Estresse Materno Causa Impacto na Vida Sexual do Casal

Essa transição de vida ao ganhar um filho é algo que pode trazer não apenas felicidade, mas também muito estresse. Muitas pesquisas são feitas nessa área da maternidade/paternidade e esta abaixo é uma delas 😉

Esta foi uma tradução livre do texto publicado em inglês:

Mothers’ parenting stress impacts both parents’ sexual satisfaction

Vamos ao post!

Pais de primeira viagem estão apenas um pouco satisfeitos com suas vidas sexuais, de acordo com pesquisadores da Penn State que acompanharam pais regularmente após os seus filhos terem nascido. E um fator que parece estar reduzindo a satisfação de sua vida sexual é o estresse das mães como mãe de primeira viagem.

“A transição de paternidade/maternidade tem ganhado importância recentemente”, disse Chelom E. Leavitt, estudante de doutorado na área de desenvolvimento humano e estudos de família. “Nós sabemos que satisfação sexual é um elemento importante nos relacionamentos, mas pelo que nós sabemos, não tinha sido antes estudado nesta transição. Nós queremos saber como o estresse parental afeta a satisfação sexual”.

Leavitt e colaboradores olharam para dados de 169 casais heterossexuais “grávidos” que tinham participado do programa de prevenção Family Foundations. Foi perguntando aos casais sobre o estresse parental que eles estavam experienciando seis meses após o nascimento do seu bebê. Doze meses após o nascimento do bebê, os pais reportaram sobre sua satisfação sexual como um todo.

“Curiosamente, nós encontramos que o estresse parental dos homens não teve impacto nem na satisfação sexual da mulher e nem na satisfação do homem”, disse Leavitt.

Mas a quantidade de estresse parental que as mulheres sentiram afetou a satisfação sexual de ambos os pais. Os pesquisadores reportaram seus resultados na revista científica Sex Roles.

Leavitt apontou que mulheres geralmente carregam a responsabildade maior em cuidar do recém-nascido, e pressões sociais podem levar mulheres a esforçarem-se para ser a “mãe perfeita”.

“Quando novas mamães sentem-se fatigadas pelas responsabilidades adicionais da maternidade, elas podem sentir-se menos sexuais”, afirmou Leavitt. “O relacionamento sexual é interdependente, então quando uma mãe sente estresse maior devido a maternidade, não apenas está a sua satisfação sexual diminuída, mas a satisfação sexual do pai também está afetada”.

Aos seis meses de acompanhamento, foi pedido a cada pai/mãe para classificar afirmações pertinentes ao estresse de se tornar pai/mãe em uma escala de 1, fortemente discordo a 5, fortemente concordo. As afirmações incluíam “eu me vejo desistindo mais da minha vida para satisfazer as necessidades do(a) meu(minha) filho(a) mais do que eu jamais esperei” e “meu(minha) filho(a) sorri para mim muito menos do que eu esperava”.

Um ano após se tornar pai/mãe, as mães e os pais completaram a afirmação: “em relação a sua vida sexual com o seu cônjuge, você diria que você está no geral…”, com uma escala de 1, (não satisfeito de jeito nenhum) a 9 (bastante satisfeito).

Leavitt e colaboradores encontraram que mães reportaram maior satisfação sexual aos 12 meses do que os pais, 69% das mulheres reportaram que elas estavam de um pouco a bastante satisfeita com suas vidas sexuais — um 6 ou acima na escala — e 55% dos homens reportaram estar de um pouco a bastante satisfeitos.

“Este foi um bom ponto de partida para as pessoas entenderem como o estresse parental afeta a satisfação sexual,” atestou Leavitt.

Esta pesquisa pode ajudar pais, terapeutas e outros a ajudar mães e pais de primeira viagem a entender melhor as pressões decorrentes da transição da maternidade/paternidade. Leavitt apontou que pesquisas futuras necessitarão incluir populações mais diversas, incluindo diferentes etnias, faixas etárias, orientações sexuais e categorias sócio-econômicas.

 

Crenças Extremas Frequentemente são Confundidas com Insanidade

É quase sempre assim: algo terrível acontece e muita gente justifica tais atos como sendo produto de um pessoa acometida por uma doença mental. O texto abaixo vem tratar exatamente disso: como classificar os casos onde o sujeito cometeu um ato tenebroso, mas não preenche os critérios para uma psicose, por exemplo.

