Workaholismo e Suas Consequências na Saúde Mental do Indivíduo

Quem aqui não conhece alguém que é workaholic? O trabalho enobrece o homem, mas tudo o que é demais NÃO É BOM. E é isso o que os pesquisadores foram atrás de descobrir: quais os efeitos do workaholismo na vida de um indívíduo.

O texto a seguir é uma tradução livre deste texto em inglês:

http://www.psypost.org/2016/05/workaholism-frequently-co-occurs-adhd-ocd-anxiety-depression-43064

Vamos ao post!

Pesquisadores da University of Bergen na Noruega examinaram as associações entre workaholismo e transtornos psiquiátricos entre 16,426 trabalhadores adultos.

Workaholics pontuaram mais alto em todos os sintomas psiquiátricos do que os não-workaholics”, disse a pesquisadora e psicóloga clínica Cecilie Schou Andreassen, do departamento de Ciência Psicosocial, da University of Bergen (UiB).

O estudo mostrou que workaholics pontuaram mais alto em todos os sintomas psiquiátricos do que os não-workaholics. Entre workaholics, os principais achados foram esses:

  • 32,7% preencheram critérios para TDAH (12,7% entre não-workaholics).
  • 25,6% preencheram critérios para TOC (8,7% entre não-workaholics).
  • 33,8% preencheram critérios para ansiedade (11,9% entre não-workaholics).
  • 8,9% preencheram critérios para depressão (2,6% entre não-workaholics).

“Assim, levar o trabalho ao extremo pode ser um sinal de questões emocionais ou psicológicas mais profundas. Permanece incerto se isto reflete sobreposição a vulnerabilidades genéticas, transtornos levando ao workaholismo ou, de modo inverso, o workaholismo causando tais transtornos”, diz Schou Andreassen.

O pioneiro estudo, publicado na revista cientifica PLOS One, tem como co-autores, os pesquisadores da Nottingham Trent University e Yale University.

De acordo com Schou Andreassen, os achados claramente destacam a importância de promover investigações de variações neurobiológicas relacionadas a comportamento workaholic.

“Enquanto esperam por mais pesquisas, os médicos não deveriam tomar por certo que um workaholic aparentemente bem-sucedido não tem TDAH relacionado ou outros aspectos clínicos. Suas considerações afetam a identificação e o tratamento destes transtornos”, afirma Schou Andreassen.

Os pesquisadores usaram sete critérios válidos quando estavam estabelecendo limites entre comportamento de adição e não-adição.

Experiências ocorrendo através do último ano são pontuados de 1 (nunca) a 5 (sempre):

  • Você pensa em como pode disponibilizar mais tempo para trabalhar.
  • Você passa muito mais tempo trabalhando do que inicialmente pretendia.
  • Você trabalha para reduzir sentimentos de culpa, ansiedade, desamparo ou depressão.
  • As outras pessoas disseram a você para diminuir o rítmo de trabalho mas você não deu ouvidos.
  • Você fica estressado se é proibido de trabalhar.
  • Você não prioriza hobbies, atividades de lazer e/ou exercício por causa do trabalho.
  • Você trabalha tanto que isso tem influenciado negativamente a sua saúde.

É preciso pontuar 4 (frequentemente) ou 5 (sempre) em quatro ou mais critérios para identificar um workaholic.

Conformemente, a Bergen Work Addiction Scale operacionaliza workaholismo usando os mesmos sintomas como vícios costumeiros: saliência, modificação do humor, conflito, tolerância, retraimento, recaída e problemas.

Em conformidade com pesquisas anteriores, 7.8% da amostra em vigor classificada como workaholics está perto de uma estimativa (8,3%) encontrada em um estudo (e, até a data, único) nacionalmente representativo, que foi conduzido por Dr. Andreassen e colaboradores em 2014.