Pesquisadores Oferecem Novidades para o Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada

Este é mais um texto em inglês no qual eu fiz a tradução livre.

Vamos ao texto:

Resultados de um ensaio clínico randomizado que durou 5 anos, de uma nova abordagem de tratamento combinado para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) num nível severo e liderado por Henny Westra da York University, Toronto, com Michael Constantino da University of Massachusetts Amherst e Martin Antony da Ryerson University, Toronto, sugere que integrar entrevista motivacional (EM) com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) melhora à longo-prazo as taxas de melhora quando comparado com o TCC sozinho.

Como o pesquisador e psicoterapeuta Constantino explica: “o transtorno de ansiedade generalizada é uma condição bastante persistente e mesmo com um protocolo de TCC, que é a muito tempo o padrão-ouro de tratamento, menos da metade dos pacientes respondem a ela. Nós queremos fazer alguma coisa em relação a melhorar os desfechos de tratamento em saúde mental para este transtorno muito comumente encontrado”. Detalhes do estudo aparecem na edição da revista cientifica Journal of Consulting and Clinical Psychology.

Westra, Constantino e Antony testaram uma idéia baseada em uma pesquisa preliminar sugerindo que terapeutas poderiam melhorar a TCC endereçando a observação de que pacientes bastante frequentemente apresentam ambivalência sobre abandonar suas preocupações e ansiedade. Segundo Constantino: “pessoas podem vir para a terapia tanto querendo mudar quando estando relutante à mudança. Eles podem estar relutantes a abandonar algo que é tão familiar, algo que serve como uma ferramenta adaptativa. Quer dizer, a preocupação é útil para eles se eles sentem que ela pode ajudar a mantê-los na linha e funcionando responsavelmente, por exemplo”.

Pacientes conversando com um terapeuta durante a TCC podem chegar ao ponto onde eles tenham ambivalência interna e comecem a ser mais ativamente resistentes às sugestões do terapeuta sobre formas de mudar o seu comportamento. Constantino aponta: “isto pode ser o que acontece com pessoas com TAG e acontecendo isso o tratamento não será bem sucedido. Nossa idéia é para incluir EM nesse estágio para ajudar pessoas a endereçarem suas ambivalências e quaisquer resistências ao terapeuta ou a intervenção”.

EM é uma abordagem que terapeutas podem usar para mostrar empatia frente a ambivalência de seu paciente, para oferecer uma ajuda menos diretiva para o paciente reconhecer e validar seus sentimentos oposicionistas e reduzir o confronto entre paciente e terapeuta. “Ao invés de dizer a você para mudar, está ajudando você a entender porque é difícil para você mudar”, Constantino aponta. “Pacientes tendem a melhorar quando estratégias de EM são usadas diante da resistência; eles aproveitam mais da terapia”.

Para este trabalho financiado por uma bolsa do Canadian Institutes of Health Research, os pesquisadores recrutaram 85 participantes em Toronto e alocaram aleatoricamente 43 deles para receberem TCC sozinho, conduzido por terapeutas treinados apenas em TCC e 42 para receberem TCC mais EM de terapeutas treinados em ambas as abordagens. Os pacientes foram vistos em 15 sessões.

Constantino afirma: “Curiosamente, para os principais desfechos de preocupação e de aflição/sofrimento global, quando avaliados imediatamente após o término do tratamento, não houve condição de tratamento de efeito significante”. Contudo, ele acrescenta: “Mais de um ano do período de seguimento do pós-tratamento, nós vimos pacientes que haviam recebido a terapia combinada de EM+TCC pontuando significantemente melhor em ambas estas variáveis de desfecho. Eles saíram-se melhores do que aqueles pacientes que receberam só TCC, que permaneceram na mesma ou pioraram do seu quadro de preocupação e aflição/sofrimento. Assim, ela foi um efeito latente; eles melhoraram mas nós não vimos isso até mais tarde”. Ele diz ainda: “nós achamos que como a EM é mais centrada no paciente, aqueles indivíduos que tiveram EM em seu tratamento estavam mais bem preparados para resolver suas próprias lutas e desafios após o término da terapia, apesar deles não terem mais a ajuda de um terapeuta. Nós acreditamos que estratégias de EM podem dar a eles mais autonomia e pode ajudá-los a ajudarem a si mesmos mais facilmente a longo prazo”.

Em uma de suas muitas análises de seguimento, Constantino diz que resultados preliminares sugerem que pacientes no grupo de combinação de EM-TCC estavam menos resistentes ao terapeuta. Ademais, esta diferença contou estatisticamente para os efeitos benéficos durante o período de seguimento da integração da EM com TCC.

Aproveitando um considerável seguimento, com taxa de participação de 97% entre os sujeitos deste estudo, os pesquisadores estão atualmente conduzindo múltiplos estudos secundários para explorar os resultados. “Uma coisa que nós não sabemos ainda é porque os grupos não diferiram imediatamente no pós-tratamento”, Constantino afirma.

Talvez um problema mais desafiante para a equipe de pesquisadores será disseminar seus achados entre psicoterapeutas para ajudá-los a melhor ajudar seus pacientes, ele acrescenta. “Psicoterapia funciona”, Constantino diz. “É definitivamente melhor do que nada, mas ela não funciona da mesma forma para todo mundo. Nós também sabemos que ela pode sempre ser aprimorada. Idealmente, este novo conhecimento será convertido em workshops e introduzido em novos métodos de ensino e em como nós treinamos a próxima geração de estudantes de psicologia. Enquanto área, nós continuamos tentando melhorar nisto”.

Link do texto em inglês:

Research offers promising new approach for generalized anxiety disorder

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