O texto foi escrito primariamente em inglês e eu fiz a tradução livre dele. O link do texto em inglês é este: http://www.psypost.org/2016/05/extreme-beliefs-often-mistaken-insanity-new-study-finds-43007

Vamos ao post!

Após ações violentas, tal como massacres, muitas pessoas supõem que doença mental é a causa. Após estudar o caso do assassino Anders Breivik no massacre norueguês em 2011, os pesquisadores da University of Missouri School of Medicine estão sugerindo um novo termo forense para classificar comportamentos não-psicóticos que levam a atos criminosos de violência.

“Quando este tipo de tragédia ocorre, nós questionamos a razão por detrás dela”, disse Tahir Rahman, M.D., professor assistente de psiquiatria na MU School of Medicine e autor principal do estudo. “Algumas vezes, as pessoas pensam que ações violentas devem ser o subproduto de doença mental psicótica, mas isto não é sempre o caso. Nosso estudo do caso de Breivik foi idealizado para explicar o quanto as crenças extremas podem ser confundidas por psicose e para sugerir um novo termo legal que claramente define este comportamento”.

Breivik, um terrorista norueguês, matou 77 pessoas em 22 de julho de 2011, em um carro-bomba em Oslo e um massacre em um acampamento de jovens na ilha de Utøya, na Noruega. Alegando ser um “templário” e um “salvador do cristianismo”, Breivik afirmou que o propósito dos ataques era salvar a Europa do multiculturalismo.

Duas equipes de psiquiatras forenses apontados por um tribunal examinaram Breivik. A primeira equipe psiquiátrica diagnosticou-o com esquizofrenia paranóide. Contudo, após muitas críticas, uma segunda equipe concluiu que Breivik não era psicótico e o diagnosticou com transtorno de personalidade narcisista. Breivik foi sentenciado a 21 anos de prisão.

“Breivik acreditava que matar pessoas inocentes era justificável, isso que parece irracional e psicótico”, disse Rahman, que também conduz avaliações psiquiátricas forenses mas não estava envolvido com o caso de Breivik. “Contudo, algumas pessoas sem doença mental psicótica acreditam tanto em suas crenças que eles tomam medidas extremas. Guias clínicos atuais, tal como o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, oferece vagas descrições de razões alternativas para o qual uma pessoa possa cometer tais crimes. Nosso termo sugerido para comportamento criminalmente violento quando a psicose pode ser excluída é ‘extrema crença sobrevalorada”.

Rahman define “extrema crença sobrevalorada” como uma crença que é compartilhada pelos outros e frequentemente apreciada, amplificada e defendida pelo acusado. O indivíduo tem um intenso comprometimento emocional para com a crença e pode agir violentamente como o resultado dessa crença. Embora o indivíduo possa sofrer de outras formas de doença mental, a crença e as ações associadas com ela não são o resultado de insanidade.

“Nos tribunais de justiça, não há claramente definido os métodos padrões de diagnóstico para insanidade para propósitos legais”, Rahman afirmou. “Este novo termo ajudará psiquiatras forenses a identificar apropriadamente o motivo para o comportamento criminal do réu quando sanidade é questionada”.

Rahman disse que mais pesquisas em extrema crença sobrevalorada são necessárias para entender como elas se desenvolvem. Identificar aqueles em risco dará a profissionais de saúde mental uma oportunidade para intervir antes que o comportamento violento ocorra.

“Certos fatores psicológicos podem deixar as pessoas mais vulneráveis para desenvolver crenças dominantes e amplificadas”, Rahman atestou. “Entretanto, a amplificação de crenças sobre questões tais como imigração, religião, aborto ou política também pode ocorrer através da internet, interações com pequenos grupos de pessoas ou obediência a  figuras  de autoridade que são carismáticas. Nós já alertamos nossos jovens sobre o perigo do álcool, drogas, gravidez na adolescência e o fumo. Nós precisamos acrescentar o risco de desenvolver extrema crença sobrevalorada nessa lista assim como trabalharmos para reduzir a violência frequentemente associada com elas”.

