid=1d9bb264-2f37-11e6-b1e2-00000aab0f01&acdnat=1465582624_907c8327fc5e7c87934b24a9fb0fba24