O estudo, “Anders Breivik: Extreme Beliefs Mistaken for Psychosis”, foi publicado recentemente no The Journal of the American Academy of Psychiatry and the Law.

Será que as Mídias Sociais estão Deixando as Pessoas Deprimidas?

Uma nova pesquisa mostra a associação entre mídia social e depressão. Provavelmente, você pode confirmar (baseada em sua experiência do dia-a-dia com as mídias sociais) se a resposta é sim ou não 😉

O texto abaixo foi originalmente escrito em inglês (http://www.psypost.org/2016/05/social-media-making-people-depressed-42482) e eu fiz a tradução livre dele.

Vamos ao texto 😉

Qualquer pessoa que usa regularmente as mídias sociais já terá tido a experiência de sentir inveja da diversão que os seus amigos todos parecem estar tendo. Isto pode especialmente ser o caso se você está sentando em casa em uma noite fria e úmida, sentindo-se entediado enquanto todo mundo está se divertindo ou desfrutando de glamurosas férias ao sol.

Mas é possível que estes sentimentos poderiam ser o começo de algo pior? Poderia o uso da mídia social na verdade torná-lo deprimido? Um recente estudo nos Estados Unidos, patrocinado pelo National Institute for Mental Health, identificou uma “forte e significante associação entre o uso de mídia e depressão em uma amostra de adultos jovens nos Estados Unidos”. O estudo encontrou que níveis de depressão aumentaram com a soma total de tempo gasto usando mídia social e número de visitas a sites de mídia social por semana.

Estudos anteriores haviam pintado um retrato mais confuso. Parece que o relacionamento entre mídia social, depressão  e bem-estar é complexo e provavelmente possa ser influenciado por uma série de fatores.

No seu melhor, a mídia social nos permite conectarmos e mantermos contato com amigos e pessoa que nós não vemos com muita frequência. Ela nos permite termos interações curtas com elas e isso mantêm os relacionamentos fluindo quando nós não temos muito tempo livre. No seu pior, a mídia social pode, pelo que parece, nos alimentar com sentimentos de inadequação.

Há provavelmente muitas razões complexas do porque o uso da mídia social pode estar associado com depressão. Por exemplo, é possível que pessoas que já estão deprimidas possam estar mais inclinadas a contar com a mídia social ao invés de interações frente-a-frente, assim, um maior uso de mídia social pode ser um sintoma ao invés de uma causa de depressão.

Nós todos temos uma necessidade básica de ser gostado e aceito pelos outros e a mídia social pode desempenhar um papel nesta vulnerabilidade. “Curtidas” são a moeda corrente da mídia social e pessoas que tem baixa auto-estima podem depositar um valor maior em buscar validação de seu uso de mídia social ao tentar atrair curtidas para os seus comentários como uma forma de aumentar a sua auto-estima. Desta maneira, mídia social pode ser vista como parte de um concurso de popularidade. Claro, “ganhando” o concurso de popularidade através da obtenção de mais curtidas é apenas um estímulo a curto-prazo para a disposição de ânimo. É uma maneira precária para estimular a auto-estima.

É da natureza humana nos compararmos com os outros. Algumas vezes, a comparação pode ser uma forma para nos inspirarmos para melhorar de alguma maneira, mas, mais frequente do que nunca – especialmente quando alguém está sentindo-se para baixo ou está propenso a depressão – as comparações se tornam negativas e desgastam a auto-estima. Um problema com a mídia social é que a imagem que as pessoas retratam de si mesmas tende a ser positiva, interessante e excitante. Vamos combinar que a maioria de nós preferiria muito mais postar uma foto de nós mesmos bonitos em uma noitada do que de pijama e/ou lavando louça. Se a pessoa está sentindo-se para baixo ou insatisfeita com a sua vida, então, ao invés de estar sendo um pouco de distração, o uso de mídia social pode dar a impressão de que todas as outras pessoas estão divertindo-se muito mais do que a gente.

Muitos pais tem dúvidas sobre o uso de mídia social por parte de seus filhos e mais de um dos pais já tiveram que consolar um adolescente choroso, perturbado por uma discussão online. Independente de nós gostarmos ou não, a mídia social está aqui para ficar e, para muitos jovens, deixar de usar a mídia social significaria perder acesso a sua rede de amigos. Para eles, não é uma opção viável.

No momento, nós não sabemos o bastante sobre como a forma que a mídia social é usada e seu impacto no humor e saúde mental a um prazo mais longo. Até que nós saibamos, talvez a melhor opção é reconhecer que a mídia social pode ser um instrumento valioso para manter contato com amigos e que nossas interações em mídia social não deveriam influenciar excessivamente nossa auto-estima. Também pode ser válido lembrar que, embora todas as outras pessoas possam parecer estar divertindo-se, as postagens são mais enviesadas para mostrar toda a diversão e coisas interessantes que as pessoas estão fazendo. Dessa maneira, elas estão apenas conservando os melhores momentos de suas vidas – não necessariamente estão se divertindo mais do que você.The Conversation

Mark Widdowson, Lecturer in Counselling and Psychotherapy, University of Salford

Este artigo foi originalmente publicado na The Conversation

Mães Deprimidas Não Estão em Sincronia com Seus Filhos

Acredito que essa idéia de que mães deprimidas não estão em sincronia com seus filhos já faça parte do imaginário materno e, também, do conhecimento de profissionais da área. Contudo, é preciso sempre que pesquisas comprovem estes fenômenos que vemos em nosso dia-a-dia para que possamos afirmar que É SIM UM FATO e não apenas uma suposição ou uma experiência singular de alguém.

Este texto abaixo foi publicado em inglês (http://www.psypost.org/2016/05/depressed-moms-not-sync-children-42621) e eu fiz uma tradução livre dele.

Vamos ao texto 😉

Mães com uma história de depressão não estão fisiologicamente “em sincronia” com seus filhos, de acordo com um novo estudo da Binghamton University. Embora os pesquisadores  já tenham sabido por um tempo que a depressão está associada com problemas interpessoais com as outras pessoas, este é o primeiro estudo a examinar se isto é também evidente fisiologicamente.

“Quando as pessoas estão interagindo, algumas vezes você realmente sente que está em sincronia com alguém, que a interação está indo muito bem e que você está desfrutando da conversa. Nós estamos tentando descobrir, em nível corporal, em termos de sua fisiologia, como você vê esta sincronicidade em mães e seus filhos, e então como é que ela é impactada pela depressão?”, disse Brandon Gibb, professor de psicologia da Binghamton University e diretor do Mood Disorders Institute and Center for Affective Science.

Os pesquisadores da Binghamton mensuraram variabilidade da frequência cardíaca, uma medida fisiológica de engajamento social, em crianças na faixa etária de 7 a 11 anos e suas mães (44 com uma história de depressão, 50 sem história de depressão) enquanto elas se engajavam em discussões positivas e negativas. Na primeira discussão, pares de mãe-filho(a) planejaram juntos suas férias dos sonhos; na segunda discussão, os pares endereçaram um tópico recente de conflito entre eles (por exemplo, lição de casa, usar a TV ou o computador, ser pontual, problemas na escola, mentir, etc.). Enquanto mães sem histórico de depressão exibiram sincronia fisiológica (similar aumento ou diminuição na variabilidade da frequência cardíaca) assim como seus filhos durante a discussão negativa, mães deprimidas não estavam sincronizadas com seus filhos. Além disso, crianças e mães que estavam mais tristes durante a interação, estavam mais suscetíveis a estar fora de sincronia um com o outro. De acordo com os pesquisadores, estes resultados fornecem evidência preliminar de que interações de sincronicidade estão perturbadas (quebradas) em um nível fisiológico em famílias com uma história de depressão maternal e pode ser um potencial fator de risco para a transmissão intergeracional de depressão.

“Nós encontramos que mães que não tinham histórico de depressão estavam realmente correspondendo a fisiologia dos seus filhos no momento”, disse a estudante de pós-graduação e autora principal do estudo, Mary Woody. “Nós vimos mais correspondência momento a momento na discussão em que eles estavam falando sobre alguma coisa negativa acontecendo em sua vida. Nesta difícil discussão, nós estamos vendo este mecanismo fisiológico protetivo desabrochando. Ao passo que, com mães com um histórico de depressão e seus filhos, nós estamos vendo o oposto — eles, na verdade, não correspondendo. À medida que uma pessoa está engajando-se mais, a outra pessoa está afastando-se. Assim, eles estavam realmente perdendo um ao outro naquele momento e indo embora da discussão sentindo-se triste”.

O estudo, intitulado “Synchrony of physiological activity during mother-child interaction: moderation by maternal history of major depressive disorder”, foi publicado na revista científica Journal of Child Psychology and Psychiatry.

Aplicativos de Smartphone Podem Ajudar a Tratar Ansiedade e Depressão

Com esse mundo tecnológico trazendo novidades diariamente, por que não utilizá-las a nosso favor? Eu, como terapeuta, não vejo mal nenhum nesse app que está sendo testado. Muito pelo contrário, se for para ajudar meus pacientes, será muito bem-vindo! 😉

O post de hoje é uma tradução livre desse texto em inglês: http://www.psypost.org/2016/05/smartphone-app-help-treat-anxiety-depression-42841

Vamos ao texto 🙂

Em um projeto conjunto entre as universidades de Liverpool e de Manchester, pesquisadores examinaram o teste inicial de um aplicativo de smartphone desenhado para ajudar pessoas a manejar seus problemas.

O app ‘Catch It’ usa alguns dos princípios-chave das abordagens psicológicas para saúde mental e bem-estar, e especificamente Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). O app ajuda os usuários a melhor entender seus humores através do uso de um diário.

TCC é uma terapia que pode ajudar você a manejar os seus problemas, através da mudança da forma como você pensa e se comporta. É mais comumente usada para tratar ansiedade e depressão, mas pode ser útil para outros problemas de saúde física e mental.

O uso muito difundido de telefones móveis torna terapias efetivas tal como a TCC potencialmente acessível para um  grande número de pessoas.

O app ‘Catch It’ direciona os usuários para um processo referido como “Catch it, Check it, Change it”. O ‘Catch it’ tem como objetivo ajudar o usuário a identificar pensamentos e estilos de pensamento associados com uma mudança no humor ou uma determinada emoção.

O estudo, conduzido por pesquisadores da University of Liverpool’s Institute of Psychology, Health and Society (IPHS), a University of Liverpool’s Computer Services e a University of Manchester’s School of Psychological Science, foi publicado na revista científica British Journal of Psych Open.

Segundo o professor Peter Kinderman: “este tipo de terapia não pode remover os problemas, mas ela pode ajudar pessoas a lidar com eles de uma forma mais  positiva. Ela está baseada no conceito de que seus pensamentos, sentimentos, sensações físicas e ações estão interconectadas e que pensamentos e sentimentos negativos podem aprisionar você em um círculo vicioso. Nossa pesquisa examinou as taxas de absorção e uso deste app juntamente com a constância de respostas do usuário aos princípios da TCC e seu impacto em humor negativo e positivo relatados”.

Uma proporção relativamente modesta de pessoas escolheram baixar o app,e uma vez que usaram, o app tendeu a ser usado mais do que uma vez. Também, 84% do conteúdo gerado pelo usuário foi consistente com os conceitos básicos de TCC.

O professor Kinderman afirma: “Houve reduções estatisticamente significantes na intensidade do humor negativo e aumento na intensidade do humor positivo. Aplicativos de smartphone tem potenciais efeitos benéficos na saúde mental através da aplicação de princípios básicos da TCC. Mais pesquisas com ensaios clínicos controlados e randomizados deveriam ser conduzidos”.

Novos Achados Sobre o Tratamento de Vício em Açúcar

Há muitas pessoas que desconhecem esse vício, mas ele existe e é sim para ser tratado, principalmente nos casos onde a pessoa já está obesa e/ou diabética, por exemplo.

Esse é um texto de tradução livre que foi publicado em inglês na

Drugs used to treat nicotine addiction could also be used to treat sugar addiction

Vamos à publicação 😉

Com as taxas de obesidade aumentando mundialmente e o consumo excessivo de açúcar considerado um contribuinte direto, a busca tem sido para tratamentos que revertam essa tendência. Agora, um estudo, considerado o primeiro estudo do mundo sobre essa questão e liderado pelo QUT, talvez tenha a resposta.

A neurocientista e professora Selena Bartlett, do QUT’s Institute of Health and Biomedical Innovation, disse que o estudo, que acabou de ser publicado pela revista científica internacional PLOS ONE, mostra que medicações usadas para tratar o vício à nicotina poderiam ser usadas para tratar o vício de açúcar em animais.

A publicação coincide com outro artigo da mesma equipe – Consumo Prolongado de Sacarose em uma forma como binge, altera a morfologia de neurônios espinhosos médios no núcleo accumbens – que foi publicado na Frontiers in Behavioral Neuroscience. O artigo mostra que a ingestão de açúcar por um período longo e crônico pode causar transtornos alimentares e causar impacto no comportamento.

“Os últimos números da Organização Mundial da Saúde nos dizem que 1.9 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso, com 600 milhões consideradas obesas”, disse a professora Bartlett que trabalha no Translational Research Institute.

“O consumo excessivo de açúcar tem sido provado que contribui diretamente para o ganho de peso. Também tem sido mostrado que níveis elevados de dopamina repetidamente, isso controla o sistema de recompensa e centros de prazer do cérebro de uma forma que é similar a muitas drogas de abuso, incluindo tabaco, cocaína e morfina. Após consumo à longo-prazo, isto leva ao oposto, uma redução de níveis de dopamina e leva a um consumo maior de açúcar para conseguir o mesmo nível de recompensa. Nós também encontramos que assim como um risco aumentado de ganho de peso, animais que mantêm alto consumo de açúcar e compulsão alimentar periódica na idade adulta podem também enfrentar consequências neurológicas e psiquiatras afetando o humor e a motivação. Nosso estudo encontrou que medicações aprovadas pelo Food and Drug Administration (FDA), como vareniclina, uma medicação prescrita com o nome comercial de Champix, que trata adição à nicotina, pode funcionar da mesma forma quando é para a vontade incontrolável de açúcar”.

O pesquisador Masroor Shariff disse que o estudo também coloca adoçantes artificiais em evidência e afirma: “curiosamente, nosso estudo também encontrou que adoçantes artificiais tal como sacarina poderiam produzir efeitos similares a aqueles que nós obtivemos com açúcar, enfatizando a importância de reavaliar nossa relação com comida doce”.

A professora Bartlett disse que vareniclina agiu como um receptor nicotínico neuronal (nAChR) e resultados similares foram observados com outras drogas, incluindo mecamilamina e citisina.

“Assim como outras drogas de abuso, a abstinência de exposição crônica a sacarose pode resultar em um desequilíbrio em níveis de dopamina e ser tão difícil quanto tirá-las abruptamente da pessoa”, ela disse.

“Estudos adicionais são requeridos mas nossos resultados realmente sugerem que as atuais medicações nAChR aprovadas pelo FDA podem representar nova estratégia de tratamento para tentar resolver a epidemia da obesidade”.

O artigo “Neuronal Nicotinic Acetylcholine Receptor Modulators Reduce Sugar Intake” pode ser lido no PLOS ONE.

 

 

A Crença de que Você é Viciado em Comida Pode Influenciar o seu Comportamento Alimentar?

Segundo uma pesquisa, PODE SIM!

Essa é um tradução livre de um texto em inglês postado no PSYPOST:

Can believing you are a food addict affect your eating behavior?

Pesquisadores da University of Liverpool publicaram um artigo científico sobre o trabalho deles em como as crenças sobre o vício de comida podem afetar comportamento alimentar.

Obesidade é frequentemente atribuída a um vício para comida e muitas pessoas acreditam que elas próprias são “viciadas em comida”. Contudo, até agora, nenhum estudo tinha olhado para se o fato de acreditarmos que somos um viciado em comida influencia o quanto nós comemos.

Helen Ruddock e colegas da University’s Institute of Psychology, Health and Society examinaram o impacto de mudar as crenças pessoais sobre vício de comida dos participantes em comportamento alimentar.

Em dois estudos separados, mulheres completaram uma série de atividades no computador sobre comida. Ao completarem a atividade, foi dado a elas um feedback falso sobre o seu desempenho que, indicaram que elas tinham níveis alto, baixo ou na média de vício por comida. A ingestão delas de comidas não-saudáveis (chocolate e batatas fritas) foi então mensuradas em um teste de paladar.

Participantes que tinham recebido a notícia de que tinham marcado vício alto em comida consumiram menos calorias do que aquelas que tinham recebido os escores de baixo ou na média.

Além disso, participantes que tinham recebido os escores alto em vício para comida reportaram maior preocupação sobre o seu comportamento alimentar. Isto, por sua vez, reduziu a quantidade de tempo que elas passaram provando as comidas durante o teste de paladar.

Helen Ruddock disse: “nossa pesquisa encontrou que as participantes que acreditaram ser ‘viciadas em comida’ reduziram a quantidade de tempo que elas foram expostas a comidas não-saudáveis e comeram menos como resultado. Isto parece ser porque a percepção de ser uma viciada em comida fez com que elas se preocupam sobre o seu comportamento alimentar.

“Nosso estudo é o primeiro a mostrar que crenças pessoais sobre vício por comida pode influenciar o quanto nós comemos. Trabalho adicional com um grupo amostral maior e acima de um período de tempo mais longo é agora necessário”.

O artigo científico, intitulado ‘Believing in Food Addiction: Helpful or Counter-Productive for Eating Behaviour?‘, foi publicado no Obesity journal.

Narcisista Tolera Mais Outro Narcisista?

Mais uma tradução livre de um texto trazendo informações de uma pesquisa.

Segue o texto:

Narcisistas podem ser menos repelidos por outros narcisistas, um estudo recente publicado na Personality and Social Psychology Bulletin sugere.

Dado o quão desafiante pode ser uma amizade com um narcisista (neste caso, narcisista grandioso, não aqueles descritos como narcisistas vulneráveis), pesquisadores estavam interessados em examinar: quem gosta de sair com um narcisista?  O autor principal do estudo, Ulrike MaaB, e seus colaboradores investigaram para responder se amigos de narcisistas compartilhavam traços narcisistas similares.

As características-chave de narcisismo incluem um senso de direito de posse, arrogância, auto importância inflada e ausência de empatia; relações interpessoais são imensamente impactadas por tais necessidades narcisisticas.

Enquanto na superfície pode parecer que os narcisistas são auto-confiantes e equilibrados, na realidade, um narcisista experiencia uma carga de auto-conceitos negativos, resultando em uma necessidade exagerada para auto-aceitação. Para alcançar esta auto-aceitação, um narcisista manipulará e se engajará em excessiva auto-promoção, geralmente alienando os outros.

Para medir traços de personalidade, o modelo dos cinco grande fatores (“Big Five“) – (extroversão, socialização, abertura para novas experiências, realização e neuroticismo) foi usado, enquanto vários instrumentos de avaliação foram usados para medir narcisismo e traços associados.

Três traços ameaçadores: narcisismo, maquiavelismo e psicopatologia, compreende a Tríade Negra (“Dark Triad”) de personalidade; cada um destes construtos foram medidos pelo Inventário de Personalidade Narcisistica (Narcissistic Personality Inventory),  a escala de maquiavelismo (Machiavellianism Scale) e a Self-Report Psychopathy Scale–III, respectivamente.

Um total de 290 pares de amigos participaram do estudo e cada participante respondeu as avaliações do Big Five e Dark Triad. Os resultados do Big Five (escore geral e escores de domínio) indicaram que amigos tinham graus comparáveis de narcisismo, demonstrando que similaridades em narcisismo segue similaridades no perfil do Big Five, implicando que “narcisistas de uma mesma plumagem andam juntos”.

Achados adicionais encontraram uma conexão com maquiavelismo, psicopatologia e resultados do Big Five (em escores gerais e escores dos domínios de neuroticismo, socialização e realização; não foi apresentado conexão para os domínios de  abertura para experiência e experiência).

Quais conclusões podem ser tiradas deste estudo? Essencialmente, traços narcisísticos em outros são confortáveis para um narcisista, com uma tolerância para traços baseada no compartilhamento de similaridades. Estas similaridades também desempenham um papel nas necessidades auto-regulatórias de narcisistas ou como narcisistas são motivados a mascarar um latente auto-conceito pobre. Enquanto aqueles sem traços narcisisticos, tais como auto-promoção ou desvalorizando os outros, encontram pouca atração nestes traços, “dois narcisistas que são melhores amigos provavelmente não ameaçarão um o ego do outro”.

 

Segue o link em inglês: http://www.psypost.org/2016/03/hangs-narcissist-narcissists-41524